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Questionário de Outono VIII (perg. #775)

October 27, 2008 by Luís Rei  
Filed under Alertas, Quiz

775 - Como se chamam os dois pianistas que tiveram um papel preponderante ao nível dos arranjos no disco “À Porta do Mundo” de Filipa Pais?

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A rentrée VI: a grande casa basca de Kepa Junkera

September 24, 2008 by Luís Rei  
Filed under Novas Edições

kepajunkera260.jpgKepa Junkera edita na próxima semana um novo álbum duplo em formato de luxo denominado “Extea” (”casa” em língua basca”), através da multinacional Warner. À semelhança de obras como “K” (ao vivo), ou de “Bilbao 00:00h”, esta é a mais uma super-produção do virtuoso da trikitixa que reúne quarenta releituras canções tradicionais bascas e mais de quatro dezenas de cantores convidados, dos mais diversos estilos musicais, oriundos de toda a Espanha, incluindo também artistas portugueses, brasileiros, africanos, dominicanos e argentinos, como Filipa Pais, Dulce Pontes, Estrella Morente, Andrés Calamaro, Pedro Guerra, Miguel Ríos, Jaime Urrutia, Miguel Bosé, Maria Del mar Bonet, José António Ramos, Chano Dominguez, Lluis Llach, Loquillo (o dos Trogloditas), Ginesa Ortega, Ana Belén e Victor Manuel, Pau Donés, Luis Eduardo Aute, Sole Giménez (ex Presuntos Implicados), Carmen París, Seydu, entre outros. O texto de apresentação de “Extea” foi escrito por José Saramago que reforça a ideia de diversidade ao afirmar que «cantar la lengua del otro es el primer desafío».

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[Agenda] 28 de Maio a 3 de Junho 2008

May 28, 2008 by Luís Rei  
Filed under Concertos, Notícias

Toumani Diabaté. O grande mestre da cultura griot e virtuoso da corá de 21 cordas passa mais uma vez pelo nosso país, agora a sós com o seu instrumento, para apresentar repertório do seu último disco “Mandé Variations” e para recuperar o seu primeiro disco editado há cerca de 20 anos, “Kaira”. Hoje na Casa da Música do Porto, sexta-feira (dia 30) na Culturgeste em Lisboa e sábado (dia 31) no TAGV de Coimbra.

Jacinta. A cantora de jazz, autora do álbum “Convexo” de tributo a José Afonso, encerra a digressão de apresentação deste disco no Teatro da Trindade em Lisboa). Jacinta, Rui Caetano (piano) e Bruno Pedroso (bateria) completam vinte espectáculos da Tour Convexo 2008 sábado (31 de Maio), às 21h30, e domingo (1 de Junho), às 17h.

Douro Blues - 3.º Festival Internacional de Blues de Gaia. Esta sexta-feira (dia 30), arranca em Vila Nova de Gaia o 3º Festival Internacional de Blues com os lisboetas Nobody’s Bizness e o britânico Chris Jagger, irmão de Mick, o vocalista dos Rolling Stones. No sábado (dia 31), os bracarenses Budda Power Blues abrem a noite para aquela que é considerada a «nova Tina Turner»: Shemekia Copeland, que é filha do lendário guitarrista de blues, Johnny Copeland.

Katice. As canções populares da Eslovénia interpretadas em formato a capella, podem ser apreciadas esta sexta-feira no Teatro Municipal de Faro. O Grupo Katice que procura combinar a tradição local com contemporaneidade é constituído por Natasa Kosmac, Naja Zapusek, Tina Trampus, Alenka Trampus Bakija, Tanja Drasler e Barbara Povse Golob.

Filipa Pais. A autora do álbum “À Porta do Mundo”, premiado com o galardão José Afonso, actua este fim-de-semana (dias 30 e 31) em Faro, no Centro de Artes Performativas do Algarve. Num espectáculo de evocação da memória de Zeca será acompanhada ao piano por João Paulo Esteves da Silva.

