Os vistos que afectaram Sines e Loulé
July 31, 2008
A revista semanal Visão publicou, na sua edição de hoje, o artigo “Músicas com Barreiras”, da autoria deste vosso escriba, que aborda as dificuldades que os principais festivais de músicas do mundo em Portugal (FMM de Sines e Med de Loulé), na Europa e nos Estados Unidos, estão a sentir devido às restrições dos vários consulados na obtenção de vistos por parte de artistas africanos e asiáticos.
Em breve, publicarei neste espaço breves histórias com nomes sonantes que dão uma dimensão absurda que dificulta a livre circulação das artes.
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Dengue Fever e Vasarat no Músicas do Mar
July 31, 2008
Ao dar uma volta pelos variadíssimos «My Space», já é possível vislumbrar um grande cartaz em perspectiva da segunda edição do Festival Músicas do Mar que ocorrerá entre os dias 28 e 30 de Agosto na Póvoa do Varzim. A 28 teremos os galegos Serra-lhe Aí (que actuaram no primeiro dia do FMM de Sines deste ano) e a banda lisboeta de blues Nobody’s Bizness. No dia seguinte, 29 de Agosto, os Deolinda antecedem um encontro explosivo entre os californianos Dengue Fever da sensualíssima cantora cambodjana Chhom Nimol, que misturam pop khmer dos anos 70 com surf rock e os finlandeses Alamaailman Vasarat (que estiveram em 2006 no palco da Av. da Praia do FMM de Sines). O Músicas do Mar encerra a dia 30 com a italiana Rosapaeda e o neozelandês Aron Ottigon (o fabuloso pianista do projecto Aronas). A 29 e 30 haverá também sessão de djing pelo Bailarico Sofisticado.
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Julie Fowlis e Red Hot Chilli Pipers inauguram Galaicofolia
July 31, 2008
O cartaz é extremamente apelativo e inclui um sem número de actividades complementares como recriação histórica do local, actividades para crianças, desafios galaicos (provas como arborismo, escalada e jogos de perícia), passeios de balão de ar quente, passeios de burro e animação musical extra cartaz principal com Sons da Suévia, Celtas Iberos, Zés Pr’eiras de Antas, Zés Pereiras do Grupo de Danças e Cantares de Forjães e DJ Osga que animará ambos os fins de noite (madrugrada?).
O cartaz «oficial» do Galaicofolia arranca sexta-feira, dia 1 com os portugueses Monte Lunai (sempre é este ano que lançam o disco de estreia?) e a belíssima escocesa e cantora gaélica Julie Fowlis (”Mar a Tha mo Chridhe” é um dos mais açucarados discos da folk britânica de 2007). No sábado, dia 2, os minhotos Arrefole partilham o palco do Castro de São Lourenço com os Gaiteiros de Lisboa (em fase de integração do novo - e experiente - percussionista António José Martins. O Galaicofolia encerra domingo, dia 3, com os galegos e veteranos Fia Na Roca e os escoceses Red Hot Chilli Pipers (não confundir com os califorianos Pepers) que apresentam uma dose cavalar de êxitos rock (de Queen a Coldplay) para gaita-de-foles escocesa.
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S’Albaida vence concurso de Navelgas
July 31, 2008
O grupo maiorquino S’Albaida venceu o Concurso Internacional de Música Folk de Navelgas (Cuatru Los Vales). Um dos mais importantes eventos do género cujo júri presidido por Mário Correia dos Sons da Terra apreciou também as prestações dos portugueses Ginga e dos galegos Avelaiña
A avaliar pela qualidade musical exibida em “Fandango de les mil flors” e “Mirant Sa Lluna” (vídeos disponíveis no site da banda), fica o apelo aos organizadores dos festivais folk em Portugal para que não se esqueçam deste projecto das Ilhas Baleares.
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Vila do Conde, extensão portuguesa do Ollin Kan
July 30, 2008
O Ollin Kan, Festival Internacional das Culturas em Resistência Ollin Kan, que se realiza anualmente na Cidade do México, acaba de se tornar itinerante e tem agora uma extensão portuguesa no município de Vila do Conde.
Entre os dias 31 de Julho e 2 de Agosto, o Cais da Alfândega (em frente à Nau) recebe dezena em meia de espectáculos de músicos portugueses, espanhóis, franceses, angolanos, malianos, venezuelanos, haitanos, indianos, etc, em dois palcos que funcionarão alternadamente das 18h00 à 01h00.
