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KLEZMATICS impedem ALI FARKA TOURÉ de conquistar o 3º Grammy

February 12, 2007

klezmatics

Os KLEZMATICS estão de parabéns. Depois de terem dado um excelente concerto há umas duas semanas na Culturgest, conquistaram um grammy na categoria de World Music contemporânea com o mais recente trabalho “Wonder Wheel”. Um álbum que evoca a memória de WOODY GUTHRIE (todas as canções são escritas por ele) enquanto residente em Coney Island, na famosa Mermaid Avenue (à qual BILLY BRAGG e os WILCO também criaram um álbum em memória deste ícone da folk americana), nos idos anos 40. Uma vivência em contacto com a cultura yiddish da sua madrasta, poeta e activista Aliza Greenblatt.

“Wonder Wheel” competia nesta categoria com “Tiki” de RICHARD BONA, “M’Bemba” de SALIF KEITA, “Long Walk To Freedom” de LADYSMITH BLACK MAMBAZO e “Savane” de ALI FARKA TOURÉ. De referir que se “Savane” tivesse conquistado este prémio, tornaria ALI FARKA TOURÉ no único músico africano a conquistar três grammys. “Talking Timbuktu” (com Ry Cooder) e “In The Heart of The Moon” (com Toumani Diabaté) são os discos do “deus” dos “blues do deserto” do Saara premiados com esta estatueta.

Entre as mais de 100 categorias a concurso, destacamos outros álbuns premiados:

  • World Music tradicional
    SOWETO GOSPEL CHOIR . “Blessed”

  • Folk tradicional

    BRUCE SPRINGSTEEN – “We SHall Overcome: The Seeger Sessions”

  • Folk Contemporânea

    BOB DYLAN – “Modern Times”

  • Música nativa norte-americana

    MARY YOUNGBLOOD – “Dance With The Wind”

  • Música havaiana

    Vários Artistas – “Legends Of Hawaiian Slack Key Guitar”

  • Blues tradicional

    IKE TURNER – “Risin’ With The Blues”

  • Blues contemporâneo

    IRMA THOMAS – “After The Rain”

  • Reggae

    ZIGGY MARLEY .- “Love Is My Religion”

  • Bluegrass

    RICKY SKAGGS AND KENTUCKY THUNDER – “Instrumentals”

  • Jazz contemporâneo

    BÉLA FLECK & THE FLECKTONES – “The Hidden Land”

  • jazz latino

    THE BRIAN LYNCH / EDDIE PALMIERI PROJECT – “Simpático”

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[KLEZMATICS na Culturgest] dá vontade de ser judeu e voltar a casar…

January 26, 2007

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FRANK LONDON no RiR | (c) Agência Zero

KLEZMATICS | Ciclo Filhos de Abraão| Culturgest | 24 de Janeiro | Lotação Esgotada

Há uma certa “intelligentzia” adepta da música “folk”, “celta” (ou aquilo que lhe queiram chamar…) que foge como o diabo da cruz às salas de lugares sentados com as desculpas do costume: não dá para dançar, o ambiente é frio, blá, blá, blá. Para muito “folqueiro” que se preze, um bom espectáculo deve ser servido sob uma intensa nuvem de poeira e de diversos tipos de fumos (provenientes das mais requintadas ervas jamaicanas) que se diluem na atmosfera depois de os inalarmos involuntariamente, sem esquecer, claro, o elevado teor etílico da assistência em que o comum espectador não bebe menos de umas 10 cervejas durante hora e meia, além de passar o tempo todo a gritar com o grupo de amigos e a mandar bocas foleiras às artistas do sexo feminino que ousam trazer uma saia acima do joelho.

