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Por onde anda V

October 31, 2003

O tape_error404 deixou-me envergonhado. Fez-me lembrar que tenho prestado pouca aten

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Onde

October 31, 2003

Depois de ter lido no Laranja Amarga o belo texto do ps sobre Branco, Jos

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PR

October 31, 2003

C

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Pr

October 30, 2003

Quando o dinheiro n

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LHASA: um dos regressos mais ansiados.

October 30, 2003

S�o pequenas not�cias como esta que nos alegram o dia. O Rui Silva, do Forum Sons e leitor regular deste blogue, postou aqui a cr�tica ao disco que marca um dos regressos mais ansiados: o da autora do admir�vel �lbum �La Lhorona�. N�o resisto a repescar a entrevista que fiz a esta canadiana errante, h� cerca de cinco anos atr�s e que estava postado no velhinho site das Cr�nicas da Terra.

L�grimas de crocodilo

Filha de um escritor mexicano e de uma fot�grafa e antiga actriz americana, Lhasa de Sela nasceu nos Estados Unidos. Durante a adolesc�ncia percorreu o seu pa�s costa a costa e viveu no M�xico. Aos 25 anos, com resid�ncia fixa em Montreal, Lhasa editou um dos mais belos e melanc�licos �lbuns deste ano. “La Lhorona”, figura m�tica dos Astecas seduz os homens aos primeiros acordes de uma can��o triste, para os beijar e tranformar em pedra. Um enredo que d� o mote � m�sica triste, intensa e dram�tica que Lhasa e Yves Desriosiers arquitectam.

Que tipo de influ�ncia os teus pais tiveram na tua carreira?

Eles exerceram uma grande influ�ncia. Como estivemos muito tempo em viagem, n�o ia � escola. Eles foram os meus professores, habituaram-me a n�o ver televis�o e a ler todo o tipo de literatura. A minha m�e ouvia habitualmente m�sica muito triste que eu tamb�m adorava. O meu pai � professor de espanhol, por isso mesmo quando escrevo as minhas can��es e entro na fase de bloqueio, n�o sei o que escrever, telefono-lhe e ele conta-me hist�rias e declama poemas para eu ter ideias.

Penso que deves ter tido problemas de integra��o durante a inf�ncia. Por um lado viajavas constantemente, por outro n�o vias televis�o e ouvias m�sica que os mi�dos da tua idade n�o estavam habituados. N�o te consideravam uma rapariga estranha?

Sim. Era uma rapariga muito solit�ria. Quando entrei na escola, tinha doze ou treze anos e foi muito dif�cil para mim. Era muito t�mida, tinha medo das pessoas. Andava sempre sozinha, encostada a um canto.

As viagens que fizeste pelos Estados Unidos e M�xico influenciaram algumas can��es deste �lbum?

Sim. Crescer da forma que cresci, faz-me sentir que a vida � uma aventura, cheira de magia e mist�rio. S�o estes os sentimentos que eu tento expressar atrav�s da minha m�sica.

Disseste que o canto representa para ti uma forma de estares consciente das tuas emo��es e rires-te delas. � dif�cil lidares com tais emo��es?

Sim. Porque era uma rapariga muito calada e t�mida, e o cantar permite-me p�r c� para fora emo��es que eu desconhecia. Quando eu canto posso sentir toda a tristeza, melancolia e raiva. Com a m�sica, tento fazer algo de bonito. Quero que toda essa tristeza e raiva sejam belas e que n�o sejam apenas uma forma de expressar emo��es de uma forma criativa.

Para ti o belo n�o faz sentido sem sofrimento?

Tu tens a sombra e a luz e eu penso que a m�sica � a combina��o das duas. Apenas luz n�o tem sentido para mim. Mas se for apenas sombra � demasiado escuro, n�o consegues ver nada. Precisas de luz e sombra, precisas do contraste de tristeza e esperan�a, amor e raiva. � isso que faz com que a minha m�sica seja dram�tica, bonita. Esse conflito est� sempre presente na minha vida. Por muito que queira caminhar para a luz, tenho de passar pela escurid�o para chegar � luz.
Penso que este �lbum � como um filme mexicano dos anos 40, com uma produ��o moderna. Mas � um filme que conta apenas uma parte da tua vida.

Como ser� a “sequela”?

N�o sei, mas penso que ser� diferente. Menos triste, mais extrovertido. Penso que nos �ltimos anos absorvi muito estas can��es tristes e agora quero fazer algo diferente. � verdade que a ideia de fazer cinema com a m�sica � uma realidade. O Yves (guitarrista) escreve comigo as can��es e traz a tal qualidade cinem�tica. Mas ele tamb�m mudou um pouco. N�o sei o que vir�. Vamos fazer muitos espect�culos at� Maio, e depois pretendo efectuar uma pausa para escrever.

“La Llorona” � um disco de m�ltiplas refer�ncias. Riacheras mexicanas, temperos klezmer, m�sica de cabaret. Como acontece todo este ecletismo?

Oi�o m�sica todo o tempo. Sou uma fan�tica. N�o � nada que decida, acontece porque quando estamos a compor dizemos isso � bom, e pode soar a m�sica grega, klezmer, ou o que seja.

Muitos jornalistas referem que o facto de cantares em espanhol � uma desvantagem. Mas esta n�o � a forma que te permite dar maior expressividade �s tuas emo��es?

Sim. Eu nunca quis ser uma estrela pop. Queria fazer m�sica do fundo do meu cora��o. A carreira art�stica � importante, mas para mim a minha vida tem ainda mais valor. Quero ser verdadeira para comigo. Sen�o sou apenas uma oper�ria da m�sica.

Cantar em espanhol n�o ser� tamb�m uma quest�o de estilo?

N�o sei. O espanhol inspira-me. � tamb�m uma quest�o de estilo. Quanto canto em espanhol tenho uma voz diferente. Gosto de cantar em muitas l�nguas. Gosto de cantar em ingl�s, em franc�s, canto tamb�m em italiano, russo e um pouquinho de portugu�s. Gosto de cantar em l�nguas diferentes, porque cada uma tem uma cor e um feeling pr�prio. Quando fiz este �lbum, senti-me inspirada pela forma como o espanhol me permitia ampliar a tristeza.

Tens uma verdadeira alma cigana. � dif�cil lidar com tantas restri��es de hor�rios a que agora est�s submetida?

H� uma parte de mim que se sente como um c�ozinho, saltando no circo. A� sou muito obediente. Mas por vezes sinto que queria ser um le�o, n�o ter de obedecer a ningu�m. Por�m, quando estou no palco, a magia paira no ar e sinto-me livre.
� uma vida dif�cil. Tens de fazer muitas coisas que n�o gostas. Mas quando est�s l� em cima esqueces tudo isso.

Para ti o palco � um local m�gico. Mas para sentires essa magia precisas de ter um p�blico que te compreenda. Certo?

Quando as coisas correm bem, liberto-me, sinto-me muito pr�ximo da audi�ncia e penso que estamos a ter um sonho em conjunto. Sa�mos da realidade e criamos um mundo pr�prio, cheio de coisas misteriosas a acontecer.

� muito dif�cil lidar com diferentes audi�ncias de diferentes pa�ses?

Nem sempre a magia acontece. Depende do tipo de concerto que fazemos, se � num festival onde n�o nos conhecem, ou num teatro em que somos cabe�as de cartaz e as pessoas sabem ao que v�o. Por exemplo, nos Estados Unidos s� uma �nfima minoria compreende a minha m�sica. Mas quando estive na Ilha Reuni�o e fiz a primeira parte da Ces�ria �vora, senti uma coisa incr�vel. Um momento m�gico. Estava t�o longe de casa, sentia-me nervosa, mas o entendimento entre mim e o p�blico foi fant�stico. � por isso que eu digo que a vida � uma aventura.

