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[Agenda] 10 a 16 de Julho

July 10, 2008 by Luís Rei  
Filed under Concertos


Siba

- Festas do Almonda, Torres Novas
Até ao próximo domingo, Torres Novas continua a apresentar um belíssimo cartaz das Festas do Almonda no não menos belo e bem cuidado Jardim das Rosas. Depois de já terem passado à beira da azenha e das inúmeras quedas de água Suzanne Vega, Deolinda, Mu, Galandum Galundaina, Tito Paris, entre outros, os destaques óbvios desta semana vão para: Siba e Fuloresta (dia 10), Ala dos Namorados com Nancy Vieira e Rão Kyao (dia 11), Marta Hugon (dia 12) Kepa Junkera e Canto Coimbra (dia 13)

- Siba e Fuloresta, Vila Real e Tavira
Siba, músico repentista nordestino e ex-líder dos Mestre Ambrósio, depois de ter passado por Torres Novas e antes de inaugurar a X edição do FMM de Sines, passa pelo Teatro de Vila Real (dia 12) e pelo Praça da Républica em Tavira (dia 15). Com a sua «brass band» Fuloresta de Nazaré da Mata, Siba serve-se ritmos tradicionais como o coco, ciranda, maracatu de baque solto para fazer crítica social e política incisiva e extremamente humorada. Ora oiçam os temas “Meu Time” e “Será?” de “Toda a vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar” (2007).


- Festival Música Portuguesa Hoje, Lisboa (CCB)

“Comissariado por António Pinho Vargas, Pedro Santos e Rodrigo Amado, o Festival Música Portuguesa, Hoje pretende apresentar o que de melhor se faz actualmente na música portuguesa, atravessando géneros musicais e apostando numa grande diversidade de propostas. Durante três dias, o CCB recebe alguns dos melhores músicos e mais importantes projectos do panorama actual da música em Portugal, da música erudita ao jazz, passando pelo fado, electrónica ou música experimental.” Entre os dias 11 a 13 de Julho, destaque para os espectáculos de João Paulo (”Nascer”), Camané+Sasseti+Laginha+Bica, Quarteto de André Fernandes, Ricardo Rocha a solo, Drumming (”Meta-Rock”), entre outros.

- Rio Povo 08, Águeda

“Rio Povo é uma grande produção artística inter-associativa, cujo cenário natural é o próprio leito do Rio Águeda, marcando de forma indelével a síntese entre a tradição local fortemente associada ao rio, na sua função cultural transmissora entre a serra e o litoral, e o discurso artístico contemporâneo que se lhe quer associar pela acção e reacção dos novos agentes culturais de Águeda.

Este espectáculo traduz, pelo cruzamento de diversas linguagens, as vivências de um povo com tanto de real como de imaginário e que, subindo do mar ou descendo da serra, enraizou as margens do Rio Águeda. Centraliza como inspiração dominante, entre outras tantas tradições, a ancestral azáfama do Cais das Laranjeiras e a animação festiva do Largo da Sra da Boa Morte, ambas as facetas na sua mais íntima relação com o leito estival do Rio Águeda. Nesta reposição em 2008, Rio Povo será um espectáculo único, síntese daquelas inspirações, repetido em noites consecutivas: 11 e 12 de Julho.

A montagem espectáculo “Rio Povo” ocupa o leito do Rio Águeda, de uma à outra margem, com a instalação de múltiplas estruturas, pelas quais se distribuem os elencos e as cenas de Rio Povo, com orquestra, coros, banda filarmónica, tocatas, músicos, actores, dançarinos e bailarinos, outros performers e ainda toda uma série de recursos visuais, multimédia e pirotecnia, numa produção de grande impacto. Este projecto representa, de novo, um desafio aos criadores de cada uma das artes e técnicas envolvidas.”