No grande auditório da Cultugest não há cadeiras que esmoreçam a entrega mútua entre artistas de grande craveira e uma assistência “snob”, é certo, mas esclarecida e participativa. Talvez porque há ali um serviço prestado ao público de elevada qualidade (atentos ao mínimo detalhe como a oferta de programas com textos bem escritos e com informação biográfica o mais detalhada possível), talvez por o espaço não ser demasiado grande (como a Aula Magna) e, por isso, facilmente se esgotem as entradas disponíveis, criando-se a fórmula perfeita para uma noite memorável que, numa sala maior, a meia-casa, não seria tão empolgante para um músico. É esta a sala que AMÉLIA MUGE considera ter “a cara” do seu novo e muito bom disco, “Não Sou Daqui”. Ela sabe bem porquê. Nesta noite, a química da Culturgest (semelhante àquele final arrebatador de WALMEMAR BASTOS em que pôs toda a gente de pé a cantar o hino oficial da Selecção de Angola), voltou a pairar no ar, fazendo com a actuação destes nova-iorquinos tenha sido, de longe, a melhor das quatro a que até hoje assisti (Sons em Trânsito em Aveiro, RIR e Sodra Theater em Estocolmo, com CHAVA ALBERTSTEIN, no ido ano de 99).

Apesar de um início algo morno, com baladas (algo melosas) cantadas em Íidiche quebrarem um pouco a selvajaria rítmica imposta pelas danças klezmer de celebração de casamentos da diáspora judaica, tudo correu bem aos KLEZMATICS. Cedo agarraram o público que foi eufórico em crescendo até ao clímax final com o inevitável clássico “Man In The Hat”. É hilariante ver como os metais FRANK LONDON (trompete) e MATT DARRIAU (saxofone) interagem em arrancadas de génio, com avanços e recuos a várias velocidades, desencontros e encontros propositados, como se de um alegre número de circo se tratasse. É fascinante o momento criado a três com o mesmo DARRIAU agora em berimbau, LISA GUTKIN e um violino lancinante, diabólico, com as cordas friccionadas pelo arco até à exaustão e o baterista convidado de toque suave, pleno de pequenos pormenores em levitação zen. Como é notável a forma como LORIN SKLAMBERG eleva a sua agudíssima voz ao infinito enquanto o tom grave de PAUL MORRISETT vai marcando os tempos, como se de uma linha de baixo se tratasse. Pormenores envoltos na apresentação de um repertório tão marcadamente klezmer, quanto ecléctico na forma como é contaminado por ska, punk, soul, ritmos afro-caribenhos, metais ciganos de leste, transe do médio-oriente.

Num espectáculo comemorativo de duas décadas de existência, houve também breves passagens pela mais recente obra dedicada em exclusivo à poesia de WOODY GUTHRIE (que será apresentado ao vivo pela primeira vez na Europa, daqui por uns dias, no festival escocês Celtic Connections). A uma canção mais enraizada na tradição country / folk americano – “Gonna Get Through This World” cantada por LISA (bem melhor no violino) sucede-se um pérola orelhuda da pop nostálgica dos anos 50 – “Mermaid Avenue”, acabando os KLEZMATICS por nos deixar o desejo de os voltarmos a ver por cá, agora para interpretar as canções de “Wonder Wheel”.

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[KLEZMATICS na Culturgest] dá vontade de ser judeu e voltar a casar…

January 26, 2007

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FRANK LONDON no RiR | (c) Agência Zero

KLEZMATICS | Ciclo Filhos de Abraão| Culturgest | 24 de Janeiro | Lotação Esgotada

Há uma certa “intelligentzia” adepta da música “folk”, “celta” (ou aquilo que lhe queiram chamar…) que foge como o diabo da cruz às salas de lugares sentados com as desculpas do costume: não dá para dançar, o ambiente é frio, blá, blá, blá. Para muito “folqueiro” que se preze, um bom espectáculo deve ser servido sob uma intensa nuvem de poeira e de diversos tipos de fumos (provenientes das mais requintadas ervas jamaicanas) que se diluem na atmosfera depois de os inalarmos involuntariamente, sem esquecer, claro, o elevado teor etílico da assistência em que o comum espectador não bebe menos de umas 10 cervejas durante hora e meia, além de passar o tempo todo a gritar com o grupo de amigos e a mandar bocas foleiras às artistas do sexo feminino que ousam trazer uma saia acima do joelho.