Jornalistas americanos afirmaram que eras a sua resposta ind�gena � Ces�ria �vora. Concordas com a compara��o?

Gosto muito da m�sica dela, j� a vi tr�s vezes ao vivo, mas penso que h� muitas diferen�as. Uma � que ela n�o escreve can��es e canta apenas as tradicionais de Cabo Verde, outra � que ela � muito calma em palco. Eu sou muito emocional, com o nervo � flor da pele. A m�sica dela pode tamb�m ser melanc�lica, mas � mais doce, mais suave.

Tens planos para tocar em Portugal?

Talvez na pr�xima Primavera. Estamos a planear tocar em Espanha e Portugal durante Mar�o ou Abril. (NR: entrevista efectuada por telefone em Janeiro de 98).

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Voxx e Luna vendidas: para onde caminha a r

October 29, 2003

O Neg

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M

October 29, 2003

M

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EARTH-WHEEL-SKY-BAND: A cavalo, sem freios, da S?rvia ao Rajast?o.

October 28, 2003

Earth Wheel Sky Band
Waltz Rromano
Asphalt Tango

O in?cio n?o engana. Estes S?rvios querem conduzir-nos de volta ao ber?o da civiliza??o cigana. Poderia tratar-se de uma viagem atrav?s do Expresso do Oriente com paragem no Rajast?o, mas esta ? uma aventura selvagem, feita a cavalo, sem freios. Se, praticamente, pouco se deu por eles no anterior ?lbum “Rroma Art” (edi??o Sabotage), “Waltz Rromano” soa aos nossos ouvidos como o detonar de uma bomba de neutr?es. Exagerado? Este ?, provavelmente, o ?lbum mais interessante de 2003 (e um dos melhores de sempre) feito por m?sicos de etnia cigana. Olah Vince, raposa velha que tocou recentemente na orquestra LaDaABa de Boris Kovac, imp?e o estilo feio-porco-mau-dur?o-e-mafioso, quer na sua voz de “vibratto”, quer no toque epil?ptico de guitarra e de violino. Um ?lbum feito de virtuosismo, de explos?es, de sonoridades vetustas (sobretudo o de cymbalom) e de uma capacidade e uma versatilidade ?mpar que os ciganos t?m de ir a todas. N?o falta o nervo do rock sem recurso a instrumentos el?ctricos (“Choro Rrom”), as varia??es de acordes de guitarra sobre “Misirlou Twist” de Dick Dale, para o trompete de Boban Markovic brilhar (“Vranje-Rromans), ou o mergulho no ber?o da civiliza??o Rromani num interessante di?logo entre c?tara indiana, violino e cymbalom. Essencial. Ao n?vel da Taraf de Ha?douks. (9/10)

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EARTH-WHEEL-SKY-BAND: A cavalo, sem freios, da S�rvia ao Rajast�o.

October 28, 2003

Earth Wheel Sky Band
Waltz Rromano
Asphalt Tango

O in�cio n�o engana. Estes S�rvios querem conduzir-nos de volta ao ber�o da civiliza��o cigana. Poderia tratar-se de uma viagem atrav�s do Expresso do Oriente com paragem no Rajast�o, mas esta � uma aventura selvagem, feita a cavalo, sem freios. Se, praticamente, pouco se deu por eles no anterior �lbum “Rroma Art” (edi��o Sabotage), “Waltz Rromano” soa aos nossos ouvidos como o detonar de uma bomba de neutr�es. Exagerado? Este �, provavelmente, o �lbum mais interessante de 2003 (e um dos melhores de sempre) feito por m�sicos de etnia cigana. Olah Vince, raposa velha que tocou recentemente na orquestra LaDaABa de Boris Kovac, imp�e o estilo feio-porco-mau-dur�o-e-mafioso, quer na sua voz de “vibratto”, quer no toque epil�ptico de guitarra e de violino. Um �lbum feito de virtuosismo, de explos�es, de sonoridades vetustas (sobretudo o de cymbalom) e de uma capacidade e uma versatilidade �mpar que os ciganos t�m de ir a todas. N�o falta o nervo do rock sem recurso a instrumentos el�ctricos (“Choro Rrom”), as varia��es de acordes de guitarra sobre “Misirlou Twist” de Dick Dale, para o trompete de Boban Markovic brilhar (“Vranje-Rromans), ou o mergulho no ber�o da civiliza��o Rromani num interessante di�logo entre c�tara indiana, violino e cymbalom. Essencial. Ao n�vel da Taraf de Ha�douks. (9/10)

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MARIZA: The same old story

October 27, 2003

Mariza actua hoje em Inglaterra, no Royal Festival Hall. Robin Denselow do Guardian (quem mais podia ser) entrevistou-a h

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (20) V?RIOS - “CLUB AFRICA” (VOL 1)

October 26, 2003

V?rios
Club Africa
(Strut)

Por muitos anos que certas grava??es possuam, conseguem manter uma certa modernidade e contemporaneadade, sobretudo em determinados contextos. “Club Africa”, ? semelhan?a da primeira compila??o seleccionada por Russ Dewbury - “Afrofunk” - surpreende pela forma como alguns registos resgatados ao in?cio dos anos 70, conseguem oferecer uma brisa de frescura ? cena de dan?a actual, necessitada de injec??es de ritmos e melodias de raiz, neste caso afro-latinas. Uma das matrizes influentes no trabalho de produtores da actualidade como Masters Of Work, Soul Ascendents e Frederic Galliano.
“Club Africa” n?o ? mais do que o resultado de uma conjuntura em que alguma dessa modernidade ?-nos revelada pela descoberta de outras m?sicas (re) localizadas no tempo e no espa?o, como o funk, rock, soul e disco latino em “Barrio Nuevo” e do ska, rocksteady e dub jamaicano em “100%; 200% Dynamite” (ambas da editora Soul Jazz). Neste exerc?cio selectivo de extremo bom gosto, “Club Africa” vem dar raz?o a Gilles Peterson da Talking Loud, quando reedita (h? bem pouco tempo) parte da obra (em dois volumes de seis discos) de Fela Anikulapo Kuti, o mago do afro-beat. Sem este exemplo maior de genialidade e intemporalidade, “Club Africa” re?ne mais ou menos obscuros (em termos do conhecimento do grande p?blico), em que sobressai o nome da sul-africana Miriam Makeba, cuja carreira musical foi, ? semelhan?a de Fela, marcada pela contesta??o ao regime pol?tico do seu pa?s - neste caso o Apartheid - valendo-lhe um ex?lio nos Estados Unidos e Ghana por mais de 30 anos.
Aqui encontramos o pulsar de escaldantes ritmos africanos em confronto ora com devaneios jazz?sticos que se servem estridentes sec??es de metais e possantes linhas de baixo, ora com uma linha soul / funk em que se nota o peso dos teclados e a fluidez de aerofones mais fr?geis que introduzem uma certa frescura ao sufocante calor que emana de “Club Africa”.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (20) V�RIOS - “CLUB AFRICA” (VOL 1)

October 26, 2003

V�rios
Club Africa
(Strut)