O programa é o seguinte:
Dia 31 de Julho :: Quinta Feira
Percurtir :: 18h
Portugal
Cadencia :: 19h
Andaluzia
Dazkarieh :: 20.30h
Portugal
Adjabel :: 22h
Haiti
Radaid :: 23h
México
Pibo Marquez “Manos Calientes” :: 24h
Venezuela
Dia 1 de Agosto :: Sexta Feira
Conversa Ribeira :: 18h
Brasil
MU :: 19h
Portugal
Dites 34 :: 20h
França
Atlantida :: 21h
Portugal
Leones Negros :: 22h
México
Reevel Brix :: 23h
Angola
Cheik Tidiane Seck :: 24h
Mali
Paban das Baul :: 01h
Índia
Dia 2 de Agosto :: Sábado
Banda de Tlayacapan :: 18h
México
Trio Carapiá :: 19h
Brasil
Batoto Yetu :: 20h
Portugal / Palop
Galandum Galundaina :: 21h
Portugal
Frei Fado d’el Rei :: 22h
Portugal
Xarnege :: 23h
País Basco
Costo Rico :: 24h
Catalunha
DJ Gringo da Parada :: 01h
França
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Wendo Kolosoy R.I.P [1925-2008]
July 30, 2008
Chamavam-lhe o pai da rumba congolesa e do soukous. Lançou o seu primeiro grande êxito, “Marie Louie” em 1948 e manteve-se até aos anos sessenta como um dos artistas africanos que mais discos vendeu. Mobutu eclipsou-lhe a carreira que seria retomada trinta anos depois. Em 2007 gravou o seu último álbum “Banaya Papa Wendo”. Nesse mesmo ano, a atribulada história sua vida serviu de inspiração para a realização do documentário “On The Rumba River” do realizador frances Jacques Sarasin.
Obituário mais detalhado em breve, na secção devida.
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FMM Sines (Dia #8): Toubab krewe
July 25, 2008
Três razões para gostarmos muito dos Toubab Krewe: músicos brancos de cara lavada não precisam de se vestirem mal para tocarem como africanos; mantendo sempre as mãos, os pés e alma em África, os Toubab Krewe viajam entre a música pentatónica da África Ocidental, o noise, o pós-rock, num só tema; Justin Perkins, o guitarrista canhoto, é talvez o tocador de kora e kamel ngoni não africano mais tecnicista e experimentalista. O melhor: fizeram esquecer, às 6h da manhã, todo o cansaço acumulado de oito dias de FMM.
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FMM Sines (Dia #8): Marful
July 25, 2008
Mostraram em Sines, porque são provavelmente, a mais interessante banda folk galega da actualidade. Ugia Pedreira, com todo seu sangue na guelra, continua a encher o palco. Os manos Pascuais (sobretudo Pabro, o clarinetista baixo) são grandes músicos, mestres na arte de fundir a música rural, das tabernas galegas, com danças da américa latina (de Cuba a Argentina) trazidas pelos seus emigrantes. Num projecto em que Gaudi Galego (ex-Berrogüetto) nem precisa vir cá à frente mostrar os seus dotes vocais, está tudo dito. Mais uma apresentação arrebatadora, belíssima e extremamente emotiva, em que conseguimos achar graça a um par de dois homens a (muito bem) dançar o tango.