No grande auditório da Cultugest não há cadeiras que esmoreçam a entrega mútua entre artistas de grande craveira e uma assistência “snob”, é certo, mas esclarecida e participativa. Talvez porque há ali um serviço prestado ao público de elevada qualidade (atentos ao mínimo detalhe como a oferta de programas com textos bem escritos e com informação biográfica o mais detalhada possível), talvez por o espaço não ser demasiado grande (como a Aula Magna) e, por isso, facilmente se esgotem as entradas disponíveis, criando-se a fórmula perfeita para uma noite memorável que, numa sala maior, a meia-casa, não seria tão empolgante para um músico. É esta a sala que AMÉLIA MUGE considera ter “a cara” do seu novo e muito bom disco, “Não Sou Daqui”. Ela sabe bem porquê. Nesta noite, a química da Culturgest (semelhante àquele final arrebatador de WALMEMAR BASTOS em que pôs toda a gente de pé a cantar o hino oficial da Selecção de Angola), voltou a pairar no ar, fazendo com a actuação destes nova-iorquinos tenha sido, de longe, a melhor das quatro a que até hoje assisti (Sons em Trânsito em Aveiro, RIR e Sodra Theater em Estocolmo, com CHAVA ALBERTSTEIN, no ido ano de 99).

Apesar de um início algo morno, com baladas (algo melosas) cantadas em Íidiche quebrarem um pouco a selvajaria rítmica imposta pelas danças klezmer de celebração de casamentos da diáspora judaica, tudo correu bem aos KLEZMATICS. Cedo agarraram o público que foi eufórico em crescendo até ao clímax final com o inevitável clássico “Man In The Hat”. É hilariante ver como os metais FRANK LONDON (trompete) e MATT DARRIAU (saxofone) interagem em arrancadas de génio, com avanços e recuos a várias velocidades, desencontros e encontros propositados, como se de um alegre número de circo se tratasse. É fascinante o momento criado a três com o mesmo DARRIAU agora em berimbau, LISA GUTKIN e um violino lancinante, diabólico, com as cordas friccionadas pelo arco até à exaustão e o baterista convidado de toque suave, pleno de pequenos pormenores em levitação zen. Como é notável a forma como LORIN SKLAMBERG eleva a sua agudíssima voz ao infinito enquanto o tom grave de PAUL MORRISETT vai marcando os tempos, como se de uma linha de baixo se tratasse. Pormenores envoltos na apresentação de um repertório tão marcadamente klezmer, quanto ecléctico na forma como é contaminado por ska, punk, soul, ritmos afro-caribenhos, metais ciganos de leste, transe do médio-oriente.

Num espectáculo comemorativo de duas décadas de existência, houve também breves passagens pela mais recente obra dedicada em exclusivo à poesia de WOODY GUTHRIE (que será apresentado ao vivo pela primeira vez na Europa, daqui por uns dias, no festival escocês Celtic Connections). A uma canção mais enraizada na tradição country / folk americano – “Gonna Get Through This World” cantada por LISA (bem melhor no violino) sucede-se um pérola orelhuda da pop nostálgica dos anos 50 – “Mermaid Avenue”, acabando os KLEZMATICS por nos deixar o desejo de os voltarmos a ver por cá, agora para interpretar as canções de “Wonder Wheel”.

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KLEZMATICS regressam a Lisboa em Janeiro

October 30, 2006

klezmaticsA banda nova-iorquina KLEZMATICS (de LORIN SKLAMBERG, FRANK LONDON, MATT DARIAU, entre outros) que tem dado novos temperos à música de celebração judaica apresenta-se novamente em Portugal, no próximo dia 24 de Janeiro, na sala lisboeta da Culturgest. Apesar de terem lançado em 2006 o registo conceptual “Wonder Wheel”, que recria parte da extensa obra do trovador norte-americano WOODY GHUTRIE à luz de arranjos klezmer e de este disco ser alvo de uma digressão específica, os KLEZMATICS vão apresentar em Lisboa um espectáculo “standard” cujo alinhamento inclui canções de “Shvaygn=Toyt” a “Rise Up!”.

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