Por muitos anos que certas grava��es possuam, conseguem manter uma certa modernidade e contemporaneadade, sobretudo em determinados contextos. “Club Africa”, � semelhan�a da primeira compila��o seleccionada por Russ Dewbury - “Afrofunk” - surpreende pela forma como alguns registos resgatados ao in�cio dos anos 70, conseguem oferecer uma brisa de frescura � cena de dan�a actual, necessitada de injec��es de ritmos e melodias de raiz, neste caso afro-latinas. Uma das matrizes influentes no trabalho de produtores da actualidade como Masters Of Work, Soul Ascendents e Frederic Galliano.
“Club Africa” n�o � mais do que o resultado de uma conjuntura em que alguma dessa modernidade �-nos revelada pela descoberta de outras m�sicas (re) localizadas no tempo e no espa�o, como o funk, rock, soul e disco latino em “Barrio Nuevo” e do ska, rocksteady e dub jamaicano em “100%; 200% Dynamite” (ambas da editora Soul Jazz). Neste exerc�cio selectivo de extremo bom gosto, “Club Africa” vem dar raz�o a Gilles Peterson da Talking Loud, quando reedita (h� bem pouco tempo) parte da obra (em dois volumes de seis discos) de Fela Anikulapo Kuti, o mago do afro-beat. Sem este exemplo maior de genialidade e intemporalidade, “Club Africa” re�ne mais ou menos obscuros (em termos do conhecimento do grande p�blico), em que sobressai o nome da sul-africana Miriam Makeba, cuja carreira musical foi, � semelhan�a de Fela, marcada pela contesta��o ao regime pol�tico do seu pa�s - neste caso o Apartheid - valendo-lhe um ex�lio nos Estados Unidos e Ghana por mais de 30 anos.
Aqui encontramos o pulsar de escaldantes ritmos africanos em confronto ora com devaneios jazz�sticos que se servem estridentes sec��es de metais e possantes linhas de baixo, ora com uma linha soul / funk em que se nota o peso dos teclados e a fluidez de aerofones mais fr�geis que introduzem uma certa frescura ao sufocante calor que emana de “Club Africa”.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (19) MATT DARRIAU PARADOX TRIO - “SOURCE”

October 26, 2003

Matt Darriau Paradox Trio
Source
(Knitting Factory / Megam?sica)

Ao longo de tr?s ?lbuns, um dos expoentes m?ximos da downtown nova-iorquina - Matt Darriau – une a linguagem jazz a um grande caldeir?o de influ?ncias ancestrais, que registada na simbiose de culturas de um vasto imp?rio como o Otomano. Um ?lbum que poderia ser uma fac??o modernista da ecl?ctica m?sica klezmer de origem judaica em di?logo com o jazz, mas que ? muito mais que isso. Source absorve uma enorme variedade de ritmos e dan?as do Mediterr?neo e das Balc?s de origem romena, turca, b?lgara ou grega, filtradas pelas composi??es (maioritariamente) pr?prias de Matt Darriau. Tais arranjos encontram-se devidamente embebidos nestas tradi??es, facto que n?o impede alguma rudeza e um (por vezes) um certo improviso na sua interpreta??o. Algo que, pela incessante necessidade de uma leitura pessoal da m?sica klezmer, poder? soar a uma resposta a certos trabalhos como os dos Klezmatics - Lorin Sklamberg tem tamb?m o seu tempo de antena neste disco ao cantar em turco e yiddish. ? semelhan?a de Marc Ribot que deu novas tonalidades ? m?sica cubana de Ars?nio Rodriguez no ?ltimo disco com a orquestra Cubanos Postizos, este ? um disco feliz. Oferece uma nova amplitude ao legado tradicional balc?nico e mediterr?nico.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (19) MATT DARRIAU PARADOX TRIO - “SOURCE”

October 26, 2003

Matt Darriau Paradox Trio
Source
(Knitting Factory / Megam�sica)

Ao longo de tr�s �lbuns, um dos expoentes m�ximos da downtown nova-iorquina - Matt Darriau – une a linguagem jazz a um grande caldeir�o de influ�ncias ancestrais, que registada na simbiose de culturas de um vasto imp�rio como o Otomano. Um �lbum que poderia ser uma fac��o modernista da ecl�ctica m�sica klezmer de origem judaica em di�logo com o jazz, mas que � muito mais que isso. Source absorve uma enorme variedade de ritmos e dan�as do Mediterr�neo e das Balc�s de origem romena, turca, b�lgara ou grega, filtradas pelas composi��es (maioritariamente) pr�prias de Matt Darriau. Tais arranjos encontram-se devidamente embebidos nestas tradi��es, facto que n�o impede alguma rudeza e um (por vezes) um certo improviso na sua interpreta��o. Algo que, pela incessante necessidade de uma leitura pessoal da m�sica klezmer, poder� soar a uma resposta a certos trabalhos como os dos Klezmatics - Lorin Sklamberg tem tamb�m o seu tempo de antena neste disco ao cantar em turco e yiddish. � semelhan�a de Marc Ribot que deu novas tonalidades � m�sica cubana de Ars�nio Rodriguez no �ltimo disco com a orquestra Cubanos Postizos, este � um disco feliz. Oferece uma nova amplitude ao legado tradicional balc�nico e mediterr�nico.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (18)
PER GUDMUNDSON, ALE M

October 26, 2003

Per Gudmundson, Ale M

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (17) TAJ MAHAL + TOUMANI DIABAT? - “KULANJAN”

October 26, 2003

Taj Mahal + Toumani Diabat?
Kulanjan
(Hannibal)

Kulajan ? o resultado da uni?o entre um homem do blues com quase meia centena de discos editados, Taj Mahal, e um dos maiores virtuosos do kora, Toumani Diabat? que, depois de aventuras com os Ketama, continua a senda de grava??es com m?sicos de outras latitudes. Este ? um disco que o blues man tinha desejo de fazer h? algum tempo, desde que visitou o Mali e ficou convencido que os seus antepassados se encontravam entre a grande fam?lia Kouyate (um dos cl?s principais de Griots do imp?rio Mandinga).
Kulajan ? acima de tudo o encontro feliz entre o blues e aquilo que ambos consideram ser o seu predecessor: duas das tradi??es que encontramos no Mali (a m?sica dos Griots - mais meditativa - e os ritmos wassoulou dos respeitados ca?adores, mais dan??vel, que marca a origem do funk). Um encontro entre a guitarra e os instrumentos que a precederam, o kora e ngoni. Uma viagem ?s raizes africanas do blues made in USA, decalcada num sentimento melanc?lico comum, feito de um serpenteado not?vel de cordas. Um casamento perfeito a que n?o faltam as damas donores, isto ?, mais seis m?sicos da mesma fam?lia ou casta, de onde se destaca um outro instrumentista de kora, Ballake Sissoko, homem que editou este ano com Toumani Diabat? o dueto de cordas New Ancient Strings. Os restantes m?sicos t?m aqui um papel importante sobretudo na interpreta??o de ritmos e melodias wassoulou atrav?s de kalamengoni (harpa dos ca?adores) e balofon (xilofone de madeira) e nas exuberantes vozes que parecem chegar ao c?u.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (17)
TAJ MAHAL + TOUMANI DIABAT� - “KULANJAN”

October 26, 2003

Taj Mahal + Toumani Diabat�
Kulanjan
(Hannibal)

Kulajan � o resultado da uni�o entre um homem do blues com quase meia centena de discos editados, Taj Mahal, e um dos maiores virtuosos do kora, Toumani Diabat� que, depois de aventuras com os Ketama, continua a senda de grava��es com m�sicos de outras latitudes. Este � um disco que o blues man tinha desejo de fazer h� algum tempo, desde que visitou o Mali e ficou convencido que os seus antepassados se encontravam entre a grande fam�lia Kouyate (um dos cl�s principais de Griots do imp�rio Mandinga).
Kulajan � acima de tudo o encontro feliz entre o blues e aquilo que ambos consideram ser o seu predecessor: duas das tradi��es que encontramos no Mali (a m�sica dos Griots - mais meditativa - e os ritmos wassoulou dos respeitados ca�adores, mais dan��vel, que marca a origem do funk). Um encontro entre a guitarra e os instrumentos que a precederam, o kora e ngoni. Uma viagem �s raizes africanas do blues made in USA, decalcada num sentimento melanc�lico comum, feito de um serpenteado not�vel de cordas. Um casamento perfeito a que n�o faltam as damas donores, isto �, mais seis m�sicos da mesma fam�lia ou casta, de onde se destaca um outro instrumentista de kora, Ballake Sissoko, homem que editou este ano com Toumani Diabat� o dueto de cordas New Ancient Strings. Os restantes m�sicos t�m aqui um papel importante sobretudo na interpreta��o de ritmos e melodias wassoulou atrav�s de kalamengoni (harpa dos ca�adores) e balofon (xilofone de madeira) e nas exuberantes vozes que parecem chegar ao c�u.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (16) V?RIOS - “THE COMPLETE UK UPSETTER SINGLES COLLECTION (VOL 1 E 2)

