Terra Pura 05MAR08: A NAIFA, MELINGO, MARIANA BARAJ, THINK OF ONE, BALKAN BEAT BOX, GOGOL BORDELLO, K. ALGAZARRA, SIBA, ORC. FUBÁ, A. PALACIO, Y. N’DOUR
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
A NAIFA - “Um Feitio de Rainha” [álbum "Uma Inocente Inclinação Para o Mal" - 2008]
A NAIFA - “Esta Depressão Que Me Anima” [álbum "Uma Inocente Inclinação Para o Mal" - 2008]
DANIEL MELINGO [Ar] - “Narigón” [álbum "Santa Milonga" - 2004]
A NAIFA - “O Ferro de Engomar” [álbum "Uma Inocente Inclinação Para o Mal" - 2008]
MARIANA BARAJ [Ar] - “Maldigo de Alto Cielo” [álbum "Margarita Y Azucena" - 2007]
MARIANA BARAJ [Ar] - “Margarita Y Azucena” [álbum "Margarita Y Azucena" - 2007]
THINK OF ONE [Bl / Mar] - “Oppressor” [álbum "Camping Shâabi" - 2007]
BALKAN BEAT BOX [Isr / EUA] - “Hermetico” [álbum "Nu Med" - 2007]
GOGOL BORDELLO [Ukr / EUA] - “America Wedding” [álbum "Super Taranta" - 2007]
KUMPANIA ALGAZARRA - “Super Cali” [álbum "Kumpania Algazarra" - 2008]
SIBA E A FULORESTA DO SAMBA [Br] - “Pisando em Praça de Guerra” [álbum "Toda a vez que eu dou um passo, o mundo sai do lugar" - 2007]
ORQUESTRA DO FUBÁ [Br / Fr] - “Festa Na Roça” [álbum "Quem Mandô?" - 2006]
ANDY PALACIO & GARIFUNA COLLECTIVE [Blz] - “Watina” [álbum "Watina" - 2007]
YOUSSOU N’DOUR [Sng] - “Pullò Ardo” [álbum "Rokku Mi Rokka" - 2007]
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BALKAN BEAT BOX no MED de Loulé
Ao tropeçar na página My Space dos nova-iorquinos BALKAN BEAT BOX, é possível verificar que o projecto dos israelitas ORI KAPLAN (de GOGOL BORDELLO) e TAMIR MUSKAT reservaram a data de 25 de Junho para o Festival Med de Loulé.
Apesar de ainda não haver qualquer artista oficialmente confirmado para o festival mediterrânico do Algarve, é muito bom saber que os autores do álbum “Nu Med” passam este verão por Loulé. Primeiro, tanto este como o anterior disco, são trabalhos que contextualizam com mestria guitarras surf, vozes búlgaras, metais ciganos e balcânicos, espiritualidade gnawa e mais um sem-número de referências, com punk e outros sub-géneros de rock pesado, hip-hop, reggae e música de dança urbana. Segundo, o terceiro elemento da BBB, o MC TOMER YOSEF, é um verdadeiro animal de palco, fazendo corar de inveja muitos “front men” de bandas punk-rock-metal habituadas a integrar os cartazes dos principais festivais rock mundiais (de Coachella a Roskilde). Terceiro, a BBB é actualmente uma das bandas do momento no circuito das músicas do mundo, estando nomeada para três prémios da BBC Rádio 3 nas categorias de “fusão”, “revelação” e “dança”. Quarto, a actuação deste colectivo na última edição da principal feira de “world music” - WOMEX 07 - foi, sem dúvida, das mais intensas e explosivas.
