Terra Pura 29FEV08: Entrevista com CRAMOL
February 29, 2008
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
MARGARIDA ANTUNES e TERESA REBELO, duas das mais antigas e experientes vozes do grupo coral feminino CRAMOL, nascido há quase trinta ano na Biblioteca Operária Oeirense, vêm à Terra Pura apresentar o segundo e duplo álbum “Vozes de Nós”, editado recentemente pela editora e produtora de espectáculos Ocarina. Uma preciosa colecção de quarenta e seis modas, a maior parte delas do cancioneiro tradicional português (sobretudo do norte do país), interpretadas com alma, raça, rudeza e de forma, por vezes assumidamente, esganiçada, que nos remetem para o labor rural em que a mulher, enquanto figura central, comunicava cantando. De castro para castro. Ao longo desta hora, falamos de recolhas, do modo circular de como se dispõem em palco, da captação deste disco num lagar de azeite, das mãos masculinas que moldam o projecto feminino CRAMOL, do mágico espectáculo dos 25 anos de actividade (que contou com as presenças de UXIA SENLLE, MOÇOILAS, AMÉLIA MUGE) e de como ambicionam celebrar três décadas de actividade.
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JUSTIN ADAMS E JULDEH CAMARA: continua a pesca grossa na baia de Sines
February 28, 2008
Aí está mais uma das dez noites de Sines (à semelhança da de 24 de Julho com BEIRUT e ORCHESTRA BAOBAB) que está a ganhar contornos de uma certa grandiosidade. A 23 de Julho, no dia dos congoleses KASAÏ ALLSTARS, a Xª edição do FMM de Sines recebe JUSTIN ADAMS e JULDEH CAMARA. Dupla que é capa na última edição da revista britânica da especialidade, a fROOTS. Tais nomes podem não dizer muito ao regular leitor das Crónicas, mas J&J são só os responsáveis por um dos dez melhores discos editados o ano passado: “Soul Science”. Obra que nos oferece mais uma dose hipnótica, abrasiva e encorpada de afro-blues e que poderá ficar muito bem encaixada na nossa prateleira de discos, algures entre os trabalhos dos malianos TINARIWEN e ALI FARKA TOURÉ e dos franceses LO’JO.
JUSTIN ADAMS, veterano guitarrista que ao longo da sua carreira musical já trabalhou com BRIAN ENO e JAH WOBBLE, além de ter produzido o primeiro e o terceiro disco dos TINARIWEN, é também um pouco responsável pela aproximação de ROBERT PLANT ao rock do deserto do Sara. Faz parte do line-up da STRANGE SENSATIONS BAND e em co-escreveu, com o ex- LED ZEPPELIN, o álbum “Mighty ReArranger” (2005).
JULDEH CAMARA é um griot oriundo da Gâmbia que, além de possuir voz de trovão, fortíssima para interpretar blues africanos, tem também algo de feiticeiro ancestral habituado a comunicar com espíritos. Canta e toca ritti, um violino rudimentar de uma corda semelhante à njarka, que ALI FARKA TOURÉ manuseava e respeitava (por ser esse o instrumento que lhe permitia contactar com o mundo astral).
Em palco, JUSTIN e JULDEH terão a companhia do percussionista SALAH DAWSON MILLER. Músico batido que já actuou com gente tão distinta quanto esteticamente e geograficamente distante, como PHILLIP GLASS e os lendários e saudosos 3 MUSTAPHAS 3.
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BEIRUT no FMM de Sines e no Coliseu de Lisboa
February 27, 2008
Há já algum tempo atrás, este espaço tinha sugerido a inclusão de BEIRUT com a brass band macedónia KOCANI ORKESTAR (de quem ZACH CONDON é um acérrimo fã) na próxima edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines. Há já algum tempo atrás que, no fórum sons , se vinha especulando sobre esta possibilidade que se tornou uma realidade.
Hoje, a organização do FMM confirmou oficialmente a participação do autor de “The Flying Club Cub” (infelizmente sem a banda cigana que já actou em Portugal no Festival Cantigas do Maio) na X edição do festival “world” do litoral alentejano, que este ano se realiza entre os dias 17 e 26 de Julho.
BEIRUT deverá assim repartir o cenário do Castelo (não estou a imaginá-lo na Av. Da Praia) com a ORCHESTRA BAOBAB a 24 de Julho.
Para quem não conseguir arranjar bilhetes ou deslocar-se a Sines, há ainda a esperança de ver o projecto de ZACH CONDON no nosso país, a 27 de Julho, no Coliseu de Lisboa (de acordo com o comunicado de uma operadora de telemóveis, igualmente divulgado hoje à imprensa).