October 26, 2003

V / A
The Complete UK Upsetter Singles Collection (vol 1 and 2)
(Trojan)

Aos 66 anos, Lee Perry ? e continua a ser um dos maiores g?nios criativos que a Jamaica viu nascer. L?der dos Upsetters e prol?fico produtor, durante a ?poca de ouro entre 69 e 73, gravou na sua editora Upsetter cerca de 200 t?tulos em mais de 100 edi??es, que a etiqueta brit?nica Trojan agora recupera. Nestas duas compila??es encontram-se documentados numa centena de faixas a assinatura pessoal de um m?sico que afirmava n?o ser deste mundo. Os seus actos faziam-nos acreditar nele, quando afirmava ser um extra-terrestre. Usualmente, plantava discos no seu jardim, dan?ava em cima das mesas de mistura e foi o principal respons?vel pelo inc?ndio que ocorreu no seu est?dio durante a d?cada de 80. Factos que explicam em parte uma presen?a regular em sanat?rios. Mas toda a sua loucura, fez de Lee Perry um aut?ntico vision?rio. Nestas duas compila??es encontra-se material em bruto de um reggae em fase de decomposi??o, a meio caminho para aquilo que iria suceder a seguir com os ?lbuns Rythm Slower e Blackboard Jungle: a crescente ramifica??o de estilos que deu origem ao ragga, dancehall e dub. Lee Perry afirma que o acto de ?produzir n?o ? coisa que aprendes, nasce contigo?. Da? se explique, em parte, toda a veia intuitiva, a aura de misticismo e o estado mental de abstrac??o, a permitir que o ritmo flutue na mente, como se de um “big joint” (a imagem da capa n?o engana) se tratasse. Em suma, uma obra essencial que documenta o per?odo mais criativo de Lee “Scratch” Perry e uma “biblia” de refer?ncia na compreens?o da hist?ria do dub.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (16)
V�RIOS - “THE COMPLETE UK UPSETTER SINGLES COLLECTION (VOL 1 E 2)

October 26, 2003

V / A
The Complete UK Upsetter Singles Collection (vol 1 and 2)
(Trojan)

Aos 66 anos, Lee Perry � e continua a ser um dos maiores g�nios criativos que a Jamaica viu nascer. L�der dos Upsetters e prol�fico produtor, durante a �poca de ouro entre 69 e 73, gravou na sua editora Upsetter cerca de 200 t�tulos em mais de 100 edi��es, que a etiqueta brit�nica Trojan agora recupera. Nestas duas compila��es encontram-se documentados numa centena de faixas a assinatura pessoal de um m�sico que afirmava n�o ser deste mundo. Os seus actos faziam-nos acreditar nele, quando afirmava ser um extra-terrestre. Usualmente, plantava discos no seu jardim, dan�ava em cima das mesas de mistura e foi o principal respons�vel pelo inc�ndio que ocorreu no seu est�dio durante a d�cada de 80. Factos que explicam em parte uma presen�a regular em sanat�rios. Mas toda a sua loucura, fez de Lee Perry um aut�ntico vision�rio. Nestas duas compila��es encontra-se material em bruto de um reggae em fase de decomposi��o, a meio caminho para aquilo que iria suceder a seguir com os �lbuns Rythm Slower e Blackboard Jungle: a crescente ramifica��o de estilos que deu origem ao ragga, dancehall e dub. Lee Perry afirma que o acto de �produzir n�o � coisa que aprendes, nasce contigo�. Da� se explique, em parte, toda a veia intuitiva, a aura de misticismo e o estado mental de abstrac��o, a permitir que o ritmo flutue na mente, como se de um “big joint” (a imagem da capa n�o engana) se tratasse. Em suma, uma obra essencial que documenta o per�odo mais criativo de Lee “Scratch” Perry e uma “biblia” de refer�ncia na compreens�o da hist�ria do dub.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (15) MERCEDES PE?N - “ISU?”

October 26, 2003

Mercedes Pe?n
Isu?
Resist?ncia / Sabotage

O mais interessante que a Galiza nos tem oferecido em termos de m?sica folk, sempre foi dominado pelo lado depurado de interpretar a rica tradi??o de mu?eiras, foliadas e alvoradas. Quer pelos Milladoiro que est?o para a m?sica galega como dos Chieftains est?o para a irlandesa – uma institui??o intoc?vel pelo extenso trabalho at? hoje produzido a quem se desculpa um ?lbum menos conseguido – quer pelos Luar Na Lubre que imp?em uma perfei??o on?rica ?s entranhas da pura tradi??o local, sem terem necessidade de correr riscos.
Demarcando-se do terreno pantanoso de um dos maiores aventureiros galegos – Carlos N??ez – cuja brilhante t?cnica de gaita de foles tem sido abafada pelo mau gosto das suas composi??es, Mercedes Pe?n assume-se como uma das principais estetas da revolu??o da folk do Norte de Espanha, ao lado dos excessivamente progressistas Berrog?etto. Mas Pe?n vai muito mais al?m do que a banda do brilhante instrumentista Anxo Pintos.
“Isu?”, o ?lbum de estreia da cantora, compositora, gaiteira, pandeireteira, dan?arina e respons?vel por algumas recolhas de temas aqui inclu?dos, subverte a habitual rigidez de abordagem ? m?sica galega de forma brilhante, tornando-se num leg?timo candidato ao estatuto de “Kaksi” ib?rico. Partindo de uma base assaz regional, na qual se pode escutar que o “Galego que non fala a l?ngua da sua terra non sabe o que tem de seu”, Mercedes Pe?n parte em busca do mundo que a rodeia: da conflu?ncia mel?dica ar?bico-mediterranico-balc?nica em “De Seu”, ao transe r?tmico tribalista e quente da ?frica Negra e Mu?ulmana, ?s abrasadoras e misteriosas vozes xam?nicas de g?lidas latitudes, sem esquecer de arriscar numa experi?ncia tecno-pop (“Sombra de Luz”) menos feliz e no tom festivo ska-folk algo gasto (“Adorno”), com alguns contornos saudosistas evocativos dos Pogues.
“Isu?” ?, para concluir, um puzzle que prima pela diversidade e Mercedes Pe?n ? uma compositora-cientista em constante experimenta??o e refuta??o de teorias, nunca esquecendo a base de todo o seu trabalho: as recolhas que fez em solo Galego.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (15)
MERCEDES PE�N - “ISU�”

