Ronda dos Quatro Caminhos: Nova super-produção “Sulitânia” em palcos de Lisboa e Porto
May 1, 2008
O álbum editado pela Ocarina em 2007, que «nasceu sob encomenda, integrada no projecto 3 Culturas, um programa de difusão cultural em rede partilhado pelas câmaras municipais de Évora, Idanha-a-Nova e Mértola com o apoio da União Europeia», voltou a unir o universo da música tradicional com o da clássica, através do trabalho conjunto destes lisboetas, com Adufeiras de Monsanto, Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Coro Polifónico Eborae Musica e Vozes do Cante Alentejano. É todo este elenco de, aproximadamente setenta músicos, que irá estar em cima dos palcos da Aula Magna em Lisboa (3 de Maio) e do Teatro Sá da Bandeira (24 de Maio), não só para a «apresentação integral de Sulitânia, com novos arranjos para orquestra», mas também para interpretarem «temas essenciais na história do grupo e […] outros inéditos, que vão já apontando para novos caminhos».
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Rotas musicais de seda no Museu do Oriente
April 29, 2008
O Museu do Oriente, nobre projecto da Fundação Oriente, é inaugurado no próximo dia 8 de Maio. Situado na Doca de Alcântara, este espaço promete dinamizar culturalmente toda a zona ribeirinha através de uma suculenta oferta que inclui exposições, música, dança, cinema e outras iniciativas cujo leitmotiv é o continente asiático.
Nos quatro primeiros dias (de 8 a 11 de Maio), Mário Laginha apresenta o projecto «Trimurti» concebido especialmente para a inauguração do Museu e que inclui notáveis colaborações do guitarrista vietnamista Nguyen Lê (especialista em psicadelismo hendrixiano) do tocador de tablas indiano Prabou Edhouard e do percussionista japonês de taiko e shakuhachu Joji Hitota.
Durante este fim-de-semana (de 9 a 11 de Maio) há ainda música hindustani com o recital de sitar de Miguel Leão, músicas danças tradicionais de Goa com o grupo Ekvât (a 10 e 11 de Maio) e danças do deserto indiano do Rajastão com a dançarina Carolina Fonseca (9 a 11 de Maio) e música chinesa em instrumentos ocidentais com o Quarteto Capela formado por António Anjos (violino), Bin Chao (violino), Massimo Mazzeo (viola) e Varoujan Bartikian (violoncelo), também nos dias 9, 10 e 11 de Maio.
Durante a semana que se segue (dia 14 de Maio), é possível assistirmos à união entre intérpretes sufis paquistaneses da música qawwali (que tinha em Nusrat Fateh Ali Khan o seu mestre supremo) e o flamenco. Faiz Ali Faiz, que já actuou nos Sons em Trânsito de Aveiro, partilhará o palco do Museu do Oriente com os espanhóis Duquende e Chicuelo (só é pena que Miguel Poveda não participe também neste espectáculo).
A 17 de Maio haverá fado (e só fado, sem pontes de entendimento com a música do oriente) com Ana Moura.
Uma semana depois, podemos assistir a outro agradável regresso. O colectivo cigano egípcio Musicians of the Nile que participou no último África Festival actua neste espaço a 24 de Maio.
A actividade do Museu do Oriente abranda um pouco durante as três semanas que se seguem, para regressar em força a 21 de Junho com o colectivo da Mongólia Egschiglen, que traz na bagagem o álbum recém editado “Gereg” e que é «Top of the World» da última edição da revista britânica Songlines. Um sexteto que já passou pelo saudoso Cantigas do Maio e que é referência obrigatória para quem é apreciador de ritmos cavalgantes das estepes de Tuva e pelo canto gutural Khomei de projectos como os Huun Huur-Tu.
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O extenso cardápio musical do 25 de Abril
April 23, 2008

É, mais uma vez, a loucura para decidir o que fazer nas noites de 24 e 25 de Abril. São os dias em que os cantores de intervenção (que ainda resistem) limpam o pó às suas guitarras. São os dias em que muitas das autarquias lá abrem os cordões à bolsa (fora da época de campanha eleitoral) para lembrar, pelo menos uma vez no ano, as conquistas e as virtudes democráticas de Abril (que parecem esquecidas ao longo do ano).
Sines
Como é hábito, a Autarquia de Sines apresenta o cartaz mais suculento. Na noite de 24, a Avenida da Praia, palco habitual das sessões after-hours do FMM de Sines até ao sol raiar, recebe o colectivo galego feminino Malvela, o mestre do bandolim Júlio Pereira (que intercala repertório de Zeca Afonso com temas de “Geografias” e clássicos como “Miradouro”) e a galega-mais-portuguesa Uxia Senlle que edita no próximo mês o álbum “Eterno Navegar” que conta com um notável lote de convidados lusófonos.
No dia 25, na Antiga Estação de Caminhos-de-Ferro, às 18h00, é inaugurado o Serviço de Música da Escola das Artes de Sines com dois pequenos espectáculos de música clássica, com Ana Paula Rodrigues (canto) e jazz, com o Vasco Agostinho (guitarra), João Maurílio (piano), Paulo Perfeito (trombone), Rui Teixeira (saxofone) e Zé Eduardo (contrabaixo), Manuela Lopes (voz) e Sónia Cabrita (bateria). À noite, o Centro de Artes de Sines apresenta a estreia em Portugal de um espectáculo de humor que reúne um actor e apresentador de televisão galego – Carlos Blanco – e o guitarrista guineense Manecas Costa. Em “Humor Neghro” o duo aborda com música e humor o fenómeno das migrações no mundo contemporâneo.