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FES + Jimi Tenor, Last Poets e Enzo Avitabile unidos em Porto Covo pelo funk
July 23, 2008
Afazeres particulares que me obrigaram a conduzir mais de quinhentos quilómetros neste dia, impediram-me de ver boa parte da actuação de Jimi Tenor com a Flat Earth Society. Do pouco a que tive a sorte de presenciar, deu facilmente para notar que este foi um dos espectáculos de maior criatividade com músicas «para filmes que nunca existiram». Uma grande orquestra de dezena e meia de músicos liderada pelo compositor belga e clarinetista Peter Vermeersch, acompanhada pelo artesão sonoro finandês Jimi Tenor, atacaram free jazz, funk, metal «naked cityano», soul, exotica, lounge. Tudo misturado num «shaker» que produzia «cocktails» sonoros que poderiam muito bem servir de banda sonora para filmes de acção influenciados pela “blaxploitation” dos anos 70. Má sorte ter visto pouco mais de 20 minutos de «caos» organizado em cima do palco. [Read more]
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Hazmat Modine: De Nova Orleães a Tuva
July 19, 2008
Uma das grandes qualidades dos Hazmat Modine que salta ao ouvido à primeira audição do seu disco “Bahamut”, é a forma mutante como os seus blues de raiz sulista nos oferecem multiplas visões temporais e geográficas da música americana e do resto do mundo: das canções de trabalho em linhas férreas, registadas por Alan Lomax com aquele som analógico e poeirento; à alma negra de Sonny Boy Williamson e ao «swing» do performer e do saltimbanco britânico Rory McLeod, quando as duas harmónicas se confrontam e imprimem um ritmo frenético; ao balanço do ragtime e do foxtrot do início do século XX; à serenidade acústica de uma banjitar que suporta os harmónicos vocais dos Huun Huur-Tu de Tuva; à forma esguia como as guitarras eléctricas facilmente entram em territórios caribenhos do reggae e do calypso, à slide que nos remete para o Hawaii e ao olhar para a música de casamentos judaicos e cigana do leste da Europa (sobretudo Romena), por via dos metais, do clarinete e do cimbalão. [Read more]
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Hermínia: mornas estilizadas de sangue quente
July 19, 2008
Uma das grandes qualidades que distingue o FMM de Sines é uma certa obsessão pelo pormenor, quer em Sines, quer na extensão de Porto Covo. Grande parte dos músicos que vou podendo entrevistar revelam-se quase sempre surpreendidos com a forma como são recebidos pela organização. No ano passado, Oleksandr Yarmola, o vocalista ucraniano dos Haydamaky, que prolongaram a sua actuação para além de todos os limites (mais de duas horas em palco), mostrava-se estupefacto com as condições que tinha no back-stage, com a reacção do público português que, mesmo assim, devido ao adiantado da hora, foi abandonando o recinto progressivamente. Na noite da actuação de Hermínia, o tocador de harmónica e banjitar dos norte-americanos Hazmat Modine, Wade Schuman, falava-me na boa comida, no abraço que recebeu do produtor e até mesmo nos tapetes e dos vasos com plantas que se encontravam na zona da área de produção. Algo que não tinha visto nem sentido em festivais da Europa «civilizada» por onde tinha andado nos dias anteriores (na Suíça e na Áustria). [Read more]
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A Naifa: cortando o frio em todo-o-terreno
July 19, 2008
Ao Segundo dia, o FMM de Sines abre a extensão de Porto Covo. À semelhança do que aconteceu o ano passado com os Galandum Galundaina, a humidade, o vento e o (ainda) pouco público causam um certo desconforto a quem se encarrega de dar início a mais uma noite que serviu para A Naifa ultrapassar uma série de sucessivos testes. Há uns meses atrás, Luís Varatojo, após a última entrevista à Naifa que a Terra Pura passou, por alturas do lançamento de “Uma Inocente Inclinação Para o Mal” falava do desejo de figurar no cartaz do FMM e revelava-nos que propunha à organização a devolução do cachet, caso o público fosse indiferente ao quarteto. A Naifa tinha então a dura tarefa, não só de aquecer todo o ambiente, como também mostrar que não é apenas uma banda de auditórios (e que os festivais ao ar livre também fazem parte do seu habitat natural), e de minimizar a ausência do baixista João Aguardela (a quem este espaço envia os votos de rápido restabelecimento).
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Bassekou Kouyaté: a vingança do n’goni
July 18, 2008
Ao primeiro dia, Bassekou Kouyaté e a sua orquestra de n’gonis ofereceram a todos aqueles que couberam no auditório do CAS, uma arrebatadora hora e meia de blues enraizados na história do império bamana, servidos por doses brutais de virtuosismo e um «groove» afro-funk omnipresente, complementado, por vezes, com ritmos avassaladores de «talking drum». Um dia antes, no curtíssimo «showcase» que estes malianos deram na Fnac do Colombo facilmente deu para perceber que eles respiram música, ou não fossem todos «griots». [Read more]
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Serra-lhe aí & Os Rosales: Ternura dos setenta
July 18, 2008
Depois do maracatu de baque solto, o exterior do CAS voltou a tornar-se num verdadeiro salão de baile, com os galegos Serra-lhe aí de dois ex-Diplomáticos do Monte Alto: Manolo Maseda (acordeão e voz) e Lola de Ribeira(percussão e voz). Que pena eles não terem tocado o “Deixa-me Subir o Alto”. Um dos grandes momentos daquela noite de 24 para 25 de Abril de há uns cinco anos em que eles actuaram na Av. Da Praia, depois de Fausto. [Read more]
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Siba e a Fuloresta: Fuá na terra de Gama
July 18, 2008
Um dos grandes encantos do FMM de Sines, é a forma como os músicos se deslumbram com o público e, ao receberem a energia destes, se transcendem em palco ou na rua. Às sete da tarde, Siba Veloso do interior da região nordestina de Pernambuco, abriu oficialmente a X edição do FMM, no interior do auditório do Centro de Artes. Em cima do palco, Siba e a «turma» Fuloresta de Nazaré da Mata liderada pelo carimático septuagenário Biu Roque (ausente por motivos de saúde), toca nas várias manifestações musicais do carnaval nordestino e da música que nasceu na rua, do frevo, à ciranda, ao côco e ao maracatu de baque solto.
