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Mandrágora: a boa e a má notícia

September 16, 2008 by Luís Rei  
Filed under Alertas

A boa: a formação portuense que este ano editou o seu segundo álbum “Escarpa” surge na reportagem que a revista britânica fROOTS (edição nº304, Outubro 2008) efectua ao festival croata Etno: Ambient.

A má: Sérgio Calisto, o homem da moraharpa, da nickelharpa e do violoncelo deixou a banda. Como irão os Mandrágora manter o «drone»?

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FMM Sines 2008: guia de sobrevivência para dez intensos dias

July 16, 2008 by Luís Rei  
Filed under Especial, Notícias

sines2008.jpg Arranca hoje a mais extensa edição do FMM de Sines, com um a discussão «A Barreira do Som: Seminário “Música, cultura e nação”». “Discussão sobre as raízes do fenómeno da “world music” e as identidades musicais na era da globalização”, que serve de aquecimento para os restantes dez dias que apresentará mais de quarenta espectáculos. Um conjunto de conversas organizadas pela e pelo INET (Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa), com coordenação científica de Manuel Deniz Silva que, com Pedro Moreira (também do INET - MD), a partir das 12h, debruçar-se-ão sobre “O que é a «world music»”. Um pouco mais tarde (a partir das 15h30), o tema «Música, cultura e nação» será aprofundado pelos investigadores Salwa Castelo Branco (INET-MD), Nuno Domingos (SOAS, Londres) e José Neves (ICS-UL). Às 18h haverá ainda uma mesa-redonda sobre «Música Portuguesa e globalização com José Mário Branco (músico), Chullage (músico) e Pedro Rodrigues (musicólogo e jornalista do Público).

Ao todo, são mais de 40 projectos distribuídos por dez dias de festival que, este ano, além de ganhar mais um palco (na zona exterior do Centro de Artes de Sines), acrescenta mais horário ao alinhamento típico dos últimos dias (totalmente) fora-de-horas na Avenida da Praia, com início previsto para as 4h da manhã.

Isto quer dizer que, este ano, as sessões de DJ foram reduzidas apenas e só à noite (ou será manhã?) do último dia, num final em total apoteose com início às 6h e em que terá como protagonistas o cativo Bailarico Sofisticado com o convidado António Pires.

Num FMM ecléctico a tocar em várias franjas e à procura de públicos diversificados, do rock, ao hip hop e à música de dança, ao jazz e à música experimental, esta décima edição apresenta propostas para todos os públicos, apesar de insistir em não oferecer espectáculos em simultâneo (como acontece em qualquer festival internacional).

As lendas

A Orchestra Baobab do Senegal, a indiana Asha Bhosle, rainha da indústria cinematográfica Bollywood (que já gravou para cima de 12 mil canções), os norte-americanos Last Poets, que estiveram na génese do hip hop e da luta pelos direitos civis dos afro-americanos na década de 60, e o rocker chinês Cui Jian que enche estádios no continente asiático, são os nomes deste FMM que maior peso do passado carregam consigo.

As estrelas do momento

Entre aquilo que de mais suculento se vai fazendo actualmente nestas áreas, destacam-se os nomes do maliano Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba que não pára de ganhar prémios de “world music”, do britânico Justin Adams e do gambiano Juldeh Camara que oferece provavelmente o blues-transe-rock-do-deserto actual mais acutilante, os congoleses Kasaï All Stars responsáveis por mais uma boa dose de dança tribal «congotronics», o afrobeat do colectivo norte-americano Antibalas, o surf-tuba-rock dos israelitas Boom Pam, o afro-rock dos Toubab Krewe, o tributo «garifuna» a Andy Palácio, a tecno e o chili-downtempo de inspiração mariachi com Nortec Collective presents Bostich and Fussible, a música de baile dos galegos Marful, os blues que vão ao encontro dos metais e do canto gutural das estepes da Ásia Central dos norte-americanos Hazmat Modine, o portento rítmico e vocal da Ocitânia denominado Lo Cor de La Plana, o italiano Enzo Avitabile, a folk sombria, bucólica e belíssima da britânica Rachel Unthank & The Winterset, a enorme voz da checa Iva Bittova, a multi-músicas «naked-citianas» de Koby Israelite, o experimentalismo jazzístico e clássico da Moscow Art Trio.