A 26, também no Centro de Artes, há ainda a fusão da música tradicional com o vídeo e as novas tecnologias pela mão dos Chuchurumel de César Prata, Julieta Silva e Tiago Pereira.
S.I.R.E.N.E.S. de Estarreja
O muito activo Cine-Teatro de Estarreja aproveita o balanço da «revolução dos cravos» para levar a cabo a primeira edição do festival S.I.R.E.N.E.S., (Soluções Irreverentes Revelam Ao Espectador Novos Estilos Sonoros). Diz o comunicado à imprensa que “os nomes que fazem parte do cartaz trazem uma revolução de sonoridades e musicalidades ’frescas’. Projectos que se afirmam como ‘pedradas no charco’ no marasmo do panorama musical mainstream”. Em dois dias exaltam-se qualidades dos artistas convidados como “a atitude de não se acomodarem e combaterem os ‘cânones’ estereotipados pela ditadura do airplay das rádios e do consumo fácil e imediato…” .
Na primeira noite, 25 de Abril, Jorge Cruz apresentará o disco “Poeira” na abertura do programa do S.I.R.E.N.E.S. Segue-se o fado transviado e risonho dos Deolinda e a percussão criativa no feminino com as Tucanas. No sábado, dia 26 de Abril, dá-se mais um encontro entre J.P. Simões os Couple Coffee de Luanda Cozetti e Norton Daiello. O S.I.R.E.N.E.S. encerra com Jacinta, que tem andado actualmente a apresentar o repertório do disco “Convexo” de tributo a José Afonso.
Paralelamente, o S.I.R.E.N.E.S., oferece ainda a exposição A Cor do Som Português, da autoria do fotógrafo Sérgio Neto baseada em reportagens fotográficas realizadas em vários palcos de Portugal ao longo dos anos de 2006 e 2007.
«Canções Revolucionárias» no Musicbox em Lisboa
Na Musicbox do Cais do Sodré em Lisboa, Ana Deus e Flak, Xana e Miguel Ângelo, Fernando Cunha e Olavo Bilac, Pedro Almeida e Pedro Puppe e João Neto, Tim e Vicente Palma, interpretam canções revolucionárias. De Beatles e Rolling Stones a Paulo de Carvalho e a José Mário Branco.
”20 Canções para Zeca Afonso” no CCB em Lisboa
Neste espectáculo concebido e dirigido por Rafael Fraga e João Paulo Esteves da Silva, “a raiz popular sempre presente na música de Zeca Afonso é recriada num contexto inovador que concilia as melodias das canções, os timbres característicos do trio de jazz que acompanha os instrumentos solistas e a ambiência subtil do quarteto de cordas, numa fusão única de universos musicais que se complementam e enriquecem”. Em palco “é recriada a raiz popular presente na sua música, num contexto inovador que concilia as melodias das canções” através das vozes de “Alexandra Ávila e de João David Almeida), dos timbres jazzísticos do trio de jazz (guitarra, baixo e bateria), que acompanha os instrumentos solistas (saxofone e piano) e da ambiência subtil do quarteto de cordas, numa fusão única. O repertório seleccionado inclui temas editados entre 1962 e 1987, fazendo uma viagem por uma parte significativa da obra de Zeca Afonso.”
Outros espectáculos a 24 de Abril
José Mário Branco | Theatro Circo | Braga
Cristina Branco | Baixa da Banheira
Sérgio Godinho | Comemorações do 25 de Abril | Barreiro
David Fonseca | Comemorações do 25 de Abril | Odemira
Kumpania Algazarra | Cine Teatro Joaquim d’Almeida | Montijo
A Naifa | Cine-Teatro João Mota | Sesimbra
Pedro Barroso | Praça do Geraldo | Évora
Banda Futrica | Programa “Viva a Música” da Antena 1 | Teatro da Luz | Lisboa
Couple Coffee | Parque da Cidade | Beja
Janita Salomé & Vitorino & Grupo de Cantadores do Redondo + Clã | Seixal
“Steel Drumming Toca José Afonso” & J.P. Simões | Teatro Aveirense | Aveiro
Terra D’Água de Davide Zaccaria com Maria Anadon, Joana Amendoeira e Nancy Vieira | Cine-Teatro São Pedro | Águeda
Fadomorse | Festas do 25 de Abril | Santa Iria da Azóia
Anonima Nuvolari | Teatro Municipal | Bragança
Quadrilha | Largo da Câmara | Aljustrel
Erva de Cheiro (“Que Viva o Zeca”) | Cine-teatro Florbela Espanca | Vila Viçosa
José Barros & Navegante | Jardim Municipal | Almodôvar
Canto da Terra | Cuba – Beja
Ronda dos Quatro Caminhos | Cine-Teatro Luísa Tody | Setúbal
Diabo a Sete | Comemorações do 25 de Abril pelo Ateneu de Coimbra | Centro Cultural D. Dinis | Coimbra
25 de Abril
Fausto | Praça Central | Vila Real Sto António
Terra D’Água de Davide Zaccaria com Maria Anadon e Joana Amendoeira | Cine-Teatro São João | Palmela
Couple Coffee & Trigo Limpo (“As Tamanquinhas do Zeca”) | ACERT | Tondela
Frei Fado d’el Rei (“Senhor Poeta”) | Teatro Virgínia | Torres Novas
Jacinta (“Convexo”) | Europarque | Santa Maria da Feira
Janita Salomé & Filipe Raposo & José Rui Martins (“A Voz e a Poesia”) | Auditório Municipal | Vila do Conde