Beirut cruza referências aparentemente tão distantes quanto a música das fanfarras
ciganas dos Balcãs, música folk e pop independente e a criatividade dos grandes
cantautores clássicos. No espaço Myspace da banda, as influências assumidas incluem
nomes como Jacques Brel, The Magnetic Fields, The Smiths, Kocani Orkestar e Serge
Gainsbourg.O centro dos Beirut é o cantor e multi-instrumentista americano Zach Condon, um
prodígio musical de 22 anos que com apenas 15 gravou em casa um disco electrónico
inteiro inspirado pelo seu amor a The Magnetic Fields.Ainda adolescente viaja pela Europa, onde toma contacto com universos musicais que
serão determinantes na definição da sua trajectória musical, como o dos ciganos dos
Balcãs, o francês e o alemão.Não tem mais de 19 anos quando, no seu quarto de Albuquerque, Novo México, grava
praticamente sem ajuda o seu disco de estreia, “Gulag Orkestar” (2006), onde toca
mais de uma dezena de instrumentos.Desde esse disco, a crítica não tem poupado elogios à maturidade da sua voz e ao
charme europeu e intemporal das suas composições.
Fonte: CM Sines - SIDI
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TOUMANI DIABATÉ edita hoje “Mandé Variations” e regressa a Portugal em Maio
February 25, 2008
TOUMANI DIABATÉ, virtuoso tocador de kora de 21 cordas, dita hoje em Inglaterra o seu mais recente disco “Mande Variations”. A obra gravada no hotel de Bamaco durante as Mande Sessions em que foram também registados os álbuns “Savane” de ALI FARKA TOURÉ, “In The Heart of The Moon” de TOUMANI DIABATÉ e ALI FARKA TOURÉ e “Boulevard de L’Independance”, ainda de TOUMANI DIABATÉ com a sua SYMMETRIC ORCHESTA, é uma espécie de segunda parte do álbum “Kaira”, que o griot maliano editou há 19 anos atrás. “Mande Variations” é, por isso, o segundo disco gravado a solo (só de kora) de um músico que nos habitou a múltiplas fusões da música mandinga com o resto do mundo (DANNY THOMPSON, KETAMA, TAJ HAHAL, ROSWELL RUDD, etc). A mais recente edição da World Circuit de NICK GOLD, será distribuida no nosso país pela Megamúsica, a partir da primeira semana de Março.
TOUMANI DIABATÉ actuará novamente em Portugal, no próximo mês de Maio (a 28 na Casa da Música e 31 na Culturgest), sem a SYMMETRIC ORCHESTRA, para tocar o repertório de “Mande Variations” que homenageia ilustres músicos através de dois temas em nome próprio, como o gigante o antigo presidente de Câmara de Niafunké (ALI FARKA TOURÉ) e um outro virtuoso tocador de kora, o senegalês KAOUDING CISSOKO (falecido há cerca de cinco anos atrás).
Os temas “Ali Farka Touré” e “Kaouding” Cissoko”, incluídos no alinhamento de “Mande Variations”, podem ser escutados na emissão de hoje da Terra Pura.
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Terra Pura 25FEV08: TOUMANI DIABATÉ, ANDY PALACIO, ORCHESTRA BAOBAB, HAZMAT MODINE, MARFUL, LO CÒR DE LA PLANA, ERIKA STUCKY
February 25, 2008
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Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
Audição de três temas do novo disco a solo de TOUMANI DIABATÉ, “Mandé Variations”, e a primeira abordagem à X edição do FMM de Sines, que se realiza entre os dias 17 e 26 de Julho. Até ao final desta hora, teremos a oportunidade de ouvir ANDY PALACIO (se não tivesse falecido permaturamente iria fazer parte do cartaz deste ano), ORCHESTRA BAOBAB, HAZMAT MODINE, MARFUL, LO CÒR DE LA PLANA e ERIKA STUCKY.
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Terra Pura 22FEV08: Entrevista SÉRGIO GODINHO
February 22, 2008
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
SÉRGIO GODINHO poderia ser só um excelso escritor de canções. Há cerca de quarenta anos a contribuir para a elegância, inteligência e combatividade da música de autor (e popular) portuguesa, o «irmão» ideal que atravessa várias gerações vem à Terra Pura apresentar o seu mais recente álbum ao vivo, “Nove e Meia no Maria Matos”. Mais um disco que revela aquilo que já sabíamos: SÉRGIO GODINHO é uma esponja que absorve influências da pop, do rock, da música popular, de vários períodos temporais, ao mesmo tempo que é também um farol que guia o minucioso trabalho do seu director musical, Nuno Rafael. A maior parte das suas canções auto regeneram-se e resistem com facilidade à poeira dos dias. Saem de um limbo e tornam-se o principal cartão de visita desta fase da vida artística deste portuense. Muitos dos arranjos deste lote de dezoito canções oferecem-nos paisagens sonoras que nos induzem a territórios americanos díspares as montanhas Apalaches, o deserto californiano, o Havai, a varanda atlântica que serve Brasil e Cabo Verde.