Encontros de peso

Ao longo das nove anteriores edições, o FMM tem sido palco de encontros provocados e já «empacotados», como é o caso de Toto Bona Lokua que reúne Gerald Toto, Richard Bona e Lokua Kanza. Há também um tributo a Jimi Hendrix pelo quarteto quarteto Doran – Stucky – Studer – Tacuma. Ou seja, os repetentes Erika Stucky e Jamaladeen Tacuma, com Fredy Studer e Christy Doran. A união que o FMM «fabrica» este ano é entre os portugueses Mandrágora e os músicos residentes na Bretanha ligados à Kreiz Breizh Akademy (Jacky Molard, Simone Alves e Guillaume Guern e também da “big band” belga Flat Earth Society com o finlandês Jimi Tenor.

Os Repetentes

Uma grande novidade. Este ano não consta no cartaz nenhum dos muitos projectos de David Murray. Mas volta a haver Kimmo Pohjonen com o trio KTU. E a enormíssima Rokia Traoré que acabou de editar aquele que será certamente um dos dez melhores discos de 2008: “Tchamanché”

A lusofonia

Entre os músicos residentes em Portugal, Sines apresenta além dos já referidos Mandrágora, A Naifa que está neste momento a terminar uma muito bem sucedida digressão de “Uma Leve Inclinação Para O Mal”, o duo Dead Combo que ainda têm fresco o grande disco “Lusitânia Playboys” (belíssima a voz de Ana Quintans), o quarteto de concertinas Danças Ocultas que estreia um novo espectáculo audiovisual e encontra-se neste momento a gravar o sucessor de “Pulsar”, o angolano Waldemar Bastos que, além de ter participado numa compilação de tributo aos U2 por músicos africanos, deve lançar novo disco em breve. De Cabo Verde teremos ainda o registo clássico das mornas de Hermínia. Do nordeste brasileiro, a banda sonora perfeita para o processo Apito Final (canção “Meu Time”) com Siba e a Fuloresta e o amor pelo forró e o frevo de um apoiante do Movimento dos Sem Terra: o ex-Cascabulho Silvério Pessoa.

Para descobrir

Neste universo das músicas do mundo, com propostas oriundas de mais de 190 países e com músicos que são descobertos ao minuto, seria muito mau se já não nos surpreendêssemos com mais nada. A música sul-africana de Dizu Plaatjies’ Ibuyambo Ensemble, canto qâwwali oriundo do Paquistão de Asif Ali Khan & Party, o bhangra-punk dos norte-americanos Firewater, a poesia e a soul do trinidense Anthony Joseph, a música de tabernas e aldeias galedas de Serra-lhe Aí!!! & Os Rosais, a «weird folk» dos americanos radicados em França, Moriarty, prometem agradáveis surpresas.

Mais Iniciativas Paralelas

  • Exposição “Transurbana”, de Luís Campos

Integrada num retrospectiva do trabalho de Luís Campos, uma visão original das figuras e paisagens dos subúrbios de Lisboa. No Centro de Artes de Sines, de 19 Julho a 20 Setembro. Todos os dias, 14h00-20h00. Inauguração: 19 de Julho, 15h00. Parceria O Museu Temporário / CAS. Entrada livre.

  • Ciclo de cinema documental: Migrações

As migrações e o modo como estão a alterar a geografia política, cultural e económica do mundo são o tema do ciclo de cinema do FMM 2008. No Centro de Artes de Sines, 23, 24, 25 e 26 de Julho. Sessões às 16h00. Entrada livre.

  • 23 Julho: “Les Maîtres Fous”, de Jean Rouch. Clássico do cinema antropológico de Jean Rouch, mostra uma cerimónia de possessão, mas também tudo aquilo que a antecede e que se lhe segue, a vida de cada um dos “possuídos” independentemente desta cerimónia. (1954, França, 36m)
  • 24 Julho: “Before the Flood”, de Yan Yu e Li Yifan. A barragem das Três Gargantas na China, a maior jamais construída no mundo, deverá estar terminada em 2009. Até lá, milhões de pessoas terão que ser realojadas e várias cidades e monumentos ficarão submersos. Neste filme, regista-se o processo de realojamento na cidade de Fengjie e o modo como afectou a vida dos seus habitantes. (2005, China, 143m)
  • 25 Julho. “Bab Sebta”, de Pedro Pinho e Frederico Lobo. “Bab Sebta” significa “a porta de Ceuta” em árabe e é o nome da passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta. É o local para onde convergem aqueles que, vindos de várias partes de África, procuram chegar à Europa. Neste filme percorre-se quatro cidades, ao encontro dos rituais de espera e das vozes desses viajantes. (2008, Portugal, 110m)
  • 26 Julho. “One Plus One”, de Jean-Luc Godard. “One Plus One” não é um musical com ou sobre os Rolling Stones, mas uma reportagem sobre o capitalismo, a publicidade, a sociedade de consumo, o nazismo, as lutas raciais, as guerras mundiais e tantos outros dramas do Ocidente. (1968, França, 110m).
  • Ateliês para crianças

Os artistas do Festival Músicas do Mundo partilham conhecimentos e experiências com o público mais novo. No Centro de Artes de Sines, 24-26 Julho. Sessões às 11h30. 6-12 anos. Gratuito sob marcação (Tel. 269 860 080). Com Toubab Krewe (dia 24), Rachel Unthank & The Winterset (dia 25) e The Dizu Plaatjies’ Ibuyambo Ensemble (dia 26).

