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O MED no YOU TUBE

July 17, 2007 by Luís Rei  
Filed under Reportagens, Video

Final com BAJOFONDO

e CHAMBAO

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Festival Med [dia #1] IN-CANTO, AYNUR DOGAN, SARA TAVARES

July 16, 2007 by Luís Rei  
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IN-CANTO | Festival MED | Palco do Castelo | dia 27 de Junho | Espaço bem composto
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No palco secundário do Castelo, LUISA AMARO, antiga companheira de CARLOS PAREDES, mostrou durante cerca de uma hora porque é que considera este projecto In-Canto como o fim de um ciclo de memória ao mestre Paredes, iniciado com a edição do seu disco “Canção Para Carlos Paredes” de 2004, gravado em parceria com Miguel Carvalhinho.

Além do belíssimo entendimento entre a guitarra portuguesa de Luisa Amaro e a guitarra clássica de MIGUEL CARVALHINHO, realce-se também intervenção do clarinete de GONÇALO LOPES e das percussões árabes como o tar ou a darabuka de TIAGO PEREIRA (uma surpresa se tivermos em conta a prestação deste percussionista tanto em RONCOS DO DIABO como no SEBASTIÃO ANTUNES TRIO). Ambos promovem um espaço de entendimento entre a música portuguesa e a música clássica do médio-oriente. E que bem que ali fica a dança de JOANA GRÁCIO que, apesar de exibir inevitavelmente a sua sensualidade não ofusca nem a prestação dos músicos, nem o teor mais sério e rigoroso do projecto. A bailarina demarca-se com uma certa classe ao lado mais folclórico daquilo que poderia resultar na vulgar dança do ventre. E ainda bem.

[fotos em breve; video disponível no blog do festival]

AYNUR DOGAN| Festival MED | Palco da Cerca | dia 27 de Junho | Espaço bem composto
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No palco da cerca onde, em anos anteriores, assistimos a espectáculos mais festivos (desde AMPARANOIA a BABYLON CIRCUS), foi improvisado um auditório ao ar livre para recebermos sentados a curda do lado Turco AYNUR DOGAN. Não é por acaso que os juízes turcos obrigaram há três anos atrás a retirar o álbum “Keçe Kurdan” (isto é rapariga curda) das lojas de discos, sob o pretexto da canção que dá título ao álbum apelar ao separatismo curdo e de induzir à retirada das mulheres curdas para a montanha.

As canções tradicionais curdas e turcas interpretadas por AYNUR são de confronto, falam de difícil condição da mulher islâmica, de amores impossíveis e crimes de honra e são suportadas por uma poderosíssima secção de percussão. Mas esta tradição ‘denge benge’ é também de aproximação a um universo superior, celestial, a deus, sobretudo quando AYNUR exibe todo o seu portento vocal. A intensidade e profundidade do seu canto evoca os espíritos benignos dos sufis da refinada linhagem de NUSRAT FATEH ALI KHAN ou da grandiosidade musical do azeri ALIM QASIMOV.

A cantora e tocadora de baglama (cordofone local de 7 cordas da família do saz) possui também a sagacidade natural de modernizar os arranjos das suas canções, seja através da inclusão de um violino de toque ocidental ou de um baixo eléctrico. Felizmente, nesta actuação do palco da cerca, não houve aquele sintetizador que estragou um pouco o ‘showcase’ que ela deu na WOMEX de Sevilha em Outubro do ano passado. E foi melhor assim. Ganha e muito a música tradicional que AYNUR interpreta e ganha a audiência que desfruta de um espectáculo de maior autenticidade.

[fotos em breve; video disponível no blog do festival]

SARA TAVARES | Festival MED | Palco da Matriz | dia 27 de Junho | Espaço completamente lotado
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Com a ampliação do espaço da zona antiga de Loulé, o Med ganhou mais um belíssimo cenário para a realização de espectáculos com alguns dos cabeças-de-cartaz. O espaço encaixado entre a Igreja Matriz e o Jardim dos Amuados recebeu SARA TAVARES que tocou para uma multidão sentada (foi ela que exigiu as cadeiras) que lotava por completo um espaço que pode receber cerca de 4000 espectadores de pé.

É notável a boa vibração que emana do discurso de SARA que puxou a sua costela de algarvia (era nesta região que vivia a sua mãe e onde ela passava as suas férias de infância) e apresentou à plateia algumas das suas sobrinhas que se encontravam em frente ao palco. Apesar de um início algo morno, a enorme rodagem da cantautora e dos músicos africanos que a acompanham, efectuada sobretudo em solo europeu e americano, confere uma enorme segurança a este espectáculo de facílima combustão que atinge directamente a mente e o corpo da maioria da assistência. SARA TAVARES já não se pode queixar que, quem a conhece, desconhece as canções do arrojado álbum “Balancê” (hábil na forma como miscigena pop, soul, a morna, o soukous e até mesmo o reggae e o dub). Muito bons os momentos em que canta com BOY GE MENDES e em que este cabo-verdiano põe toda a turba a gingar com uma malha de soukous em “Mi Ma Bô”, quando “One Love” na recta final é ampliado e chega aos 13 minutos, ou quando, já em encore, regressam a “Balancê” agora com uma linha brutal de dub servida pelo baixo do guineense GOGUI. Final mais do que perfeito para o primeiro dia de Med.