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ERIKA STUCKY, HAZMAT MODINE, MARFUL, LO CÒR DE LA PLANA: Tubarões, baleias brancas e golfinhos na X edição do FMM de Sines
February 22, 2008
Nos últimos quatro, cinco anos, o FMM de Sines ofereceu-nos cartazes verdadeiramente hiper calóricos em quantidade e qualidade musical. Se a fasquia já tinha sido colocada uns metros bem acima de tudo aquilo que viramos antes, a X edição do FMM de Sines promete elevar ainda mais todas as expectativas. Para além de termos já anunciado em primeira-mão a presença de nomes como a KASAI ALLSTARS do Congo, a ORCHESTRA BAOBAB do Senegal, numa breve ronda por alguns my spaces, sites de bandas, de editoras e agentes é possível verificar que há mais grandes nomes apontados para Sines.
ERIKA STUCKY(na foto), norte-americana de ascendência suíça que faz o que quer com a voz, interpretando clássicos de blues, versões incendiárias de clássicos pop em andamento yodel como o «Roxanne» dos POLICE. Uma grande senhora que actua a solo, com a sua banda ROOTS OF COMMUNICATION e que tem projectos paralelos com ilustre gente tão, díspar, como os suíços YOUNG GOODS ou os HUUN HUUR TU de Tuva. Aquela que foi, provavelmente, a maior revelação do FMM de Sines de 2007, regressa este ano ao Castelo para evocar a memória de JIMI HENDRIX. À semelhança do que aconteceu no ano passado, actua no último dia, a 26 de Julho.
Os ainda norte-americanos HAZMAT MODINE, que também tocam blues com metais (tuba) e usufruíram de uma profícua relação com os HUUN HUUR TU no seu último disco, “Bahamut”, ficavam muito bem alinhados antes ou depois da actuação de ERIKA STUCKY. Mas este projecto, candidato ao prémio da BBC Rádio 3 na categoria “Américas”, actua uma semana antes (a 18 de Julho) em Porto Covo.
Outro dos espectáculos que irá merecer a nossa atenção, o nosso carinho, o nosso rejubilado contentamento (pelo menos, a avaliar pelo que se passou no palco Off-WOMEX de Sevilha, em Outubro do ano passado), será o do grupo galego MARFUL da transgressora e arrebatadora intérprete (e também directora Conservatório de Música Tradicional e Folque de Lalín) UGIA PEDREIRA. No dia 24 de Julho (data já anunciada pelo vizinho Raízes e Antenas), UGIA, PEDRO PASCUAL (acordeão diatónico), MARCOS TEIRA (Guitarra), PABLO PASCUAL (Clarinete Baixo), montam o «Salon de Baile» ao sabor de twists, habeiras, tangos, pasodobles dos anos 30 / 40. Antes, os MARFUL actuam no Porto, já na próxima semana (a 1 de Março), no Bar Maus Hábitos. O espectáculo insere-se na intervenção cultural galega na Invicta, “Galiza em Trânsito” que inclui um cardápio de concertos, djing, lançamento de livros e apresentação de exposições.
Por último, os marselheses LO CÒR DE LA PLANA, responsáveis por mais um enorme showcase de polifónicas e afinadíssimas vozes e poderosas percussões de cadência frenéticas a marcarem cadencias infernais. Imaginem os HEDNINGARNA a interpretar o «Vottikaalina» em langue d’oc, só com voz e percussão… A presença do sexteto ocitano a 24 de Julho em Sines, ainda carece de confirmação (conforme é possível observar no My Space do grupo).
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BALKAN BEAT BOX no MED de Loulé
February 18, 2008
Ao tropeçar na página My Space dos nova-iorquinos BALKAN BEAT BOX, é possível verificar que o projecto dos israelitas ORI KAPLAN (de GOGOL BORDELLO) e TAMIR MUSKAT reservaram a data de 25 de Junho para o Festival Med de Loulé.