- Aldina Duarte - Fábrica do Braço de Prata (Lisboa)

Aldina Duarte vai apresentar o seu novo trabalho “Mulheres ao Espelho” a partir do dia 13 de Julho todos os domingos ao entardecer. A Sala Prado Coelho (homem que muito a admirava), recebe esta mulher que por mérito próprio tem aberto o seu caminho e conquistado espaço entre os críticos e adeptos de fado que lhe reconhecem o valor e lhe tecem grandes elogios. “Mulheres Ao Espelho”, o seu terceiro trabalho recentemente editado conta onze histórias de mulheres. Cada fado é uma história que na voz de Aldina Duarte toma forma e se transforma quase que ganhando vida própria. (…) Aldina Duarte vai estar acompanhada por, Paulo Parreira e José Manuel Neto na Guitarra Portuguesa e Carlos Manuel Proença e Rogério Ferreira na Viola.”

- 7 sóis 7 luas
Mais uma semana de actividades do festival itinerante Sete sóis sete Luas nos Municípios de Oeiras, Lajes do Pico, Ponte de Sôr e Vila Real de Santo António.

A 7SóisOrkestra constituída pela fadista Margarida Guerreiro Massimo Cusato (Calábria), Jamal Ouassini (Marrocos), Miguel Ramos (Andaluzia), Mario Rivera (Sicília) e Gerard Verger (Valência), actua no dia 11 na Fábrica da Pólvora de Barcarena e no dia 13 na Praia da Manta Rota.

No dia 12, Ponte de Sôr recebe os italianos Parto Delle Nuvole Pesanti (Calábria).

Os (ainda) italianos Kama Fei (de Salento) iniciam no dia 16, nos Açores, uma mini-digressão de três datas que incluí Vila Real de Santo António (dia 17) e Odemira (dia 18)

- Mayra Andrade, Cool Jazz Festival (oeiras)
A cabo-verdiana Mayra Andrade tomou o gosto aos palcos portugueses. Dia 11 regressa ao nosso país para actuar no Cool Jazz Festival, no Jardim Marquês de Pombal em Oeiras.

- Terrakota + Ponto de Equilíbrio, Espaço Dómus, Fábrica do Braço de Prata (Lisboa)
Cimeira luso-brasileira do «roots reggae» mestiço com os luso-italiano-angolanos Terrakota e os cariocas Ponto de Equiíbrio, assessorados por Riddim Culture Sound System e DJ 2 Old4School.


- Tom de Festa, ACERT (Tondela)

A 16 de Julho arranca o mítico Tom de Festa organizado pela ACERT de Tondela com Teresa Salgueiro e a Lusitânia Ensemble (apresentam repertório do álbum “La Serena”). Para além do espectáculo “A Cor da Língua“ de José Rui Martins e Carlos Peninha que voltam a unir os universos da música, do teatro e da poesia, que inclui convidados muito especiais: Janita Salomé e Chuchurumel.

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Aldina Duarte canta onze histórias femininas

May 9, 2008 by Luís Rei  
Filed under Notícias, Novas Edições

ALDINA DUARTEAldina Duarte (na foto de Rita Carmo edita no próximo dia 2 de Junho o seu terceiro álbum denominado “Mulheres ao Espelho”. Um disco cuja voz negra e dura do fado é acompanhada por José Manuel Neto (Guitarra Portuguesa) e Carlos Manuel Proença (Viola e Direcção Musical) e que conta com o contributo de João Monge (Direcção de Voz).

Esta é uma obra conceptual em que a fadista «teve o desejo de contar uma história feminina, ao longo dos 11 temas que integram este CD. Cada fado encerra uma história única, que vale por si, com princípio, meio e fim. Tudo se pode misturar assim como separar, responsavelmente, quando se trata a liberdade como um valor supremo, individual e colectivo», lê-se no comunicado à imprensa. «A complexidade feminina contém segredos e coragem, subtilezas e dúvidas, transgressões ponderadas e ousadia, impulsos e emoções incontidos, confiança e frontalidade, são estas algumas das vozes preponderantes quer na interpretação de Aldina Duarte quer nas metáforas poéticas que nos canta e escreve, quer no alinhamento que nos transporta por dentro de histórias quotidianas e familiares, que começam com No Fim (título do primeiro fado) e se vai desenrolando de trás para a frente com toda a liberdade interpretativa para os que a querem ouvir. “Mulheres ao Espelho de Aldina Duarte”, como escreve Maria João Seixas no texto de apresentação deste CD, é uma provocação constante aos sentidos, aos sentimentos mais profundos, que se adivinham universais no encontro do masculino com o feminino, dentro de cada homem, de cada mulher, ora juntos ora separados».

