Site Meter

World Music Spring Quiz VII (perg. #609)

June 29, 2007

609 - Como se chama o tema em francês importalizado por FRANCOISE HARDY que NATACHA ATLAS gravou e incluiu no álbum “Gedida”?

Responder através do sistema de comentários

Ler regulamento, aqui

Popularity: 12% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VII (perg. #608)

June 28, 2007

608 - A 18 de Agosto, os TINARIWEN tocam em Dublin como banda suporte dos rockers…?

Responder através do sistema de comentários

Ler regulamento, aqui

[nota: até domingo encontramo-nos em Loulé. É provável que o ritmo normal do quiz sofra algumas turbulências. Pedimos a vossa compreensão por isso]

Popularity: 11% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VII (perg. #607)

June 27, 2007

607 - Quem é o autor da letra de “Cantiga de Quadras” gravado pelos GAITEIROS DE LISBOA?

Responder através do sistema de comentários

Ler regulamento, aqui

Popularity: 11% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VII (perg. #606)

June 26, 2007

606 - Como se chama o tema e a figura da música brasileira com quem CIBELLE canta em português e francês num dueto que faz parte do seu último disco lançado em 2006?

Responder através do sistema de comentários

Ler regulamento, aqui

Popularity: 15% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

Manta – Concertos no Jardim | Guimarães

June 26, 2007

cibelle.jpgO Centro Cultural Vila Flor de Guimarães promete espalhar mantas nos jardins do Palácio para que os visitantes possam desfrutar de um programa de luxo, no próximo mês de Julho, com concertos ao ar livre e entradas gratuitas. A brass band cigana romena FANFARE CIOCARLIA, a brasileira CIBELLE (na foto), a multinacional do ritmo residente em Lisboa TORA TORA BIG BAND e a troupe de italianos anti franquistas ANÓNIMA NUVOLARI, constituem as principais atracções do cartaz que compreende os seguintes espectáculos:

FANFARE CIOCARLIA (sexta-feira, 6 de Julho)
BALLA (sábado, 7)
ORQUESTRA DE JAZZ de MATOSINHOS (sexta-feira, 13)
ANÓNIMA NUVOLARI (sexta-feira, 20)
TALISMAN (sábado, 21)
TORA TORA BIG BAND (sexta-feira, 27)
CIBELLE (sábado, 28)

Popularity: 43% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

TARAF DE HAÏDOUKS interpretam BARTÓK

June 25, 2007

tarafdehaidouks.jpg

Numa semana em que o bando de ciganos justiceiros romenos nos visita uma vez mais (vai ao Med de Loulé na próxima sexta-feira, dia 29 de Junho), é lançado por cá o sucessor de “Band Of Gypsies (2001). “Maskarada”, editado pela etiqueta belga do costume (a Crammed Discs) e distribuído em Portugal pela Megamúsica (como tem sido habitual) é o disco em que esta Taraf de Clejani apresenta no nosso país. Uma obra que apresenta uma mão-cheia de versões livres, “aciganadas”, selvagens, em sétima velocidade, de composições de autores da música clássica, como BELA BARTÓK, LISZT, DE FALLA, ALBENIZ, entre outros. Em “Maskarada” há ainda, pela primeira vez, um contributo feminino da cantora e tocadora de ‘cimbalom’ (espécie de saltério tocado por exímios improvisadores ciganos húngaros como KÁLMÁN BALOGH) VIRGINICA DUMITRU.

O alinhamento de “Maskarada” é: 1. Ostinato & Romanian Dance (Béla Bartók); 2. Lezghinka (Aram Khachaturian); 3. Danza ritual del fuego (Manuel de Falla); 4. Waltz from Masquerade (Aram Khachaturian); 5. In A Persian Market (Albert Ketèlbey); 6. De cînd ma aflat multimea (Taraf de Haïdouks); 7. Romanian Folk Dances (Béla Bartók) ; 8. The Missing Dance (Taraf de Haïdouks) ; 9. Asturias (Isaac Albéniz); 10. Parca eo te-am vazut (Taraf de Haïdouks); 11. Hora Moldovenesca (Taraf de Haïdouks); 12. Les Portes de la nuit (Joseph Kosma); 13. Parlapapup (Taraf de Haïdouks) ; 14. Suita Maskarada (Taraf de Haïdouks).

Popularity: 18% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VII (perg. #605)

June 25, 2007

605 - Como se chama o grupo folk húngaro que, com o violinista ALEXANDER BALANESCU, gravou em 1999 um álbum com interpretações de composições recolhidas por BELA BARTÓK em solo magiar?

Responder através do sistema de comentários

Ler regulamento, aqui

Popularity: 11% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

2.ª edição do ETC - Encontro de Talentos Criativos | Barreiro

June 25, 2007

somtem.jpgBarreiro está em alta. Depois de KIMI DJABATÉ e do OUT FEST realizados recentemente há agora um novo motivo especial de interesse para regressarmos este fim-de-semana à cidade industrial da margem sul. A Praia de Alburrica (junto ao bar MGB) recebe no próximo sábado, dia 30 de Junho, a 2ª edição do ETC – Encontro de Talentos Criativos. Do programa fazem parte o ensemble de percussão liderado por RUI JÚNIOR (O Ó QUE SOM TEM), um recente mas interessante projecto que se movimenta em águas bem definidas da música klezmer - MELECH MECHAYA, a música de meditação e de transe e o xamanismo do didgeridoo pelo OCO “SERES DO VENTO”, e nova dose de sonoridades aborígenes ‘meets’ electrónica pelo DIDGIN, para além do tecno hipnótico da dupla de Dj’s TURNDTABLE. Consultem o blog do Gabinete de apoio à Juventude do Barreiro e terão oportunidade de visionar vários videos dos intervenientes.