[fotos em breve; video disponível no blog do festival]

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Festival Med [dia #2] ESTAMBUL, NATACHA ATLAS, SERGENT GARCIA

July 16, 2007 by Luís Rei  
Filed under Reportagens, Video

ESTAMBUL | Festival MED | Palco do Castelo | dia 28 de Junho | Espaço bem composto
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No início da segunda noite, o palco do Castelo, porventura o espaço mais recatado e ideal para conhecermos algumas das novas esperanças da música portuguesa (e não só), brindou-nos com uma muito agradável surpresa. Os ESTAMBUL de Espanha, completamente desconhecidos, ainda sem terem gravado qualquer disco, mostraram além de uma notável maturidade, todos os atributos de um interessante projecto de etno-jazz de influências da música tradicional de alguns países de toda a bacia do mediterrâneo (Europa, Norte de África e Médio Oriente) e dos Cárpatos. Quer na interpretação de composições de grandes mestres do alaúde como o libanês RABIH ABOUH-KHALIL (na bem conhecida “Arabian Waltz”) ou o tunisino ANOUAR BRAHEM, quer na interpretação de temas próprios. Curiosamente, numa verdadeira viagem de mais de uma dezena de minutos, inspirada no autor de “Voyage de Sahar”, o habitual tocador de alaúde trasporta-nos ao universo celestial através do som infinito do saltério. O caminho das estrelas suportado por um elegante contrabaixo e por percussões de cadência árabe, é uma espécie de passadeira vermelha para que o saxofonista evidencie todo o virtuosismo e lado sanguíneo da música dos espanhóis ESTAMBUL. A acompanhar com muita atenção.

[fotos e video em breve]

NATACHA ATLAS| Festival MED | Palco da Cerca | dia 28 de Junho | Espaço bem composto
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Em Loulé, há concertos ‘à la carte’. Antes de actuar, NATACHA ATLAS perguntou à organização se preferia um concerto mais acústico ou mais electrónico. O MED recebeu a filha de uma inglesa e de um judeu com raízes genealógicas no Egipto, Palestina e Marrocos, no palco da cerca, uma vez mais repleto de cadeiras para melhor desfrutar da riqueza harmónica e de arranjos luxuriantes do repertório acústico desta verdadeira diva.

Se, há década e meia atrás, NATACHA ATLAS estava no pelotão da frente da dança global, quer com os TRANSGLOBAL UNDERGROUND, quer com JAH WOBBLE AND THE INVADERS OF THE HEARTH, que pilhava influências ao universo árabe e da África negra, misturando-as com dub, trance e outras áreas da música de dança, agora há mais açúcar, suavidade e classe nas suas canções. A postura maleável de NATACHA consegue captar a atenção da audiência com o calmíssimo “Adam’s Lullaby” de JOCELYN POOK, elaborado sumptuosamente com arranjos de seda que lembram melodias de amor registadas para bandas sonoras de filmes indianos. Arrebata-nos quando pisca o olho ao tropicalismo brasileiro (sem esquecer o universo árabe onde se movimenta) em “Ghanwa Bossanova”, tema obrigatório do último álbum “Mish Maoul”. Um concerto de NATACHA ATLAS é uma verdadeira viagem no tempo em que são resgatados heróis egípcios do século XX, ou canções ícones da pop francesa (Mon Ami La Rose” tornada conhecida por FRANCOISE HARDY) e do jazz norte-americano (“Black is the color of my true” que NINA SIMONE imortalizou). Natacha Atlas tem sabido envelhecer.

[fotos em breve; video disponível no blog do festival]

SERGENT GARCIA | Festival MED | Palco da Matriz | dia 28 de Junho | Espaço bem composto
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No palco da Igreja Matriz, retiraram-se as cadeiras que serviram para receber na noite anterior SARA TAVARES e montou-se a festa pegada de empolgamento imediato com a mistura de reggae e salsa a que SERGENT GARCIA cataloga de ’salsamuffin’. Este francês (que abriu a sua página na história do rock francês dos anos 80 como fundador dos LUDWIG VON 88) e os restantes nove músicos que o acompanharam, revelaram-se uma eficaz máquina de ritmos latinos pronta-a-dançar, que absorve o ska, o son cubano, e a cumbia colombiana, servido num cocktail perfeito que torna o discurso de consciência política e social de Sergent Garcia mais apelativo. Nesta noite, houve certamente uma colagem inevitável ao discurso pró-zapatista e da música miscigenada e rebelde faz de MANU CHAO um modelo a seguir, mas houve também personalidade e bom entrosamento dos 10 músicos que tinham por missão principal por a turba a dançar e isso foi cumprido.