Toque de Caixa | Fórum Cultural | Alcochete
Kumpania Algazarra | Maxime | Lisboa
Erva de Cheiro (“Que Viva o Zeca”) | Cine-teatro | Elvas
Jorge Palma | Odemira
Banda Futrica | Penela
Melech Mechaya | Centro de Artes e Espectáculos | Portalegre
Carlos do Carmo | TMG | Guarda
Sérgio Godinho | Queima das Fitas | Pav. Nerba | Bragança
Vitorino | Auditório Municipal | Portimão
Canto da Terra | Condeixa
Uxu Kalhus | Av dos Aliados | Porto
26 de Abril
Frei Fado d’el Rei (“Senhor Poeta”) | Moura
Jacinta (“Convexo”) | Cine-teatro | Estarreja
Erva de Cheiro (“Cantaremos Adriano”) | Estúdio Fénix | |Fafe
Camané | Cine-Teatro João Mota | Sesimbra
A Naifa | CAE | Portalegre
Canto da Terra | Valado de Frades
Jorge Palma | Fórum Cultural | Alcochete
Viviane | Semana Cultural Fonte Pequena | Alte
Toques do Caramulo | Cordinhã – Cantanhede
Anónima Nuvolari | Teatro | Vila Real
Atma, Complot, Blarmino, Mario Trovador | Grémio Lisbonense | Lisboa
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Pé na Terra apresentam disco de estreia no Passos Manuel com os Mu
April 15, 2008
A folk do Porto está bem viva e recomenda-se. No espaço de duas semanas são editados três álbuns que irão certamente enriquecer a colheita de 2008 e que as Crónicas da Terra se orgulham de apoiar na divulgação. Além de “Escapa” dos Mandrágora e de “Casa Nostra” dos Mu, já aqui referidos, é também esta semana editado o primeiro disco dos Pé na Terra de Ricardo Coelho (sopros, gaitas de fole, gralha e tarota) e Cristina Castro (voz e acordeão). Ambos fazem parte de um outro interessante projecto portuense – Lúmen – tendo já passado pelos Arrefole. Adérito Pinto (baixo), Hélio Ribeiro (guitarras, voz), Tiago Soares (bateria tradicional, percussões – também músico dos lendários Toque de Caixa) completam uma formação que neste seu primeiro registo fonográfico gravado nos estúdios de Emiliano Toste e editado pela Açor, contou com a colaboração de vários convidados galegos, como é o caso de Maria Xosé Lopez (sanfona) e Patrícia Cela (tamboril galego), nomes ligados à genuína folk galega de Xistra de Coruxo e Múxicas, além de Antony Fernandes (gaita transmontana), Dulce(voz), Patrícia Miranda(voz poema), Silvana Dias (violoncelo), Tânia Pires(melódica), Tiago Meireles(voz poema)
Os Pé Na Terra actuam esta sexta-feira, dia 18, no Teatro Passos Manuel do Porto conjuntamente com os Mu. Uma dupla festa e um duplo lançamento de novos discos que se querem com mais regularidade e, se possível, envolvendo outros projectos da Invicta.
Próximos espectáculos de apresentação do primeiro disco dos Pé na Terra:
3 Maio - Vimioso, Sons e Ruralidades
8 Maio - Valongo, Feira de Artesanato
9 Maio - Barcelos, Subsescuta
10 Maio - Almada, Paragrafo Bar
11 Maio - Almada, Fnac Forum Almada
22 Maio - Porto, Contagiarte
30 Maio - Águeda, D’Orfeu
7 Junho - Arouca
8 Junho - Belazaima do Chão (Águeda), Vinizaima do Chão 2008
4-7 Agosto - S.Pedro do Sul, Festival Andanças 2008
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Sons do Atlântico de luxo recebe OI VA VOI, MAYRA ANDRADE e TRANSGLOBAL UNDERGROUND
April 11, 2008
O Festival Sons do Atlântico que se realiza anualmente no promontório de Nossa Senhora da Rocha, em Porches – Lagoa, recebe entre os dias 8 e 10 de Agosto um luxuoso cartaz que inclui dois recém-premiados com prémios de “world music” da BBC Rádio 3. No primeiro dia, a cabo-verdiana MAYRA ANDRADE (que se sagrou artista revelação de 2008) partilha o palco com o açoriano ZECA MEDEIROS que se encontra neste momento a preparar o sucessor de “Torna-Viagem”, disco que conquistou o prémio José Afonso atribuído pelo Município da Amadora. No dia 9 os sevilhanos LA SELVA SUR abrem a noite para os veteranos TRANSGLOBAL UNDERGOUND que trazem na bagagem o álbum “Moon Shout” que motivou a atribuição do prémio de “world music” deste ano da BBC Rádio 3 na categoria “dança global”. No dia 10, teremos os DIABO A SETE, uma das mais empolgantes novas bandas folk portuguesas que gravaram em 2007 o belíssimo álbum “Parainfernália” e os britânicos OI VA VOI da interessante violinista SOPHIE SOLOMON.
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Casa da Música recebe VAMPIRE WEEKEND no final de Maio
April 6, 2008
Imparável. A casa da Música, depois de assegurar a presença dos EXTRA GOLDEN no festival Mestiço, que se realiza no final do mês de Junho recebe, a 30 de Maio, os nova-iorquinos VAMPIRE WEEKEND, no mesmo dia em que actuam a mítica banda YOUNG MARBLE GIANTS.