Omiri. Vasco Casais, mentor dos Dazkarieh, estreia um novo formato do seu projecto pessoal Omiri com a interacção do vídeo de Tiago Pereira. Omiri «vive da dualidade antigo vs moderno», reinventando danças tradicionais europeias e portuguesas com recurso a instrumentos acústicos e batidas electrónicas e, agora, manupulação de imagens de vídeo. Esta sexta-feira (dia 30) no Teatro da Luz em Lisboa.

Yamandú Costa, virtuoso guitarrista gaúcho que através do seu violão de sete cordas une a geografia musical do sul da América, do Brasil à Argentina e ao Uruguai, conferindo novas paisagens musicais ao tango, à bossa nova, ao samba e ao chamamé, actua este sábado (31 de Maio) no Festival Internacional de Guitarra que decorre em Santo Tirso (Auditório Engº Eurico de Melo). Na próxima terça-feira (3 de Junho) desce à capital para actuar no Instituto Franco-Português. A acompanhá-lo estarão Nicholas Krassik (violino) e Gutto Wirti (contrabaixo).

Anoushka Shankar (na foto) passa na segunda-feira (dia 2 de Junho) pelo Grande Auditório do Centro Cultural de Belém. A filha de Ravi, que tal como o pai, é tocadora de sitar indiana, tendo seguido desde os treze anos o ensino da música clássica local. No entanto isso não a impede de miscigenar tradição pura com experiências com a música electrónica como acontece quer em “Rise” (2005), quer no seu último disco “Breathing Under Water” (2007). Um registo efectuado em parceria com Karsh Kale, produtor e compositor nova-iorquino de ascendência indiana que faz parte da Tabla Beat Science de Bill Laswell e que tem feito um trabalho interessante de fusão entre as tradições do sub-continente indiano e as expressões electrónicas de dança (house, tecno, drum’n’bass). Neste espectáculo, a virtuosa Anoushka que quebrou as barreiras da música clássica indiana e que se apresenta sem Karsh Kale, interpretará formas antigas melódicas da raga através de combinações da sitar, tablas e tampura com instrumentos ocidentais: Tanmoy Bose (tablas), Ravichandra Kulur (flauta bansuri), Leo Dombecki (piano), Barry Phillips (violoncelo), Nick Able (tampura).

Será curioso ver como fluem as canções e as ragas mais electrónicas de «Breathing The Water» com esta formação acústica.

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Terra de Abrigo | 15, 17 e 19 de Junho | Entrevista DAVIDE ZACCARIA (TERRA D’ÁGUA)

June 20, 2007 by Luís Rei  
Filed under Entrevistas, Radio

Hora da Terra de Abrigo

Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Sextas 23h / 24

Zero - Domingos - 22h/23h

Rádio universitária do Minho - Terças-feiras - 21h/22h

Emissão de 15, 17 e 19 de Junho

 

terradagua.jpg

DAVIDE ZACCARIA, violoncelista italiano residente em Portugal há meia-dúzia de anos, volta a pegar no projecto TERRA D’AGUA e, para além da sua companheira MARIA ANADON (que já havia participado no primeiro disco), convoca outras vozes de relevo no panorama da música tradicional portuguesa (e não só): DULCE PONTES, FILIPA PAIS, LÚCIA MONIZ e a galega UXIA. Juntos, trabalharam um dúzia de canções de ZECA AFONSO para as integrar na obra “A Terra do Zeca”. Mais uma homenagem ao cantautor que, vinte anos após a sua morte, tem dominado a tabela de vendas de CD.