“Mulheres Ao Espelho” inclui os fados “No Fim”, “Princesa Prometida”, “Não Vou, Não Vou”, “Uma Amante”, “Uma Noiva”, “A Rua Mais Lisboeta”, “Quadras De Amor Errante”, “Paraíso Anunciado”, “O Amor Não Se Desata”, “Barro Divino” e “Mãe”.

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ALDINA DUARTE volta a apresentar “Crua” em Auditórios

December 19, 2006 by  
Filed under Concertos, Notícias

aldinaDepois de uma mini-digressão que ocorreu entre os meses de Novembro e Dezembro, ALDINA DUARTE apresenta mais dois espectáculos de “Crua”, longe do seu espaço habitual (o Senhor Vinho). Dia 19 de Janeiro actua em Sines, no Auditório Municipal. No dia seguinte, é possível vê-la no Teatro Municipal de Faro.

Leia excerto da entrevista dada ao programa de rádio desta casa - “Vozes da Terra Pura” - e uma reportagem no Sons em Trânsito de Aveiro.

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[reportagem SET'06; dia 4] ALDINA DUARTE, RENÉ AUBRY e DAZKARIEH: Memórias do futuro

December 4, 2006 by Luís Rei  
Filed under Reportagens

Acto I. Num futuro próximo em que o fado deixará de estar na moda, sobreviverão as personagens menos espalhafatosas. Manter-se-ão firmes as figuras mais sérias que prescindem do floreado das indumentárias e das estratégias para contagiar instantaneamente uma plateia.

Terão uma vida mais longa aqueles que sabem que o fado é como uma “religião”, mas uma “religião” saudável, que deve ser praticada de alma e coração, com descrição e profundo respeito pelos símbolos “religiosos” (não como uma celebração matinal de uma nova igreja repleta de pastores brasileiros exímios em comunicar com os crentes), por uma certa conduta que trate o fado, mais como uma arte, do que como entretenimento descartável.

É com a devoção de um crente, que pratica diariamente a humildade perante Deus, que ALDINA DUARTE, toda ela, respira fado. Do mais tradicional e puro. Interpretando canções simples (acompanhada de viola e de guitarra portuguesa), despidas de artifícios, cujos poemas de João Monge interpretados com uma grande carga emocional, dão uma outra aragem ao fado que não sofreu metamorfose estética.

A entrada de ALDINA no Aveirense foi difícil, à procura do registo certo, com uma plateia um pouco distante que se tornou extremamente calorosa e emotiva a partir do momento em que a fadista se agigantou como intérprete (lá para ou sexto ou sétimo fado). A sua indumentária negra, sofisticada mas discreta, o xaile também preto, a postura em palco, variando entre o estar de pé e de braços cruzados e o estar sentada no meio e ao lado e à frente dos instrumentistas que a acompanhavam, com movimentos estudados, deram outra segurança a Aldina. Conquistou aos poucos um “território” que não é o seu habitat natural (a casa de fados). Respeitou sempre a nobreza desta arte, ao empregar toda a emotividade crua nos seus fados, ao não permitir, por exemplo, as palminhas da assistência em “Xaile Vermelho”. Acabou em grande, com a plateia (e o primeiro balcão) rendida de pé, a aplaudi-la.