De referir que os VAMPIRE WEEKEND, autores do primeiro álbum homónimo editado em Janeiro deste ano (que é das propostas mais frescas para este verão) são uma das mais suculentos projectos da pop norte-americana que, além de reciclarem as melhores referências do rock dos anos 80 e 90, de TALKING HEADS a FEELIES e ORANGE JUICE, mergulham com a cabeça, tronco e membros nos soukous congolês e no benga queniano (que os EXTRA GOLDEN tão bem actualizam e miscigenam com noise rock nova-iorquino). Os inevitáveis balanços de 2008 irão tropeçar inevitalmente neles como uma das melhores coisas que aconteceu à pop global.
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Casa da Música mestiça recebe AMADOU & MARIAM
March 20, 2008
A Casa da Música apresentou ontem à imprensa a programação para o segundo semestre que se prevê de grande intensidade. Para além do ciclo Uma Casa Portuguesa, cujo cartaz já anunciámos neste espaço, haverá ainda o festival Música e Revolução (entre 25 e 29 de Abril) dedicado “às obras musicais revolucionárias que marcaram um ponto de ruptura na história da música” e o Festival Mestiço (que se realiza entre os dias 26 e 29 de Junho). O evento que une as várias tribos da música tradicional miscigenada com urbanidade e contemporaneidade, apresenta no primeiro dia o sérvio BOBAN MARKOVIC (e não croata conforma a Lusa anuncia) e a orquestra latina de SEÑOR COCONUT com o convidado especial LOUIE AUSTIN (com quem gravou o EP “Dreams Are My Reality”). Refira-se que SEÑOR COCONUT, responsável por ter encerrado a programação do FMM de Sines de 2007 (sem contarmos com os DJs), também actua no início do mês de Junho no Theatro Circo de Braga (dia 6) e no Centro de Artes de Portalegre (dia 7), apenas e só com a sua orquestra.
A 27 de Junho há hip hop misturado com samba por MARCELO D2 e o “dreda” angolano MC K (sim, o que participou na famosa compilação de rap dos palancas negras editada pala Rádio Fazuma).
A 28 de Junho é servido uma boa dose de reggae, ska, mento vintage jamaicano com TOOTS & MAYTALS e os DYNAMICS.
No último dia, ficou reservado o melhor da festa: EXTRA GOLDEN (Quénia / Estados Unidos), TIMBILA MUZIMBA (Moçambique) e… AMADOU & MARIAM. Neste último ano, o casal de cegos maliano que deu um dos melhores concertos no FMM de Sines de 2005, tem actuado ao lado de nomes da pop como DAMON ALBARN e os SCISSOR SISTERS. Um óptimo cartaz. Só é pena que se realize nas mesmas datas do Festival Med de Loulé.
Festival Música e Revolução
O festival inicia-se a 25 de Abril, precisamente com o Poema Sinfónico para 100 Metrónomos (1962), de György Ligeti, uma obra em que cem metrónomos (instrumento usado para medir os compassos da música), cujo “tic-tac” é regulado com ligeiros desfasamentos, são postos a trabalhar até ficarem sem corda.
Nesse mesmo dia, há um duplo concerto na Sala Suggia, em cuja primeira parte o Remix Ensemble, sob a direcção de Peter Rundel, tocará obras de Karlheinz Stockhausen e Arnold Schönberg e a ONP, dirigida por Christoph König, executará obras de François-Joseph Gossecm, Claude Debussy e Richard Wagner.
Outros concertos deste ciclo incluem as obras “Sagração da Primavera”, de Igor Stravinsky, pela ONP dirigida por Peter Rundel (26 de Abril) e os já citados madrigais de Monteverdi, Gesualdo e Schütz (27 de Abril) com obras de Luciano Berio (Sequenza V e Sequenza X para trompete) e de Arnold Schönberg (Sinfonia de Câmara nº 11, op.9) na segunda parte.
Estão também incluídos neste ciclo dois concertos de jazz, o primeiro a 28 de Abril, por Bernardo Sassetti, em que o pianista, acompanhado pelo saxofonista Perico Sambeat, André Fernandes (guitarra), Paço Charlín (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria) tocará temas de três grandes nomes da revolução “bebop” do jazz - Charles Mingus, Thelonious Monk e Charlie Parker.
No dia seguinte, o pianista norte-americano apresenta-se na Casa da Música em octeto, para apresentar, em estreia europeia, a sua obra multimédia “In my Mind: Monk at Town Hall, 1959″, baseada naquele célebre concerto de Thelonious Monk.
Notícia da Lusa, de 19 de Março de 2008
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SKY FEST: nações unidas no Casino de Lisboa
March 19, 2008
O SKY FEST abre a porta do Casino de Lisboa, entre os dias 7 e 13 de Abril, ao saudável convívio entre o jazz, o blues e as várias músicas tradicionais / locais dos quatro cantos do mundo, contaminadas por todo o tipo de referências contemporâneas. Do garboso cartaz seleccionado pela UAU (que gere a programação do Auditório dos Oceanos), saltam à vista os nomes de uma das grandes vozes femininas do flamenco actual, ESTRELLA MORENTE (na foto), o projecto argentino de renovação do Tango (mais um, mas este supera de longe os GOTAN PROJECT), TANGO CRASH, a cabo-verdiana NANCY VIEIRA, o novo meio de transporte de GUIDA DE PALMA, OLISSIPO ELÉTRICO, a figura do canção pop suburbana lisboeta, DEOLINDA, que edita em Abril o primeiro album “Canção ao Lado” e o ska-fado dos almadenses O’QUESTRADA, entre muitos outros nomes.
