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A slide indiana, a trikitixa basca, a kora maliana e os espírito tuaregue-francófono no SET’06 em Aveiro

November 29, 2006

LO'JO A partir de hoje e até ao próximo dia 2 de Dezmebro, realiza-se a quinta edição do Festival Sons em Trânsito. Um festival comprimido agora para quatro dias, num só fim-de-semana (e não dois, como anteriormente acontecia) e num só palco em Aveiro: o Teatro Aveirense.

A noite de hoje é dividida entre uma das vozes argentinas que tem renovado o tango – CRISTOBAL REPETTO – e o projecto a dois entre o pianista italiano LUDOVICO EINAUDI (que também tem tocado com RODRIGO LEÃO) e um dos maiores mestres malianos de kora, BALLAKÉ SISSOKO. Músico que já gravou o belíssimo disco “New Ancient Strings”, assinado em conjunto com TOUMANI DIABATÉ.

Amanhã, o indiano DEBASHISH BHATTACHARYA mostrará toda a sua perícia nas várias “slide guitars” que construiu e o basco KEPA JUNKERA, virtuoso da pequeno fole basco, de nome trikitixa, vem apresentar o seu novo disco “Hiri”. Mais uma mega-produção conceptual que descreve uma viagem por várias cidades do mundo (Hiri designa cidade em euskera) – Agadir, Kokkola, Tbilisi – que conta com a participação de inúmeros músicos folk europeus: ELISEO PARRA, MERCEDES PEÓN, TACTEQUETE, XOSÉ MANUEL BUDIÑO, IBON KOTERON, ALOS QUARTET, BULGARKA, ENZO AVITABILE AND I BOTTARI DI PORTICO, entre outros.

No dia 1 de Dezembro, SARA TAVARES tem uma rara oportunidade de apresentar em Portugal a sua mais recente criação – “Balancê” – num anfi-teatro nacional. Seguem-se os nómadas (de espírito) franceses LO’JO (na foto), responsáveis pelo melhor espectáculo do Festival Med de Loulé em 2005. Projecto que tanto mergulha a fundo na canção francesa como é engolido pelas areias do deserto do norte do Saara e como é absorvido pela intensa fumarada dos ritmos de Kingston.

No último dia, haverá a alma intensa e dorida do fado de ALDINA DUARTE e a música funcional do cordofonista francês RENÉ AUBRY, que se tem destacado em Portugal na criação de música para espectáculos de dança. Músico que já colaborou com o coreógrafo PAULO RIBEIRO. O V SET termina em festa, no primeiro piso do Teatro Aveirense, com os DAZKARIEH.

Oiça o Terra Pura especial sobre o Sons em Trânsito, com análise a todos os nomes presentes nesta edição do SET

clique para ouvir esta hora de emissão
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A slide indiana, a trikitixa basca, a kora maliana e os espírito tuaregue-francófono no SET’06 em Aveiro

November 29, 2006

LO'JO A partir de hoje e até ao próximo dia 2 de Dezmebro, realiza-se a quinta edição do Festival Sons em Trânsito. Um festival comprimido agora para quatro dias, num só fim-de-semana (e não dois, como anteriormente acontecia) e num só palco em Aveiro: o Teatro Aveirense.

A noite de hoje é dividida entre uma das vozes argentinas que tem renovado o tango – CRISTOBAL REPETTO – e o projecto a dois entre o pianista italiano LUDOVICO EINAUDI (que também tem tocado com RODRIGO LEÃO) e um dos maiores mestres malianos de kora, BALLAKÉ SISSOKO. Músico que já gravou o belíssimo disco “New Ancient Strings”, assinado em conjunto com TOUMANI DIABATÉ.

Amanhã, o indiano DEBASHISH BHATTACHARYA mostrará toda a sua perícia nas várias “slide guitars” que construiu e o basco KEPA JUNKERA, virtuoso da pequeno fole basco, de nome trikitixa, vem apresentar o seu novo disco “Hiri”. Mais uma mega-produção conceptual que descreve uma viagem por várias cidades do mundo (Hiri designa cidade em euskera) – Agadir, Kokkola, Tbilisi – que conta com a participação de inúmeros músicos folk europeus: ELISEO PARRA, MERCEDES PEÓN, TACTEQUETE, XOSÉ MANUEL BUDIÑO, IBON KOTERON, ALOS QUARTET, BULGARKA, ENZO AVITABILE AND I BOTTARI DI PORTICO, entre outros.

No dia 1 de Dezembro, SARA TAVARES tem uma rara oportunidade de apresentar em Portugal a sua mais recente criação – “Balancê” – num anfi-teatro nacional. Seguem-se os nómadas (de espírito) franceses LO’JO (na foto), responsáveis pelo melhor espectáculo do Festival Med de Loulé em 2005. Projecto que tanto mergulha a fundo na canção francesa como é engolido pelas areias do deserto do norte do Saara e como é absorvido pela intensa fumarada dos ritmos de Kingston.

