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Lila Downs – La Linea

 
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Visão Geral
 

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Ano De Edição:
 
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Alinhamento: 1. Mi Corazon Me Recuerda 2. El Feo 3. Sale Sobrando 4. Corazoncito Tirano 5. La Nina 6. Hanal Weech 7. Medley: Pastures Of Plenty/This Land Is Your Land/Land 8. La Linea 9. El Bracero Fracasado 10. Transito 11. Smoke (Acteal) 12. La Martiniana 13. Soy Pescador 14. La Llorona 15. Perhaps, Perhaps, Perhaps
 
Originalidade / Genuinidade
7.5


 
Arranjos / Letras
8.0


 
Performance
7.5


 
Qualidade da gravação
8.0


 
Produção
7.5


 
Arte Gráfica / Packaging
7.5


 
Total Score
7.7
7.7/ 10


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Positivo


Alma mixteca, verve social-política bem vincada na luta pelas culturas indígenas e contra as desigualdades sociais.

Negativo


Ser artisticamente ousada, experimentalista, irreverente é bom, mas não tinha necessidade de correr tantos riscos.


Resumo

Entre arranjos jazz e pop tão sofisticados como aqueles que moldam “Eco de Sombras” de Baca, Lila Downs apresenta várias facetas em “La Linea”. A clássica, rígida e sóbria, centrada na cultura popular mexicana, em cumbias e boleros.

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Posted 17 de Fevereiro de 2012 by

 
Apreciação
 
 

N

um ano em que a causa Zapatista andou nas bocas do mundo, devido à apelidada Zapatour, que levou pela primeira vez Subcomandante Marcos à Cidade do México em total apoteose, a anglo-mexicana Lila Downs edita um álbum polémico.

Mais um manifesto anti-globalização que põe a nú a política económica global da NAFTA, a imigração precária num mundo de (apenas e só) livre circulação de bens financeiros e as situações desumanas que se vivem em solo mexicano: a questão da exploração do trabalho feminino nas “maquiladoras”, a falta de direitos civis dos mais de 10 milhões de indígenas que aí vivem, o infortúnio daqueles que pagam com a vida o facto de tentarem passar a fronteira entre o México e os EUA.

Filha de um professor de arte e pintor norte-americano e de uma indígena mexicana de etnia Mixteca, Lila Downs é uma espécie de Manu Chao no feminino. Além de um discurso inflamado pela defesa dos pobres e excluídos, Lila exibe neste seu terceiro uma abrangência sonora notável, centrada sobretudo no universo latino-americano. Sem nunca esquecer as suas raízes índias – ela própria veste-se a rigor e vive numa comunidade mixteca – Lila Downs ora exibe a sensualidade serena de excelsas vozes hispano-americanas como Suana Baca e Toto La Momposina, ora revela o seu lado negro de tragédia e dramatismo inspirado em Lhasa, ao qual não falta a referência à lenda de “Llorona”.

Entre arranjos jazz e pop tão sofisticados como aqueles que moldam “Eco de Sombras” de Baca, Lila Downs apresenta várias facetas em “La Linea”. A clássica, rígida e sóbria, centrada na cultura popular mexicana, em cumbias e boleros. E a experimentalista e irreverente, ironizando a má sorte daqueles que tentam passar a linha com rancheras (“El Bracero Fracasado”), decompondo o intervencionismo de Woody Ghutrie, revestindo todo o dramatismo das suas palavras com ritmos de hip hop e reggae, dando uma leitura afro-cubana – num jeito semelhante ao dos norte-americanos Pink Martini – a “Perhaps, Perhaps, Perhaps”. Uma obra tão interessante, quanto desequilibrada.


Rei, L.

 


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