Novas e antigas raízes da música tradicional

 
 
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Orchestra Baobab – Specialist In All Styles

 
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Visão Geral
 

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Ano De Edição:
 
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Alinhamento: 1 - Bul Ma Miin 2 - Sutukun 3 - Dée Moo Wóor 4 - Jiin Ma Jiin Ma 5 - Ndongoy Daara 6 - On Verra Ça 7 - Hommage à Tonton Ferrer (feat. Ibrahim Ferrer & Youssou N'Dour) 8 - El Son Te Llama 9 - Gnawoe
 
Originalidade / Genuinidade
8.0


 
Arranjos / Letras
9.0


 
Performance
9.5


 
Qualidade da gravação
9.0


 
Produção
9.5


 
Arte Gráfica / Packaging
9.0


 
Total Score
9.0
9/ 10


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Positivo


O tempo parece não passar por eles. Regresso pela porta presidencial.

Negativo


Ausência de 17 anos


Resumo

A senegalesa e mítica Orchestra Baobab, especialista em todos os estilos, regressa aos discos pela porta presidencial.

0
Posted 18 de Fevereiro de 2012 by

 
Apreciação
 
 

A

história repete-se. Depois de Buena Vista Social Club, o produtor Nick Gold volta promover o encontro de lendas das músicas do mundo em idade de reforma. Depois de Cuba, o Senegal. A orquestra que tocou durante os anos 70 e 80 para as principais cerimónias da elite política africana, mantém intacta a sonoridade de banda de baile audível na reedição do duplo álbum “Pirate’s Choice”. A sua música é mutante. Tanto está embebida em raízes locais mbalax, mandinga e sobretudo da região Casamance (de clima ainda mais tropical), como sofre um processo de ida e volta a Cuba recebendo influências rítmicas de salsa, de son e de bolero. Sem perder todas as qualidades técnicas que os notabilizaram, tanto na complementaridade vocal das cinco vozes de diferentes etnias, como na força da secção de metais (por vezes com ecos de afro beat nigeriano) e na destreza do guitarrista Barthelemy Attisso e seus intermináveis solos que chegam a evocar a música surf de Dick Dale (sobretudo em “Bul ma Miin”), a Orchestra Baobab regressa pela porta presidencial. Um registo com ares de super produção onde não falta a presença de Ibrahim Ferrer e Youssou N’ Dour. O produtor Nick Gold sabe o que faz e, possivelmente, conseguiu construir o próximo fenómeno das músicas do mundo, pós Buena Vista Social Club.

Texto publicado originalmente em Setembro de 2003


Rei, L.

 


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