Eis o programa completo
7 Abril
OLISSIPO ELÉTRICO (jazz fusão) | Multiusos | 22h30
ROSA NEGRA (world music) | Bolacha | 23h30
8 Abril
JAZZ ME BROWN (jazz) | Multiusos | 22h30
O’QUESTRADA (fado ska) | Bolacha | 23h30
9 Abril
DÂNA (world music) | Multiusos | 22h30
THE SOAKED LAMB (blues) | Bolacha | 23h30
10 Abril
JAMES COTTON (blues) | Auditório dos Oceanos | 22h
MADAME GODARD (jazz fusão) | Multiusos | 23h30
NANCY VIEIRA (world music) | Bolacha | 00h30
11 Abril
GONZALO RUBALCABA e JACINTA (jazz) | Auditório dos Oceanos | 22h
SWEET VANDALS (jazz fusão) | Bolacha | 23h30
LADY G BROWN & DR. BASTARD (electro world music) | Multiusos | 00h30
12 Abril
ESTRELLA MORENTE (world music) | Auditório dos Oceanos | 22h
SARA VALENTE (jazz) | Multiusos | 23h30
DEOLINDA (world music) | Bolacha | 00h30
13 Abril
CANTO DA TERRA (world music) | Multiusos | 22h30
TANGO CRASH (electro world music) | Bolacha | 23h30
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Festival de música cigana de Lisboa recebe dinastia romena
March 11, 2008
O projecto GYSPSY QUEENS AND KINGS que, para além da FANFARE CIOCARLIA da Roménia inclui prestações de outros reputadas estrelas da música cigana, como KALOOME (França), ESMA REDZEPOVA (Macedónia), LIJLJANA BUTTLER (Bósnia), JONY ILIEV (Bulgária), MITSOU (Hungria), FLORENTINA SANDU, AURELIA SANDU e TANTICA IONITA (ambas romenas), regressa ao nosso país no próximo dia 1 de Julho. O colectivo que passou durante o ano passado pela Festa do Avante e pelo Festival Sons em Trânsito de Aveiro, irá para participar num festival temático inspirado na cultura cigana, conforme é possível verificar na página da editora / produtora Asphalt Tango. Num ano em que não haverá África Festival, saúda-se esta iniciativa que recupera o espírito da temática Rotas (que, há três anos atrás, trouxe a Lisboa a fanfarra de nómadas ocidentais, os belgas THINK OF ONE).
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Numa casa portuguesa fica bem «bröd» e «rött vin» sobre a mesa
March 10, 2008
A Casa da Música volta a realizar um festival com grupos de inspiração na música tradicional em que mistura, este ano, não só experiência e jovialidade lusas, como também propostas do norte da Europa, já que este é o ano em que esta casa tem abertas as portas aos músicos escandinavos, ao abrigo da temática «Føcus Nórdico». “Uma Casa Portuguesa” (é assim que se chama a edição deste ano), realiza-se entre os dias 15 a 18 de Maio. Na primeira noite, RÃO KYÃO, JOSÉ PEIXOTO e RUCA REBORDÃO reúnem-se com o norueguês KARL SEGLEM (encontro já aqui anunciado há largos meses). Juntos voltam a apresentar o “Skrey Project” estreado há cerca de nove meses em Porto Covo, no 9º FMM de Sines. Ainda no primeiro dia (15 de Maio) actuam também os conimbricenses REAJEJO (a propósito, quando é que sai o próximo álbum?).
A 16 de Maio, os mirandeses GALANDUM GALUNDAINA repartem o palco da Sala Suggia com o quarteto vocal sueco KRAJA de Umeå. «O seu repertório provém, em grande parte, da tradição local de Västerbotten e de outros locais da Escandinávia, e é formado por hinos tradicionais, canções cómicas e de amor e temas de dança, em arranjos para quatro vozes que primam pela elegância e originalidade», lê-se no site da Casa Da Música.
A 17 de Maio, os TOQUES DO CARAMULO encontram-se com os finlandeses ANNA KAISA-LIEDES (que participou na edição de 2007 do festival Voz de Mulher) e TIMO VÄÄNÄNEN (inovador intérprete de kantele electrificado que se encontra neste momento a preparar um trabalho de doutoramento sobre as Faces de Väinämöinen, o herói bardo do épico Kalevala - representado na foto).
“Uma Casa Portuguesa” encerra a dia 18 de Maio com a apresentação do espectáculo “Geografias” de JÚLIO PEREIRA, SOFIA VITÓRIA e MIGUEL VERAS e com um dos principais intervenientes do escasso lote de intervenientes da folk dinamarquesa (se comparado com o sueco, finlandês ou norueguês): o duo HAUGAARD & HØIRUP que toca guitarra acústica e violino.
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Intercéltico do Porto resiste mais um ano
March 5, 2008
O Intercéltico do Porto, ferido pela ausência de apoio institucional da Câmara Municipal da Invicta (apesar de este ano ter dado uns tostões para o manter «agarrado à máquina»), resiste mais um ano e apresenta novamente um cartaz mais modesto e económico (se comparado com o Intercéltico do Terço e do Coliseu a que nos habituámos) pronto a ser degustado entre os dias 11 e 12 de Abril, conforme avança o site Divergências dedicado à música portuguesa e onde poderemos ter o prazer de ler textos de Carlos Feixa (outrora realizador e apresentador do mítico programa de rádio “Outras Músicas”, tem sido sempre ele – desde que me lembro - o «speaker» de serviço do FIP).