October 26, 2003

Mercedes Pe�n
Isu�
Resist�ncia / Sabotage

O mais interessante que a Galiza nos tem oferecido em termos de m�sica folk, sempre foi dominado pelo lado depurado de interpretar a rica tradi��o de mu�eiras, foliadas e alvoradas. Quer pelos Milladoiro que est�o para a m�sica galega como dos Chieftains est�o para a irlandesa – uma institui��o intoc�vel pelo extenso trabalho at� hoje produzido a quem se desculpa um �lbum menos conseguido – quer pelos Luar Na Lubre que imp�em uma perfei��o on�rica �s entranhas da pura tradi��o local, sem terem necessidade de correr riscos.
Demarcando-se do terreno pantanoso de um dos maiores aventureiros galegos – Carlos N��ez – cuja brilhante t�cnica de gaita de foles tem sido abafada pelo mau gosto das suas composi��es, Mercedes Pe�n assume-se como uma das principais estetas da revolu��o da folk do Norte de Espanha, ao lado dos excessivamente progressistas Berrog�etto. Mas Pe�n vai muito mais al�m do que a banda do brilhante instrumentista Anxo Pintos.
“Isu�”, o �lbum de estreia da cantora, compositora, gaiteira, pandeireteira, dan�arina e respons�vel por algumas recolhas de temas aqui inclu�dos, subverte a habitual rigidez de abordagem � m�sica galega de forma brilhante, tornando-se num leg�timo candidato ao estatuto de “Kaksi” ib�rico. Partindo de uma base assaz regional, na qual se pode escutar que o “Galego que non fala a l�ngua da sua terra non sabe o que tem de seu”, Mercedes Pe�n parte em busca do mundo que a rodeia: da conflu�ncia mel�dica ar�bico-mediterranico-balc�nica em “De Seu”, ao transe r�tmico tribalista e quente da �frica Negra e Mu�ulmana, �s abrasadoras e misteriosas vozes xam�nicas de g�lidas latitudes, sem esquecer de arriscar numa experi�ncia tecno-pop (“Sombra de Luz”) menos feliz e no tom festivo ska-folk algo gasto (“Adorno”), com alguns contornos saudosistas evocativos dos Pogues.
“Isu�” �, para concluir, um puzzle que prima pela diversidade e Mercedes Pe�n � uma compositora-cientista em constante experimenta��o e refuta��o de teorias, nunca esquecendo a base de todo o seu trabalho: as recolhas que fez em solo Galego.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (14) TARAF DE HA?DOUKS - “BAND OF GYPSIES”

October 26, 2003

Taraf de Ha?douks
Band of Gypsies
(Crammed / Megam?sica)

Depois de dez anos de intensas digress?es ? volta do mundo, a Taraf de Ha?douks (grupo de justiceiros) fizeram justi?a pelas pr?prias m?os. Entraram pela primeira vez, de forma apote?tica na capital Romena, para gravar o seu quarto disco ao vivo. Uma super produ??o que demorou tr?s noites, onde contaram com a presen?a de convidados especiais de vulto: a Ko?ani Orkestar Brass Band da Maced?nia e o turco Tarik Tuysuzoglu. Quem conhece a Taraf de Ha?douks como refer?ncia incontorn?vel da m?sica cigana e da folk que sopra de leste, poder? minimizar tal feito. Apesar da banda criar simpatias com gente ilustre como o actor Johnny Depp, que chegou a pagar cerca de vinte mil contos (cem mil d?lares) para os ver no seu bar Viper Club e com o estilista japon?s Yamamoto que j? vestiu todos os seus elementos, a Taraf de Ha?douks ? praticamente desconhecida na Rom?nia. Se na era Ceausecsu, os m?sicos ciganos eram constantemente vigiados pela pol?cia pol?tica, para n?o cantarem as baladas medievais mitol?gicas que pudessem descrever actos her?icos de outrora e consequentemente desvalorizar a pol?tica comunista, hoje em dia esses mesmos ciganos que det?m o mais baixo n?vel de vida na Rom?nia, continuam a ser alvo de actos racistas generalizados. No entender da popula??o branca, s?o eles os respons?veis pelo cont?nuo mau estar econ?mico e social que o pa?s tem sofrido nestes dez anos da era p?s-Ceasusescu. As consequ?ncias variam: desde a impossibilidade de as crian?as frequentarem a escola e outras institui??es p?blicas, ao acto de fogo posto nas suas casas perpetrado pela popula??o branca. Sem acesso ? educa??o, as crian?as ciganas de Clejani podem n?o saber ler e escrever, mas desde cedo aprendem instintivamente a tradi??o dos “lautari”. Afinal, ? esta a forma mais eficiente de ganharem dinheiro em todo o tipo de celebra??es: casamentos, anivers?rios, baptizados e funerais.
Bela Bart?k poder? acusar os ciganos de corromperem a verdadeira folk dos camponeses da Europa de Leste. No entanto, a Rom?nia s? tem de agradecer-lhes pelo facto de nunca terem parado de tocar e terem continuado a cantar clandestinamente (e a passarem de pais para filhos) as can??es que Ceausescu proibiu e cujos registos magn?ticos queimou, dando um importante contributo para a preserva??o de parte dessa cultura. Da? que tenhamos de concordar com a opini?o do mestre da tabla indiana Zakir Hussain quando diz que, sem os ciganos a hist?ria musical do nosso planeta seria diferente, comparando-os a abelhas que voam por todo o planeta e que misturam o p?len musical que recolhem de diferentes flores. Afinal, foram eles que transportaram da ?ndia o conhecimento de v?rias percuss?es, que se foram desenvolvendo com a di?spora cigana: a dumbak no L?bano, a Tar na N?bia ou a Darbouka na Turquia.
A Taraf de Ha?douks e o sublime registo “Band of Gypsies” acaba por fazer bom uso das palavras mobilidade, espontaneidade, diversidade, cumplicidade e despique que caracterizam cada concerto. O confronto entre gera??es (a dos 70/80 anos e dos 20/30 anos) provoca a dualidade entre a balada cantada e sentida com a mesma m?goa do blues e as composi??es instrumentais tocadas a todo o g?s, como se o pendular pendulasse (a cerca de 300 kmh). O caldeir?o culturas consegue fazer aquilo que os diversos chefes de Estado n?o t?m conseguido: unir toda a extensa regi?o das Balc?s atrav?s da m?sica - da Jugosl?via, Hungria e Rom?nia, at? ? Bulg?ria, Maced?nia, Turquia - com o Norte de ?frica. Todo o seu tecnicismo e improviso p?e ? prova a capacidade de criar empatia em qualquer palco do mundo. Sente-se que a Taraf de Ha?douks precisa do calor do p?blico, como uma acendalha numa fogueira, para entrar em combust?o e dar toda a energia e virtuosismo selvagem que t?m e n?o t?m. Al?m da capacidade que eles possuem de tocar todo o dia e toda a noite, vis?vel h? meia-d?zia de anos em Faro quando se encontravam em rodagem de um document?rio sobre a banda, os treze elementos funcionam como uma equipa bem oleada, sem estrelas, cujo c?mulo da coes?o ? conseguirem mudar de contra-baixista a meio de uma composi??o, sem preju?zo para o espect?culo. A todas estas caracter?sticas vis?veis aos olhos de quem teve a oportunidade de os ver ao vivo em Portugal, de real?ar neste disco o duelo que a Taraf perpetua com a Ko?ani Orkestar, com as cordas dos romenos e os metais dos maced?nios a amplificarem ainda mais o tom de ?xtase selv?tico, mas puro das celebra??es ciganas. Por tudo isto, a Taraf de Ha?douks tornou-se na principal embaixatriz da cultura musical da Rom?nia, para desgosto do cidad?o comum deste pa?s. A justi?a feita por justiceiros tem destas coisas.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (14)
TARAF DE HA�DOUKS - “BAND OF GYPSIES”

October 26, 2003

Taraf de Ha�douks
Band of Gypsies
(Crammed / Megam�sica)