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Camané assegura «showcase» na WOMEX 2008
July 17, 2008
Já se conhece a primeira selecção de artistas que irão assegurar os mais de quarenta «showcases» da WOMEX 2008 que este ano volta a realizar-se em Sevilha, entre os dias 29 de Outubro e 2 de Novembro. Camané parece ser o único artista nacional seleccionado pelos sete samurais. Outros nomes como Deolinda, António Zambujo e Dazkarieh terão de esperar nova oportunidade em 2009. Eis a primeira lista: A Filetta (França), Alex Cuba (Cuba/Canadá), Bako Dagnon (Mali), Bedouin Jerry Can Band (Egipto), Camané (Portugal), Fatima Spar & The Freedom Fries (Turquia/Bulgária/Ucrânia/Sérvia/Áustria), Jouhiorkesteri (Finlândia), LA-33 (Colômbia), Liu Fang (China/Canadá), Mike Marshall & Darol Anger with Väsen (EUA/Suécia), Mo DJ (Mali), Salamat Sadikova (Quirziguistão), Speed Caravan, (Argélia/Marrocos/França), Tom’s de Perrate (Espanha), Tumi and the Volume (África do Sul), Zabit Nabizade Trio (Azerbaijão).
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FMM Sines 2008: guia de sobrevivência para dez intensos dias
July 16, 2008
Arranca hoje a mais extensa edição do FMM de Sines, com um a discussão «A Barreira do Som: Seminário “Música, cultura e nação”». “Discussão sobre as raízes do fenómeno da “world music” e as identidades musicais na era da globalização”, que serve de aquecimento para os restantes dez dias que apresentará mais de quarenta espectáculos. Um conjunto de conversas organizadas pela e pelo INET (Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa), com coordenação científica de Manuel Deniz Silva que, com Pedro Moreira (também do INET - MD), a partir das 12h, debruçar-se-ão sobre “O que é a «world music»”. Um pouco mais tarde (a partir das 15h30), o tema «Música, cultura e nação» será aprofundado pelos investigadores Salwa Castelo Branco (INET-MD), Nuno Domingos (SOAS, Londres) e José Neves (ICS-UL). Às 18h haverá ainda uma mesa-redonda sobre «Música Portuguesa e globalização com José Mário Branco (músico), Chullage (músico) e Pedro Rodrigues (musicólogo e jornalista do Público).
Ao todo, são mais de 40 projectos distribuídos por dez dias de festival que, este ano, além de ganhar mais um palco (na zona exterior do Centro de Artes de Sines), acrescenta mais horário ao alinhamento típico dos últimos dias (totalmente) fora-de-horas na Avenida da Praia, com início previsto para as 4h da manhã.
Isto quer dizer que, este ano, as sessões de DJ foram reduzidas apenas e só à noite (ou será manhã?) do último dia, num final em total apoteose com início às 6h e em que terá como protagonistas o cativo Bailarico Sofisticado com o convidado António Pires.
Num FMM ecléctico a tocar em várias franjas e à procura de públicos diversificados, do rock, ao hip hop e à música de dança, ao jazz e à música experimental, esta décima edição apresenta propostas para todos os públicos, apesar de insistir em não oferecer espectáculos em simultâneo (como acontece em qualquer festival internacional).
As lendas
A Orchestra Baobab do Senegal, a indiana Asha Bhosle, rainha da indústria cinematográfica Bollywood (que já gravou para cima de 12 mil canções), os norte-americanos Last Poets, que estiveram na génese do hip hop e da luta pelos direitos civis dos afro-americanos na década de 60, e o rocker chinês Cui Jian que enche estádios no continente asiático, são os nomes deste FMM que maior peso do passado carregam consigo.