Apesar de ainda não haver qualquer artista oficialmente confirmado para o festival mediterrânico do Algarve, é muito bom saber que os autores do álbum “Nu Med” passam este verão por Loulé. Primeiro, tanto este como o anterior disco, são trabalhos que contextualizam com mestria guitarras surf, vozes búlgaras, metais ciganos e balcânicos, espiritualidade gnawa e mais um sem-número de referências, com punk e outros sub-géneros de rock pesado, hip-hop, reggae e música de dança urbana. Segundo, o terceiro elemento da BBB, o MC TOMER YOSEF, é um verdadeiro animal de palco, fazendo corar de inveja muitos “front men” de bandas punk-rock-metal habituadas a integrar os cartazes dos principais festivais rock mundiais (de Coachella a Roskilde). Terceiro, a BBB é actualmente uma das bandas do momento no circuito das músicas do mundo, estando nomeada para três prémios da BBC Rádio 3 nas categorias de “fusão”, “revelação” e “dança”. Quarto, a actuação deste colectivo na última edição da principal feira de “world music” - WOMEX 07 - foi, sem dúvida, das mais intensas e explosivas.
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Fim-de-semana com MARI BOINE, TERRA D’ÁGUA, OLIVIA BYINGTON, ANA MOURA, JOANA AMENDOEIRA, CANTO DA TERRA, CRISTINA BRANCO
February 15, 2008
Mais um fim-de-semana repleto de bons concertos de norte a sul do país. Fica uma muito breve selecção daquilo que é possível ver nos próximos dias:
MARI BOINE | 15FEV08 | TMG |Guarda; 16FEV08 | Culturgest | Lisboa
Uma força da natureza e uma das vozes mais activas pelos direitos territoriais e culturais dos Samis. O canto yoik da Lapónia misturado com aerofones andinos e cordas africanas. MARI BOINE é uma das mais importantes e interessantes cantoras nórdicas da actualidade. Ver entrevista.
TERRA D’AGUA| 15FEV08 | Espaço Zambujal | Zambujal (Sesimbra)
O violoncelista italiano DAVIDE ZACCARIA, a cantora de jazz MARIA ANANDON e a autora de um dos mais belos discos de música popular portuguesa (“Á Porta do Mundo”) FILIPA PAIS, interpretam no aconchegado Espaço Zambujal (perto de Sesimbra) repertório de ZECA AFONSO que faz parte do disco “Na Terra do Zeca” (Som Livre, 2007).
OLIVIA BYINGTON | até 24FEV08 | Teatro Mundial | Lisboa
“Em palco, a brasileira e o seu violão, papéis que vai escrevendo, um computador ligado à Internet onde a qualquer hora pode aterrar o email de um amigo ou uma notícia de última hora. Tudo serve um espectáculo em que as canções - as suas e as dos outros que sempre a acompanharam - vão sendo comentadas, “como numa conversa de amigos que recebemos em casa.”
ANA MOURA | 16FEV08 | CAE | Portalegre; 23FEV08 | AMAC | Barreiro
Depois da intensa digressão de Janeiro pelos Países Baixos, com mais de vinte espectáculos dados, ANA MOURA dá um pulinho ao nosso país (antes de voltar a partir, agora para os Estados Unidos), para actuar já amanhã em Portalegre e na próxima semana no Barreiro. Isto numa altura em que a fadista recebeu esta semana um disco de platina pelas vendas do seu terceiro disco, “Para Além da Saudade”.
JOANA AMENDOEIRA | 16FEV08 | Fórum Luísa Todi | Setúbal
Arranque de mais uma digressão nacional (que se prolongará até Junho) da jovem fadista JOANA AMENDOEIRA, de promoção do quinto e último disco, “Á Flor da Pele”. A acompanhar esta escalabitana de 26 anos estarão Pedro Amendoeira (guitarra portuguesa), Pedro Pinhal (viola de fado) e Paulo Paz (viola baixo).
CANTO DA TERRA | 16FEV08 | Tambor Q Fala | Casal do Marco - Seixal
O bar de Rui Júnior recebe o CANTO DA TERRA. Mais um projecto que recupera a riqueza e diversidade de alguma da música popular portuguesa, como Malhões, viras, chulas e saias alentejanas interpretadas no último álbum “Rascunhos”.
CRISTINA BRANCO + ENSEMBLE MODERN | 17FEV08 | Casa da Música | Porto
Breve pausa na apresentação do repertório de JOSÉ AFONSO (gravado no disco “Abril”, ed. Universal 2007) para dar corpo e voz a um espectáculo “Com que Voz”, encomendado pela Casa da Música. Este domingo, às seis da tarde, CRISTINA BRANCO e o barítono alemão FRANK WÖRNER, acompanhados pelo ENSEMBLE MODERN, interpretam sonetos de Luís Vaz de Camões e fados de Amália Rodrigues.