Popularity: 29% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

“Concertos de Verão - Músicas do Mundo” | Vila Real

June 23, 2007

amsterdamklezmerband.jpgAs Crónicas da Terra continuam a sua missão de olhar para o país totalmente descentralizado. São inúmeras as propostas na área das músicas do mundo que não passam nem por Lisboa, nem pelo Porto. Em Vila Real continua a decorrer o Ciclo “Concertos de Verão - Músicas do Mundo” no Teatro Municipal que apresenta todos os sábados (até final de Agosto) mais de uma dezena de espectáculos gratuitos com propostas musicais de nove países. O Teatro de Vila Real que já recebeu CAMANÉ (9 de Junho) e o argelino e intérprete de música raï ABDELKADER SAADOUN (16 de Junho) apresenta hoje os mirandeses GALANDUM GALUNDAINA. No próximo fim de semana (dia 30) haverá um exímio tocador de guitarrista “fingerstyle”, ANDY MACKEE. Em Julho teremos os blues de J.J.JACKSON (dia 7), a música judaica de celebração de casamentos pela AMSTERDAM KLEZMER BAND (na foto; dia 14) o “dixie” dos espanhóis DIXIEMULANDO (dia 21) e o evocar da memória de PIAZZOLA pelos argentinos TANGO QUATTRO (dia 28). Finalmente, no mês de Agosto serve-se son cubano por EDUARDO TITICO Y SU CUARTETO (dia 4), uma mescla de punk com folk cigano de leste e música grega e mariachi com os norte-americanos DEVOTCHKA (dia 11), mais uma dose de jazz rock de aroma balcânico com os húngaros VODKU BAND (dia 18) e, finalmente, o gumbé ‘akizombado’ dos guineenses TABANKA DJAZ (dia 25).

Popularity: 29% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VII (perg. #604)

June 22, 2007

604 - A letra da canção “Mermaid’s Avenue”, gravada pelos norte-americanos KLEZMATICS, foi escrita por…

Responder através do sistema de comentários

Ler regulamento, aqui

Popularity: 12% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VI (perg. #603)

June 21, 2007

603 - Como se denomina em basco o tocador de trikitixa?

Responder através do sitema de comentários

Ler regulamento, aqui

Popularity: 11% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VI (perg. #602)

June 20, 2007

602 - Como se chama o músico paraibano, nascido em 1919, que foi a principal fonte de inspiração, tanto no nascimento dos CASCABULHO (e na criação do seu primeiro disco, “Fome Dá Dor de Cabeça”), como em posteriores projectos a solo do carismático ex-líder SILVÉRIO PESSOA (sobretudo em “Micróbio do Frevo”)?

Responder através do sitema de comentários

Ler regulamento, aqui

Popularity: 12% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

Lembrar JOSÉ AFONSO em Lisboa e em Viseu

June 20, 2007

  • Associação José Afonso promove, mais logo (18h30), o primeiro de dois debates dedicados ao cidadão, compositor, poeta e cantor JOSÉ AFONSO, na Biblioteca-Museu República e Resistência (saindo de Entrecampos, situa-se ao cimo da Av. das Forças Armadas, do lado esquerdo após os semáforos, antes da embaixada dos E.U.A). A iniciativa animada pelo presidente da AJA, Alípio de Freitas e pela filha mais velha do cantor, Helena Afonso.
  • A Câmara Municipal de Viseu e a Companhia de Mente estreiam mais logo, no palco do Mercado 2 de Maio em Viseu (às 21h30) o espectáculo “A Formiga no Carreiro” em que o jornalista Viriato Teles (textos) e o encenador Carlos Clara Gomes (voz, guitarra), acompanhado por André Varandas (piano), Sandra Ramírez (percussão) e Miguel Duarte (contrabaixo), Íris Rebelo (voz), Emiliana Silva (violino), Mariana Arede (flauta) e Quim Né (bateria) apresentam textos intercalados com algumas das grandes canções de ZECA.

Popularity: 32% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

Terra de Abrigo | 15, 17 e 19 de Junho | Entrevista DAVIDE ZACCARIA (TERRA D’ÁGUA)

June 20, 2007

Hora da Terra de Abrigo

Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Sextas 23h / 24

Zero - Domingos - 22h/23h

Rádio universitária do Minho - Terças-feiras - 21h/22h

Emissão de 15, 17 e 19 de Junho

 

terradagua.jpg

DAVIDE ZACCARIA, violoncelista italiano residente em Portugal há meia-dúzia de anos, volta a pegar no projecto TERRA D’AGUA e, para além da sua companheira MARIA ANADON (que já havia participado no primeiro disco), convoca outras vozes de relevo no panorama da música tradicional portuguesa (e não só): DULCE PONTES, FILIPA PAIS, LÚCIA MONIZ e a galega UXIA. Juntos, trabalharam um dúzia de canções de ZECA AFONSO para as integrar na obra “A Terra do Zeca”. Mais uma homenagem ao cantautor que, vinte anos após a sua morte, tem dominado a tabela de vendas de CD.

 
icon for podpress  Standard Podcast: Play Now | Play in Popup | Download

Popularity: 36% [?]