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Terra Pura 22OUT07
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira das 8h às 9h e das 18h às 19h
KIRAN AHLUWALIA - “Jo Dil”
ANTÓNIO ZAMBUJO - “Chamateia”
STOCKHOLM LISBOA PROJECT - “Desgarrada”
DIABO A SETE - “O Padrinho”
VINICIO CAPOSSELA - “Con Una Rosa”
RICCARDO TESI - “Brughiere”
ACQUARAGIA DROM - “Pizzica Paliakos”
FIGLI DI MADRE IGNOTA - “Il Gitano Elettrico”
VINICIO CAPOSSELA - “Maraja”
EMIR KUSTURICA - “Lorenzzo”
SHANTEL - “Sota”
GOGOL BORDELLO - “Wanderlust King”
ROT FRONT - “The Robots”
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FMM de SINES: a garbosa armada do “almirante” Seixas
August 10, 2007 by Luís Rei
Filed under Reportagens
Pela primeira vez, consegui assistir a todos os dias e a todos os espectáculos do FMM de Sines alargado à extensão de Porto Covo. Foram nove dias de grande intensidade em que tive a missão e a oportunidade de entrevistar cerca de vinte dos trinta e três intervenientes desta nona edição para editar posteriormente em vídeo (a disponibilizar via you tube no blog e no site do FMM) e em áudio (para o programa de rádio Terra Pura). Foram nove os dias de enorme gozo (e de grande estresse também) em que pude sobretudo saborear aquilo que é melhor profissão do mundo: a de ser consecutivamente e agradavelmente surpreendido com artistas fascinantes, seja como repórter, seja como entrevistador. Destaco uma conversa com Erika Stucky em que ela continuamente fez uso de todos os seus recursos vocais, quer a imitar o choro de um bebé, quer a exemplificar o yodel. A norte-americana de ascendência helvética possui uma forma expansiva de ser aliado a uma simplicidade e uma humildade que cativa de imediato que nunca ouviu falar dela. São esses momentos como este, em que nos cruzamos com um ser humano fascinante (aqui não é necessário falar das suas várias artes performativas) que nos dão o necessário suplemento energético para continuarmos a viver de alma e coração o FMM e esquecer todo o cansaço e a tensão acumulada pelo facto de termos de estar disponíveis a todo o momento, há nove dias sucessivos.
Aproveito para agradecer profundamente ao “almirante” Seixas e à incansável e muito organizada e motivada equipa de produção e promoção do FMM toda esta experiência extremamente enriquecedora que nos foi proporcionada (a mim e ao Mário Pires que filmou e fotografou). Creio que não tínhamos conseguido efectuar metade das entrevistas realizadas se não fosse o vosso trabalho planificado ao detalhe. Há aqui muito material com interesse como revelações em primeira-mão e momentos musicais informais que necessitam de ser editados e que por isso mesmo irão ser publicados a pouco e pouco, a partir da próxima semana. Além disso, tive também a oportunidade de recolher gravações com boa qualidade sonora de alguns dos concertos que vão ser também editados e transmitidos em cinco ou seis emissões especiais da Terra Pura, a partir de Setembro. Prometo também, até ao próximo feriado de quarta-feira, dia 15, completar as apreciações (pessoais) aos restantes 27 concertos em falta daquele que considero, por todas as razões já explanadas, o melhor festival de sempre a que já assisti no nosso país (claro que nunca esquecerei as experiências vividas nem em Kaustinen na Finlândia, nem em Falun na Suécia, que fazem de mim um verdadeiro aficionado da folk nórdica).
Tal como o Andanças (por razões distintas), o FMM é um festival vivido intensamente por cada espectador a qualquer hora do dia. Com ou sem actividades programadas. O meu FMM foi uma epifania vivida sobretudo à base de música. E que grandes concertos e que belos momentos de improviso a que eu, pelo menos, assisti…
Nota 5:
GOGOL
BELLOWHEAD
JACKY MOLARD
ERIKA STUCKY & ROOTS OF COMMUNICATION
Nota 4,5:
HAYDAMAKY
NORSKT
TRILOK GURTU BAND