No último dia, haverá a alma intensa e dorida do fado de ALDINA DUARTE e a música funcional do cordofonista francês RENÉ AUBRY, que se tem destacado em Portugal na criação de música para espectáculos de dança. Músico que já colaborou com o coreógrafo PAULO RIBEIRO. O V SET termina em festa, no primeiro piso do Teatro Aveirense, com os DAZKARIEH.

Oiça o Terra Pura especial sobre o Sons em Trânsito, com análise a todos os nomes presentes nesta edição do SET

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[petição] GALANDUM GALUNDAINA a vencedores do PJA 2006

November 29, 2006

Ao Exmo. Sr. Joaquim Raposo,

Presidente da Câmara Municipal da Amadora.

Há quase vinte anos que o município a que preside, atribui anualmente um importante estímulo à criatividade e à boa saúde da música tradicional de raiz portuguesa. Há quase vinte anos que o Prémio José Afonso (PJA) tem encontrado sucessivamente boas mãos que têm dignificado não só a nossa música, como o prestígio do prémio e do músico que lhe deu nome.

Ao longo deste tempo, uma equipa coordenada por Júlio Murraças sempre soube efectuar um levantamento exaustivo dos discos nacionais que iam saindo no mercado, para posterior análise do júri, em que este nomeou (quase) sempre as mais significativas obras musicais de cada ano. A mais recente prova disso, é o facto de “Torna Viagem” de Zeca Medeiros (editado em 2004), disco de inegável qualidade mas de aparição rara nas lojas, ter recebido o referido galardão na edição de 2005.

Por isso mesmo, não compreendemos a alteração efectuada no Regulamento em que deixou de haver um responsável pela criação de uma lista de discos editados ao longo de 2005, cujos trabalhos seriam submetidos ao Júri do PJA, para passarem a solicitar às editoras o envio dos registos fonográficos que estas considerem pertinentes.

Pela amostra dos discos a concurso em 2006 - “Apontamento” de Margarida Pinto, “Mulheres” das Vozes da Rádio, “Amores Imperfeitos” de Viviane, “Éramos Assim” de Boite Zuleika, “Groovin’on monster`s eye-ball s” dos Hands on Approach, “Cacus” de José Peixoto e Carlos Zíngaro, “Coisas Simples” de María León, “Almadrava” dos Marenostrum e “Cantes d’Além Tejo” de Francisco Naia” – facilmente se conclui que, ou as editoras não enviaram uma série de registos que melhor se inserem no espírito deste prémio, ou a CM da Amadora não contactou todas as editoras que poderiam providenciar essas obras. Tendo, por isso, sido ignorados os seguintes títulos: “Modas I Anzonas” de Galandum Galundaina, “Ulisses” de Cristina Branco”, “Mandrágora” de Mandrágora, “No Castelo de Chuchurumel” de Chuchurumel, “Balancê” de Sara Tavares, “Ascent” e “Alice” de Bernardo Sassetti, “Single” de Carlos Bica, “Tudo ou Nada” de Katia Guerreiro, “Diário” de Mafalda Arnauth”, “Faluas do Tejo” de Madredeus, “Obrigado” de Teresa Salgueiro, “Transparente” de Mariza, “Drama Box” de Mísia, “Gincana” de Roldana Folk”, “Ilha do Meu Fado” de Carla Pires, “Gritar o Fado Revisitado” de Fadomorse, “Abertura” de Lupanar), “Viola Toeira” de Luís Baptis, “(H)á Fado” de Mário & Lundum, “Condição de Louco” de Danae, entre outros.

Por acreditar que em 2005 saíram um bom lote de obras discográficas à altura do “prestígio” do prémio e do autor que lhe deu nome, o site / blogue Crónicas da Terra (de divulgação de nova música de inspiração em novas e antigas raízes da música tradicional dos quatro cantos do mundo), nomeou oito álbuns (do lote acima mencionado) para que todos os leitores desta publicação electrónica se pronunciassem sobre o disco que estaria “à altura” do PJA de 2006.

Esta foi uma iniciativa espontânea, mas que contou de imediato com uma série de apoios de outros responsáveis por sites / bloques de música (e não só), como Raízes e Antenas, Santos Da Casa, A Trompa, Grandes Sons, Retorta, Sopa da Pedra, Canto Nómada, O Encanto da GaitaDura, «Diç que an Fuonte Aldé», entre outros. Em menos de uma semana, participaram 112 votantes. Deste universo, uma enorme maioria de 75 leitores, considerou o álbum “Modas I Anzonas” como o disco mais indicado para receber o PJA de 2006.