À semelhança do ano passado, as festividades Intercélticas, organizadas como sempre pela Discantus de Avelino Tavares, celebram-se no Cinema Batalha e distribuem-se, no primeiro dia, por um duelo entre lusitanos e irlandeses e, no segundo dia, por um mano-a-mano galaico-português. Assim sendo, o pontapé de saída desta XVII edição do Intercéltico da margem norte do Douro (parece que está a ser planeado mais um para a margem sul) é dado pelos madeirenses ENCONTROS DA EIRA. À semelhança dos XARABANDA, esta formação, que tem sofrido constantes entradas e saídas de músicos, evoluiu de forma notável nos últimos dois / três anos… a avaliar pelos temas de uma maquete recente que se podem escutar no My Space.
Da Irlanda, chegam os BEOGA (na foto) que, tal como os TÉADA que actuaram na Batalha em 2007, são uns ilustres desconhecidos, de sangue na guelra, apostados em renovar a hermética tradição local, impregnando em jigs e reels, elementos da música popular norte-americana (ou será mesmo europeia?) - old time, jazz, swing. Folk pura e dura, como sempre, muito bem tocada, a várias velocidades. A «máquina» promete estar extremamente bem oleada.
No dia seguinte, contamos com os autores de uma noite de muitas noites memoráveis. Os GALANDUM GALUNDAINA actuaram pela última vez no Intercéltico em 2005, no ano em que foi lançado «Modas I Anzonas» e que contou em palco com as participações de PACO DIEZ e MALCOLM MCMILAN. O quarteto dos irmãos MEIRINHOS de Fonte de Aldeia regressa ao FIP com alguns temas novos que devem ser gravados ainda este ano no muito esperado novo disco.
XOSÉ MANUEL BUDIÑO, ilustre virtuoso gaiteiro galego que tem misturado tradições locais e sonoridades folk do Atlântico Norte com beats electrónicos dançáveis, encerrará o Intercéltico com um repertório que, prevemos, se baseie no mais recente disco “Home” que inclui uma irmandade de estrelas como artistas convidados: MERCEDES PEÓN, JACKY MOLARD, KEPA JUNKERA e ANTON REIXA (antiga voz dos RESSENTIDOS), entre outros.
Esta XVII edição volta a estender-se à Casa das Artes com os espectáculos de GALANDUM GALUNDAINA (11 de Abril) e BEOGA (12 de Abril).
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BASSEKOU KOUYATE e KTU: Mais dois grandes nomes para o FMM de Sines 2008
March 4, 2008
O Cartaz da X edição do FMM de Sines ganha de dia para dia contornos épicos. Ao que tudo indica, a extensão de Porto Covo terá um cartaz bem mais apelativo se comparado com o do ano passado. No primeiro dia, 17 de Julho, deverá apresentar-se novamente no nosso país (um ano após a sua passagem pelo África Festival da Torre de Belém) aquele que é um dos mais exímios tocadores de ngoni. BASSEKOU KOUYATÉ, o seu grupo NGONI BA de vários tocadores de ngoni e a sua mulher AMY SACKO (considerada no Mali como a Tina Turner local dado o seu poderio vocal), voltam a incidir a sua actuação em “Segu Blue”, que é um dos quatro candidatos ao prémio de world music 2008 da BBC Rádio 3, categoria de melhor álbum editado em 2007.
Uma semana depois, a 25 de Julho (data já anunciada pelo vizinho Juramento Sem Bandeira), é também possível re-assistir à actuação dos KTU, agora nas longas noites do Castelo e da Avenida da Praia. O projecto de KIMMO POHJONEN, SAMULI KOSMINEN, PAT MASTELOTTO e TREY GUNN irá apresentar em Sines a obra sucessora de “8 Armed Monkey”.
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JUSTIN ADAMS E JULDEH CAMARA: continua a pesca grossa na baia de Sines
February 28, 2008
Aí está mais uma das dez noites de Sines (à semelhança da de 24 de Julho com BEIRUT e ORCHESTRA BAOBAB) que está a ganhar contornos de uma certa grandiosidade. A 23 de Julho, no dia dos congoleses KASAÏ ALLSTARS, a Xª edição do FMM de Sines recebe JUSTIN ADAMS e JULDEH CAMARA. Dupla que é capa na última edição da revista britânica da especialidade, a fROOTS. Tais nomes podem não dizer muito ao regular leitor das Crónicas, mas J&J são só os responsáveis por um dos dez melhores discos editados o ano passado: “Soul Science”. Obra que nos oferece mais uma dose hipnótica, abrasiva e encorpada de afro-blues e que poderá ficar muito bem encaixada na nossa prateleira de discos, algures entre os trabalhos dos malianos TINARIWEN e ALI FARKA TOURÉ e dos franceses LO’JO.
JUSTIN ADAMS, veterano guitarrista que ao longo da sua carreira musical já trabalhou com BRIAN ENO e JAH WOBBLE, além de ter produzido o primeiro e o terceiro disco dos TINARIWEN, é também um pouco responsável pela aproximação de ROBERT PLANT ao rock do deserto do Sara. Faz parte do line-up da STRANGE SENSATIONS BAND e em co-escreveu, com o ex- LED ZEPPELIN, o álbum “Mighty ReArranger” (2005).
JULDEH CAMARA é um griot oriundo da Gâmbia que, além de possuir voz de trovão, fortíssima para interpretar blues africanos, tem também algo de feiticeiro ancestral habituado a comunicar com espíritos. Canta e toca ritti, um violino rudimentar de uma corda semelhante à njarka, que ALI FARKA TOURÉ manuseava e respeitava (por ser esse o instrumento que lhe permitia contactar com o mundo astral).
Em palco, JUSTIN e JULDEH terão a companhia do percussionista SALAH DAWSON MILLER. Músico batido que já actuou com gente tão distinta quanto esteticamente e geograficamente distante, como PHILLIP GLASS e os lendários e saudosos 3 MUSTAPHAS 3.
