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O fim anunciado de AMPARANOIA

January 29, 2008 by Luís Rei  
Filed under Actual, Notícias

amparanoiabyebyetour.jpgNo próximo mês de Abril, AMPARO SÁNCHEZ inicia a digressão “Bye Bye Tour 08” (sugestivo nome) do colectivo AMPARANOIA, antes de pôr ponto final ao projecto, que nasceu em Madrid e que se desenvolveu em Barcelona, para abraçar novos desafios musicais como uma mais que certa carreira a solo.

Além dos espectáculos que irão passar a pente fino os temas mais emblemáticos dos cinco álbuns de originais editados num período de cerca de dez anos, será igualmente lançado uma caixa de dois CD e um DVD com material inédito, temas remisturados e gravados ao vivo, documentários da banda, etc.

Ainda não há confirmação se a banda que já actuou no Rock in Rio e no Festival Med de Loulé passará ou não pelo nosso país. Mas os adeptos portugueses de AMPARO poderão (e deverão) vê-la a 19 de Abril na belíssima cidade de Cáceres. O espectáculo é parte integrante do terceiro dia de actividades do Festival Extremúsika 2008. Uma celebração que apresenta em cartaz imensas novas bandas de rock’n’roll da vizinha Espanha, o «metal» nacional dos portugueses MOONSPELL, os «celtas» GWENDAL e alguns representantes da movida «zona bastarda» de Barcelona: ORBINT PAS e MUCHACHITO BOMBO INFIERNO.

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Terra Pura 29 e 30 de Setembro, 1 de Outubro: sessão especial “Clube da Terra” II

October 1, 2007 by Luís Rei  
Filed under Radio

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Zero - Sábados - 12h / 14h e Segundas 17h / 19
Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Domingos 22h / 24

Emissão de 29, 30 de Setembro e 1 de Outubro

Nova sessão especial do “Clube da Terra” (extensão da Terra Pura em formato “djing”) agora em território a sul da “linha da morte” com rumba catalã, ska punk argentino, cumbia e champeta colombiana, electro-tango e lounge.

1ª hora:

UP, BUSTLE & OUT, MACACO, AMPARANOIA, CHANGO FAMILY, KARAMELO SANTO, SARGENT GARCIA, LA PEGATINA, MANU CHAO, OOJAMI, THE PINKER TONES, CAFÉ TACUBA, MEXICAN INSTITUTE OF SOUND, LILA DOWNS, ATERCIOPELADOS, GLADYS VS SEÑOR COCONUT, ELY GUERRA.

2ª hora:

UP, BUSTLE & OUT, NOVA LIMA, PACHA MASSIVE, QUARTO PODER, NEGRETON VS SEÑOR COCONUT, YERBA BUENA, LOS DE ABAJO, DOCTOR KRAPULA, MACACO, OJOS DE BRUJO, BAJOFONDO, HOLGER HILLER, NORTEC COLLECTIVE, URSULA 1000.

 
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[Entrevista AMPARANOIA] A luta que a vida dá

June 30, 2006 by Luís Rei  
Filed under Entrevistas

Depois de ter actuado há dois anos na tenda raízes do Rock in Rio, o projecto AMPARANOIA de AMPARO SANCHEZ regressa ao nosso país, agora ao Festival Med de Loulé, para apresentar o mais novo registo, “La Vida Te Dá”. Este é um dos concertos mais aguardados de um projecto que recentemente conquistou um dos BBC Radio Awards da Radio 3 e que assinou um dos seus melhores discos, após uma digressão e visita ao México e à comunidade indígena Zapatista de “San Cristobal” para rodar o documentário “Somos Viento”. Segue-se a conversa por e-mail com a carismática Amparo.

- O seu pai cantava flamenco quando fazia pão e a sua mãe boleros cubanos quando bordava. De que forma é que a tua família a influenciu a começar uma carreira artística? Que cantores escutava com os seus pais?

Creio que a infância, o sítio onde cresces e a música que te rodeia influncieam a tua via a forma de te expressares. Sem dúvida que o facto de ser do sul de Espanha e de ter uma família amante de música contribuiu para que fosse o que sou hoje.

- O seu primeiro filho nasceu quando tinha 16 anos. Acha que o facto de ter sido mãe muito jovem lhe deu mais garra para lutar pelos direitos das mulheres, das minorias étnicas?

Sim. Deu-me garra para lutar e para demonstrar ao meu flho e a mim mesma que apesar de ser jovem seria responsável, sem deixar de sonhar. Sempre quis ser cantora.

- A AMPARO é uma revolucionária. Mas a sua revolução é colorida, alegre, poética. Esse é o reflexo da sua admiração pela causa zapatista que luta com canções e poemas?

Sem dúvida que a luta zapatista é o movimento com o qual mais me identifico. De alguma maneira isso está presente nas minhas canções. Convida à revolução interior, a actuar localmente, a reparar o que está mal ao teu redor.