[fotos em breve; video disponível no blog do festival]

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Festival Med [dia #5] CHAMBAO, BAJOFONDO

July 16, 2007 by Luís Rei  
Filed under Reportagens, Video

CHAMBAO| Festival MED | Palco da Matriz | dia 1 de Julho | Espaço lotado

No último dia de Med, os Chambao de Málaga trouxeram consigo uma verdadeira legião de fãs que lotaram por completo o espaço da Matriz. Na zona de merchandising havia t-shirts para todos os gostos e livros da carismática vocalista La Mari que conta como conseguiu vencer um cancro. Todo o universo electropop-flamenco dos Chambao gira em torno de Maria del Mar Rodriguez (La Mari). Dona de uma das mais intensas vozes do flamenco. É uma pena que um projecto com uma vocalista desta natureza não vá mais fundo na interpretação da música que nasceu em Granada. Não é por acaso que os melhores momentos do espectáculo destes andaluzes foram aqueles em que a banda toca só instrumentos acústicos. Que bom que seria se os Chambao abordassem as suas canções só com voz, guitarra, cajón e palmas.

BAJOFONDO | Festival MED | Palco da Cerca | dia 1 de Julho | Espaço lotadíssimo - não cabia nem mais uma mosca

E o MED de 2007 acaba aqui. Por volta da meia-noite de domingo, o recinto da cerca teve uma enchente humana ainda maior do que aquela registada o ano passado com Amparanoia. O MED cresceu em quantidade de público e em qualidade de artistas. Os Bajofondo foram a cereja em cima do bolo desta última edição. O projecto que reúne músicos argentinos e urugaios, de ambas as margens do rio da prata, vai muito mais além da mera miscigenação de tango e milongas com house e outras coordenadas da música electrónica. A música dos Bajofondo é sobretudo instrumental mas, as poucas vezes que Gustavo Santaolalla canta uma milonga, fá-lo com a sua rouca e arrebatadora voz regateando os aplausos do público, como se fosse um músico de jazz que tivesse acabado de efectuar um extraordiário solo de guitarra. A música dos Bajofondo encontra-se quase sempre revistida de beats programados electronicamente, mas isso não ofusca o virtuosismo de músicos como Martin Ferres, em bandoneon, e Javier Casalla em violino. Como se toda a banda não fosse já suficientemente boa, há ainda uma vídeo jockey – Verónica Loza – que lança imagens a preto e branco de cidadãos agitados em pleno “corralito” (a tal medida económica tomada para conter a fuga de capitais) posta em prática pelo governo de Fernando de La Rua em 2001. Um final em grande que põe a organização a pensar para qual parte antiga da cidade de Loulé é que o Med pode ainda crescer mais. Oxalá consigam alargar o espaço e criar mais palcos.

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Top 1 - Festival MED: VINICIO CAPOSELLA

July 5, 2007 by Luís Rei  
Filed under Reportagens

Fotos: Mário Pires

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Top 2 - Festival MED: TINARIWEN

July 4, 2007 by Luís Rei  
Filed under Reportagens

Fotos: Mário Pires

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Top 3 - Festival MED: BAJOFONDO TANGO CLUB

July 4, 2007 by Luís Rei  
Filed under Reportagens

fotos: Mário Pires

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TINARIWEN em Portugal no final de Junho e TARTIT lá mais para Julho

April 14, 2007 by Luís Rei  
Filed under Actual, Concertos

tinariwen

Os malianos TINARIWEN (na foto) praticantes de um rock’n’roll abrasivo, psicadélico, hipnótico e de intervenção, a partir do deserto do Sara, devem participar no Festival Med De Loulé, a 29 de Junho (de acordo com a informação disponibilizada no site da banda). O projecto de IBRAHIM formado no início dos anos 80 num campo de refugiados de tuaregues que chegaram a pegar em armas para combater o governo do Mali numa luta pela autodeterminação da sua tribo, lançaram recentemente o terceiro álbum “Aman Iman: Water Is Life”. Um fortíssimo candidato a figurar nas listas dos melhores discos de 2007 (o vizinho do Raízes e Antenas chega a dar-lhe nota máxima). Não menos interessante é o outro projecto tuaregue maliano TARTIT que também deve passar pelo nosso país a 26 de Julho (não será difícil de adivinhar o local).

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THINK OF ONE: Nómadas da cidade.