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MARI BOINE: «SAY IT LOUD, I’M SAMI AND I’M PROUD»
February 15, 2008
Não. MARI BOINE não lutou pelos direitos civis da população negra norte-americana, mas é uma espécie de zapatista Sami, que tem contribuído para que o seu povo, aqueles que “foram empurrados para o tecto do mundo”, sintam mais orgulho na sua cultura e na sua etnia.

Antes de passar este fim-de-semana pelo Teatro Municipal da Guarda e pela Culturgest em Lisboa, a cantora sami que vive na Noruega, participou na segunda edição do Festival Sons em Trânsito. A entrevista que se segue, realizou-se a 30 de Novembro de 2004, no próprio dia da sua actuação no Teatro Aveirense. Nessa altura, MARI BOINE preparava-se para descansar um pouco e para depois disso pensar no álbum que viria a editar em 2006, “Idjagiedas”. Uma obra que marcou um regresso às origens, a uma sonoridade mais orgânica, após a experimentação electrónica com o produtor de electro-jazz norueguês Bugge Wasseltoft, em “Eight Seasons” (2002) e do lançamento do disco “Remixed” (2001), que incluía remisturas de alguns dos temas mais simbólicos da sua carreira. Nesta conversa, MARI BOINE não renegou a hipótese de voltar a incluir electrónica em discos futuros, mas diz que é preciso «ir com calma». É preciso que isso não “retire a espiritualidade à minha voz”. Pode pressupor-se que o resultado de “Eight Seasons” e do álbum de remisturas não foi inteiramente do seu agrado. Boine escuda-se. Afima: “não é que não goste de trabalhar com electrónica, mas não é isso que quero fazer no futuro”; e destaca apenas duas ou três remisturas de que realmente gostou: as de “Gula Gula”, uma realizada pelos BIOSPHERE, a outra pelo seu saxofonista.
A pausa de cerca de dois anos que ocorreu depois do lançamento de “Room of Worship” (1998), permitiu a Mari participar em vários projectos com outros músicos de gélidas latitudes: com os FARLANDERS, com quem gravou o disco “Winter In Moscow” e com o projecto multinacional VERSHKI DA KORESHKI que envolvia dois artistas também russos, um senegalês, um indiano e o cantor dos HUUN HUUR TU de Tuva. Tempos conturbados em que parte dos elementos da banda de MARI BOINE foram à sua vida, colaborando com o queniano AYUB OGADA, ou multiplicando-se em inúmeros projectos, como é o caso da criativa violinista HEGE RIMESTAD. “Foi como um divórcio, por vezes não consegues compreender o que aconteceu”, tenta MARI BOINE explicar a causa afastamento desta norueguesa. Da anterior formação, restam agora apenas dois elementos. Destaque óbvio para o peruano das flautas, CARLOS QUISPE. Para a «yoikker», ele é um elemento chave na formação devido à sua “espiritualidade e profundidade enquanto ser humano”. Homem das montanhas andinas, que dá uma tonalidade mais xamânica ao projecto.
Zapatista xamânica.
A sua música, além de combinar arranjos de jazz com yoik, tem uma veia extremamente xamânica. Se repararmos, os xamans encontram-se em partes difusas do nosso planeta. Na Lapónia, na Sibéria, na Austrália, nas Américas. Que leitura faz deste “puzzle” com pedaços espalhados pelo mundo? Como é que a sua música recebe essas influências?
É a cultura original de todo o ser humano. Era a cultura que vigorava quando o homem estava muito próximo da natureza. Não é exclusivo apenas da Lapónia, existe até mesmo na Europa. A Cultura Celta tem esses elementos. É quando se torna interessante. A minha cultura não é apenas restrita ao local de onde venho, é universal. É como um tesouro que certas pessoas tiveram o privilégio de o preservar. Não percas isto! Este é o teu presente.
Quando os Cristãos colonizaram a Noruega, proibiram que se cantasse o yoik e queimaram todos os “Shaman Drums”, além dos violinos tatuados. «Era a música do diabo», diziam eles. Ainda cresceu no seio de uma geração em que era proibido cantar «joik» e falar-se o seu dialecto sami nas escolas. Até que ponto é que este panorama se tem alterado?
Agora as nossas crianças já falam sami nas escolas e cantam yoik sem restrições. No entanto, continua a haver um grupo cristão muito fundamentalista. Afirma que não deve ensinar as crianças a cantar desta forma e que o yoik nunca será permitido na igreja.
É o medo que eles têm dentro deles acerca da natureza. Se olhar para a história, observa o que Inquisição fez. Durante todos estes anos, temos lutado contra algo que está dentro de nós. O homem a lutar contra sua a natureza. Gosto de ver isto como um todo, não apenas como uma simples opressão Sami. O opressor oprime uma parte de si próprio. Precisamos de voltar a ter esta ligação com a natureza e de ter orgulho nisso.