Technorati Tags: , , , , , , ,

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

Terra de Abrigo | 8, 10 e 12 de Junho | Entrevista CLAUD

June 20, 2007

Hora da Terra de Abrigo

Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Sextas 23h / 24

Zero - Domingos - 22h/23h

Rádio universitária do Minho - Terças-feiras - 21h/22h

Emissão de 8, 10 e 12 de Junho

 

claud2.jpg

Durante esta hora conversámos com a cantora barreirense CLAUD. “ConTradições”, o seu álbum de estreia lançado em 2006 pela Som Livre, apresenta um conjunto de canções pop que tanto podem revestir-se com arranjos de música electrónica (trip hop), hip hop, como podem ir ao encontro da raíz da música popular portuguesa. Neste disco, produzido por PAULO DE CARVALHO (intimamente ligado a este projecto), são preciosos os contributos do multi-instrumentista AMADEU MAGALHÃES e do acordeonista RUI CURTO. De referir ainda que PAULO MARINHO (SÉTIMA LEGIÃO, GAITEIROS DE LISBOA), apesar de não ter participado nas gravações de “ConTradições”, é actualmente um dos membros do projecto.

 
icon for podpress  Standard Podcast: Play Now | Play in Popup | Download

Popularity: 33% [?]

Technorati Tags: ,

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VII (perg. #601)

June 19, 2007

601 - Em que ano “FMI” de JOSÉ MÁRIO BRANCO foi, pela primeira vez, apresentado ao público (na Aula Magna)?

Responder através do sitema de comentários

Ler regulamento, aqui

Popularity: 12% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

Quiz: início da série VII

June 19, 2007

A partir de hoje, voltamos a desfiar-vos para mais uma série de cem perguntas do ‘quiz’ Crónicas da Terra. Diariamente será publicada somente uma questão em hora não determinada e, por isso mesmo, aconselha-se vivamente a utilização de um agregador de ‘feeds’.

Desta vez, os concorrentes terão de responder às perguntas através do sistema de comentários. As vossas respostas ficarão a aguardar moderação do administrador e este só as publicará quando considerar que a pergunta está fechada. O primeiro participante a responder acertadamente receberá 2 pontos, do segundo até ao décimo participante será atribuído um ponto a cada. Caso haja mais do que 10 participantes a responderem antes da pergunta estar fechada, estes receberão meio ponto. Cada pergunta ficará em aberto, pelo menos, 12 horas.

O vencedor de mais uma prova de “endurance” receber um novo cabaz de 10 discos (que se encontram ainda por determinar). Até ao quinto classificado, será oferecido um pacote de cinco discos. Os restantes cinco participantes receberão dois discos cada, para além de um DVD com seis meses de emissões da Terra Pura.

PS: peço encarecidamente a todos os concorrentes que participaram no ‘quiz’ anterior que aguardem mais uma a duas semanas, pois ainda não tenho três dos títulos para vos oferecer.

Popularity: 12% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

GUIDA DE PALMA | Arena Lounge

June 18, 2007

GuidaPalma_1.jpgGUIDA DE PALMA, setubalense que tem vivido boa parte da sua vida em França e em Inglaterra e trabalhado ora, como engenheira de som, ora como cantora, ora como produtora, ao lado de músicos como MAGMA, KYOTO JAZZ MASSIVE, DA LATA, entre outros editou recentemente “Atlas”, com a sua banda JAZZINHO. Um belo exercício de funk-jazz-roots-latin-bossa e mais o que vier à rede. É preciso é que seja orgânico e dê para dançar. Esta noite, por volta das dez e meia, GUIDA DE PALMA apresenta-se ao vivo no Arena Lounge do Casino de Lisboa. A entrada é gratuita. Antes (às seis e meia), passa pela fnac do Chiado. As Crónicas da Terra recuperam uma conversa recente com a cantora que vive actualmente em Lisboa, no programa de rádio Terra de Abrigo, a propósito deste brilhante disco produzido pelo brasileiro ED MOTTA.

 
icon for podpress  Standard Podcast: Play Now | Play in Popup | Download

Popularity: 29% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

SÉTIMA LEGIÃO matam saudades nos 25 anos do Frágil

June 18, 2007

setima_legiao.jpgO suplemento de jornal diário de referência chegou a dá-los como certos na edição deste ano do FMM de Sines. Apesar de (já) não irem a esta mega-celebração das ‘músicas do mundo’, a SÉTIMA LEGIÃO volta a reunir-se, uma vez mais, para comemorar o 25º aniversário do bar Frágil (ao Bairro Alto, em Lisboa), esta quarta-feira, dia 20 de Junho.

Este é, como vem sendo habitual nos últimos tempos, um reencontro informal de velhos amigos, de veteranos que, volta e meia, aproveitam para matar saudades dos saudosos anos 80. Deixo-vos uma prosa de apreciação a um anterior encontro, no mesmo local, a 27 de Abril de 2005.

Sétima Legião no Frágil: A gloriosa dança dos heróis

Poderá um concerto que, não foi mais do que uma reunião de velhos amigos, despertar um forte sentimento nostálgico capaz de fazer-nos recuar (como se viajássemos numa maquineta inventada por H.G. Wells) vinte e pouco anos atrás, ao enigmático universo urbano depressivo britânico do início dos anos 80? Poderá um concerto em 2005 fazer-nos reviver, através de uma sucessão de flashes mentais, o prazer de colocar uma agulha no vinilo de “Movement” dos New Order? Aquele tempo em que a Motor (que ainda não era Bimotor), o Arco Iris, a One Off vendiam verdadeiras pérolas a preços exorbitantes? O Blitz no Dafundo - o camarada Pires estava mesmo ao meu lado - num corredor a perder de vista, mesmo ao pé do Auto Sport, produzido com máquinas de escrever manuais e a ostentar orgulhosamente uma Siouxsie na capa? O Som da Frente às quatro da tarde e os nossos dedos a carregarem insistentemente no rec + play do nosso gravador de cassettes? As edições da Fundação Atlântica?