Por todo este consenso gerado à volta da não atribuição do Prémio José Afonso 2006, pelo facto de haver bons discos merecedores desse galardão e da expressividade da votação em Galandum Galundaina que incluiu músicos de várias bandas, vários jornalistas de órgãos de referência (como o Jornal Público e outros), responsáveis por prestigiados festivais como o FMM de Sines e o Intercéltico de Sendim, vimos solicitar que reconsiderem a posição tomada, atribuindo assim o prémio em causa ao disco “Modas I Anzonas” de Galandum Galundaina.

Atenciosamente,

com os nossos melhores cumprimentos,

assinar aqui

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Terra Pura 25, 26 e 27 de Novembro

November 27, 2006

Zero - Sábados - 12h / 14h e Segundas 17h / 19
Rádio Universitária do Minho (Braga) - Sábados - 13h / 15h
Quimica (Cascais)- Domingos 13h / 15h
Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Domingos 22h / 24

Emissão de 25, 26 e 27 de Novembro

Hora do Norte:

TIM VAN EYKEN (Inglaterra) - “Twelve Joys of Mary ” (álbum “Stiffs Lovers Holymen Thieves”)
WATERSON: CARTHY (Inglaterra) - “New Year Carol - Residue” (álbum “Holy Heathens and The Old Green Man”)
MARTIN SIMPSON (Inglaterra) - “House Carpinter” (álbum “Kind Letters”)
MALINKY (Escócia) - “Edom O Gordon” (álbum “The Unseen Hours”)
STRING SISTERES (Irlanda / Escócia / Noruega / Suécia) - “Shetland Fiddle Diva + Kinyon’s Jig + Kinyon’s Reel + Lad O’Beiren’s (álbum “Live In Norway”)
RANARIM (Suécia) - “Maj Vare Välkommen” (álbum “Morgonstjärna”)
ULRIKA BODÉN (Suécia) - “Malivaserna” (álbum “Rätt Nu är Det På Tiden”)
SOFIA SANDÉN (Suécia) - “En Visa Vill Jag Sjunga” (álbum “Courage”)
HARV (Suécia) - “Peer Reel” (álbum “Töst”)
BAZAR BLå (Suécia) - “RODpolskan” (álbum “Nysch”)
DAZKARIEH (Pt) - “Vitorina” (álbum “Incógnita Alquimia”)
MANUEL ERMELINDO “CANARINHO” (Pt - Açores) - “Chamarrita do Meio” (álbum “Chamarritas & Outras Cantigas”)

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Hora do Sul:

Conversa com Vasco Sacramento, director do Festival Sons em Trânsito, que ocorre entre os dias 29 de Novembro e 2 de Dezembro em Aveiro, no Teatro Aveirense. Ver programa.

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Hora das Vozes da Terra Pura

Quimica (Cascais)- Domingos 15h / 16h
Zero - Domingos - 22h/23h
Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Sextas 23h / 24

Entrevista com JOÃO AGUARDELA e MITÓ d’A NAIFA. Projecto que se prepara para efectuar uma série de quatro concertos em Lisboa (1/12), Aveiro (6/12), Braga (7/12) e Faro (9/12).

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Vamos nomear um vencedor do Prémio José Afonso de 2006?

November 23, 2006

As Crónicas da Terra estão dispostas a lançar uma petição para que o júri do Prémio José Afonso (que a Câmara Municipal da Amadora atribui desde 1988 a um disco português, com o intuito de além de homenagear Zeca, estimular a criação musical de raiz portuguesa) reconsidere a decisão de não ter atribuído este galardão devido ao facto de este “não ter encontrado mérito consonante com o prestígio do Prémio”. Acreditamos que em 2005 foi editado um bom lote de discos. Por isso gostaríamos que os leitores votassem num dos títulos que passamos a mencionar (através do sistema de comentários):

- Cristina Branco - “Ulisses”
- Galandum Galundaina - “Modas I Anzonas”
- Sara Tavares - “Balancê”
- Mandrágora - “Mandrágora”
- Bernardo Sassetti - “Ascent”
- Carlos Bica - “Single”
- Marenostrum - “Almadrava”
- Chuchurumel - “No Castelo de Chuchurumel”

Aquele que obtiver mais votos será o álbum pelo qual faremos “campanha”, através de petição, para que lhe seja atribuído o referido prémio de 2006.