Considera-se uma Zapatista Sami?
Não sei o que é o Zapatismo.
É o símbolo de resistência indígena no México liderado pelo Subcomandante Marcos que, através de canções e poemas tem tentado chamar a atenção dos média mundiais para a luta dos direitos dos indígenas mexicanos a não abdicarem das suas terras.
Penso que é o que sou (ri-se). Mas penso que na Escandinávia a situação social para o meu povo é muito melhor do que a dos Mexicanos. No entanto, continua a haver discussão sobre posse de terras. É uma situação difícil para a Escandinávia aceitar isso. Não somos noruegueses, finlandeses ou suecos, somos uma comunidade que possuía essas terras antes de sermos colonizados. Isto é algo que está a começar a ser discutido.
Ao longo de quase vinte anos de carreira como cantora de intervenção, o que é que conseguiu conquistar para a sua causa e para o seu povo?
As pessoas sentem-se mais orgulhosas em serem Samis. Já não se sentem tão envergonhadas. Os jovens têm ídolos Samis, o que é importante para esta geração. Fala-se mais abertamente de como nos sentíamos envergonhados da nossa cultura. Muitos Samis queriam esquecer a sua cultura, a sua língua e falavam com os seus filhos em norueguês. Isto tem mudado. Tem havido maior abertura. Essa mudança só se dá quando as pessoas se tornam mais orgulhosas de si próprias. As mudanças não vêm de um governo, vem de um povo que começa a sentir-se orgulhoso.
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Terra Pura 14FEV08: Entrevista com a RONDA DOS QUATRO CAMINHOS
February 14, 2008
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A Terra Pura recebe o projecto que inspirou o nome (”Terra de Abrigo”) deste especial de entrevistas. JOÃO OLIVEIRA (JOSÉ para a Lusa) e CARLOS BARATA apresentam o mais recente álbum da RONDA DOS QUATRO CAMINHOS, “Sulitânia”. Mais um trabalho repleto de convidados (ADUFEIRAS DE MONSANTO, CORAL GUADIANA DE MÉRTOLA, EBORAE MÚSICA, QUARTETO OPUS 4, CANTARES DE ÉVORA) que reúne repertório do Baixo Alentejo e da Beira Baixa, edificado ao abrigo do Projecto “Três Culturas” (dinamizado pelas Câmaras Municipais de Idanha-a-Nova, Mértola e Évora).
Durante esta hora, conversamos sobre o método de trabalho destes dois discos que beneficiou muito de almoços de três horas. De roteiros gastronómicos como fonte criativa (”Sulitânia” é o nome de um restaurante). Da intenção da RONDA fazer um novo disco, agora mais virado para o norte do país, com paragens na Galiza e na Catalunha. Do desejo de um dia efectuarem um projecto semelhante com música dos Açores.
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A NAIFA na estrada com «Uma Inocente Inclinação Para O Mal»
February 12, 2008
A NAIFA (foto de Mário Pires) está a preparar uma nova digressão de 17 datas pelos cine-teatros do país que
irá arrancar no próximo dia 3 de Abril em Coimbra e só terminará a 31 de Maio em Braga. O motivo de mais este ciclo de espectáculos prende-se com a apresentação do novo disco denominado «Uma Inocente Inclinação Para O Mal». O sucessor de «Três Minutos Antes Da Maré Encher» ainda não tem alinhamento definitivo. Mas uma coisa é certa: os 14 textos que LUÍS VARATOJO, MITÓ E JOÃO AGUARDELA musicaram são da autoria de MARIA RODRIGUES TEIXEIRA. «Uma Inocente Inclinação Para O Mal» será editado pela Lisboa Records e deverá estar à venda nas lojas de discos a partir de 31 de Março. Duas semanas antes (dia 15), é possível adquiri-lo a, de acordo com palavras de LUÍS VARATOJO, «preço de lançamento, nas bilheteiras dos teatros para quem comprar bilhete» para um dos seguintes espectáculos:
03 de Abril | Teatrão - Sala Museu dos Transportes | Coimbra
04 de Abril | Teatrão - Sala Museu dos Transportes | Coimbra
05 de Abril | Cine-Teatro Faialense | Horta
11 de Abril | TMG | Guarda
12 de Abril | Auditório da ACERT | Tondela
18 de Abril | Teatro Maria Matos | Lisboa
19 de Abril | Teatro Maria Matos | Lisboa
24 de Abril | Comemorações 25 de Abril | Fortaleza de Santiago | Sesimbra
26 de Abril | Centro de Artes e Espectáculos | Portalegre
03 de Maio | Teatro Sá da Bandeira | Santarém
09 de Maio | Cine-Teatro |Águeda
10 de Maio | Fórum Luisa Todi | Setúbal
16 de Maio | Fórum Cultural José Manuel Figueiredo | Baixa da Banheira
17 de Maio | Cine-Teatro | Montemor-O-Novo
23 de Maio | Convento | Loulé
30 de Maio | Teatro Aveirense | Aveiro
31 de Maio | Theatro Circo | Braga
Depois desta digressão, A NAIFA deverá apresentar no próximo verão «Uma Inocente Inclinação Para O Mal» em Espanha, uma vez que este disco será também editado no país vizinho pela editora Galileo (que já publicou uma espécie de compilação homónima com temas dois dois anteriores trabalhos).