leia mais »»»

Popularity: 31% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

Terra Pura 16, 17 e 18 de Junho: Festival Med de Loulé

June 16, 2007

Zero - Sábados - 12h / 14h e Segundas 17h / 19
Rádio Universitária do Minho (Braga) - Sábados - 13h / 15h
Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Domingos 22h / 24

Emissão de 16, 17 e 18 de Junho

viniciocapossela2.jpg

1ª hora:

Audição integral dos projectos que fazem parte do último dia do cartaz do FMM de Sines e que se apresentam no Castelo e na Av. da Praia de Sines (de 28 de Julho)

Audição integral dos cabeças-de-cartaz dos dois primeiros dias do Festival Med de Loulé (27 e 28 de Junho)

2ª hora:

Audição integral dos cabeças-de-cartaz e de alguns projectos portugueses que actuam no palco do castelo, no Festival Med de Loulé (de 29 de Junho a 1 de Julho)

 
icon for podpress  Standard Podcast: Play Now | Play in Popup | Download

 
icon for podpress  Standard Podcast: Play Now | Play in Popup | Download

Popularity: 19% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

Terra Pura 9, 10 e 11 de Junho: FMM de Sines

June 16, 2007

Zero - Sábados - 12h / 14h e Segundas 17h / 19
Rádio Universitária do Minho (Braga) - Sábados - 13h / 15h
Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Domingos 22h / 24

Emissão de 9, 10 e 11 de Junho

fmmsinesilustracao.gif

1ª hora:

Audição integral dos projectos que fazem parte do cartaz do FMM de Sines e que se apresentam em Porto Covo e no Centro de Artes de Sines (de 20 a 24 de Julho)

2ª hora:

Audição integral dos projectos que compõem as três primeiras noites do castelo e da Avenida da Praia (de 25 a 27 de Julho)

 
icon for podpress  Standard Podcast: Play Now | Play in Popup | Download

 
icon for podpress  Standard Podcast: Play Now | Play in Popup | Download

Popularity: 18% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

[entrevista] CORDEL DO FOGO ENCANTADO: a efervescência da cultura do interior nordestino [parte 1/3]

June 15, 2007

cordelfogo.gif

Depois de terem passado no final de Julho de 2006 pelo FMM de Sines, o grupo do interior do nordeste brasileiro, CORDEL DO FOGO ENCANTADO, regressa hoje ao nosso país para participar na nobre iniciativa do Teatro Viriato “Viseu a 15 do 6”, conjuntamente com interessante projecto MOUNTAIN TALE (que reúne os HUUN HUUR TU de Tuva, os russos MOSCOW ART TRIO e o coro búlgaro ANGELITE), os italianos ANÓNIMA NUVOLARI, o blues portugueses cheio de personalidade com NOBODY’S BUZINESS, uma homenagem ao malogrado músico local JOSÉ VALOR e sessões de gira-disquismo com BAILARICO SOFISTICADO e DALTONIC BROTHERS & DEZPERADOS.

Este espaço recupera uma conversa com o carismático líder e declamador LIRINHA, efectuada no litoral alentejano, há cerca de dez meses. Altura em que ainda não tinha sido lançado “Trasfiguração”, o terceiro e último trabalho editado no final do ano transacto pelos CORDEL DO FOGO ENCANTADO e que sucede a “Cordel do Fogo Encantado” (2001) e “O Palhaço no Circo Sem Futuro” (2002). [act.]

Neste momento ainda não tive oportunidade de ouvir “Transfiguração”, porque o disco só sai no final deste ano, mas parece-me que este álbum foi concebido de uma forma diferente dos outros dois que reproduziam o espectáculo ao vivo e este é, pela primeira, vez uma colecção de canções gravadas antes de serem interpretadas ao vivo.

Os dois primeiros discos foram gravados em estúdio mas simbolizam uma ideia nossa de um registo de espectáculo como se tivessem sido gravados ao vivo e, por isso, seguem um roteiro. As gravações também foram feitas numa sala sem um metrónomo e todos juntos. Este é diferente. Porque nasce antes do espectáculo. Nasce em forma de canções. É uma estreia do CORDEL no ambiente musical e não o registo de um espectáculo. Isso ocorreu com a escolha de um produtor musical com quem não tínhamos trabalhado. O produtor do primeiro disco foi NANA VASCONCELOS e essa escolha foi muito mais afectiva e ligada ao espectáculo, porque vínhamos de uma ‘tournée’ conjunta e ele decidiu registar esse primeiro disco. O segundo foi a própria banda que produziu. Para o terceiro disco chamámos o produtor CARLOS EDUARDO MIRANDA e o disco assumiu desde o seu nascimento uma postura mais musical.

Qual a diferença de processos entre a auto-produção do segundo disco e a produção do CEM no terceiro disco?

É uma diferença enorme. Foi importantíssima a presença dele para direccionar as ideias que são muitas e que saem de todos os lados. Ele serviu para canalizar o monte de desejos (aquele vulcão) para aquele trabalho que é o álbum. Mas não nos arrependemos de termos produzido o segundo disco, embora tenhamos tido problemas sonoros de áudio. Aí tomámos uma posição política na banda porque houve uma mudança na nossa forma de interpretação. Mais agressiva. Queríamos assumir essa mudança e não deixar nas costas do produtor essa ideia de que ele tinha mudado o rumo.

A banda nasce praticamente nos palcos do teatro. Será que, com este novo disco, assumem-se como uma banda de canções [que deixa para segundo plano a essência teatral]?