As estrelas do momento
Entre aquilo que de mais suculento se vai fazendo actualmente nestas áreas, destacam-se os nomes do maliano Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba que não pára de ganhar prémios de “world music”, do britânico Justin Adams e do gambiano Juldeh Camara que oferece provavelmente o blues-transe-rock-do-deserto actual mais acutilante, os congoleses Kasaï All Stars responsáveis por mais uma boa dose de dança tribal «congotronics», o afrobeat do colectivo norte-americano Antibalas, o surf-tuba-rock dos israelitas Boom Pam, o afro-rock dos Toubab Krewe, o tributo «garifuna» a Andy Palácio, a tecno e o chili-downtempo de inspiração mariachi com Nortec Collective presents Bostich and Fussible, a música de baile dos galegos Marful, os blues que vão ao encontro dos metais e do canto gutural das estepes da Ásia Central dos norte-americanos Hazmat Modine, o portento rítmico e vocal da Ocitânia denominado Lo Cor de La Plana, o italiano Enzo Avitabile, a folk sombria, bucólica e belíssima da britânica Rachel Unthank & The Winterset, a enorme voz da checa Iva Bittova, a multi-músicas «naked-citianas» de Koby Israelite, o experimentalismo jazzístico e clássico da Moscow Art Trio.
Encontros de peso
Ao longo das nove anteriores edições, o FMM tem sido palco de encontros provocados e já «empacotados», como é o caso de Toto Bona Lokua que reúne Gerald Toto, Richard Bona e Lokua Kanza. Há também um tributo a Jimi Hendrix pelo quarteto quarteto Doran – Stucky – Studer – Tacuma. Ou seja, os repetentes Erika Stucky e Jamaladeen Tacuma, com Fredy Studer e Christy Doran. A união que o FMM «fabrica» este ano é entre os portugueses Mandrágora e os músicos residentes na Bretanha ligados à Kreiz Breizh Akademy (Jacky Molard, Simone Alves e Guillaume Guern e também da “big band” belga Flat Earth Society com o finlandês Jimi Tenor.
Os Repetentes
Uma grande novidade. Este ano não consta no cartaz nenhum dos muitos projectos de David Murray. Mas volta a haver Kimmo Pohjonen com o trio KTU. E a enormíssima Rokia Traoré que acabou de editar aquele que será certamente um dos dez melhores discos de 2008: “Tchamanché”
A lusofonia
Entre os músicos residentes em Portugal, Sines apresenta além dos já referidos Mandrágora, A Naifa que está neste momento a terminar uma muito bem sucedida digressão de “Uma Leve Inclinação Para O Mal”, o duo Dead Combo que ainda têm fresco o grande disco “Lusitânia Playboys” (belíssima a voz de Ana Quintans), o quarteto de concertinas Danças Ocultas que estreia um novo espectáculo audiovisual e encontra-se neste momento a gravar o sucessor de “Pulsar”, o angolano Waldemar Bastos que, além de ter participado numa compilação de tributo aos U2 por músicos africanos, deve lançar novo disco em breve. De Cabo Verde teremos ainda o registo clássico das mornas de Hermínia. Do nordeste brasileiro, a banda sonora perfeita para o processo Apito Final (canção “Meu Time”) com Siba e a Fuloresta e o amor pelo forró e o frevo de um apoiante do Movimento dos Sem Terra: o ex-Cascabulho Silvério Pessoa.
Para descobrir
Neste universo das músicas do mundo, com propostas oriundas de mais de 190 países e com músicos que são descobertos ao minuto, seria muito mau se já não nos surpreendêssemos com mais nada. A música sul-africana de Dizu Plaatjies’ Ibuyambo Ensemble, canto qâwwali oriundo do Paquistão de Asif Ali Khan & Party, o bhangra-punk dos norte-americanos Firewater, a poesia e a soul do trinidense Anthony Joseph, a música de tabernas e aldeias galedas de Serra-lhe Aí!!! & Os Rosais, a «weird folk» dos americanos radicados em França, Moriarty, prometem agradáveis surpresas.
Mais Iniciativas Paralelas
- Exposição “Transurbana”, de Luís Campos
Integrada num retrospectiva do trabalho de Luís Campos, uma visão original das figuras e paisagens dos subúrbios de Lisboa. No Centro de Artes de Sines, de 19 Julho a 20 Setembro. Todos os dias, 14h00-20h00. Inauguração: 19 de Julho, 15h00. Parceria O Museu Temporário / CAS. Entrada livre.
- Ciclo de cinema documental: Migrações
As migrações e o modo como estão a alterar a geografia política, cultural e económica do mundo são o tema do ciclo de cinema do FMM 2008. No Centro de Artes de Sines, 23, 24, 25 e 26 de Julho. Sessões às 16h00. Entrada livre.