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Intercéltico de Sendim com mais portugueses e virado para leste
February 12, 2008
À semelhança do sucedido no ano passado, a organização do Intercéltico de Sendim tem já o cartaz fechado (e disponível na sua página oficial) a largos meses da realização das festividades que, este ano, ocorrem entre os dias 1 e 3 de Agosto.
A abertura (dia 1) estará a cargo da banda folk-rock de Coimbra GINGA (autores do álbum “Celebratio” de 2006), que têm tido muito mais projecção em Espanha do que propriamente no nosso país. O projecto de ARMÉNIO SANTA e ANTÓNIO SANTOS SIMÕES (que têm dividido o tempo com a BANDA FUTRICA que editou em 2007 um álbum de tributo a JOSÉ AFONSO, “Com Zeca No Coração”) parece apostado em dar uma nova orientação, mais jazzística (e menos atmosférica e roqueira), ao projecto que já venceu o concurso espanhol Eurofolk.
Seguem-se os asturianos SKANDA. Uma jovem banda folk que já actuou no festival vizinho Celtirock e que é descendente de uma linhagem de projectos bem conhecidos desta localidade de Terras de Miranda, como TEJEDOR, LLANGRES e LLAN DE CUBEL.
Os galegos LUAR NA LUBRE (na foto) da cantora portuguesa SARA VIDAL (leitora regular deste espaço e mentora do blog Sons Vadios) constituem-se como cabeças-de-cartaz do primeiro dia de Intercéltico de Sendim. Esta é uma rara oportunidade de escutarmos ao vivo o seu mais recentente trabalho, “Camiños Da Fin Da Terra” (de 2007). Depois de terem evocado a emigração galega para o continente americano (em “Saudade”, 2005), este é um álbum que volta a olhar para os mitos e lendas dos seus antepassados que, vindos das ilhas britânicas e da Bretanha, aportaram na Costa da Morte.
No dia seguinte, a nona edição do Intercéltico de Sendim, provavelmente a mais ousada (em termos geográficos) de sempre, vira a leste e oferece-nos, provavelmente, aquela que será a grande revelação deste festival. Os magiares KEREKES BAND bem cotados na imprensa britânica da especialidade (sobretudo na revista Songlines) servem-nos um cocktail rock-funk-disco-jazz com música pastoril da Transilvânia.
De seguida caminha-se ainda mais para oriente. Viaja-se da Hungria até à Ucrânia com os VOANERGES para mais uma nova combinação explosiva de rock local com funk, rap, hip-hop e gospel.
O programa principal do Parque das Eiras encerra com o grande balanço do “etnofolkadelic” escocês dos SHOOGLENIFTY. Mais uma dose cavalar de funk-meets-jigs-and-reels com redondas linhas de baixo e violinos incendiários.
Ao terceiro dia celebrar-se-à a tradicional missa céltica e haverá também o rock agrícola e mirandês «com mentalidade de tractor» dos PICA TUMILHO.
Entre as festividades na Taberna dos Celtas e na animação de rua (na tarde de Sábado) teremos ainda a oportunidade de assistir a concertos temáticos com OS GAITEIROS DA FAMÍLIA FERNANDES e a EVOCAÇÃO DO TAMBORILEIRO VIRGÍLIO CRISTAL.
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Terra Pura 11FEV08: Concerto de ANDRÉ CABAÇO com MICK TROVOADA e HUGO MENEZES
February 11, 2008
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
Uma hora de emissão especial com excertos de um espectáculo que o moçambicano ANDRÉ CABAÇO deu no Auditório Fernando Lopes-Graça, em Almada (a 18 de Janeiro de 2008).