  • Masterclasses

Oportunidades para conhecer a visão da música e alguns segredos criativos de cinco artistas de elite que passaram ou vão passar pelo FMM. Na Escola das Artes de Sines, 23-26 Julho. Duração média das sessões: 2 horas. Preço: 25 euros. Tel. 912158903 (Vasco Agostinho). Marcação no Centro de Artes de Sines e na Escola das Artes de Sines. Com Pat Mastelotto (dia 23, 11h30), Carlos Bica Portugal (dia 23, 15h30), Zé Eduardo (dia 24, 11h30), Jacky Molard (dia 25, 11h30), Koby Israelite (dia 26, 11h30)

  • Conversas com artistas

No Centro de Artes de Sines, de 24 a 26 Julho. Sessões às 18h00. Entrada livre. Com Silvério Pessoa (dia 24), Cui Jian (dia 25) e Boom Pam (dia 26).

Alterações de última hora

Devido a questões logísticas, os espectáculos que irão ocorrer no exterior do Centro de Artes de Serra-lhe Aí & Os Rosais (dia 17), Danae (dia 21) e Dead Combo (dia 22) passam a realizar-se não no fim da noite, mas no seu início, às 21h00.

Ao longo destes dez dias poderão ocorrer outras alterações de última hora, nomeadamente no cartaz. Devido, uma vez mais às questões dos vistos, ainda não é certo que o colectivo do Pasquistanês Asif Ali Khan possa pisar solo europeu.

Para ir acompanhando eventuais alterações de última hora, aconselha-se a consulta diária do blogue do FMM.

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A sensualidade de Rokia, a alma «zorniana» de Koby e os amigos franceses dos Mandrágora no FMM de Sines

May 18, 2008 by Luís Rei  
Filed under Festivais, Notícias

rokia.jpgAinda não é conhecido o programa oficial da X edição do FMM de Sines que se realiza entre os dias 17 e 26 de Julho, mas já é possível saber que o décimo e último «round» de 2008 promete um grande, grande espectáculo da repetente maliana Rokia Traoré. Esta semana, a senhora que divide residência entre Paris e Bamako editou “Tchamanché” e passou por Lisboa para actuar com Kronos Quartet e falar a alguma imprensa. “Tchamanché” é um álbum que homenageia o mestre Ali Farka Touré e marca uma viragem assumidamente «blues-rock» nas canções de crítica social aguçada, interpretadas por Rokia agora com uma guitarra eléctrica (e não acústica) “Gretsch” (famosa entre as bandas de «rockabilly» dos anos 60 e 70). Sem nunca perder a génese da música africana e da sua etnia bambara, Rokia aventura-se de forma exemplar pelo repertório de Billie Holiday (que grande versão a de “The Man I Love” que aparece escondida a seguir ao último tema do disco).

No último dia (26 de Julho) do FMM é também possível assistirmos à estreia de Koby Israelite. Compositor e multi-instrumentista (toca acordeão, bateria, guitarra, piano, banjo, clarinete de bolso, flauta, melódica) israelita residente em Londres que edita os seus discos com selo da editora de John Zorn (de quem se considera discípulo), a Tzadik, na série ‘Radical Jewish Series’. No Castelo iremos ter em palco um homem que, à semelhança de projectos como Naked City, Mr. Bungle, Farmers Market ou Secret Chiefs 3, percorre em meia-dúzia de minutos uma amálgama (e sobreposição em camadas) de estilos: do metal e do funk, ao klezmer e ao jazz e à música cigana dos Balcãs. Em Sines, Koby deverá tocar somente acordeão e será acompanhado por Yaron Stavi-Upright (baixo eléctrico), Tim Giles (bateria), John Turville (teclados) e Jez Franks (guitarra).