- 23 Julho: “Les Maîtres Fous”, de Jean Rouch. Clássico do cinema antropológico de Jean Rouch, mostra uma cerimónia de possessão, mas também tudo aquilo que a antecede e que se lhe segue, a vida de cada um dos “possuídos” independentemente desta cerimónia. (1954, França, 36m)
- 24 Julho: “Before the Flood”, de Yan Yu e Li Yifan. A barragem das Três Gargantas na China, a maior jamais construída no mundo, deverá estar terminada em 2009. Até lá, milhões de pessoas terão que ser realojadas e várias cidades e monumentos ficarão submersos. Neste filme, regista-se o processo de realojamento na cidade de Fengjie e o modo como afectou a vida dos seus habitantes. (2005, China, 143m)
- 25 Julho. “Bab Sebta”, de Pedro Pinho e Frederico Lobo. “Bab Sebta” significa “a porta de Ceuta” em árabe e é o nome da passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta. É o local para onde convergem aqueles que, vindos de várias partes de África, procuram chegar à Europa. Neste filme percorre-se quatro cidades, ao encontro dos rituais de espera e das vozes desses viajantes. (2008, Portugal, 110m)
- 26 Julho. “One Plus One”, de Jean-Luc Godard. “One Plus One” não é um musical com ou sobre os Rolling Stones, mas uma reportagem sobre o capitalismo, a publicidade, a sociedade de consumo, o nazismo, as lutas raciais, as guerras mundiais e tantos outros dramas do Ocidente. (1968, França, 110m).
- Ateliês para crianças
Os artistas do Festival Músicas do Mundo partilham conhecimentos e experiências com o público mais novo. No Centro de Artes de Sines, 24-26 Julho. Sessões às 11h30. 6-12 anos. Gratuito sob marcação (Tel. 269 860 080). Com Toubab Krewe (dia 24), Rachel Unthank & The Winterset (dia 25) e The Dizu Plaatjies’ Ibuyambo Ensemble (dia 26).
- Masterclasses
Oportunidades para conhecer a visão da música e alguns segredos criativos de cinco artistas de elite que passaram ou vão passar pelo FMM. Na Escola das Artes de Sines, 23-26 Julho. Duração média das sessões: 2 horas. Preço: 25 euros. Tel. 912158903 (Vasco Agostinho). Marcação no Centro de Artes de Sines e na Escola das Artes de Sines. Com Pat Mastelotto (dia 23, 11h30), Carlos Bica Portugal (dia 23, 15h30), Zé Eduardo (dia 24, 11h30), Jacky Molard (dia 25, 11h30), Koby Israelite (dia 26, 11h30)
- Conversas com artistas
No Centro de Artes de Sines, de 24 a 26 Julho. Sessões às 18h00. Entrada livre. Com Silvério Pessoa (dia 24), Cui Jian (dia 25) e Boom Pam (dia 26).
Alterações de última hora
Devido a questões logísticas, os espectáculos que irão ocorrer no exterior do Centro de Artes de Serra-lhe Aí & Os Rosais (dia 17), Danae (dia 21) e Dead Combo (dia 22) passam a realizar-se não no fim da noite, mas no seu início, às 21h00.
Ao longo destes dez dias poderão ocorrer outras alterações de última hora, nomeadamente no cartaz. Devido, uma vez mais às questões dos vistos, ainda não é certo que o colectivo do Pasquistanês Asif Ali Khan possa pisar solo europeu.
Para ir acompanhando eventuais alterações de última hora, aconselha-se a consulta diária do blogue do FMM.


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Terra Pura 14JUL08: Siba e a Fuloresta
July 14, 2008
Siba, o ex-líder dos pernambucanos e inventores do forró pé de calçada (variante urbana do forró pé da serra), Mestre Ambrósio, anda em digressão pela Península Ibérica com o seu mais recente projecto. Siba e a Fuloresta («brass band» da localidade rural de Nazaré da Mata dominada pelo carisma e voz rouca de Biu Roque) passaram até ao final deste fim-de-semana por Torres Novas, Vila Real e Cartagena. Esta semana actuam em Tavira (terça-feira, dia 15) e inauguram a Xª edição do FMM de Sines (quinta-feira, dia 17, às 19h, no espaço exterior do CAS). Siba pega em ritmos regionais como o côco, ciranda, maracatu de baque solto, frevo e, com a Fuloresta, realiza uma obra global e cosmopolita, carregada de crítica social e política, servida com humor corrosivo e repentista, próprio de quem fala a língua de Lampião. A Terra Pura falou com um Siba bastante engripado (mal se notou no espectáculo a sua maleita) em Torres Novas, durante a actuação do portuense Slimmy (daí o ruído de fundo da gravação).
