Associação Sou abre portas à dança e ao teatro
A Associação Sou - Movimento e Arte abriu recentemente as suas portas em Lisboa (Anjos) a uma série de artistas e formadores de dança e teatro. A semana inaugural é intensamente celebrada este fim-de-semana com várias actividades:
Programa da Semana Inaugural
26 de Setembro
20h00 - Performances com Marta Silva, Félix Lozano, Elsa Shams, Helena Madeira, Joana Manaças, Sofia Figueiredo27 de Setembro
18h00 - Milonga
22h00 - Espectáculo Dança/Teatro “Aqui há Rede”28 de Setembro
18h00 - Espectáculo “O Canto da Rosa - Casa de Fados”Local: Espaço Cultural SOU – Movimento e Arte, Lisboa
(Rua Maria, 73 (Metro Anjos))
22 a 28 de Setembro de 2008Para mais informações contacte:
info@sou.pt
www.sou.pt
www.soumovimento.blogspot.com

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Terra Pura 09MAI08: Entrevista Mu
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
Os Mu acabam de editar o segundo álbum “Casa Nostra”. Um trabalho que reflecte o espírito nómada, circense e cada vez menos roufenho (dado a dose vitamínica suplementar em palco e em disco) deste projecto portuense. Hugo Osga, almadense e fundador dos MU, vem à Terra Pura falar sobre «esta casa» e este disco que usufruiu da presença de dois novos residentes: Helena Madeira (voz) e Sérgio Calisto (violoncelo, bouzouki, moraharpa e nyckelharpa). Osga é também o espelho da divulgação da música tradicional da cidade do Porto através do papel activo que desempenha no Contagiarte enquanto animador das noites folk e dos festivais etnias e granitos folk. O músico que tem cinco tarangs (outra designados de «osgofone») quer ainda tomar de assalto a cidade de Lisboa. Para isso pretende alugar um autocarro para levar cinco projectos portuenses à capital.
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A MANDRÁGORA que subiu à escarpa
Há três anos atrás, não tive qualquer problema em afirmar que o álbum de estreia dos portugueses MANDRÁGORA havia sido o mais surpreendente álbum gravado por músicos portugueses da colheita de 2005. No próximo dia 5 de Maio, o projecto de FILIPA SANTOS, RICARDO LOPES, PEDRO VIANA, SÉRGIO CALISTO e JOÃO SERRADOR oferecem-nos uma visita guiada a uma “Escarpa” que os coloca muito acima daquilo que se chama muito simplesmente de música tradicional portuguesa. Primeiro porque é muito redutor aplicar tal termo a este projecto. “Escarpa” é o resultado do amadurecimento criativo e do balizar das excelentes indicações deixadas no primeiro disco. Há o acentuar do drone do violoncelo, nickelharpa e moraharpa de SÉRGIO CALISTO (que também trouxe outra consistência aos MU); o constante vai-acima-vai-abaixo (típico de projectos pós-rock como GYBE!); o formato mais encorpado (e menos frágil) da sonoridade dos MANDRÁGORA, quer pelo maior uso do saxofone de FILIPA SANTOS (é pena haver menos espaço para as flautas que emanam orvalho e à densa floresta que se abre) e pela intensidade do baixo de JOÃO SERRADOR (excelente aquisição que veio dar uma tonalidade muito mais dinâmica e roqueira à banda), que não absorvem os momentos cintilantes da muito bem dedilhada guitarra clássica de PEDRO VIANA; um inesperado e exemplarmente bem metido solo de bateria em “Erva Moura”; a agradável surpresa de ouvirmos FRANCISCO SILVA cantar em português “Abaix´esta serra / verei minha terra / Ó montes erguidos /deixai-vos cair /deixai-vos sumir / e ser destruídos / pois males sentidos / me dão tanta guerra / por ver minha terra.”, na única canção deste disco, “Abaixo Esta Serra”; os urrares demoníacos com que HELENA MADEIRA (ex-DAZKARIEH, actualmente no PROJECTO IARA) nos brinda no último tema (“Turbilhão”), cujo exercício vocal (também empregue em “Casa Nostra” dos MU) se assemelha a uma “spell song” retirada do épico finlandês Kalevala.
“Escarpa” foi gravado no Estúdio Fortes & Rangel (Porto) e para além dos convidados já referidos contou também com as colaborações de prestação de Simone Bottasso no acordeão diatónico e de Matteo Dorigo na Sanfona. Os treze temas que constituem o alinhamento do disco são: “Candelária”,”Picões do Diabo”, “Baile do Escangalhado”, “Cubo”, “Mijavelhas”, “Abaixo Esta Serra”, “Ervamoura”, “Ó Que Calma Vai Caindo”, “Escancaras”, “Odelouca”, “Malagrado”, “Tardo” e “Turbilhão”.