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Prémio José Afonso não é atribuído em 2006

November 21, 2006

O Prémio José Afonso que distingue desde 1988 uma obra de reconhecida qualidade, não será atribuída este ano. De acordo com notícia veiculada pela Lusa, o júri constituído por António Moreira, vereador da Cultura da Câmara Municipal da Amadora, a pianista Olga Prats, o jornalista Carlos Pinto Coelho, o presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, Manuel Freire, e o maestro António Vitorino de Almeida, decidiu não atribuir o Prémio José Afonso de 2006 a nenhuma obra a concurso, “por não ter encontrado mérito consonante com o prestígio do Prémio”. É caso para dizer: “- volta Júlio Murraças, estás perdoado!”

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Terra Pura 18, 19 e 20 de Novembro

November 20, 2006

Zero - Sábados - 12h / 14h e Segundas 17h / 19
Rádio Universitária do Minho (Braga) - Sábados - 13h / 15h
Quimica (Cascais)- Domingos 13h / 15h
Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Domingos 22h / 24

Emissão de 18, 19 e 20 de Novembro

Hora do Norte:

CHUCHURUMEL (Pt) - “Rico Franco” (pré-mistura)
CHUCHURUMEL (Pt) - “Moinho Picarnel” (pré-mistura)
BRIGADA VICTOR JARA (Pt) - “Lenga Lenga” (álbum “Ceia Louca”)
UXU KALHUS (Pt) - “Erva Cidreira” (álbum “A Revolta dos Badalos”)
QUARTO MINGUANTE (Pt) - “Não Se Me Dá Que Vindimem” (maqueta)
SOPHIE SOLOMON (Reino Unido) - “Holy Devil” (álbum “Poison Sweet Madeira”)
KLEZMOFOBIA (Dinamarca) - “Vi Ahin Zol Ich Gehn?” (álbum “Tantz!”)
BOOM PAM (Israel) - “Dalida” (álbum “Boom Pam”)
AMSTERDAM KLEZMER BAND (Holanda) - “Terk” (álbum “Remixed”)
LA ETRURIA CRIMINALE BANDA (Itália) - “Tango Faleriano” (álbum “Etruria Criminale Banda”)
KEREKES BAND (Hungria) - “Pimasz / Cheeky” (álbum “Pimasz”)
DARKO RUNDEK & CARGO ORKESTAR (Croácia) - “Mhm A-ha Oh Yeah Da-da” (álbum “Mhm A-ha Oh Yeah Da-da”)

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Hora do Sul:

MAYRA ANDRADE (Cabo Verde) - “Lapidu Na Bo” (álbum “Navega”)
TCHEKA (Cabo Verde) - “” (álbum “Nu Monda”)
BA CISSOKO (Guiné Conacri) - “Griot Ba” (álbum “Electric Griot Land”)
VIEUX FARKA TOURÉ + ALI FARKA TOURÉ (Mali) - “Diallo” (álbum “Vieux Farka Torué”)
TINARIWEN (Mali) - “Assouf” (álbum “Aman Iman: Water Is LIfe”)
MARIEM HASSAN (Saara Ocidental) - “Kalat Leili” (álbum “Deseos”)
EL BICHO (Es / Extremadura) - “La Toba” (álbum “El Bicho II”)
THE SHIN (Georgia) - “Chips On The Water” (álbum “Egari”)
A MOVING SOUND (Ilha Formosa) - “Silk Road” (álbum “Songs Beyond Words”)

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Hora das Vozes da Terra Pura

Quimica (Cascais)- Domingos 15h / 16h
Zero - Domingos - 22h/23h
Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Sextas 23h / 24

Reportagem com XARABANDA e SEIS PO’MEIA DÚZIA na sede da Associação Cultural Xarabanda (no Funchal)

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[competição] Ganhe uma entrada dupla para ALDINA DUARTE na Casa da Música

November 16, 2006

As Crónicas da Terra vão sortear cinco entradas duplas para a apresentação de “Crua”, na Casa da Música. Espectáculo que se realiza já no próximo domingo, dia 19.

Só têm de nos dizer qual o nome e o ano de edição do primeiro disco de ALDINA DUARTE. Enviem-nos as respostas até às 23h59 horas de sábado, dia 18 para o email reiluis2001 [at] yahoo.com.

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[entrevista] ALDINA DUARTE: o fado que estremece o corpo e agita a alma

November 16, 2006

aldina

ALDINA DUARTE, uma das vozes femininas mais intensas e profundas do fado, apresenta o seu segundo disco “Crua” numa mini-digressão de quatro datas em anfi-teatros, cujos espectáculos terão a direcção cénica de JORGE SILVA MELO (dos Artistas Unidos). A alma mais negra do fado tradicional será acompanhada à guitarra portuguesa por JOSÉ MANUEL NETO e à viola por CARLOS MANUEL PROENÇA.

Esta sexta-feira (dia 17), actua em na Culturgest em Lisboa, no domingo (dia 19) vai à Casa da Música no Porto. A 2 de Dezembro é um dos nomes que encerra o Sons em Trânsito que se realiza no Teatro Aveirense ( na cidade dos ovos moles). A 15 de Dezembro estará em Viseu, no Teatro Viriato.