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
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[Agenda] 10 a 16 de Julho
July 10, 2008

Siba
- Festas do Almonda, Torres Novas
Até ao próximo domingo, Torres Novas continua a apresentar um belíssimo cartaz das Festas do Almonda no não menos belo e bem cuidado Jardim das Rosas. Depois de já terem passado à beira da azenha e das inúmeras quedas de água Suzanne Vega, Deolinda, Mu, Galandum Galundaina, Tito Paris, entre outros, os destaques óbvios desta semana vão para: Siba e Fuloresta (dia 10), Ala dos Namorados com Nancy Vieira e Rão Kyao (dia 11), Marta Hugon (dia 12) Kepa Junkera e Canto Coimbra (dia 13)
- Siba e Fuloresta, Vila Real e Tavira
Siba, músico repentista nordestino e ex-líder dos Mestre Ambrósio, depois de ter passado por Torres Novas e antes de inaugurar a X edição do FMM de Sines, passa pelo Teatro de Vila Real (dia 12) e pelo Praça da Républica em Tavira (dia 15). Com a sua «brass band» Fuloresta de Nazaré da Mata, Siba serve-se ritmos tradicionais como o coco, ciranda, maracatu de baque solto para fazer crítica social e política incisiva e extremamente humorada. Ora oiçam os temas “Meu Time” e “Será?” de “Toda a vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar” (2007).
- Festival Música Portuguesa Hoje, Lisboa (CCB)
“Comissariado por António Pinho Vargas, Pedro Santos e Rodrigo Amado, o Festival Música Portuguesa, Hoje pretende apresentar o que de melhor se faz actualmente na música portuguesa, atravessando géneros musicais e apostando numa grande diversidade de propostas. Durante três dias, o CCB recebe alguns dos melhores músicos e mais importantes projectos do panorama actual da música em Portugal, da música erudita ao jazz, passando pelo fado, electrónica ou música experimental.” Entre os dias 11 a 13 de Julho, destaque para os espectáculos de João Paulo (”Nascer”), Camané+Sasseti+Laginha+Bica, Quarteto de André Fernandes, Ricardo Rocha a solo, Drumming (”Meta-Rock”), entre outros.
- Rio Povo 08, Águeda
“Rio Povo é uma grande produção artística inter-associativa, cujo cenário natural é o próprio leito do Rio Águeda, marcando de forma indelével a síntese entre a tradição local fortemente associada ao rio, na sua função cultural transmissora entre a serra e o litoral, e o discurso artístico contemporâneo que se lhe quer associar pela acção e reacção dos novos agentes culturais de Águeda.
Este espectáculo traduz, pelo cruzamento de diversas linguagens, as vivências de um povo com tanto de real como de imaginário e que, subindo do mar ou descendo da serra, enraizou as margens do Rio Águeda. Centraliza como inspiração dominante, entre outras tantas tradições, a ancestral azáfama do Cais das Laranjeiras e a animação festiva do Largo da Sra da Boa Morte, ambas as facetas na sua mais íntima relação com o leito estival do Rio Águeda. Nesta reposição em 2008, Rio Povo será um espectáculo único, síntese daquelas inspirações, repetido em noites consecutivas: 11 e 12 de Julho.
A montagem espectáculo “Rio Povo” ocupa o leito do Rio Águeda, de uma à outra margem, com a instalação de múltiplas estruturas, pelas quais se distribuem os elencos e as cenas de Rio Povo, com orquestra, coros, banda filarmónica, tocatas, músicos, actores, dançarinos e bailarinos, outros performers e ainda toda uma série de recursos visuais, multimédia e pirotecnia, numa produção de grande impacto. Este projecto representa, de novo, um desafio aos criadores de cada uma das artes e técnicas envolvidas.”
- Aldina Duarte - Fábrica do Braço de Prata (Lisboa)
“Aldina Duarte vai apresentar o seu novo trabalho “Mulheres ao Espelho” a partir do dia 13 de Julho todos os domingos ao entardecer. A Sala Prado Coelho (homem que muito a admirava), recebe esta mulher que por mérito próprio tem aberto o seu caminho e conquistado espaço entre os críticos e adeptos de fado que lhe reconhecem o valor e lhe tecem grandes elogios. “Mulheres Ao Espelho”, o seu terceiro trabalho recentemente editado conta onze histórias de mulheres. Cada fado é uma história que na voz de Aldina Duarte toma forma e se transforma quase que ganhando vida própria. (…) Aldina Duarte vai estar acompanhada por, Paulo Parreira e José Manuel Neto na Guitarra Portuguesa e Carlos Manuel Proença e Rogério Ferreira na Viola.”