GALANDUM GALUNDAINA
MAMANI KEITA & NICOLAS REPAC
ETRURIA CRIMINALE BANDA
DARKO RUNDEK & CARGO ORKESTAR
CARLOS BICA
Nota 4:
TARTIT
MAHMOUD AHMED
LULA PENA
OUMOU SANGARÉ
K’NAAN
Alguns dos grandes momentos:
- A sincronia perfeita entre o fogo de artifício e os Gogol Bordello e toda a excitação final de quem viu este concerto no telhado do gabinete de imprensa;
- A Erica Stucky a integrar na sua performance as badaladas dos sinos de igreja de Sines (curiosamente, só os ouvi na sua actuação);
- As Ttutunak que não se sentiram minimamente incomodadas ao partir involuntariamente uma das pedras de uma das suas Txalapartas durante um dos seus improvisos;
- o DJ Ill Vibe a tocar percussão com a agulha de um dos seus pratos;
- O embaraço da Lula Pena a tentar afinar a guitarra;
- Os “Gamíadas” do camarada Pires;
- A declaração de amor entre Rachid Taha e Carlos Seixas em cima do palco (esta é meramente provocativa);
- O balde de caipirinhas que se encontrava no gabinete de imprensa no último dia;
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FMM de SINES: a garbosa armada do “almirante” Seixas
August 10, 2007 by
Filed under Reportagens
Pela primeira vez, consegui assistir a todos os dias e a todos os espectáculos do FMM de Sines alargado à extensão de Porto Covo. Foram nove dias de grande intensidade em que tive a missão e a oportunidade de entrevistar cerca de vinte dos trinta e três intervenientes desta nona edição para editar posteriormente em vídeo (a disponibilizar via you tube no blog e no site do FMM) e em áudio (para o programa de rádio Terra Pura). Foram nove os dias de enorme gozo (e de grande estresse também) em que pude sobretudo saborear aquilo que é melhor profissão do mundo: a de ser consecutivamente e agradavelmente surpreendido com artistas fascinantes, seja como repórter, seja como entrevistador. Destaco uma conversa com Erika Stucky em que ela continuamente fez uso de todos os seus recursos vocais, quer a imitar o choro de um bebé, quer a exemplificar o yodel. A norte-americana de ascendência helvética possui uma forma expansiva de ser aliado a uma simplicidade e uma humildade que cativa de imediato que nunca ouviu falar dela. São esses momentos como este, em que nos cruzamos com um ser humano fascinante (aqui não é necessário falar das suas várias artes performativas) que nos dão o necessário suplemento energético para continuarmos a viver de alma e coração o FMM e esquecer todo o cansaço e a tensão acumulada pelo facto de termos de estar disponíveis a todo o momento, há nove dias sucessivos.
Aproveito para agradecer profundamente ao “almirante” Seixas e à incansável e muito organizada e motivada equipa de produção e promoção do FMM toda esta experiência extremamente enriquecedora que nos foi proporcionada (a mim e ao Mário Pires que filmou e fotografou). Creio que não tínhamos conseguido efectuar metade das entrevistas realizadas se não fosse o vosso trabalho planificado ao detalhe. Há aqui muito material com interesse como revelações em primeira-mão e momentos musicais informais que necessitam de ser editados e que por isso mesmo irão ser publicados a pouco e pouco, a partir da próxima semana. Além disso, tive também a oportunidade de recolher gravações com boa qualidade sonora de alguns dos concertos que vão ser também editados e transmitidos em cinco ou seis emissões especiais da Terra Pura, a partir de Setembro. Prometo também, até ao próximo feriado de quarta-feira, dia 15, completar as apreciações (pessoais) aos restantes 27 concertos em falta daquele que considero, por todas as razões já explanadas, o melhor festival de sempre a que já assisti no nosso país (claro que nunca esquecerei as experiências vividas nem em Kaustinen na Finlândia, nem em Falun na Suécia, que fazem de mim um verdadeiro aficionado da folk nórdica).