Deixo-vos uma conversa realizada para o programa de rádio “Vozes da Terra Pura” que se pode escutar neste espaço.

Antes de se assumir como fadista profissional teve várias profissões. Ou várias actividades.

Vários Empregos.

Como é que chegou aquele ponto em que se assumiu como profissional da arte de cantar fado?

Como disse e muito bem, comecei por trabalhar no jornal o Século (que já não existe) como colaboradora e depois acabei por ficar na redacção. Dali passei para a redacção da Casa Cláudia. Depois fiz um curso na Rádio Comercial da Linha. A seguir, mudei radicalmente e fui para o Centro de Paralisia Cerebral ser monitora de um curso de Formação profissional para adultos durante três anos e meio. Paralelamente, comecei a cantar num projecto pop de Pedro Wilson.

Valdez e as Piranhas Douradas.

Mas não era bem um projecto pop. Era meio teatral, meio musical. Uma sátira.

Mas com música muito influenciada pelos ritmos quentes da América Latina.

A ideia era fazer uma caricatura das ditas músicas do mundo.

Tinham aquele tema “Rico cu”…

“Rico cu que ela tem” (risos). Eu era das Piranhas. Na altura em que sai do projecto, fui a uma casa de fados pela primeira vez. Fui porque o Jorge Silva Melo queria fazer um documentário com três fadistas: Beatriz da Conceição, Fernando Maurício e Celeste Rodrigues. Eu disse-lhe: “ - tenho alguma curiosidade em ir a uma casa de fados. É uma música que afinal é só nossa. Acho um bocado estranho nunca ter ido e não fazer ideia do que seja”. E fui. Tive a sorte de apanhar a cantar a um metro de distância a Beatriz da Conceição. Que é… como é que eu hei-de explicar-lhe… a nossa Billie Holiday. Para mim, a nível de qualidade, de originalidade enquanto representante de uma arte de tradicional musical e de tradição oral será o equivalente a uma Billie Holiday. Porque tem uma musicalidade rara, uma voz com um timbre único. Sou absolutamente fascinada pela arte da Beatriz da Conceição. E foi logo a primeira que eu oiço a cantar fado numa casa que tenho a impressão que já não existe. A partir dali tive uma espécie de tremor que não sei explicar e que nunca mais me desliguei.

É aquele tremor que às vezes também tenta transmitir a quem a escuta?

Eu procuro… isto é pretensioso aquilo que vou dizer, mas é verdade. Não me vou armar em falsa modesta. É o tremor que eu gostava de provocar a quem me ouvisse. Não é ao ponto de alguém se tornar fadista por causa de me ouvir cantar. A coisa que menos gosto é de pensar que alguém que me ouve é indiferente. Prefiro que não gostem mesmo nada.

Como é que sente, por exemplo, um português que percebe as letras e a sente a rasgar a carne e a ir até ao osso, tal como Adolfo Luxúria Canibal também rasgou a carne da perna até ao osso sem querer naquele concerto do Rock Rendez Vouz…

… de quem eu também sou fã…

… e um estrangeiro que não percebe as letras, mas que também poderá sentir o seu tremor. Há um sentir diferente das suas palavras.

Se eu fosse estrangeira e se me apaixonasse por esta música, acho que gostaria de aprender um pouco de português. Como também acho que vale a pena saber inglês suficiente para ouvir a Billie Holiday ou a Nina Simone. Há uma audição muito mais profunda. Agora é verdade que não sei quase nada de francês, oiço o Jacques Brel e emociono-me. Regresso lá sempre. Há um lado universal desta música e dos intérpretes. Acho que as preocupações de quem canta ou de quem escreve, acima de tudo de quem canta palavras, são comuns. Os grandes intérpretes cantam sempre o que não está bem. O que não está bem toca a todos.

O interpretar das palavras da Aldina, não é semelhante ao interpretar de outras cantoras de fado. Isso ficou muito vincado numa oportunidade que tive de a ver na Festa do Avante. Depois da Carla Pires.

Sim e antes da Mísia.

Tivemos uma Carla Pires cor-de-rosa e uma Aldina durona. Ali, o ambiente transformou-se por completo.