- 7 sóis 7 luas
Mais uma semana de actividades do festival itinerante Sete sóis sete Luas nos Municípios de Oeiras, Lajes do Pico, Ponte de Sôr e Vila Real de Santo António.
A 7SóisOrkestra constituída pela fadista Margarida Guerreiro Massimo Cusato (Calábria), Jamal Ouassini (Marrocos), Miguel Ramos (Andaluzia), Mario Rivera (Sicília) e Gerard Verger (Valência), actua no dia 11 na Fábrica da Pólvora de Barcarena e no dia 13 na Praia da Manta Rota.
No dia 12, Ponte de Sôr recebe os italianos Parto Delle Nuvole Pesanti (Calábria).
Os (ainda) italianos Kama Fei (de Salento) iniciam no dia 16, nos Açores, uma mini-digressão de três datas que incluí Vila Real de Santo António (dia 17) e Odemira (dia 18)
- Mayra Andrade, Cool Jazz Festival (oeiras)
A cabo-verdiana Mayra Andrade tomou o gosto aos palcos portugueses. Dia 11 regressa ao nosso país para actuar no Cool Jazz Festival, no Jardim Marquês de Pombal em Oeiras.
- Terrakota + Ponto de Equilíbrio, Espaço Dómus, Fábrica do Braço de Prata (Lisboa)
Cimeira luso-brasileira do «roots reggae» mestiço com os luso-italiano-angolanos Terrakota e os cariocas Ponto de Equiíbrio, assessorados por Riddim Culture Sound System e DJ 2 Old4School.
- Tom de Festa, ACERT (Tondela)
A 16 de Julho arranca o mítico Tom de Festa organizado pela ACERT de Tondela com Teresa Salgueiro e a Lusitânia Ensemble (apresentam repertório do álbum “La Serena”). Para além do espectáculo “A Cor da Língua“ de José Rui Martins e Carlos Peninha que voltam a unir os universos da música, do teatro e da poesia, que inclui convidados muito especiais: Janita Salomé e Chuchurumel.
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Habib Koité e Simphiwe Dana no Tom de festa
July 9, 2008
A nobre ACERT de Tondela realiza entre os dias 16 e 19 de Julho mais um festival multi cultural “Tom de Festa”. Como tem sido hábito, durante estes dias cujas datas se sobrepõem ao FMM de Sines, esta cidade beirã oferece um cardápio que toca não só na música tradicional, como em outras outras áreas.
No primeiro dia (16 de Julho), Teresa Salgueiro e a Lusitânia Ensemble abrem este “Tom de Festa” com a paresentação do álbum “La Serena”. Na mesma noite é possível conhecermos o novo espectáculo «da Casa» e que sucede ao brilhante “Cantos de Língua”. Em “A Cor da Língua“, José Rui Martins e Carlos Peninha, voltam a unir os universos da música, do teatro e da poesia e,«para dar corda a uma língua que se quer… bem acordada» convidam Janita Salomé e Chuchurumel para afiar a dita.
Seguem-se, no dia seguinte (17 de Julho), a metade-guineense-metade-cabo-verdiana Nancy Vieira, a nova estrela pop que evoca o glamour hollywoodesco, Rita Redshoes, e uma nova banda de metais que «revisita sonoridades de uma miríade de etnias e géneros (música cigana, israelita, africana, brasileira, jazz, blues), sem perder de vista (e de ouvido!) o sabor filarmónico». Isto é, a Fanfara Kaustica.
Na sexta-feira, 18 de Julho, a auditório do ACERT tem a honra de receber uma das novas grandes vozes femininas de África: Simphiwe Dana. Uma sul africana que actua com uma banda de 10 grandes músicos no dia em que Nelson Mandela completa noventa anos. Na mesma noite há também Balla de Armando Teixeira e choro e samba com os Rapa de Tacho.
No último dia (19 de Julho - também de aniversário deste vosso escriba de serviço), o Tom de Festa reserva, seguramente, o melhor cardápio desta edição. O guitarrista maliano Habib Koité e a sua banda Bamada. O artista que a revista norte-americana Rolling Stone considera como “a maior estrela pop do Mali” e que não ficaria nada mal no encerramento de uma das noites do Castelo de Sines, apresenta em Tondela as canções de um dos grandes discos de 2007: “Afriki”. Antes, podermos assistir à folk do Báltico dos polacos Beltaine e ao rock progressivo cubano dos Sintesis.




