Terra Pura 09MAI08: Entrevista Mu
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
Os Mu acabam de editar o segundo álbum “Casa Nostra”. Um trabalho que reflecte o espírito nómada, circense e cada vez menos roufenho (dado a dose vitamínica suplementar em palco e em disco) deste projecto portuense. Hugo Osga, almadense e fundador dos MU, vem à Terra Pura falar sobre «esta casa» e este disco que usufruiu da presença de dois novos residentes: Helena Madeira (voz) e Sérgio Calisto (violoncelo, bouzouki, moraharpa e nyckelharpa). Osga é também o espelho da divulgação da música tradicional da cidade do Porto através do papel activo que desempenha no Contagiarte enquanto animador das noites folk e dos festivais etnias e granitos folk. O músico que tem cinco tarangs (outra designados de «osgofone») quer ainda tomar de assalto a cidade de Lisboa. Para isso pretende alugar um autocarro para levar cinco projectos portuenses à capital.
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A «ca(u)sa nostra» dos MU
Os portuenses MU editam, na segunda quinzena de Abril, o segundo disco denominado “Casa Nostra”, através da MU - Associação Cultural que o grupo entretanto criou. Uma forma pomposa de dizer que a banda de HUGO OSGA e de NUNO ENCARNAÇÃO irá editar o sucessor de “Mundanças” em regime de edição de autor. “Casa Nostra” não será, para já, distribuído nas grandes superfícies. O projecto irá apostar na venda online e nos locais de espectáculo e, tão cedo, não efectuará qualquer “showcase” de apresentação deste disco nos «hipermercados» culturais francófonos.
O novo álbum dos MU foi gravado no Estúdio da Aguda por Quico Serrano (que também compõe o tema “Iara”, toca sintetizador em dois temas e canta em “Oi na Goni”) e conta ainda com as participações especiais de HELENA MADEIRA (ex – DAZKARIEH – voz em “Karpa”, “Miosótis”, “Iara”) e do colectivo de percussão mandinga SEMENTE (no tema “Saltimbanco”).
“Casa Nostra” é maioritariamente composto por temas originais, fortemente influenciados, como de costume, por tradições dos Balcãs e do Báltico. O alinhamento do disco é o seguinte:
Karpa - musica - osga, arranjos - mu
Oi Na Gori - música tradicional Russa, arranjos Sophie
Carrossel - música - osga, arranjos -mu
Casa Nostra - música - osga, arranjos - mu
Circlone - música - osga, arranjos - mu
Chapeloise de Asterix - música osga, arranjos - mu
Ayla - música - osga, arranjos - mu
Emma Kalisz - música - Sophie - arranjos - sophie, diana, sara
Mog’ur - música - osga, arranjos - mu
Saltimbanco - música - osga, arranjos - mu
Miosótis - música - Diana, Nuno, arranjos - mu
Iara - música - quico serrano e helena madeira
Viens ma fleur - musica tradicional hungria, arranjos Sophie
“Casa Nostra” será oficialmente apresentado ao vivo, no dia 18 de Abril, no Cinema Passos Manuel (Porto), num espectáculo conjunto com os PÉ NA TERRA do gaiteiro RICARDO COELHO que também lançam nesse dia o seu primeiro disco gravado pela Açor de EMILIANO TOSTE.
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KUMPANIA ALGAZARRA e MU apresentam discos novos no Festival Etnias
O Contagiarte, mui nobre bar da Invicta responsável pelo rejuvenescimento de algum público do universo da «folk», realiza entre 6 e 8 de Dezembro mais uma edição do Festival Etnias. O PROJECTO IARA de HELENA MADEIRA (ex-DAZKARIEH e actual colaboradora dos MU) e os especialistas em celebrações musicais de casamentos judaicos (vulgo música klezmer) – MELECH MECHAYA - abrem a primeira noite de festividades (dia 6 de Dezembro). No dia seguinte (7 de Dezembro), repartem os palcos do Contagiarte os portueses DYABARA (com ritmos e danças tradicionais de etnia mandinga) e os sintrenses KUMPANIA ALGAZARRA que levam à Invicta o espírito circense e a fanfarra portátil (pronta a actuar em espaços fechados ou na rua) de inspiração cigana e o repertório de um primeiro álbum cuja edição se avizinha. No último dia (8 de Dezembro), depois da dança oriental de fusão com o projecto BAUBO, os MU oferecem mais um cardápio de sonoridades do leste e do centro da Europa. O projecto de HUGO OSGA, além de estar cada vez mais «bandona» (expressão descaradamente roubada ao camarada Pires) e de ter dado muito boa conta de si, quer no último Festival Intercéltico do Porto, quer no Festival Folk de Plasencia (onde partilhou o palco com HEDNINGARNA e WARSAW VILLAGE BAND), está quase, quase a lançar o seu segundo disco. Antes e depois das actuações há sempre um colectivo de DJ a tornar estas três grandes noites ainda maiores. Programação detalhada no site do Contagiarte.
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