Eu canto o que não me encanta. O que não está bem. O que me revolta. Os meus ideais, as minhas convicções e de mais alguém, acho eu. Nós não estamos a viver num mundo muito agradável, pelo contrário. Quero cantar isso. Quero intervir de alguma maneira. Não tenho uma natureza de entertainer. Não tenho nada contra. Mas não tenho essa alegria nem esse lado lúdico para dar. O que tenho para dar é aquilo que acho onde consigo ir mais fundo e fazer melhor. A minha natureza é dura em muitos aspectos, é crua noutros e é muito convicta. Ainda hoje estava a falar com o Jorge Silva Melo sobre o trabalho que estamos a fazer agora para a Culturgest e eu estava a dizer-lhe entusiasticamente que quanto maior é a luta maior é a esperança e a coragem. É um bocadinho isto. Não sei se se poderá chamar dureza, porque a dureza para mim tem um risco. Procuro também não ser dura. Pode confundir-se com inflexibilidade e isso para mim é sinónimo de burrice. Por aí não gostaria de utilizar a palavra dura. Agora se dura for utilizada no sentido de determinada, lutadora, de denuncia do que não está bem e do que não é justo. Se é nesse sentido, há uma certa dureza em mim, naquilo que faço e naquilo que canto acima de tudo. Basta ouvir aquelas letras e ouvir aqueles ambientes musicais na sua grande parte na história que canto ao longo do concerto. Procuro cantar a coragem daqueles que a têm que às vezes não é a que eu tenho. Gosto de ser a voz das pessoas que ninguém conhece e que mantêm isto de pé. Alguém tem de andar a fazer coisas muito boas, senão isto caia, não é? Já tinha acabado.

Há pouco mencionei o Adolfo Luxúria Canibal de quem a Aldina se considera fã.

Desde gaiata.

Eu também associo a Aldina ao rock apesar de cantar o fado de forma tradicional, só com viola e guitarra portuguesa, sem inovações estéticas. Não se via num projecto rock?

Não. Mas vejo-me sempre com aqueles que eu admiro. Imagine que o Luxúria Canibal tinha uma ideia para eu cantar qualquer coisa que me fizesse sentido e que eu fosse capaz de cantar. Ai com certeza que aceitava. O Jorge Palma a mesma coisa. Não são muitos mas há uns quantos que sim. Quando canto, canto com os fadistas que admiro mas também canto com toda a música que oiço – oiço muito a chamada música alternativa – e sei que aprendo muito com aqueles cantores, com aquela ousadia artística.

O que é que faz com que seja fã do Aldolfo Luxúria Canibal ou do Jorge Palma? Em que momento é que sente dentro de si um clique que a torna cúmplice destes artistas?

Acho que eles agitam as mentalidades, acima de tudo. Isto é o que mais me atrai. Não se limitam a ser pessoas com talento musical e vozes especiais. Vão para além disso. Mudam as mentalidades. No tempo mudam mesmo. No caso do Jorge Palma há mais do que provas disso. Ele apanha a minha geração, apanha que vem lá atrás, a que está à frente. A mim mudou-me. Lembro-me de ter 15 anos e tornar-me uma pessoa diferente depois de ouvir o Jorge Palma.
Fui há pouco tempo ver uma das peças do Jorge Silva Melo que estão em cena, Stabat Mater, que é um monólogo com a Maria João Luís. Não fiquei igual. Já não estou a cantar como cantava. Aquela personagem passou a fazer parte daquilo que eu canto, da maneira como eu olho para pessoas que têm dramas semelhantes aqueles. Mudou o meu olhar em muitas coisas. É por aí que eu passo a admirar alguém pelo seu trabalho. É mesmo por aí.

[continua]

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Terra Pura 11, 12 e 13 de Novembro

November 10, 2006

Zero - Sábados - 12h / 14h e Segundas 17h / 19
Rádio Universitária do Minho (Braga) - Sábados - 13h / 15h
Quimica (Cascais)- Domingos 13h / 15h
Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Domingos 22h / 24

Emissão de 11, 12 e 13 de Novembro

Hora do Norte:

KEPA JUNKERA (Es / País Basco) - “Ataun” (álbum “Hiri”)
KEPA JUNKERA (Es / País Basco) - “Napoli” (álbum “Hiri”)
JUAN MARI BELTRAN (Es / País Basco) - “Josetxo Olaberriko / Artamendiko Lili” (álbum “Orhiko Xoria”)
KORRONTZI (Es / País Basco) - “Arabian Kuu” (álbum “Kinaporin Kalifaatti”)
JUAN MARI BELTRAN (Es / País Basco) - “Arratiatik Txilibrin” (álbum “Orhiko Xoria”)
DULZAINEROS DEL BAJO ARAGÓN (Es / Aragão) - “Mês de Mayo” (álbum “Barucas d’agüerro”)
CONTRADANZA (Es / Andaluzia) - “Tangos Para Un Cajón Encontrado” (álbum “Meridional”)
TIM VAN EYKEN (Reino Unido) - “Young Alvin” (álbum “Stiffs Lovers Holymen Thieves”)
MARTHY CARTHY + DAVE SWARBRICK (Reino Unido) - “Mermaid” (álbum “Straws In The Wind”)
FRIFOT (Suécia) - “Höga Berg” (álbum “Sluring”)
LENA WILLEMARK (Suécia) - “En ödestrand” (álbum “Älvdalens Elektriska”)