- Disse uma vez que a revolução acontece no interior de cada ser humano. Como pretende mudar o mundo?

Creio que o mundo está a mudar. Os poderosos e corruptos tendem a ser descobertos e são cada vez mais as pessoas que trabalham a favor dos direitos humanos e por um mundo mais justo.

- Disse à revista FRoots que “a música pode acompanhar-nos, dar-nos força, abrir-nos os olhos e manter-nos interessados em outras culturas”. Só a música é que lhe permite evoluir enquanto ser humano?

Esse foi o caminho que elegi para crescer enquano pessoa, para conhecer outras culturas e outras gentes. Mas cada um sabe de si. Cada um deve descobrir o seu próprio caminho.

- Quando se mudou do Sul de Espanha para Barcelona começou a tocar com muita gente que representa a força actual da música mestiça: MANU CHAO, MACACO, DUSMINGUET, FERMIN MUGURUZA e OJOS DE BRUJO, entre outros. O que é que aprendeu com toda esta gente?

O meu maestro foi MANU CHAO. Fermin tem toda a minha admiração e respeito, assim como todos os outros grupos que apareceram depois de Amparanoia. Creio que todos temos aprendido uns com os outros.

- É esse grande sentimento comunitário e participativo que existe na Zona Bastarda de Barcelona responsável pela grande força da música mestiça?

Na verdade, no princípio havia essa união. Agora há muitos músicos que se afastam desse movimento. Sigo unida com as pessoas que sempre foram meus amigos e que eu considero familiares. Dos outros não sei nada.

- Também teve a oportunidade de viver em Marselha.Aí há músicos locais que colaboram com músicos do norte do Brasil, como por exemplo MASSILIA SOUND SYSTEM e LA TALVERA com SILVÉRIO PESSOA. Por que é que não existe uma troca de experiências entre Marselha e Barcelona, uma vez que os muitos dos músicos de ambas as cidades parecem estar na mesma sintonia?

Creio que as coisas têm de surgir naturalmente. As colaborações fazem-se quando há química e são espontâneas. De alguma forma, apaixonas-te pelo que os outros fazem e desejas fazer algo com eles.

- O que é que mudou na vida de AMPARANOIA pelo facto de terem conquistado um dos prémios de World Music de 2005 da BBC Radio 3, referente a melhor banda europeia? Mais digressões? Maior reputação?

Abrem-se mais portas para novos países. Sentimo-nos reconhecidos depois de tantos anos de trabalho.

- A sua música mestiça faz-me acreditar que o flamenco, o son cubano, a rumba catalã, a música cigana do centro da Europa e as rancheras mexicanas fazem parte da mesma família. Qual o ponto comum a todas estas músicas que permitem a Amparanoia unir de forma perfeita todas as peças deste “puzzle”?

É essa a minha tarefa. A de unir todas as músicas que me influenciam e que me tocam no coração e de ir buscar todos os pontos de encontro.

- Depois de ter realizado o documentário “Somos Viento” em San Cristobal, no Sul do México, o que pensa fazer para tentar melhorar a vida dessa comunidade indigena? Será a música a melhor arma para lutar contra a opressão ou há outras forma mais eficaz?

Foi muito importante para mim visitar as comunidades indígenas zapatistas e poder partilhar com as pessoas esse encontro. Tentamos mostrar em 50 minutos a luta destes povos, a nossa luta, as canções deles que nos inspiraram. Gostaria que este documentário servisse para que as pessoas vejam que a resistência nos dá liberdade e dignidade. É um exemplo de luta pacífica.

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Festival Med de Loulé arranca hoje com cartaz de luxo

June 28, 2006 by Luís Rei  
Filed under Actual, Concertos

CRISTINA BRANCO e a israelita ladina YASMIN LEVY abrem hoje mais uma edição do Festival Med de Loulé que no ano passado nos ofereceu aquele que foi para o editor desta publicação o segundo melhor concerto de 2005 - LO’JO (e só não foi o primeiro porque o mestre ALI FARKA TOURÉ pisou solo lisboeta em Julho de 2005). No dia seguinte à folk electrónica escocesa com CAPERCAILLIE e sopa multivitaminada flamenga com os THINK OF ONE - Projecto TRÁFICO. Na sexta, novo duelo de saias em que medem forças no palco da cerca a argelina radicada em França SOUAD MASI, autora do muito badalado “Mesk Elil” e a andaluz AMPARO SANCHEZ com o seu projecto AMPARANOIA. Sábado, dia 1 de Julho, o gumbe de MANECAS COSTA abre para a festa reggae francesa dos BABYLON CIRCUS. O Med encerra no domingo com os algarvios MARENOSTRUM que convidam a cabo-verdiana MARIA ALICE e com a ilustre e carismática ORCHESTRA NATIONAL DE BARBÉS da Argélia. De referir que pelos palcos secundários também irão passar novos e interessantes grupos da nova música portugal de inspiração tradicional como DAZKARIEH e MANDRÁGORA. Consultem o programa integral no site do festival.

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