Em 1999, este grupo fez uma opção para virar banda. Quem sobe ao palco não são cinco personagens, não encenamos um profeta. São cinco músicos com os seus nomes que sobem ao palco em forma de banda, mais o elemento teatral que está na origem do espectáculo. Então, ainda fazemos um roteiro que não é ligado às músicas (não ligamos se são rápidas ou lentas). Fazemos um roteiro ligado a uma história. A iluminação é conceptualmente de teatro, muito claro, muito forte, embora com recursos de ‘show’, luzes que se movem e tal. No próprio desenrolar do concerto, está implícito toda a nossa experiência com o teatro. Acredito que o CdFE seja um grupo que se encontre na zona de fronteira entre o teatro e a música. Não é só o Cordel, há outros grupos também nesta fronteira. Isso é algo novo que tem a ver também com a geração da Internet.

É esse elemento teatral que vos dá a força que têm em palco? Força essa que atinge proporções de verdadeira banda de culto, sobretudo no Brasil (em que muita da vossa assistência manifesta orgulho em ser brasileiro ao ver-vos em cima do palco)?

Não sei responder o que de facto provoca isso. O grupo foge de um conceito da memória musical da população. A percussão sempre na frente, a poesia sendo gritada, acho que é na verdade um encontro com algo muito estranho e no Brasil isso tem um efeito muito poderoso. Existe toda uma história de ligação da percussão com a coisa arcaica, com a coisa tradicionalista e tribal. E o grupo apresenta essa percussão com essa origem tão antiga. Às vezes com uma postura contemporânea, com uma sonoridade (volto a dizer) agressiva. Há elementos do grupo que amam o ‘punk’ e trazem um pouco disso para a banda.

[parte 1/3]

Popularity: 44% [?]

Technorati Tags:

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

[entrevista] CORDEL DO FOGO ENCANTADO: a saga do eterno retirante [parte 2/3]

June 15, 2007

LIRINHA.gif
LIRINHA

Vocês afirmam que não são como árvores. Que não têm as raízes no mesmo sítio. Vocês caminham de um lado para o outro com as vossas raízes?

Todos nós. Ser da nossa região, implica carregar uma série de rótulos.

O Sertão, que sempre foi associado a música brejeira, da província.

E no sudeste existe uma visão oposto disto: futurista, cosmopolita. Isso não é real.

Vocês não se assumem como uma banda de ‘mangue beat’. Vêm do interior (Arcoverde) e o ‘mangue beat’ nasce no litoral (Recife). De qualquer forma, há nesta movimentação ‘mangue’ bandas com uma percussão muito forte como a NAÇÃO ZUMBI que parece terem aberto uma espécie de auto-estrada para vocês passarem e poderem chegar aos ouvintes do litoral. Estarei correcto?

Totalmente. Não temos nenhum problema em ser do ‘mangue beat’. Nós apenas comentamos que não fazemos parte daquele manifesto ‘mangue’ onde se fala em desentupir as veias do Recife. Tudo se refere à capital de Pernambuco. O problema é que existe um fenómeno mundial de as pessoas estarem de costas voltadas para o seu interior e utilizam expressões como “a efervescência da cultura pernambucana” [que se refere apenas ao Recife]. Isso é um grande engano. Isso acontece na metrópole e ninguém sabe o que está acontecendo no interior. Isso não é um fenómeno só em Pernamuco, é um fenómeno mundial. Você não sabe o que está acontecendo no interior de Portugal, da mesma forma que sabe o que se passa na metrópole (Lisboa). Acredito que em qualquer lugar existe gente fazendo música e poesia. São coisas inerentes ao ser humano. Nós somos de Arcoverde, uma cidadezinha de 70 mil habitantes. A nossa capital é o Recife. Hoje vivemos em São Paulo porque mandar uma mensagem do interior para a metrópole é o mais difícil.

Vocês seguem o percurso semelhante ao de muitos grupos do nordeste brasileiro que acabam por ir viver para São Paulo.

É inevitável. Vivemos nesse sistema capitalista e São Paulo puxa-nos pelo facto de ser habitada por 16 milhões de pessoas. É a quinta ou quarta maior cidade do mundo. Há muito mais espectáculos. Os jornais, as revistas, as televisões, estão todas lá. Torna-se uma espécie de ditadura inevitável. É a eterna retirada. Na minha região, no período forte de seca saia um ‘ônibus’ diário para São Paulo. São três dias de viagem levando os chamados retirantes que são as pessoas que saem de suas casas quando a seca é muito forte. Isso incha São Paulo e cria aquelas favelas enormes. Eu considero-me junto com os meus amigos um retirante também por uma outra água que secou, que é a possibilidade de viver da arte, de poesia, de música no nosso lugar. Somos literalmente obrigados a ir para essa cidade grande por questão de sobrevivência. Não meu caso não é necessidade de comer e de beber, é de sobrevivência artística.

Como é que os paulistas vêem os emboladores, os músicos de coco?

Hoje já se acredita que a arte não está congelada no passado. Já se entende que os emboladores têm a ver com o rap que é feito em São Paulo, que é ritmo, poesia e improviso. Acredito que esta geração mais nova já perdeu um pouco desses dogmas das artes fixas nos seus lugares e que não dialogam entre si. Isso não existe mais. Agora, preconceito, rótulo, ainda existe. Ainda nos dão o prémio da melhor banda regional [por sermos do nordeste]. A etiqueta ‘Música da Região’ não tem fundamento nenhum. Todo o mundo faz, inclusive CHICO BUARQUE e sambistas do Rio de Janeiro. Fazem música da sua região. Mas é um rótulo. Como LENINE agora é musica da ‘pop’. Ele fica super chateado.