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ANDRÉ CABAÇO, VIVIANE, CRAMOL ao vivo este fim-de-semana
February 8, 2008
Entre os inúmeros espectáculos que vão ocorrendo de norte a sul do país, as Crónicas da Terra destacam este fim-de-semana:
VIVIANE
Teatro Municipal de Faro | Sábado, 09FEV08 | 23h
Para quem não sabe, VIVIANE, a outrora voz de um dos projectos mais frescos da pop mais colorida do país dos anos 90 (ENTRE ASPAS, tal como os FLÁVIO COM F DE FOLHA e os REQUIEM PELOS VIVOS) e autora de canções que acabaram por sofrer com a sobre-exposição das novelas de grandes audiências televisivas, editou durante o ano passado um disco homónimo que requer a nossa máxima atenção.
Nesse trabalho há o encontro entre o fado, o tango e uma certa alma da canção francesa das vielas parisienses. Há guitarra portuguesa a traçar ambientes de cabaret, acordeões danados tocados com a intensidade de um chamamé de Corrientes.
É repertório como “Meu coração abandonado”, “Estes dias sem ti”, “Só o Sol” e “Em Paris” que VIVIANE apresenta amanhã no Teatro Municipal de Faro.
ANDRÉ CABAÇO
ZDB | Sábado, 09FEV08 | 23h
Tornou-se um hábito elogiar ANDRÉ CABAÇO neste espaço.
A verdade é que, além múltiplas experiências (do afro-jazz, à música mais dançável) que este moçambicano tem tido, ao longo de vinte anos de residência em Portugal, sabe bem ouvi-lo cantar em dialecto Ronga do sul de Moçambique, com a sua guitarra solta e gingona, interpretando canções depuradas, com raízes mergulhadas a fundo no sudeste de África, a pedir pontes de contacto com alguma música da Tanzânia, Madagascar e África do Sul.
É neste formato simples, de voz e guitarra, acompanhado pelas percussões de MICK TROVOADA e HUGO MENEZES, que mais gozo dá ouvir o intenso vozeirão de ANDRÉ CABAÇO. Obrigatório para quem vive em Lisboa.
CRAMOL
Auditório Eunice Muñoz | Domingo, 10FEV08 | 21h30
No próximo domingo, o colectivo feminino a capella CRAMOL apresenta no seu habitat natural (Oeiras) o duplo álbum “Vozes de Nós” recentemente editado. Um documento notável de 46 canções de norte a sul do país (curiosamente, com predominância do cancioneiro de Arouca) cantadas com os pulmões e o coração, de voz bem projectada, com um louvável amor pela terra. Preces, esconjuros, maldições, encomendações, rezas, promessas cantadas a divindades cantadas de forma mais genuína possível. Este está integrado no “Ciclo de Concertos de Música Coral” da Câmara Municipal de Oeiras. Por isso, as dezoito «cramolesas» convidaram o grupo vocal DA CAPO de Carcavelos, dirigido pelo maestro EDUARDO PAES MAMEDE. Um espectáculo que promete momentos de arrepios semelhantes aos da noite de 18 de Dezembro de 2004 em que as CRAMOL partilharam este mesmo palco com UXIA, AMÉLIA MUGE e MOÇOILAS.
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Terra Pura 05FEV08: Entrevista TUCANAS
February 5, 2008
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
SARA JÓNATAS e MÓNICA ROCHA, duas das mais antigas intérpretes do grupo de percussão criativa no feminino TUCANAS, vêm à Terra Pura apresentar o seu primeiro álbum “Maria Café”. Durante esta hora falamos sobre as «transferências» e novas «aquisições» do grupo; do ser-se «tucana», da integração da melodia e do acordeão num projecto rítmico e de percussão; da construção de instrumentos; do «pai» RUI JÚNIOR que vê as «filhas» emanciparem-se, da «musa inspiradora» AMÉLIA MUGE; dos «remisturadores» KUMPANIA ALGAZARRA; da possibilidade de edição de um DVD e da intenção de oferecerem o conteúdo de “Maria Café” a quem possa gravar novas versões destes temas.
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Terra Pura 01FEV08: Reportagens com SOFIA VITÓRIA e ERVA DE CHEIRO no Tambor Q Fala
February 1, 2008
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
Início de um conjunto de reportagens no Bar de RUI JÚNIOR - O Tambor Q Fala - situado no Casal do Marco (próximo do Seixal), com os intervenientes do último fim-de-semana: SOFIA VITÓRIA e o TRIO DE VASCO AGOSTINHO e ERVA DE CHEIRO.
Outras músicas em língua portuguesa com CRISTINA BRANCO, SÉRGIO GODINHO, FADOMORSE, CHUCHURUMEL, DIABO A SETE e TOQUES DO CARAMULO.
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