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Hora do Sul:

LUDOVICO EINAUDI + BALLAKÉ SISSOKO (Itália / Mali) - “Laissez Moi En Paix” (álbum “Diario Mali”)
LUDOVICO EINAUDI + BALLAKÉ SISSOKO (Itália / Mali) - “Niger Blues” (álbum “Diario Mali”)
DEBASHISH BHATTACHARYA (Índia) - “Aanandam” (álbum “Calcutta Slide-Guitar”)
AYNUR (Curdistão / Turquia) - “Roni” (álbum “Nupel”)
BURHAN ÖÇAL + INSTANBUL ORIENTAL ENSEMBLE (Turquia) - “Rakkase” (álbum “Grand Bazzar”)
BURHAN ÖÇAL + THE TRAKYA ALL STARS + SMADJ (Turquia) - “Çoban” (álbum “Kirklareli Il Siniri”)
AYHAN SICIMOGLU (Turquia) - “Istanbul Pas Constantinople” (álbum “Friends and Family”)
AYHAN SICIMOGLU (Turquia) - “Reggaeturkaton” (álbum “Friends and Family”)
SABAHAT AKKIRAZ + ORIENT EXPRESSIONS (Turquia) - “Kok Ve Dal” (álbum “After The Fact”)
MERCAN DEDE (Turquia) - “Behin” (álbum “Breath”)

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Hora das Vozes da Terra Pura

Quimica (Cascais)- Domingos 15h / 16h
Zero - Domingos - 22h/23h
Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Sextas 23h / 24

Entrevista com ALDINA DUARTE

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Telex 8NOV06: BRIGADA no Porto, GALISSÁ em Benfica

November 8, 2006

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[competição] Ganhe Bilhetes para Marc Ribot na Casa da Música

November 6, 2006

MARC RIBOT | (c) Mário Pires

A Casa da Música está a apresentar, desde o dia 25 de Outubro, o ciclo de “Novas Músicas” com dúzia e meia de concertos e “showcases” de editoras portuguesas.

O conceito de Novas Músicas está historicamente associado à Vanguarda, nome com origem nos grupos de soldados que exploram o terreno desconhecido antes das outras tropas avançarem no mesmo terreno. Assim, os criadores das «Novas Músicas» estabelecem um paralelo com esta imagem: são músicos que desbravam caminhos por desvendar e que marcam as tendências para as gerações que se seguem. No século XX destacaram-se movimentos tão diversos como o Modernismo, Serialismo, Pós-modernismo, Conceptualismo, Minimalismo, Pós-minimalismo, World Music, Rock, Jazz de Fusão, Experimentalismo, Neo-Romantismo, Música Electrónica, a chamada «Nova complexidade» ou a Música espectral, entre muitos outros. Independentemente da data em que foram criadas, as músicas com essas características primordiais inserem-se no conceito deste Festival «Novas Músicas», o qual dá expressão à diversidade de estilos que marcam os nossos dias e a própria Casa da Música.

MARC RIBOT, um dos mais notáveis e versáteis guitarristas da actualidade, regressa ao nosso país, depois de se ter apresentado no FMM de Sines de 2005, inserido neste ciclo de “Novas Músicas”. A acompanhá-lo estão ROY CAMPBELL (trompete), HENRY GRIMES (baixo) e CHAD TAYLOR (Bateria).

As Crónicas da Terra têm 5 bilhetes individuais para sortear por todos os leitores que nos disserem quais os nomes que integraram a formação THE YOUNG PHILADELPHIANS que acompanhou MARC RIBOT no FMM de Sines de 2005.

As respostas devem ser endereçadas, até às 13h do dia 8 de Novembro, para o email: reiluis2001[at]yahoo.com.

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Terra Pura 4, 5 e 6 de Novembro

November 4, 2006

Zero - Sábados - 12h / 14h e Segundas 17h / 19
Rádio Universitária do Minho (Braga) - Sábados - 13h / 15h
Quimica (Cascais)- Domingos 13h / 15h
Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Domingos 22h / 24

Emissão de 4, 5 e 6 de Novembro

Hora do Norte:

HAYDAMAKY (Ucrânia) - “Bozhestvenna Trompita” (álbum “Ukraine Calling”)
LENINGRAD (Rússia) - “Super Good” (álbum “Hleb”)
TOUMARI NURMIO + ALAMAAILMAN VASARAT (Finlândia) - “Arabian Kuu” (álbum “Kinaporin Kalifaatti”)
HAYDAMAKY (Ucrânia) - “chuesh?!” (álbum “Ukraine Calling”)
HAYDAMAKY (Ucrânia) - “Nemae Hliba - Spivai!” (álbum “Ukraine Calling”)
GOGOL BORDELLO (Ucrânia / EUA) - “East Infection” (EP “East Infection”)
LENINGRAD (Rússia) - “Pesnya Starogo Fanata” (álbum “Hleb”)
DARKO RUNDEK & CARGO ORKESTAR (Croácia) - “Slick Señorita” (álbum “Mhm A-ah Oh Yeah Da-Da”)
BELA LAKATOS & THE GYPSY YOUTH PROJECT (Hungria) - “Na Sutyom” (álbum “Introducing”)
KAL (Sérvia) - “Obrenovac Boogie” (álbum “Kal”)
SHANTEL + TARAF DE HAÏDOUKS (Alemanha / Roménia) - “Duba Duba Si Hora” (Compilação “Electric Gyspyland 2″)
VILLAGE KOLLEKTIV (Polónia) - “Pusto” (álbum “Motion Rootz Experimental 2006″)
WARSAW VILLAGE BAND (Polónia) - “Polka From Sieradz Region” (álbum “Uprooting”)
WARSAW VILLAGE BAND (Polónia) - “Grey Horse” (álbum “Uprooting”)
TAFIYCHUK FAMILY (Ucrânia) - “Pivtorak” (álbum “Hutsulshchyna”)

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Hora do Sul:

TINARIWEN (Mali) - “Matadjem Yinmixan” (álbum “Aman Iman: Water Is Life”)
TINARIWEN (Mali) - “Tamatantelay” (álbum “Aman Iman: Water Is Life”)
TINARIWEN (Mali) - “Cler Achel” (álbum “Aman Iman: Water Is Life”)
TINARIWEN (Mali) - “Taskiout” (incluído no single “Matadjem Yinmixan”)
VIEUX FARKA TOURÉ (Mali) - “Sangaré” (álbum “Vieux Farka Touré”)
VIEUX FARKA TOURÉ + ALI FARKA TOURÉ (Mali) - “Tabara” (álbum “Vieux Farka Touré”)
AFEL BOCOUM & ALKIBAR (Mali) - “Ali Farka” (álbum “Niger”)
VIEUX FARKA TOURÉ + TOUMANI DIABATÉ (Mali) - “Touré de Niafunké” (álbum “Vieux Farka Touré”)
TARTIT (Mali) - “Ansari” (álbum “Abacabok”)
SALLY NYOLO AND THE ORIGINAL BANDS OF YAOUNDÉ (Camarões) - “Pek” (álbum “Studio Cameroon”)
SALLY NYOLO AND THE ORIGINAL BANDS OF YAOUNDÉ (Camarões) - “Souris-Moi” (álbum “Studio Cameroon”)
SALLY NYOLO AND THE ORIGINAL BANDS OF YAOUNDÉ (Camarões) - “Ikoak Soat” (álbum “Studio Cameroon”)

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Hora das Vozes da Terra Pura

Quimica (Cascais)- Domingos 15h / 16h
Zero - Domingos - 22h/23h
Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Sextas 23h / 24

Entrevista com QUADRILHA

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LURA e MAYRA ANDRADE: novas divas da música cabo-verdiana em Lisboa e Aveiro

November 3, 2006

LURA está mais madura e parece ter já encontrado o caminho que maximiza todo o seu potencial vocal e a sua pose sensual em palco aliado a um repertório com lugares comuns (as inevitáveis mornas), mas onde cantora da linha de Sintra deixa bem vincado a sua pura raça, a sua sanguinidade, na forma de abordar os temas mais tradicionais.
“M’Bem Di Fora” é o álbum acabado de ser editado pela Lusafrica que será apresentado no próximo dia 7 de Novembro no Cine-Teatro Tivoli em Lisboa. Nesta noite, LURA convida ZECA DI NHA REINALDA para cantar o tema que dá título a este disco, “M’Bem Di Fora” da autoria do falecido KATCHÁS. Fundador dos BLIMUNDO que trouxe o funáná do interior para a cidade.

Depois de ter actuado este ano na extensão de Porto Côvo do Festival de Músicas do Mundo em Sines, MAYRA ANDRADE regressa ao nosso país para voltar a apresentar temas do belíssimo álbum “Navega”. Uma obra prima de charme francófono (frágil e etéreo) que revela uma maturidade precoce de uma cantora cabo-verdiana residente em Paris (que já cantou ao lado de CHARLES AZNAVOUR) de pouco mais de vinte anos que é já uma das principais intérpretes das mornas e coladeras.

É a 27 de Novembro, em Aveiro, no Auditório da Universidade desta cidade que, dois dias depois recebe a quinta edição do Sons em Trânsito.

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