Acto II. Para quem nunca tinha ouvido um disco sequer, RENÉ AUBRY revelou-se uma muito agradável surpresa. Prolífico compositor para dança (Pina Bausch) e cinema, o autor de “Mémoires du Futur” (último de 15 álbuns gravados) apresentou-se no Teatro Aveirense com uma espécie de orquestra “fake”, que nos faz lembrar um PASCAL COMELADE a utilizar instrumentos de gente adulta. Ao decompor harmonias clássicas, ao passar por territórios jazzísticos e roqueiros (com picos de clarinete-baixo de grande intensidade, à ALAMAAILMAN VASARAT, a fazer-nos crer que a ORQUESTRINHA DO TERROR andou a consumir a discografia de AUBRY) e por alguma música tradicional europeia e norte-americana (folk britânico? rembetika? bluegrass?), o multi-instrumentista AUBRY (que neste espectáculo pega em vários cordofones: guitarra, banjo, bandolim) evoca a beleza inocente e informal de uma PENGUIN CAFÉ ORQUESTRA do malogrado SIMON JEFFS. Muitas das suas composições de visão futurista, mas apegadas ao passado assentavam que nem ginjas como banda sonora de um “Delicatessen” ou de uma “Cidade das Crianças Perdidas” de Jeunet e Caro. É o urgente o seu regresso ao nosso país.

Acto III. Depois dos dois espectáculos na sala do TA, a organização do SET reservou a apoteose final para o salão nobre deste teatro. Os DAZKARIEH são hoje em dia uma das mais promissoras bandas folk lusitanas de uma nova e interessante fornalha que, além de trazer outros timbres a temas tradicionais portugueses, representa a tentativa mais bem sucedida de unir a folk portuguesa e do norte da Europa, com o noise-rock de escola nova-iorquina dos Sonic Youth. Um dos futuros possíveis para a música folk feita em Portugal, passará por aqui. Não só porque a banda integra três instrumentistas de primeira água, muito entrosados entre si, como têm sabido renovar a sua proposta, tornado-se cada vez mais coerente e consistente. Longe vão os tempos de repertório mais ambicioso (geograficamente) e anárquico (na forma de o interpretar). O quarteto que este ano já passou pelo FMM de Sines e o Med de Loulé, tem conquistado hordas de fãs. São actualmente um fenómeno de culto que arrasta consigo muitos adeptos que se deslocaram a Aveiro só para os ver (tendo dispensado os dois anteriores espectáculos). Audiência essa que, ao contrário deste escriba que não suportou o mau som (bem pior do que aquele que o Mercado da Ribeira em Lisboa usualmente nos oferece), manteve-se heroicamente até ao final da actuação. Tanto a organização do SET’06, como os DAZKARIEH, mereciam um final diferente. Não só porque a primeira conseguiu manter a qualidade dos “ovos moles” com menos ingredientes, a segunda porque tem sido um exemplo de organização e capacidade de iniciativa, rara no nosso meio musical.

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[reportagem SET’06; dia 4] ALDINA DUARTE, RENÉ AUBRY e DAZKARIEH: Memórias do futuro

December 4, 2006 by  
Filed under Reportagens

Acto I. Num futuro próximo em que o fado deixará de estar na moda, sobreviverão as personagens menos espalhafatosas. Manter-se-ão firmes as figuras mais sérias que prescindem do floreado das indumentárias e das estratégias para contagiar instantaneamente uma plateia.

Terão uma vida mais longa aqueles que sabem que o fado é como uma “religião”, mas uma “religião” saudável, que deve ser praticada de alma e coração, com descrição e profundo respeito pelos símbolos “religiosos” (não como uma celebração matinal de uma nova igreja repleta de pastores brasileiros exímios em comunicar com os crentes), por uma certa conduta que trate o fado, mais como uma arte, do que como entretenimento descartável.

É com a devoção de um crente, que pratica diariamente a humildade perante Deus, que ALDINA DUARTE, toda ela, respira fado. Do mais tradicional e puro. Interpretando canções simples (acompanhada de viola e de guitarra portuguesa), despidas de artifícios, cujos poemas de João Monge interpretados com uma grande carga emocional, dão uma outra aragem ao fado que não sofreu metamorfose estética.