Tal como o Andanças (por razões distintas), o FMM é um festival vivido intensamente por cada espectador a qualquer hora do dia. Com ou sem actividades programadas. O meu FMM foi uma epifania vivida sobretudo à base de música. E que grandes concertos e que belos momentos de improviso a que eu, pelo menos, assisti…
Nota 5:
GOGOL
BELLOWHEAD
JACKY MOLARD
ERIKA STUCKY & ROOTS OF COMMUNICATION
Nota 4,5:
HAYDAMAKY
NORSKT
TRILOK GURTU BAND
GALANDUM GALUNDAINA
MAMANI KEITA & NICOLAS REPAC
ETRURIA CRIMINALE BANDA
DARKO RUNDEK & CARGO ORKESTAR
CARLOS BICA
Nota 4:
TARTIT
MAHMOUD AHMED
LULA PENA
OUMOU SANGARÉ
K’NAAN
Alguns dos grandes momentos:
- A sincronia perfeita entre o fogo de artifício e os Gogol Bordello e toda a excitação final de quem viu este concerto no telhado do gabinete de imprensa;
- A Erica Stucky a integrar na sua performance as badaladas dos sinos de igreja de Sines (curiosamente, só os ouvi na sua actuação);
- As Ttutunak que não se sentiram minimamente incomodadas ao partir involuntariamente uma das pedras de uma das suas Txalapartas durante um dos seus improvisos;
- o DJ Ill Vibe a tocar percussão com a agulha de um dos seus pratos;
- O embaraço da Lula Pena a tentar afinar a guitarra;
- Os “Gamíadas” do camarada Pires;
- A declaração de amor entre Rachid Taha e Carlos Seixas em cima do palco (esta é meramente provocativa);
- O balde de caipirinhas que se encontrava no gabinete de imprensa no último dia;
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[video FMM Sines #1] EUGENE HÜTZ
August 10, 2007 by Luís Rei
Filed under Entrevistas, Reportagens, Video
Há jovens cantoras lusófonas em ascensão que se recusam a dar entrevistas no próprio dia de um concerto. Há virtuosos músicos que utilizam o myspace como ferramenta fundamental de promoção a um novo disco, mas que ignoram os sites da especialidade, a blogosfera e as rádios locais e on-line. Há, no entanto outra estirpe de artistas que, apesar de nos pedirem para não puxarmos muito por eles pelo facto de se encontrarem com alguns problemas de voz, chegam ao local onde vão actuar quase em cima do seu espectáculo e ainda conseguem dar três ou quatro entrevistas.
EUGENE HÜTZ dos GOGOL BORDELLO falou durante o concerto de K’NAAN (à volta de 11 minutos), com o escriba deste tasco sobre o facto de os DEAD KENNEDYS serem para ele “world music”, sobre o orgulho cigano e a sua ascendência “servo”, sobre o seu idolo de infância SACHA KOLPAKOV e a sua recente integração nos KOLPAKOV TRIO (que agora é quarteto), sobre a influência de Itália e da tarantela no novo disco “Super Taranta”, sobre as jovens moças ucranianas que “emigram” para o Dubai. Um artista completo e inteligente que parece conhecer todos os truques para manter uma enorme plateia em contínuo clímax, do primeiro ao último momento. Os GOGOL não criam a música mais original do mundo, mas oferecem dos mais esforçados, intensos e excitantes espectáculos rock. Ora voltem lá a sentir a combinação perfeita de “Not a Crime” com a habitual pirotecnia do fim de festa em Sines. Não os percam em Paredes de Coura por nada deste mundo.
Este é o primeiro vídeo de uma série de 20 entrevistas e momentos de improviso que serão publicados no blog e no site do FMM de Sines, com ERIKA STUCKY, BELLOWHEAD, NORSKT, JACKY MOLARD, LULA PENA, TARTIT, TRILOK GURTU, KARL SEGLEM & RÃO KYAO, TTUKUNAK, DAVID MURRAY, MAHMOUD AHMED, ETRURIA CRIMINALE BANDA, HAYDAMAKY, MAMANI KEITA, DETI PICASSO, DARKO RUNDEK, ETRAN FINATAWA, OUMOU SANGARÉ e HAMILTON DE HOLANDA.
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Olha lá o GOGOL BORDELLO a nadar no Tabuão

Confesso que esperava vê-los num cartaz como o de Sines ou mesmo do Festival Mestiço da Casa da Música. GOGOL BORDELLO, autor de “GYPSY PUNKS: Underdog World Strike” produzido por STEVE ALBINI, é o projecto de um colectivo de imigrantes a residir em Nova Iorque (com destaque para o seu carismático líder de nacionalidade ucraniana EUGENE HÜTZ e que inclui gente russa, israelita, etíope e de sangue chinês e tailandês). Em GOGOL BORDELLO há libertinagem criativa que absorve o nervo do punk e do metal, o balanço do reggae e do dub, a alma e a folk cigana oriunda da Europa de Leste. De acordo com o site da banda de HÜTZ (para quem DEAD KENNEDYS é “world music”), estes nova-iorquinos passam pelo Festival Paredes de Coura, a 14 de Agosto.
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