Dois dias antes (24 de Julho), é também possível observarmos a união entre a folk progressiva que traça no horizonte paisagens repletas de fiordes (tais os altos e baixos) dos portuenses Mandrágora e três músicos oriundos da Bretanha e intimamente ligados à Kreiz Breizh Akademy dirigida artisticamente por Erik Marchand. São eles o gigante violinista Jacky Molard, a luso-francesa Simone Alves e Guillaume Guern. Um encontro que é consequência da residência bretã dos Mandrágora (que ocorreu no início deste ano), sugerida pelo programador do FMM, Carlos Seixas.

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Terra Pura 02MAI08: Entrevista Melech Mechaya

May 2, 2008 by Luís Rei  
Filed under Radio

melech mechayaRádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.

Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h

Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h

Entrevista com Melech Mechaya. Provavelmente, a única banda em Portugal que toca repertório 100% klezmer.

Melech Mechaya - “Noite Tribal” [EP "Melech Mechaya", 2008]
Melech Mechaya - “Miserlou” [EP "Melech Mechaya", 2008]
Entrevista com Miguel Veríssimo e João Graça [Melech Mechaya]
Melech Mechaya - “Zemerl Biffs” [EP "Melech Mechaya", 2008]
Entrevista com Miguel Veríssimo e João Graça [Melech Mechaya]
Melech Mechaya - “Bulgar de Odessa” [EP "Melech Mechaya", 2008]
Mu - “Circlone” [álbum "Casa Nostra", 2008]
Mu - “Carrossel” [álbum "Casa Nostra", 2008]
Pé Na Terra - “Sentir” [álbum "Pé Na Terra", 2008]
Pé Na Terra - “Maria Faia” [álbum "Pé Na Terra", 2008]
Mandragora + Francisco Silva - “Abaixo Esta Serra” [álbum "Escarpa", 2008]
André Santos - “Badanal” [álbum "Alegoria de Viver", 2007]

 
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Terra Pura 28ABR08: Entrevista Mandrágora

April 30, 2008 by Luís Rei  
Filed under Radio

mandragora260.jpgRádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.

Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h

Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h

Entrevista com Mandrágora. Fala-se do álbum “Escarpa”, da residência na Bretanha e da possível ida ao FMM de Sines com três músicos franceses

 
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Mandrágora, Cristina Branco e Melech Mechaya visitam a Terra Pura

April 28, 2008 by Luís Rei  
Filed under Destaques Terra Pura, Notícias

Mandragora.jpgA Terra Pura desta semana converte-se numa grande emissão especial Terra de Abrigo e recebe nas emissões de hoje, quarta-feira e de sexta-feira Mandrágora, Cristina Branco e Melech Mechaya, respectivamente.

Os Mandrágora editam no próximo dia 5 de Maio o segundo álbum “Escarpa” e têm já planeado quatro espectáculos de apresentação deste disco em outros tantos auditórios do Porto, entre os dias 9 e 17 de Maio. Nesta conversa gravada em dia de «derby» FCP vs SLB, no shopping portuense Stop, aborda-se também a residência que o grupo realizou recentemente na Bretanha e a sua possível ida ao FMM de Sines com três músicos que passaram pela Kreiz Breizh Akademy. Read more

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Pé na Terra apresentam disco de estreia no Passos Manuel com os Mu

April 15, 2008 by Luís Rei  
Filed under Concertos, Notícias, Novas Edições

penaterra_2.jpgA folk do Porto está bem viva e recomenda-se. No espaço de duas semanas são editados três álbuns que irão certamente enriquecer a colheita de 2008 e que as Crónicas da Terra se orgulham de apoiar na divulgação. Além de “Escapa” dos Mandrágora e de “Casa Nostra” dos Mu, já aqui referidos, é também esta semana editado o primeiro disco dos Pé na Terra de Ricardo Coelho (sopros, gaitas de fole, gralha e tarota) e Cristina Castro (voz e acordeão). Ambos fazem parte de um outro interessante projecto portuense – Lúmen – tendo já passado pelos Arrefole. Adérito Pinto (baixo), Hélio Ribeiro (guitarras, voz), Tiago Soares (bateria tradicional, percussões – também músico dos lendários Toque de Caixa) completam uma formação que neste seu primeiro registo fonográfico gravado nos estúdios de Emiliano Toste e editado pela Açor, contou com a colaboração de vários convidados galegos, como é o caso de Maria Xosé Lopez (sanfona) e Patrícia Cela (tamboril galego), nomes ligados à genuína folk galega de Xistra de Coruxo e Múxicas, além de Antony Fernandes (gaita transmontana), Dulce(voz), Patrícia Miranda(voz poema), Silvana Dias (violoncelo), Tânia Pires(melódica), Tiago Meireles(voz poema)

Os Pé Na Terra actuam esta sexta-feira, dia 18, no Teatro Passos Manuel do Porto conjuntamente com os Mu. Uma dupla festa e um duplo lançamento de novos discos que se querem com mais regularidade e, se possível, envolvendo outros projectos da Invicta.