Popularity: 39% [?]

Technorati Tags:

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

[entrevista] CORDEL DO FOGO ENCANTADO: “o crime não sabe ler” [parte 3/3]

June 15, 2007


LIRINHA no FMM de Sines | (c) Mário Pires

O nome CORDEL DO FOGO ENCANTADO é inspirado na literatura de cordel, na poesia trovadoresca, medieval e das cantigas de amigo de origem portuguesa. Que diferenças há entre a vossa e a nossa literatura de cordel?

Nós não falamos em cordel, falamos em cordão. É literatura de cordão. Só que os portugueses e os espanhóis, na época da colonização, deram nome a essa literatura que se pendurava nas feiras de cordel. Chegou lá em forma de quadrinhas de amor e desenvolveu-se…

O cordel do nordeste brasileiro adquiriu uma linguagem regionalista muito própria.

Essa literatura chegou a todo o Brasil e desenvolveu-se de forma impressionante no Sertão. Há cerca uma centena de géneros de métrica e rima (não mais a quadra), como a sextilha, sete linhas, mourão voltado, decassílabo, galope à beira mar, galope alagoano. Tudo isso é forma de rimar e metrificar. Como o soneto camoniano.
Mourão Voltado que vem dessa coisa dos mouros. Desenvolveu-se desta forma impressionante nesta região e ficou congelado noutras regiões do Brasil e, inclusive, em Portugal. Outro facto interessante é a herança moura herdada pelos portugueses que hoje está presente na música nordestina com a rebeca, a sanfona. Talvez até mais na nossa música actual do que na de Portugal. A literatura de cordel não é a poesia improvisada. Mas eles até fazem a mesma coisa (o poeta canta de improviso). Cordel é uma poesia exposta à venda e que tem as suas regras (quantidade de páginas, geralmente são sextilhas ou décimas). É uma literatura que teve o seu auge na década de trinta. Perdeu muita força porque ocupava a função da televisão e da rádio. Depois do jantar, as pessoas reuniam-se para ler cordel.

Há uma história maravilhosa para você ver a força do cordel. A morte de um presidente do Brasil chamado Gertúlio Vargas que se suicidou na década de 40, depois da 2ª Grande Guerra Mundial [governou entre 1930 e1945]. Ele era muito querido pela população. Morreu às 9h30 e às 2h da tarde já havia na minha cidade um cordel com a história da morte dele, já impresso e com capa, e teve uma tiragem de 300 mil exemplares. Perguntam muito se nós somos responsáveis pelo reavivar do cordel. Não é possível, o cordel não voltará. Isso é saudosismo. Ele vai-se transformar em outras coisas e vai estar presente na sua alma.

No livro “Assim falava Lampião”, que colecciona para cima de 2500 palavras e expressões nordestinas, podemos verificar o quão esta gente conseguiu ser tão criativa ao nível da linguagem (que o próprio Brasil “civilizado” não conhece).

Sem dúvida. É um país de dimensão continental. As regiões são muito diferentes. A literatura de Guimarães Rosa, por exemplo, é outro Sertão. É o Sertão de Minas Gerais, rico, com ouro. É uma linguagem que a gente às vezes também não entende direito. Um estudioso, Luís da Câmara Cascudo (que já morreu) foi, talvez, aquele que já escreveu mais sobre essas influências e como a nossa poesia foi influenciada por isso.

O que é que te motiva a declamar um poema de Zé da Luz, “Ai Se Sêsse”? É a simplicidade da escrita, com imenso cheiro a terra, a ruralidade?

Neste caso foi um encontro que tive com essa poesia muito cénica, mais pela imagem desse absurdo de rasgar o céu. Conheci o Zé da Luz através de outras poesias de 20 minutos que eu fazia no começo, no CORDEL. Era um absurdo, mas eu fazia isso. Era em salas teatro. Tinha a introspecção do espaço. Era muito forte. Um poema como “O Crime não sabe ler” era uma jogada incrível, maravilhosa, porque é do início do século passado e ele fala que viu a mulher receber uma carta de um cara. Essa poesia tem uns vinte minutos, é uma saga. Ele acompanha a mulher, pega essa carta, só que ele não sabe ler e termina matando a mulher. Leva a carta ao delegado e verifica que ela estava pedindo ao cara, por amor de deus, que parasse dizer essas coisas, pois ela amava o marido. Cheguei ao “Ai Se Sêsse” através destas poesias grandes. Escutava isto em circo, num momento em que se parava e se dizia poesia. Cresci escutando isto. Os meus ídolos eram declamadores. Comecei como declamador com 11 anos. Dois cantadores viram-me recitando poesia e chamaram-me para os acompanhar numa tournée e para actuar nos intervalos deles. A minha função era mesmo a de declamador. Tem o cantador, o repentista que faz na hora, o violeiro e o declamador.

Há pouco falavas nas influências mouriscas. Mas na vossa música há sobretudo uma miscigenação entre índios americanos e escravos africanos.

Isso é o didáctico. Temos uma música – “Antes dos Mouros” – que fala nisso. É muito comum no Brasil aprendermos que a nossa raça é uma mistura que vem de Portugal que já era um país com uma série de influências, com a ocupação Moura. A presença dos negros de África no nosso país sempre foi muito forte. Teve uma era em que era metade da população. Os nativos também eram muitos. A gente vem disso, mas nós brincamos um pouco e perguntamos se “- será que é mesmo assim?”; “Será que a percussão vem de África?”. Um dia, um estudioso chamado Pedro Américo que estuda muito Portugal, mostrou-me um disco de percussão incrível, de umas senhoras tocando uns tambores. Será que não temos essas influências?