June 28, 2006 by Luís Rei  
Filed under Actual

Não consta que sejam ciganos. Nem tão pouco artistas de circo. Para os seis elementos dos flamengos THINK OF ONE, a vida é feita na estrada, sem nunca estar parado, sempre à procura de alguém desconhecido para tocar. O mentor do projecto, David Bovée, chega mesmo ao ponto de viver diariamente no interior da “naftmobiel”, carrinha transformada em palco móvel com três níveis, com amplificação e luzes de palco incorporados. Ora em Antuérpia (cidade de origem desta formação), ora em Gent, ora em Bruxelas.

Inicialmente, os THINK OF ONE (TOO) eram uma “brass band” de 20 elementos, semelhante a uma banda filarmónica da Flandres. Em vez dos “standards”, desde cedo começaram a interpretar repertório dançável, com influências dos ciganos dos Balcãs.

A necessidade de mobilidade e de tocar de forma mais imediata, reduziu o projecto de duas dezenas de músicos para uma base de 6 elementos. A partir desta estrutura, os músicos dos TOO desdobram-se em múltiplas experiências. Mantêm o espírito da “brass” de dança, através do projecto NAFT. Lançam-se de corpo e alma à música de transe “gnawa” do norte de África em comunhão com quatro músicos marroquinos. Recentemente gravaram com vozes Inuits (esquimós) do Canadá. Em breve, pretendem viajar até Kinshasa – Congo - para, quem sabe, participarem num novo volume de Congotronics (seria demasiado bom se isso acontecesse).

Contudo, o projecto que lhes tem trazido maior notoriedade e permitido tocar com maior regularidade fora da invernosa Bélgica (e que os trará a Lisboa e a Loulé), chama-se “Tráfico”. A eles juntam-se a sexagenária Dona Cila do Coco (voz), Cris Nolasco (voz / percussão), Ganga Barreto (voz / percussão) e Carranca (percussão). Com as raízes e as antenas sintonizadas entre a Bélgica e a região brasileira de Pernambuco, criaram os álbuns “Chuva em Pó” (2004) e “Tráfico” (2006) que alguém poderia lembrar-se de os classificar como “mangue-flemish-punk-brass-beat”. Para o “caranguejo com cérebro” David Bovée, o espírito dos THINK OF ONE (nome inspirado num tema de Thelorious Monk) é fazer música como uma multi-vitaminada sopa. Levam-se vários ingredientes ao lume, trituram-se os legumes e serve-se o creme. No caldeirão de “Tráfico”, cabem os ritmos tradicionais nordestinos, como o coco, cavalo marinho, o maracatu, o frevo e o forro (várias vezes servidos em Portugal por mestres de cerimónias como MESTRE AMBRÓSIO, NAÇÃO ZUMBI, CASCABULHO e CABRUÊRA) e ainda o punk / hardcore, o jazz latino, o reggae e o funk. É neste triturar e misturar de estilos que reside a força dos Think of One. Não só os seis belgas parecem ter vivido toda a vida à beira dos manguezais de Pernambuco, como Dona Cila do Coco parece beber um elixir da força e da juventude para cantar com a garra de uma “rrrriot girl” de 20 anos. Ora comecem por escutar “Tahina”.

os THINK OF ONE actuam hoje em Lisboa, no festival Rotas e amanhã em Loulé, no Festival Med

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Festival Med de Loulé arranca hoje com cartaz de luxo

June 28, 2006 by Luís Rei  
Filed under Actual, Concertos

CRISTINA BRANCO e a israelita ladina YASMIN LEVY abrem hoje mais uma edição do Festival Med de Loulé que no ano passado nos ofereceu aquele que foi para o editor desta publicação o segundo melhor concerto de 2005 - LO’JO (e só não foi o primeiro porque o mestre ALI FARKA TOURÉ pisou solo lisboeta em Julho de 2005). No dia seguinte à folk electrónica escocesa com CAPERCAILLIE e sopa multivitaminada flamenga com os THINK OF ONE - Projecto TRÁFICO. Na sexta, novo duelo de saias em que medem forças no palco da cerca a argelina radicada em França SOUAD MASI, autora do muito badalado “Mesk Elil” e a andaluz AMPARO SANCHEZ com o seu projecto AMPARANOIA. Sábado, dia 1 de Julho, o gumbe de MANECAS COSTA abre para a festa reggae francesa dos BABYLON CIRCUS. O Med encerra no domingo com os algarvios MARENOSTRUM que convidam a cabo-verdiana MARIA ALICE e com a ilustre e carismática ORCHESTRA NATIONAL DE BARBÉS da Argélia. De referir que pelos palcos secundários também irão passar novos e interessantes grupos da nova música portugal de inspiração tradicional como DAZKARIEH e MANDRÁGORA. Consultem o programa integral no site do festival.

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