Depois de dez anos de intensas digress�es � volta do mundo, a Taraf de Ha�douks (grupo de justiceiros) fizeram justi�a pelas pr�prias m�os. Entraram pela primeira vez, de forma apote�tica na capital Romena, para gravar o seu quarto disco ao vivo. Uma super produ��o que demorou tr�s noites, onde contaram com a presen�a de convidados especiais de vulto: a Ko�ani Orkestar Brass Band da Maced�nia e o turco Tarik Tuysuzoglu. Quem conhece a Taraf de Ha�douks como refer�ncia incontorn�vel da m�sica cigana e da folk que sopra de leste, poder� minimizar tal feito. Apesar da banda criar simpatias com gente ilustre como o actor Johnny Depp, que chegou a pagar cerca de vinte mil contos (cem mil d�lares) para os ver no seu bar Viper Club e com o estilista japon�s Yamamoto que j� vestiu todos os seus elementos, a Taraf de Ha�douks � praticamente desconhecida na Rom�nia. Se na era Ceausecsu, os m�sicos ciganos eram constantemente vigiados pela pol�cia pol�tica, para n�o cantarem as baladas medievais mitol�gicas que pudessem descrever actos her�icos de outrora e consequentemente desvalorizar a pol�tica comunista, hoje em dia esses mesmos ciganos que det�m o mais baixo n�vel de vida na Rom�nia, continuam a ser alvo de actos racistas generalizados. No entender da popula��o branca, s�o eles os respons�veis pelo cont�nuo mau estar econ�mico e social que o pa�s tem sofrido nestes dez anos da era p�s-Ceasusescu. As consequ�ncias variam: desde a impossibilidade de as crian�as frequentarem a escola e outras institui��es p�blicas, ao acto de fogo posto nas suas casas perpetrado pela popula��o branca. Sem acesso � educa��o, as crian�as ciganas de Clejani podem n�o saber ler e escrever, mas desde cedo aprendem instintivamente a tradi��o dos “lautari”. Afinal, � esta a forma mais eficiente de ganharem dinheiro em todo o tipo de celebra��es: casamentos, anivers�rios, baptizados e funerais.
Bela Bart�k poder� acusar os ciganos de corromperem a verdadeira folk dos camponeses da Europa de Leste. No entanto, a Rom�nia s� tem de agradecer-lhes pelo facto de nunca terem parado de tocar e terem continuado a cantar clandestinamente (e a passarem de pais para filhos) as can��es que Ceausescu proibiu e cujos registos magn�ticos queimou, dando um importante contributo para a preserva��o de parte dessa cultura. Da� que tenhamos de concordar com a opini�o do mestre da tabla indiana Zakir Hussain quando diz que, sem os ciganos a hist�ria musical do nosso planeta seria diferente, comparando-os a abelhas que voam por todo o planeta e que misturam o p�len musical que recolhem de diferentes flores. Afinal, foram eles que transportaram da �ndia o conhecimento de v�rias percuss�es, que se foram desenvolvendo com a di�spora cigana: a dumbak no L�bano, a Tar na N�bia ou a Darbouka na Turquia.
A Taraf de Ha�douks e o sublime registo “Band of Gypsies” acaba por fazer bom uso das palavras mobilidade, espontaneidade, diversidade, cumplicidade e despique que caracterizam cada concerto. O confronto entre gera��es (a dos 70/80 anos e dos 20/30 anos) provoca a dualidade entre a balada cantada e sentida com a mesma m�goa do blues e as composi��es instrumentais tocadas a todo o g�s, como se o pendular pendulasse (a cerca de 300 kmh). O caldeir�o culturas consegue fazer aquilo que os diversos chefes de Estado n�o t�m conseguido: unir toda a extensa regi�o das Balc�s atrav�s da m�sica - da Jugosl�via, Hungria e Rom�nia, at� � Bulg�ria, Maced�nia, Turquia - com o Norte de �frica. Todo o seu tecnicismo e improviso p�e � prova a capacidade de criar empatia em qualquer palco do mundo. Sente-se que a Taraf de Ha�douks precisa do calor do p�blico, como uma acendalha numa fogueira, para entrar em combust�o e dar toda a energia e virtuosismo selvagem que t�m e n�o t�m. Al�m da capacidade que eles possuem de tocar todo o dia e toda a noite, vis�vel h� meia-d�zia de anos em Faro quando se encontravam em rodagem de um document�rio sobre a banda, os treze elementos funcionam como uma equipa bem oleada, sem estrelas, cujo c�mulo da coes�o � conseguirem mudar de contra-baixista a meio de uma composi��o, sem preju�zo para o espect�culo. A todas estas caracter�sticas vis�veis aos olhos de quem teve a oportunidade de os ver ao vivo em Portugal, de real�ar neste disco o duelo que a Taraf perpetua com a Ko�ani Orkestar, com as cordas dos romenos e os metais dos maced�nios a amplificarem ainda mais o tom de �xtase selv�tico, mas puro das celebra��es ciganas. Por tudo isto, a Taraf de Ha�douks tornou-se na principal embaixatriz da cultura musical da Rom�nia, para desgosto do cidad�o comum deste pa�s. A justi�a feita por justiceiros tem destas coisas.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (13) NITIN SAWHNEY - “BEYOND THE SKIN”

October 26, 2003

Nitin Sawhney
Beyond The Skin
(Outcaste)

Asi?tico nascido em Inglaterra, Nitin Sawhney ? um ex?mio fusionista que al?m de dominar na perfei??o o universo dan??vel ocidental, traz consigo a riqueza de uma cultura como a indiana que o leva a afirmar com toda a raz?o que artistas do sangue dele ?t?m mais para dizer e um vocabul?rio mais forte?. Sawhney ? um artista multi-talentoso conhecido ora por guitarrista de flamengo, ora pianista jazz, percussionista indiano, compositor cl?ssico e DJ, tendo j? trabalhado em Teatro, Dan?a, TV, R?dio e Cinema. Factos que reflectem um Universo mutante e multicultural presente em Beyond The Skin. ?lbum que abre com Broken Skin, uma can??o soul elegante de orquestra??o sensual para a voz da tamb?m brit?nico-asi?tica Sanchita Farruque, acompanhada por ambientes de tablas e vocais pr?prios da tradi??o de Bengal, que inicia o discurso anti-nuclear deste disco-manifesto. Letting Go amplia as vari?veis fusionistas presentes ao longo dos temas-equa??es deste ?lbum, ao unir outra voz - Tina Grace - num ambiente que poderia ser o de Pure dos Golden Palominos, decorado com uma guitarra ac?stica de flamengo e voz indiana. Algo a que Homelands d? continuidade ao unir as vozes Qawwali dos sobrinhos de Nusrat Fateh Ali Khan - Rizwan Muazam - com o mesmo flamenco, as orquestra??es luxuosas e agora outra voz melosa e calorosa, a de Nina Miranda a cantar em portugu?s. Do rap de Spek dos Dream Warriors (em Pilgrim) embelezado por um swarlin (violino indiano), a momentos intensos de piano (Tides), ou ? conjuga??o perfeita de um drum’n’bass mort?fero que estende o tapete ? voz tel?rica da indiana Swati Naketar, na pura tradi??o thromi (Nadia), sem esquecer os ritmos vocais kathak, sobre um ambientes electr?nicos experiementais (Serpents) que evoluem para uma obscuridade ? tens?o pr?-milenar (Anthem Without Nation). Beyond The Skin ? um ?lbum de perfei??es, de pormenores elaborado por quem domina as linguagens musicais do Ocidente e Oriente.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (13) NITIN SAWHNEY - “BEYOND THE SKIN”

October 26, 2003

Nitin Sawhney
Beyond The Skin
(Outcaste)