Popularity: 36% [?]

Technorati Tags:

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

[entrevista] CORDEL DO FOGO ENCANTADO: “o crime não sabe ler” [parte 3/3]

June 15, 2007


LIRINHA no FMM de Sines | (c) Mário Pires

O nome CORDEL DO FOGO ENCANTADO é inspirado na literatura de cordel, na poesia trovadoresca, medieval e das cantigas de amigo de origem portuguesa. Que diferenças há entre a vossa e a nossa literatura de cordel?

Nós não falamos em cordel, falamos em cordão. É literatura de cordão. Só que os portugueses e os espanhóis, na época da colonização, deram nome a essa literatura que se pendurava nas feiras de cordel. Chegou lá em forma de quadrinhas de amor e desenvolveu-se…

O cordel do nordeste brasileiro adquiriu uma linguagem regionalista muito própria.

Essa literatura chegou a todo o Brasil e desenvolveu-se de forma impressionante no Sertão. Há cerca uma centena de géneros de métrica e rima (não mais a quadra), como a sextilha, sete linhas, mourão voltado, decassílabo, galope à beira mar, galope alagoano. Tudo isso é forma de rimar e metrificar. Como o soneto camoniano.
Mourão Voltado que vem dessa coisa dos mouros. Desenvolveu-se desta forma impressionante nesta região e ficou congelado noutras regiões do Brasil e, inclusive, em Portugal. Outro facto interessante é a herança moura herdada pelos portugueses que hoje está presente na música nordestina com a rebeca, a sanfona. Talvez até mais na nossa música actual do que na de Portugal. A literatura de cordel não é a poesia improvisada. Mas eles até fazem a mesma coisa (o poeta canta de improviso). Cordel é uma poesia exposta à venda e que tem as suas regras (quantidade de páginas, geralmente são sextilhas ou décimas). É uma literatura que teve o seu auge na década de trinta. Perdeu muita força porque ocupava a função da televisão e da rádio. Depois do jantar, as pessoas reuniam-se para ler cordel.

Há uma história maravilhosa para você ver a força do cordel. A morte de um presidente do Brasil chamado Gertúlio Vargas que se suicidou na década de 40, depois da 2ª Grande Guerra Mundial [governou entre 1930 e1945]. Ele era muito querido pela população. Morreu às 9h30 e às 2h da tarde já havia na minha cidade um cordel com a história da morte dele, já impresso e com capa, e teve uma tiragem de 300 mil exemplares. Perguntam muito se nós somos responsáveis pelo reavivar do cordel. Não é possível, o cordel não voltará. Isso é saudosismo. Ele vai-se transformar em outras coisas e vai estar presente na sua alma.

No livro “Assim falava Lampião”, que colecciona para cima de 2500 palavras e expressões nordestinas, podemos verificar o quão esta gente conseguiu ser tão criativa ao nível da linguagem (que o próprio Brasil “civilizado” não conhece).

Sem dúvida. É um país de dimensão continental. As regiões são muito diferentes. A literatura de Guimarães Rosa, por exemplo, é outro Sertão. É o Sertão de Minas Gerais, rico, com ouro. É uma linguagem que a gente às vezes também não entende direito. Um estudioso, Luís da Câmara Cascudo (que já morreu) foi, talvez, aquele que já escreveu mais sobre essas influências e como a nossa poesia foi influenciada por isso.

O que é que te motiva a declamar um poema de Zé da Luz, “Ai Se Sêsse”? É a simplicidade da escrita, com imenso cheiro a terra, a ruralidade?

Neste caso foi um encontro que tive com essa poesia muito cénica, mais pela imagem desse absurdo de rasgar o céu. Conheci o Zé da Luz através de outras poesias de 20 minutos que eu fazia no começo, no CORDEL. Era um absurdo, mas eu fazia isso. Era em salas teatro. Tinha a introspecção do espaço. Era muito forte. Um poema como “O Crime não sabe ler” era uma jogada incrível, maravilhosa, porque é do início do século passado e ele fala que viu a mulher receber uma carta de um cara. Essa poesia tem uns vinte minutos, é uma saga. Ele acompanha a mulher, pega essa carta, só que ele não sabe ler e termina matando a mulher. Leva a carta ao delegado e verifica que ela estava pedindo ao cara, por amor de deus, que parasse dizer essas coisas, pois ela amava o marido. Cheguei ao “Ai Se Sêsse” através destas poesias grandes. Escutava isto em circo, num momento em que se parava e se dizia poesia. Cresci escutando isto. Os meus ídolos eram declamadores. Comecei como declamador com 11 anos. Dois cantadores viram-me recitando poesia e chamaram-me para os acompanhar numa tournée e para actuar nos intervalos deles. A minha função era mesmo a de declamador. Tem o cantador, o repentista que faz na hora, o violeiro e o declamador.

Há pouco falavas nas influências mouriscas. Mas na vossa música há sobretudo uma miscigenação entre índios americanos e escravos africanos.

Isso é o didáctico. Temos uma música – “Antes dos Mouros” – que fala nisso. É muito comum no Brasil aprendermos que a nossa raça é uma mistura que vem de Portugal que já era um país com uma série de influências, com a ocupação Moura. A presença dos negros de África no nosso país sempre foi muito forte. Teve uma era em que era metade da população. Os nativos também eram muitos. A gente vem disso, mas nós brincamos um pouco e perguntamos se “- será que é mesmo assim?”; “Será que a percussão vem de África?”. Um dia, um estudioso chamado Pedro Américo que estuda muito Portugal, mostrou-me um disco de percussão incrível, de umas senhoras tocando uns tambores. Será que não temos essas influências?