A entrada de ALDINA no Aveirense foi difícil, à procura do registo certo, com uma plateia um pouco distante que se tornou extremamente calorosa e emotiva a partir do momento em que a fadista se agigantou como intérprete (lá para ou sexto ou sétimo fado). A sua indumentária negra, sofisticada mas discreta, o xaile também preto, a postura em palco, variando entre o estar de pé e de braços cruzados e o estar sentada no meio e ao lado e à frente dos instrumentistas que a acompanhavam, com movimentos estudados, deram outra segurança a Aldina. Conquistou aos poucos um “território” que não é o seu habitat natural (a casa de fados). Respeitou sempre a nobreza desta arte, ao empregar toda a emotividade crua nos seus fados, ao não permitir, por exemplo, as palminhas da assistência em “Xaile Vermelho”. Acabou em grande, com a plateia (e o primeiro balcão) rendida de pé, a aplaudi-la.

Acto II. Para quem nunca tinha ouvido um disco sequer, RENÉ AUBRY revelou-se uma muito agradável surpresa. Prolífico compositor para dança (Pina Bausch) e cinema, o autor de “Mémoires du Futur” (último de 15 álbuns gravados) apresentou-se no Teatro Aveirense com uma espécie de orquestra “fake”, que nos faz lembrar um PASCAL COMELADE a utilizar instrumentos de gente adulta. Ao decompor harmonias clássicas, ao passar por territórios jazzísticos e roqueiros (com picos de clarinete-baixo de grande intensidade, à ALAMAAILMAN VASARAT, a fazer-nos crer que a ORQUESTRINHA DO TERROR andou a consumir a discografia de AUBRY) e por alguma música tradicional europeia e norte-americana (folk britânico? rembetika? bluegrass?), o multi-instrumentista AUBRY (que neste espectáculo pega em vários cordofones: guitarra, banjo, bandolim) evoca a beleza inocente e informal de uma PENGUIN CAFÉ ORQUESTRA do malogrado SIMON JEFFS. Muitas das suas composições de visão futurista, mas apegadas ao passado assentavam que nem ginjas como banda sonora de um “Delicatessen” ou de uma “Cidade das Crianças Perdidas” de Jeunet e Caro. É o urgente o seu regresso ao nosso país.

Acto III. Depois dos dois espectáculos na sala do TA, a organização do SET reservou a apoteose final para o salão nobre deste teatro. Os DAZKARIEH são hoje em dia uma das mais promissoras bandas folk lusitanas de uma nova e interessante fornalha que, além de trazer outros timbres a temas tradicionais portugueses, representa a tentativa mais bem sucedida de unir a folk portuguesa e do norte da Europa, com o noise-rock de escola nova-iorquina dos Sonic Youth. Um dos futuros possíveis para a música folk feita em Portugal, passará por aqui. Não só porque a banda integra três instrumentistas de primeira água, muito entrosados entre si, como têm sabido renovar a sua proposta, tornado-se cada vez mais coerente e consistente. Longe vão os tempos de repertório mais ambicioso (geograficamente) e anárquico (na forma de o interpretar). O quarteto que este ano já passou pelo FMM de Sines e o Med de Loulé, tem conquistado hordas de fãs. São actualmente um fenómeno de culto que arrasta consigo muitos adeptos que se deslocaram a Aveiro só para os ver (tendo dispensado os dois anteriores espectáculos). Audiência essa que, ao contrário deste escriba que não suportou o mau som (bem pior do que aquele que o Mercado da Ribeira em Lisboa usualmente nos oferece), manteve-se heroicamente até ao final da actuação. Tanto a organização do SET’06, como os DAZKARIEH, mereciam um final diferente. Não só porque a primeira conseguiu manter a qualidade dos “ovos moles” com menos ingredientes, a segunda porque tem sido um exemplo de organização e capacidade de iniciativa, rara no nosso meio musical.

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