Asi�tico nascido em Inglaterra, Nitin Sawhney � um ex�mio fusionista que al�m de dominar na perfei��o o universo dan��vel ocidental, traz consigo a riqueza de uma cultura como a indiana que o leva a afirmar com toda a raz�o que artistas do sangue dele �t�m mais para dizer e um vocabul�rio mais forte�. Sawhney � um artista multi-talentoso conhecido ora por guitarrista de flamengo, ora pianista jazz, percussionista indiano, compositor cl�ssico e DJ, tendo j� trabalhado em Teatro, Dan�a, TV, R�dio e Cinema. Factos que reflectem um Universo mutante e multicultural presente em Beyond The Skin. �lbum que abre com Broken Skin, uma can��o soul elegante de orquestra��o sensual para a voz da tamb�m brit�nico-asi�tica Sanchita Farruque, acompanhada por ambientes de tablas e vocais pr�prios da tradi��o de Bengal, que inicia o discurso anti-nuclear deste disco-manifesto. Letting Go amplia as vari�veis fusionistas presentes ao longo dos temas-equa��es deste �lbum, ao unir outra voz - Tina Grace - num ambiente que poderia ser o de Pure dos Golden Palominos, decorado com uma guitarra ac�stica de flamengo e voz indiana. Algo a que Homelands d� continuidade ao unir as vozes Qawwali dos sobrinhos de Nusrat Fateh Ali Khan - Rizwan Muazam - com o mesmo flamenco, as orquestra��es luxuosas e agora outra voz melosa e calorosa, a de Nina Miranda a cantar em portugu�s. Do rap de Spek dos Dream Warriors (em Pilgrim) embelezado por um swarlin (violino indiano), a momentos intensos de piano (Tides), ou � conjuga��o perfeita de um drum’n’bass mort�fero que estende o tapete � voz tel�rica da indiana Swati Naketar, na pura tradi��o thromi (Nadia), sem esquecer os ritmos vocais kathak, sobre um ambientes electr�nicos experiementais (Serpents) que evoluem para uma obscuridade � tens�o pr�-milenar (Anthem Without Nation). Beyond The Skin � um �lbum de perfei��es, de pormenores elaborado por quem domina as linguagens musicais do Ocidente e Oriente.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (12) CHEIKHA RIMITTI - “NOUAR”

October 26, 2003

Cheikha Rimitti
Nouar
(Sono / Megam?sica)

Khaled, Faudel e Cheb Mami popularizaram o ra? (m?sica pop de origem argelina), mas todos eles foram beber inspira??o ? “m?e” Cheikka Rimitti, dona de uma s?lida e extensa carreira que remonta aos anos 30. Apesar de viver em Fran?a, Rimitti tem o querer suficiente para n?o se deixar impressionar pelas maravilhas das t?cnicas de produ??o locais que transformam a m?sica de muitos magrebinos em verdadeiros sabonetes.
Apesar dos seu 77 anos, Cheika Rimmitti consegue modernizar a tradi??o de Oran (vila argelina do qual os seus “filhos” degenerados tamb?m s?o oriundos), atrav?s da viv?ncia pac?fica na orquestra de instrumentos ocidentais (teclados, baixo, trompete) e locais (darbouka, bendir, gasba, tar). Elementos que guardam um dos tesouros mais profundos da ?frica mu?ulmana: a sua voz t?o sofrida quanto intensa e poderosa, pr?pria de quem refere que “o infort?nio foi o meu professor”.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (12)
CHEIKHA RIMITTI - “NOUAR”

October 26, 2003

Cheikha Rimitti
Nouar
(Sono / Megam�sica)

Khaled, Faudel e Cheb Mami popularizaram o ra� (m�sica pop de origem argelina), mas todos eles foram beber inspira��o � “m�e” Cheikka Rimitti, dona de uma s�lida e extensa carreira que remonta aos anos 30. Apesar de viver em Fran�a, Rimitti tem o querer suficiente para n�o se deixar impressionar pelas maravilhas das t�cnicas de produ��o locais que transformam a m�sica de muitos magrebinos em verdadeiros sabonetes.
Apesar dos seu 77 anos, Cheika Rimmitti consegue modernizar a tradi��o de Oran (vila argelina do qual os seus “filhos” degenerados tamb�m s�o oriundos), atrav�s da viv�ncia pac�fica na orquestra de instrumentos ocidentais (teclados, baixo, trompete) e locais (darbouka, bendir, gasba, tar). Elementos que guardam um dos tesouros mais profundos da �frica mu�ulmana: a sua voz t�o sofrida quanto intensa e poderosa, pr�pria de quem refere que “o infort�nio foi o meu professor”.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (11) ROKIA TRAOR? - “WANITA”

October 25, 2003

Rokia Traor?
Wanita
(Indigo)

Ao segundo disco, Rokia Traor? e j? um dos maiores tesouros que nos chega do Mali. Com a profundidade e simplicidade do estilo abluesado de Ali Farka Tour?, que oferece paisagens sonoras ? beira do rio Niger, mesmo ? entrada do Sara, sem perder de ouvido o balan?o fren?tico dos ritmos wassolou caracter?sticos em Oumou Sangar?, Rokia Traor? mostra a Youssou N’Dour que se podem fazer discos em ?frica que agradem a ouvidos ocidentais, sem alterar geneticamente a raiz local. Num estilo hipn?tico e repousante que serena os esp?ritos mais malignos, esta nova diva merece que acreditemos em anjos negros. Divinal.

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DISCOGRAFIA ESSENCIAL (11)
ROKIA TRAOR� - “WANITA”

October 25, 2003

Rokia Traor�
Wanita
(Indigo)

Ao segundo disco, Rokia Traor� e j� um dos maiores tesouros que nos chega do Mali. Com a profundidade e simplicidade do estilo abluesado de Ali Farka Tour�, que oferece paisagens sonoras � beira do rio Niger, mesmo � entrada do Sara, sem perder de ouvido o balan�o fren�tico dos ritmos wassolou caracter�sticos em Oumou Sangar�, Rokia Traor� mostra a Youssou N’Dour que se podem fazer discos em �frica que agradem a ouvidos ocidentais, sem alterar geneticamente a raiz local. Num estilo hipn�tico e repousante que serena os esp�ritos mais malignos, esta nova diva merece que acreditemos em anjos negros. Divinal.

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Pr

October 24, 2003

Folk Roots: If you had a rocket launcher, who or what would be the target, and why?

Karen Tweed (acordeonista dos excelentes projectos, The Poozies e Swap): Margaret Tatcher for daring to class herself as a woman; arts council for making it so very difficult for the less academic musicians to apply for funding; record companies / shops who ensure that music will always be put into inflexible boxes instead of employing people who know what they are talking about and categorising the CDs in alphabetical order; awards ceremonies that pretend they are looking at the whole spectrum. Oh and opinionated, loud mouthed accordionists most of all. (in Folk Roots n

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Boban Markovic - a Loucura p?s “Underground” continua

October 24, 2003

Boban Markovic Orkestar
Boban I Marko
(Piranha / Megam?sica)

Numa semana em que o P?blico edita o DVD do filme “Underground”, ? obrigat?rio escutar o novo ?lbum do s?rvio Boban Markovic. Mais um registo dominado pela fantasia, magia, pujan?a, esp?rito selvagem e l?dico (se bem que aqui um pouco mais sofisticado) t?o caracter?stico nas brass bands de leste. H? festa grossa encapotada num formato pop de inspira??o ‘bregoviquiana’ (“Od Srca”). Mas h? muito mais inflex?es jazz?sticas em mort?feros e intermin?veis solos e duelos com o seu filho de 14 anos, Marko. E muito mais quebras e varia??es r?tmicas e mel?dicas. Num salto de elefante deixamos o aroma contemplativo que sopra da ?sia Menor e embarcamos num brass’n’samba acabado de ser servido por uma banda de metais do Suriname, que n?o pede licen?a para nos p?r a dan?ar (”Sanja Samba”). Irresist?vel. Ainda escutam os discos de Emir Kusturica e de Goran Bregovic? Esque?am-nos! Prefiram o genuino. O aut?ntico. (8/10)