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BEIRUT no FMM de Sines e no Coliseu de Lisboa
February 27, 2008
Há já algum tempo atrás, este espaço tinha sugerido a inclusão de BEIRUT com a brass band macedónia KOCANI ORKESTAR (de quem ZACH CONDON é um acérrimo fã) na próxima edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines. Há já algum tempo atrás que, no fórum sons , se vinha especulando sobre esta possibilidade que se tornou uma realidade.
Hoje, a organização do FMM confirmou oficialmente a participação do autor de “The Flying Club Cub” (infelizmente sem a banda cigana que já actou em Portugal no Festival Cantigas do Maio) na X edição do festival “world” do litoral alentejano, que este ano se realiza entre os dias 17 e 26 de Julho.
BEIRUT deverá assim repartir o cenário do Castelo (não estou a imaginá-lo na Av. Da Praia) com a ORCHESTRA BAOBAB a 24 de Julho.
Para quem não conseguir arranjar bilhetes ou deslocar-se a Sines, há ainda a esperança de ver o projecto de ZACH CONDON no nosso país, a 27 de Julho, no Coliseu de Lisboa (de acordo com o comunicado de uma operadora de telemóveis, igualmente divulgado hoje à imprensa).
Beirut cruza referências aparentemente tão distantes quanto a música das fanfarras
ciganas dos Balcãs, música folk e pop independente e a criatividade dos grandes
cantautores clássicos. No espaço Myspace da banda, as influências assumidas incluem
nomes como Jacques Brel, The Magnetic Fields, The Smiths, Kocani Orkestar e Serge
Gainsbourg.O centro dos Beirut é o cantor e multi-instrumentista americano Zach Condon, um
prodígio musical de 22 anos que com apenas 15 gravou em casa um disco electrónico
inteiro inspirado pelo seu amor a The Magnetic Fields.Ainda adolescente viaja pela Europa, onde toma contacto com universos musicais que
serão determinantes na definição da sua trajectória musical, como o dos ciganos dos
Balcãs, o francês e o alemão.Não tem mais de 19 anos quando, no seu quarto de Albuquerque, Novo México, grava
praticamente sem ajuda o seu disco de estreia, “Gulag Orkestar” (2006), onde toca
mais de uma dezena de instrumentos.Desde esse disco, a crítica não tem poupado elogios à maturidade da sua voz e ao
charme europeu e intemporal das suas composições.
Fonte: CM Sines - SIDI
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ERIKA STUCKY, HAZMAT MODINE, MARFUL, LO CÒR DE LA PLANA: Tubarões, baleias brancas e golfinhos na X edição do FMM de Sines
February 22, 2008
Nos últimos quatro, cinco anos, o FMM de Sines ofereceu-nos cartazes verdadeiramente hiper calóricos em quantidade e qualidade musical. Se a fasquia já tinha sido colocada uns metros bem acima de tudo aquilo que viramos antes, a X edição do FMM de Sines promete elevar ainda mais todas as expectativas. Para além de termos já anunciado em primeira-mão a presença de nomes como a KASAI ALLSTARS do Congo, a ORCHESTRA BAOBAB do Senegal, numa breve ronda por alguns my spaces, sites de bandas, de editoras e agentes é possível verificar que há mais grandes nomes apontados para Sines.
ERIKA STUCKY(na foto), norte-americana de ascendência suíça que faz o que quer com a voz, interpretando clássicos de blues, versões incendiárias de clássicos pop em andamento yodel como o «Roxanne» dos POLICE. Uma grande senhora que actua a solo, com a sua banda ROOTS OF COMMUNICATION e que tem projectos paralelos com ilustre gente tão, díspar, como os suíços YOUNG GOODS ou os HUUN HUUR TU de Tuva. Aquela que foi, provavelmente, a maior revelação do FMM de Sines de 2007, regressa este ano ao Castelo para evocar a memória de JIMI HENDRIX. À semelhança do que aconteceu no ano passado, actua no último dia, a 26 de Julho.
Os ainda norte-americanos HAZMAT MODINE, que também tocam blues com metais (tuba) e usufruíram de uma profícua relação com os HUUN HUUR TU no seu último disco, “Bahamut”, ficavam muito bem alinhados antes ou depois da actuação de ERIKA STUCKY. Mas este projecto, candidato ao prémio da BBC Rádio 3 na categoria “Américas”, actua uma semana antes (a 18 de Julho) em Porto Covo.
Outro dos espectáculos que irá merecer a nossa atenção, o nosso carinho, o nosso rejubilado contentamento (pelo menos, a avaliar pelo que se passou no palco Off-WOMEX de Sevilha, em Outubro do ano passado), será o do grupo galego MARFUL da transgressora e arrebatadora intérprete (e também directora Conservatório de Música Tradicional e Folque de Lalín) UGIA PEDREIRA. No dia 24 de Julho (data já anunciada pelo vizinho Raízes e Antenas), UGIA, PEDRO PASCUAL (acordeão diatónico), MARCOS TEIRA (Guitarra), PABLO PASCUAL (Clarinete Baixo), montam o «Salon de Baile» ao sabor de twists, habeiras, tangos, pasodobles dos anos 30 / 40. Antes, os MARFUL actuam no Porto, já na próxima semana (a 1 de Março), no Bar Maus Hábitos. O espectáculo insere-se na intervenção cultural galega na Invicta, “Galiza em Trânsito” que inclui um cardápio de concertos, djing, lançamento de livros e apresentação de exposições.