Daqui por duas semanas, os MANDRÁGORA embarcam numa digressão pela Bretanha onde terão a oportunidade não só de apresentar este disco ao público francês, como também efectuar uma residência com a KREIZ BREIZH AKADEMI que participou no FMM de Sines do ano passado. Entre os dias 9 e 17 de Maio a banda percorre alguns auditórios do Porto. Os quatro espectáculos marcados para a invicta são de entrada livre.
APRESENTAÇÃO DO DISCO ESTRANGEIRO:
4 Abril - Lorient, Bretanha, França
5 Abril - Rostrenen, Bretanha, França
11 Abril - Langonnet, Bretanha, França (com a Kreiz Breizh Akademi)
12 Abril - Kergloff, Bretanha, França (com a Kreiz Breizh Akademi)
13 Abril - St. Nicolas du Pélem, Bretanha, França (com a Kreiz Breizh Akademi)
APRESENTAÇÃO DO DISCO EM PORTUGAL:
9 de Maio - Porto, Auditório do ISEP
10 de Maio - Porto, Auditório de Aldoar
16 Maio - Porto, Auditório da Pasteleira
17 Maio - Porto, Auditório da Campanhã
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A «ca(u)sa nostra» dos MU
Os portuenses MU editam, na segunda quinzena de Abril, o segundo disco denominado “Casa Nostra”, através da MU - Associação Cultural que o grupo entretanto criou. Uma forma pomposa de dizer que a banda de HUGO OSGA e de NUNO ENCARNAÇÃO irá editar o sucessor de “Mundanças” em regime de edição de autor. “Casa Nostra” não será, para já, distribuído nas grandes superfícies. O projecto irá apostar na venda online e nos locais de espectáculo e, tão cedo, não efectuará qualquer “showcase” de apresentação deste disco nos «hipermercados» culturais francófonos.
O novo álbum dos MU foi gravado no Estúdio da Aguda por Quico Serrano (que também compõe o tema “Iara”, toca sintetizador em dois temas e canta em “Oi na Goni”) e conta ainda com as participações especiais de HELENA MADEIRA (ex – DAZKARIEH – voz em “Karpa”, “Miosótis”, “Iara”) e do colectivo de percussão mandinga SEMENTE (no tema “Saltimbanco”).
“Casa Nostra” é maioritariamente composto por temas originais, fortemente influenciados, como de costume, por tradições dos Balcãs e do Báltico. O alinhamento do disco é o seguinte:
Karpa - musica - osga, arranjos - mu
Oi Na Gori - música tradicional Russa, arranjos Sophie
Carrossel - música - osga, arranjos -mu
Casa Nostra - música - osga, arranjos - mu
Circlone - música - osga, arranjos - mu
Chapeloise de Asterix - música osga, arranjos - mu
Ayla - música - osga, arranjos - mu
Emma Kalisz - música - Sophie - arranjos - sophie, diana, sara
Mog’ur - música - osga, arranjos - mu
Saltimbanco - música - osga, arranjos - mu
Miosótis - música - Diana, Nuno, arranjos - mu
Iara - música - quico serrano e helena madeira
Viens ma fleur - musica tradicional hungria, arranjos Sophie
“Casa Nostra” será oficialmente apresentado ao vivo, no dia 18 de Abril, no Cinema Passos Manuel (Porto), num espectáculo conjunto com os PÉ NA TERRA do gaiteiro RICARDO COELHO que também lançam nesse dia o seu primeiro disco gravado pela Açor de EMILIANO TOSTE.
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KUMPANIA ALGAZARRA e MU apresentam discos novos no Festival Etnias
O Contagiarte, mui nobre bar da Invicta responsável pelo rejuvenescimento de algum público do universo da «folk», realiza entre 6 e 8 de Dezembro mais uma edição do Festival Etnias. O PROJECTO IARA de HELENA MADEIRA (ex-DAZKARIEH e actual colaboradora dos MU) e os especialistas em celebrações musicais de casamentos judaicos (vulgo música klezmer) – MELECH MECHAYA - abrem a primeira noite de festividades (dia 6 de Dezembro). No dia seguinte (7 de Dezembro), repartem os palcos do Contagiarte os portueses DYABARA (com ritmos e danças tradicionais de etnia mandinga) e os sintrenses KUMPANIA ALGAZARRA que levam à Invicta o espírito circense e a fanfarra portátil (pronta a actuar em espaços fechados ou na rua) de inspiração cigana e o repertório de um primeiro álbum cuja edição se avizinha. No último dia (8 de Dezembro), depois da dança oriental de fusão com o projecto BAUBO, os MU oferecem mais um cardápio de sonoridades do leste e do centro da Europa. O projecto de HUGO OSGA, além de estar cada vez mais «bandona» (expressão descaradamente roubada ao camarada Pires) e de ter dado muito boa conta de si, quer no último Festival Intercéltico do Porto, quer no Festival Folk de Plasencia (onde partilhou o palco com HEDNINGARNA e WARSAW VILLAGE BAND), está quase, quase a lançar o seu segundo disco. Antes e depois das actuações há sempre um colectivo de DJ a tornar estas três grandes noites ainda maiores. Programação detalhada no site do Contagiarte.
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