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Boban Markovic - a Loucura p�s “Underground” continua

October 24, 2003

Boban Markovic Orkestar
Boban I Marko
(Piranha / Megam�sica)

Numa semana em que o P�blico edita o DVD do filme “Underground”, � obrigat�rio escutar o novo �lbum do s�rvio Boban Markovic. Mais um registo dominado pela fantasia, magia, pujan�a, esp�rito selvagem e l�dico (se bem que aqui um pouco mais sofisticado) t�o caracter�stico nas brass bands de leste. H� festa grossa encapotada num formato pop de inspira��o ‘bregoviquiana’ (“Od Srca”). Mas h� muito mais inflex�es jazz�sticas em mort�feros e intermin�veis solos e duelos com o seu filho de 14 anos, Marko. E muito mais quebras e varia��es r�tmicas e mel�dicas. Num salto de elefante deixamos o aroma contemplativo que sopra da �sia Menor e embarcamos num brass’n’samba acabado de ser servido por uma banda de metais do Suriname, que n�o pede licen�a para nos p�r a dan�ar (”Sanja Samba”). Irresist�vel. Ainda escutam os discos de Emir Kusturica e de Goran Bregovic? Esque�am-nos! Prefiram o genuino. O aut�ntico. (8/10)

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CdT aplaudem VOXX

October 23, 2003

De acordo com a not

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Celso Fonseca ao “Natural”

October 22, 2003

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BIDAIA: Vespeiro basco

October 22, 2003

Bidaia
Oihan
(Resistencia / Sabotage)

Nem s� de trikitixas e txalapartas � feita a folk basca. A par destes dois instrumentos, a alboka (que, curiosamente, d� nome ao interessante grupo de Joxan Goikoetxea) assume t�o ou maior protagonismo no Euskadi. A sua sonoridade estridente, semelhante � bombarda bret�, casa na perfei��o com a sanfona ocitana de Caroline Philips, oferecendo-nos um aut�ntico vespeiro a azamboar os nossos ouvidos. Resson�ncia amplificada pela ac��o do cordofone percutido local e milenar, Ttun-ttun (da fam�lia dos salt�rios), feita com um nervo pr�prio do rock sem, contudo, ceder � tenta��o de amplificar instrumentos. Pequenos pormenores suficientes para falarmos da filia��o Blowzabella e Hedningarna (apenas no pendor dan��vel e ressonante, se bem que n�o haja quaisquer vest�gios de uma fus�o ac�stica – el�ctrica, mas a atitude paira por c�). Contudo, os Bidaia v�o mais longe. N�o h� frente sem dorso. N�o h� m�sica profundamente arreigada sem olhar para o resto do mundo. Apesar de cantarem em euskera, marcando firmemente a sua identidade, a m�sica dos Bidaia viaja pelo mundo e pelo tempo. O saxofone e o contrabaixo imprimem um pendor mais jazz�stico. As percuss�es de Jabi Area – darbouka marroquina e, sobretudo o cajon andaluz – d�o-lhe uma cad�ncia �rabe-andaluz, que serve um prop�sito comum: o apelo irresist�vel � dan�a. Uma banda perfeita para o Andan�as. (8/10)

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CdT nos Sons em Tr

October 21, 2003

Depois do Agito (em Lisboa), as Cr

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Tejedor: D?em-nos a Lua!

October 20, 2003

Tejedor
Llun?ticos
(Resistencia / Sabotage)

A m?sica folk, sobretudo no norte de Espanha ? um fen?meno de massas. Os gaiteiros e as gaitas de foles continuam na moda. Os festivais crescem como cogumelos. Os grupos que clamam o pan-celtismo e as liga??es trans-atl?nticas com as ilhas brit?nicas multiplicam-se, havendo a possibilidade de se disputar v?rios campeonatos: da superliga, ?s distritais. No meio de tanta parra e pouca uva, o colectivo dos irm?os asturianos Tejedor ? um nome a reter. Devolvem-nos o prazer de escutarmos a folk que parecia encontrar-se numa encruzilhada. Jos? Manuel Tejedor (o gaiteiro de ex?mia t?cnica) poderia seguir os mesmos passos de N??ez e de Hevia, mas n?o o faz. Ainda bem. ? certo que h? neste disco, como tamb?m no primeiro “Tejedores de Sua?os”, leves tenta??es de ceder ao f?cil (s?o inevit?veis os inenarr?veis teclados planantes e os “beats” de dan?a), mas com um certo controle. Se a folk ? um po?o de for?a, mestria t?cnica e emotividade, os irm?os Tejedor t?m tamb?m a sua quota parte de culpa. S?o espantosos os di?logos entre a gaita de foles e o acorde?o diat?nico (de Javier) que, por si s?, j? asseguravam uma memor?vel grava??o. Mas h? mais. Muito mais: a abertura, “Gaites del Infiernu” ? auspiciosa: gaitas, sanfonas, albokas, nickelharpas em chamas, numa resposta a “Bok Espok” de Kepa Junkera; o aroma asturiano feito de ritmos r?pidos, ?geis e escorreitos (t?pico em Llangres e Llan de Cubel), de uma certa aragem escocesa e que p?em a nu toda a beleza ac?stica do bouzouki e das guitarras ac?sticas de Igor Medio (membro dos Felpeyu que, na sombra de Jos? e Javier executa um not?vel trabalho); a calorosa voz de Eve Tejedor interpretando deliciosos romances; e ainda h? tempo para acabar em beleza com um solo de gaita de tr?s minutos (“Floreu de Remis”) de nos tirar o f?lego. Mesmo assim, pouco, para quem provou cerca de vinte minutos da mesma receita em Sendim. (9/10)

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Tejedor: D�em-nos a Lua!

October 20, 2003

Tejedor
Llun�ticos
(Resistencia / Sabotage)

A m�sica folk, sobretudo no norte de Espanha � um fen�meno de massas. Os gaiteiros e as gaitas de foles continuam na moda. Os festivais crescem como cogumelos. Os grupos que clamam o pan-celtismo e as liga��es trans-atl�nticas com as ilhas brit�nicas multiplicam-se, havendo a possibilidade de se disputar v�rios campeonatos: da superliga, �s distritais. No meio de tanta parra e pouca uva, o colectivo dos irm�os asturianos Tejedor � um nome a reter. Devolvem-nos o prazer de escutarmos a folk que parecia encontrar-se numa encruzilhada. Jos� Manuel Tejedor (o gaiteiro de ex�mia t�cnica) poderia seguir os mesmos passos de N��ez e de Hevia, mas n�o o faz. Ainda bem. � certo que h� neste disco, como tamb�m no primeiro “Tejedores de Sua�os”, leves tenta��es de ceder ao f�cil (s�o inevit�veis os inenarr�veis teclados planantes e os “beats” de dan�a), mas com um certo controle. Se a folk � um po�o de for�a, mestria t�cnica e emotividade, os irm�os Tejedor t�m tamb�m a sua quota parte de culpa. S�o espantosos os di�logos entre a gaita de foles e o acorde�o diat�nico (de Javier) que, por si s�, j� asseguravam uma memor�vel grava��o. Mas h� mais. Muito mais: a abertura, “Gaites del Infiernu” � auspiciosa: gaitas, sanfonas, albokas, nickelharpas em chamas, numa resposta a “Bok Espok” de Kepa Junkera; o aroma asturiano feito de ritmos r�pidos, �geis e escorreitos (t�pico em Llangres e Llan de Cubel), de uma certa aragem escocesa e que p�em a nu toda a beleza ac�stica do bouzouki e das guitarras ac�sticas de Igor Medio (membro dos Felp