Popularity: 40% [?]

Technorati Tags:

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

Aleluia: a colecção de fado é (finalmente) nossa

June 14, 2007

brucebastin.jpgEstado compra colecção de música portuguesa

A colecção dos discos de música portuguesa na posse do britânico Bruce Bastin vai ser adquirida por Portugal, garantiu ontem à agência Lusa o secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho. “Dentro de uma semana, poderemos acertar a minuta do contrato da compra, no valor de 1,1 milhões de euros”, disse o governante. leia mais»»»

Popularity: 19% [?]

Technorati Tags: , , ,

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

V FOLKNOVA 07 | Vila Nova

June 13, 2007

galandum2.jpg
GALANDUM GALUNDAINA

Realiza-se, a partir de amanhã e até ao próximo domingo, o V Festival Folk Nova na Freguesia de Vila Nova, Concelho de Miranda do Corvo. Em ano de comemoração do centésimo aniversário desta localidade, as tradições quebram-se: além de não haver a habitual eliminatória portuguesa do concurso Eurofolk-J destinado a jovens bandas, nem o habitual espectáculo dos GINGA no dia seguinte, o festival tem agora quatro dias de celebração ‘folqueira’ (e não dois como anteriormente acontecia) com inúmeras concertinas e desenrola-se num novo ‘folkódromo’.

Eis o cartaz:

Dia 14: DAZKARIEH + Concertineiros ROUXINOL e ZÉ CLAÚDIO (22h)
Dia 15: SÓ VICENTE + Concertineiros ROUXINOL e PATACAS + FADOMORSE (22h)
Dia 16: Animação de rua com gaiteiros locais (15h); DEMARAMAR (Espanha) + GALANDUM GALUNDAINA + Concertineiros ROUXINOL e PATACAS (22h)
Dia 17: tarde de concertinas (15h)

Popularity: 29% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VI (perg. #600)

June 11, 2007

600 - É basco. Foi membro de KORKATU e NEGU GORRIAK. Fundou a editora Esan Ozenki que lançou alguns discos dos seus projectos. Desde 1997 abraça uma carreira em nome próprio. JEm 1999, concorreu a eleições para o Parlamento Europeu como candidado independente pelo partido Euskal Herritarrok.

Responder por e-mail, aqui

Ler regulamento, aqui

Popularity: 14% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VI (perg. #599)

June 11, 2007

599 - Qual o nome artístico de Francisco de Assis França?

Responder por e-mail, aqui

Ler regulamento, aqui

Popularity: 11% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VI (perg. #598)

June 11, 2007

598 - Quem é que chegou a tocar gaita-de-foles escocesa num dos discos (editado em 1999) dos HUUN HUUR TU?

Responder por e-mail, aqui

Ler regulamento, aqui

Popularity: 11% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VI (perg. #597)

June 11, 2007

597 - Como se chama o instrumento de cordas do povo Ainu tocado por OKI KANO, tanto no disco com os irlandeses KÍLA, como no projecto OKI DUB AINU BAND?

Responder por e-mail, aqui

Ler regulamento, aqui

Popularity: 11% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VI (perg. #596)

June 8, 2007

596 - Qual a (grande) artista da folk britânica que tinha um pequeno fetiche de incluir fotos de gatos nas capas dos seus discos e que passou há ano e meio pelo Sons em Trânsito?

Responder por e-mail, aqui

Ler regulamento, aqui

Popularity: 11% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VI (perg. #595)

June 8, 2007

595 - Como se chama o projecto de um elemento de HEDNINGARNA e outro de GARMARNA que testa todo o tipo de experiências com duas sanfonas?

Responder por e-mail, aqui

Ler regulamento, aqui

Popularity: 11% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

Longa vida à Marta

June 8, 2007

image001.jpgAo longo de mais de duas décadas de existência, os XUTOS & PONTAPÉS conseguiram resistir à erosão dos tempos, renovando audiências, mantendo em palco um saudável entendimento e companheirismo entre todos os elementos, deixando transparecer sempre aquele de ar puto deliciado a desfrutar da primeira vez que pisa um palco e com a turba completamente rendida. Os XUTOS nunca deixaram de mimar os seus fãs com uma postura totalmente antagónica ao “star-system”: humana, descontraída, humilde, sincera. E quem tem amor para dar é porque também o recebe a rodos. A Marta Ferreira, mais do que uma agente que ajudou e viu crescer os XUTOS, mais do que a irmã do KALU, era a mãe, a “abelha rainha” da mais carismática banda rock portuguesa. Além de acompanhar desde sempre este grupo de músicos que um dia (10 de Junho) ousou usar fato e gravata diante de Jorge Sampaio, foi também a "parteira" do nascimento da editora EL TATU e de projectos como os CENSURADOS.

Daqui a pouco, a partir das 18h00, a Marta estará na Casa Mortuária da  Basílica da Estrela. A Missa de corpo presente terá lugar amanhã, dia 9, pelas 16h30, saindo depois para o Cemitério dos Olivais.

Longa vida à Marta.   

Popularity: 14% [?]

If you enjoyed this post, make sure you subscribe to my RSS feed!

World Music Spring Quiz VI (perg. #594)

June 8, 2007

594 - Como se chamava o projecto de música sarahaui do Saara Ocidental em que participava a cantora MARIEM HASSAN e que gravou em 1982 um espectáculo intitulado "Polisario Vencerá"?

Responder por e-mail, aqui

Ler regulamento, aqui

Popularity: 11% [