 
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O po�tico mundo de Filipa Pais

October 18, 2003 by Luís Rei  
Filed under Discos

Filipa Pais
� Porta do Mundo
(V&A)

� um caso raro. Com uma carreira t�o prof�cua e quase uma d�cada ap�s ter editado �lbum de estreia a solo “L’Amar”, Filipa Pais lan�a finalmente o seu segundo disco, “� Porta do Mundo”. �, de facto, uma porta para um mundo imagin�rio e inocente (as imagens remetem-nos para o universo de Principezinho de Exupery), fant�stico, belo, po�tico. Um universo amadurecido e com os p�s bem assentes na terra. H� ecos de tradi��o (“N�o Se Me D� Que Vindimem”, “Altinho”, “Jos� Embala o Menino”) e das medievais Cantigas de Amigo de D. Sancho I, moldados pela contemporaneidade dos elegantes arranjos de Jo�o Paulo Esteves da Silva, criando um luxuriante universo para a voz cristalina e, por vezes arabizada (marcas da Lua Estravagante) de Filipa. O disco � feito de subtilezas que � preciso descobrir: H� a poesia de Cesariny, Reinaldo Ferreira e H�lia Correia. H� adufes que retumbam e bandolins a saltitar como a pulga, acorde�es ora alegres e festivos, ora tr�gicos e sombrios, uma l�mpida guitarra infinita que se prolonga al�m horizonte, uma gaita de foles que pede licen�a para entrar, o toque mais cl�ssico de violino de Manuel Rocha (bem diferente do registo da Brigada V�tor Jara), o virtuosismo de Yuri Daniel (contra-baixo) e de J.P. Silva (Piano) em “Cantiga de Amigo”. � mais um daqueles discos que ir� manter acesa a discuss�o do que � ou n�o � M�sica Popular Portuguesa. N�o h� fronteiras estanques. Os mais puristas que torcem o nariz �s experi�ncias mais cl�ssicas da Ronda dos Quatro Caminhos, t�m de perceber que o mundo actual � feito de contamina��o e miscigena��o. E nunca como aqui o universo da m�sica tradicional se encontra t�o pr�ximo do jazz. E ainda bem.

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O po?tico mundo de Filipa Pais

October 18, 2003 by  
Filed under Discos

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Filipa Pais
? Porta do Mundo
(V&A)

? um caso raro. Com uma carreira t?o prof?cua e quase uma d?cada ap?s ter editado ?lbum de estreia a solo “L’Amar”, Filipa Pais lan?a finalmente o seu segundo disco, “? Porta do Mundo”. ?, de facto, uma porta para um mundo imagin?rio e inocente (as imagens remetem-nos para o universo de Principezinho de Exupery), fant?stico, belo, po?tico. Um universo amadurecido e com os p?s bem assentes na terra. H? ecos de tradi??o (“N?o Se Me D? Que Vindimem”, “Altinho”, “Jos? Embala o Menino”) e das medievais Cantigas de Amigo de D. Sancho I, moldados pela contemporaneidade dos elegantes arranjos de Jo?o Paulo Esteves da Silva, criando um luxuriante universo para a voz cristalina e, por vezes arabizada (marcas da Lua Estravagante) de Filipa. O disco ? feito de subtilezas que ? preciso descobrir: H? a poesia de Cesariny, Reinaldo Ferreira e H?lia Correia. H? adufes que retumbam e bandolins a saltitar como a pulga, acorde?es ora alegres e festivos, ora tr?gicos e sombrios, uma l?mpida guitarra infinita que se prolonga al?m horizonte, uma gaita de foles que pede licen?a para entrar, o toque mais cl?ssico de violino de Manuel Rocha (bem diferente do registo da Brigada V?tor Jara), o virtuosismo de Yuri Daniel (contra-baixo) e de J.P. Silva (Piano) em “Cantiga de Amigo”. ? mais um daqueles discos que ir? manter acesa a discuss?o do que ? ou n?o ? M?sica Popular Portuguesa. N?o h? fronteiras estanques. Os mais puristas que torcem o nariz ?s experi?ncias mais cl?ssicas da Ronda dos Quatro Caminhos, t?m de perceber que o mundo actual ? feito de contamina??o e miscigena??o. E nunca como aqui o universo da m?sica tradicional se encontra t?o pr?ximo do jazz. E ainda bem.

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