Por último, os marselheses LO CÒR DE LA PLANA, responsáveis por mais um enorme showcase de polifónicas e afinadíssimas vozes e poderosas percussões de cadência frenéticas a marcarem cadencias infernais. Imaginem os HEDNINGARNA a interpretar o «Vottikaalina» em langue d’oc, só com voz e percussão… A presença do sexteto ocitano a 24 de Julho em Sines, ainda carece de confirmação (conforme é possível observar no My Space do grupo).
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BALKAN BEAT BOX no MED de Loulé
February 18, 2008
Ao tropeçar na página My Space dos nova-iorquinos BALKAN BEAT BOX, é possível verificar que o projecto dos israelitas ORI KAPLAN (de GOGOL BORDELLO) e TAMIR MUSKAT reservaram a data de 25 de Junho para o Festival Med de Loulé.
Apesar de ainda não haver qualquer artista oficialmente confirmado para o festival mediterrânico do Algarve, é muito bom saber que os autores do álbum “Nu Med” passam este verão por Loulé. Primeiro, tanto este como o anterior disco, são trabalhos que contextualizam com mestria guitarras surf, vozes búlgaras, metais ciganos e balcânicos, espiritualidade gnawa e mais um sem-número de referências, com punk e outros sub-géneros de rock pesado, hip-hop, reggae e música de dança urbana. Segundo, o terceiro elemento da BBB, o MC TOMER YOSEF, é um verdadeiro animal de palco, fazendo corar de inveja muitos “front men” de bandas punk-rock-metal habituadas a integrar os cartazes dos principais festivais rock mundiais (de Coachella a Roskilde). Terceiro, a BBB é actualmente uma das bandas do momento no circuito das músicas do mundo, estando nomeada para três prémios da BBC Rádio 3 nas categorias de “fusão”, “revelação” e “dança”. Quarto, a actuação deste colectivo na última edição da principal feira de “world music” - WOMEX 07 - foi, sem dúvida, das mais intensas e explosivas.
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Fim-de-semana com MARI BOINE, TERRA D’ÁGUA, OLIVIA BYINGTON, ANA MOURA, JOANA AMENDOEIRA, CANTO DA TERRA, CRISTINA BRANCO
February 15, 2008
Mais um fim-de-semana repleto de bons concertos de norte a sul do país. Fica uma muito breve selecção daquilo que é possível ver nos próximos dias:
MARI BOINE | 15FEV08 | TMG |Guarda; 16FEV08 | Culturgest | Lisboa
Uma força da natureza e uma das vozes mais activas pelos direitos territoriais e culturais dos Samis. O canto yoik da Lapónia misturado com aerofones andinos e cordas africanas. MARI BOINE é uma das mais importantes e interessantes cantoras nórdicas da actualidade. Ver entrevista.
TERRA D’AGUA| 15FEV08 | Espaço Zambujal | Zambujal (Sesimbra)
O violoncelista italiano DAVIDE ZACCARIA, a cantora de jazz MARIA ANANDON e a autora de um dos mais belos discos de música popular portuguesa (“Á Porta do Mundo”) FILIPA PAIS, interpretam no aconchegado Espaço Zambujal (perto de Sesimbra) repertório de ZECA AFONSO que faz parte do disco “Na Terra do Zeca” (Som Livre, 2007).
OLIVIA BYINGTON | até 24FEV08 | Teatro Mundial | Lisboa
“Em palco, a brasileira e o seu violão, papéis que vai escrevendo, um computador ligado à Internet onde a qualquer hora pode aterrar o email de um amigo ou uma notícia de última hora. Tudo serve um espectáculo em que as canções - as suas e as dos outros que sempre a acompanharam - vão sendo comentadas, “como numa conversa de amigos que recebemos em casa.”
ANA MOURA | 16FEV08 | CAE | Portalegre; 23FEV08 | AMAC | Barreiro
Depois da intensa digressão de Janeiro pelos Países Baixos, com mais de vinte espectáculos dados, ANA MOURA dá um pulinho ao nosso país (antes de voltar a partir, agora para os Estados Unidos), para actuar já amanhã em Portalegre e na próxima semana no Barreiro. Isto numa altura em que a fadista recebeu esta semana um disco de platina pelas vendas do seu terceiro disco, “Para Além da Saudade”.
JOANA AMENDOEIRA | 16FEV08 | Fórum Luísa Todi | Setúbal
Arranque de mais uma digressão nacional (que se prolongará até Junho) da jovem fadista JOANA AMENDOEIRA, de promoção do quinto e último disco, “Á Flor da Pele”. A acompanhar esta escalabitana de 26 anos estarão Pedro Amendoeira (guitarra portuguesa), Pedro Pinhal (viola de fado) e Paulo Paz (viola baixo).
CANTO DA TERRA | 16FEV08 | Tambor Q Fala | Casal do Marco - Seixal
O bar de Rui Júnior recebe o CANTO DA TERRA. Mais um projecto que recupera a riqueza e diversidade de alguma da música popular portuguesa, como Malhões, viras, chulas e saias alentejanas interpretadas no último álbum “Rascunhos”.
CRISTINA BRANCO + ENSEMBLE MODERN | 17FEV08 | Casa da Música | Porto
Breve pausa na apresentação do repertório de JOSÉ AFONSO (gravado no disco “Abril”, ed. Universal 2007) para dar corpo e voz a um espectáculo “Com que Voz”, encomendado pela Casa da Música. Este domingo, às seis da tarde, CRISTINA BRANCO e o barítono alemão FRANK WÖRNER, acompanhados pelo ENSEMBLE MODERN, interpretam sonetos de Luís Vaz de Camões e fados de Amália Rodrigues.