Próximos espectáculos de apresentação do primeiro disco dos Pé na Terra:

3 Maio - Vimioso, Sons e Ruralidades
8 Maio - Valongo, Feira de Artesanato
9 Maio - Barcelos, Subsescuta
10 Maio - Almada, Paragrafo Bar
11 Maio - Almada, Fnac Forum Almada
22 Maio - Porto, Contagiarte
30 Maio - Águeda, D’Orfeu
7 Junho - Arouca
8 Junho - Belazaima do Chão (Águeda), Vinizaima do Chão 2008
4-7 Agosto - S.Pedro do Sul, Festival Andanças 2008

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Terra Pura 07ABR08: Entrevista RABIH ABOU-KHALIL (1/3)

April 7, 2008 by Luís Rei  
Filed under Actual, Radio

DEBASHISH BHATTACHARYA, TOUMANI DIABATÉ, NORBERTO LOBO,MANDRÁGORA, MU

Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.

Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h

Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h

Novo disco de DEBASHISH BATTHACHARYA ["Calcutta Chronicles"]
Entrevista com RABIH ABOU-KHALIL [1/3]

Mais:
TOUMANI DIABATÉ ["Mandé Variations"]
NORBERTO LOBO ["Mudar de Bina"]
MANDRAGORA com FRANCISCO SILVA (OLD JERUSALEM) ["Escarpa"]
MU ["Casa Nostra"]

 
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Terra Pura 02ABR08: MANDRÁGORA, MU, UMA COISA EM FORMA DE ASSIM, GJALLARHORN, NIKO VALKEPÄÄ, LAÏS, RACHEL UNTHANK & WINTERSET, LINDA THOMPSON, SOFIA KARLSSON, MÁRIO LÚCIO, ZECA DI NHA REINALDA, CARMEN SOUZA, ALI KEITA

April 2, 2008 by Luís Rei  
Filed under Actual, Radio

Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.

Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h

Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h

Mandrágora

MANDRÁGORA [Pt] - “Candelária” [álbum "Escarpa" - 2008]
MANDRÁGORA [Pt] - “Picões do Diabo” [álbum "Escarpa" - 2008]
MU [Pt] - “Karpa” [álbum "Casa Nostra" - 2008]
UMA COISA EM FORMA DE ASSIM [Pt] - “Navelas” [sempre- 2008]
GJALLARHORN [Fin / Sue] - “Sklvklar” [álbum "Rimfaxe" - 2006]
NIKO VALKEPÄÄ [Nor / Sami] - “Čuoika” [álbum "Niko Valkepää" - 2003]
LAÏS [Quénia / E.U.A.]- “Witte Bij” ["The Ladie's Second Song" - 2007]
RACHEL UNTHANK & WINTERSET [R.U.] - “Blackbird” [álbum "The Bairns" - 2007]
LINDA THOMPSON [R.U.] - “Versatile Heart” [álbum "Versatile Heart" - 2007]
SOFIA KARLSSON [Sue] - “Milrök” [álbum "Visor Från Vinden" - 2007]
MÁRIO LÚCIO [C.V.] - “Diogo E Cabral” [álbum "Badyo" - 2007]
ZECA DI NHA REINALDA [C.V.] - “S. Domingos” [álbum "Na Caminho" - 2007]
CARMEN SOUZA [C.V.] - “Vaidade ê Leviandade” [álbum "Verdade" - 2007]
ALY KEÏTA [C. Marfim] - “Korodouga” [álbum "Akwaba Inisene" - 2008]

 
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A MANDRÁGORA que subiu à escarpa

March 19, 2008 by Luís Rei  
Filed under Actual, Notícias

mandragora2008.jpgHá três anos atrás, não tive qualquer problema em afirmar que o álbum de estreia dos portugueses MANDRÁGORA havia sido o mais surpreendente álbum gravado por músicos portugueses da colheita de 2005. No próximo dia 5 de Maio, o projecto de FILIPA SANTOS, RICARDO LOPES, PEDRO VIANA, SÉRGIO CALISTO e JOÃO SERRADOR oferecem-nos uma visita guiada a uma “Escarpa” que os coloca muito acima daquilo que se chama muito simplesmente de música tradicional portuguesa. Primeiro porque é muito redutor aplicar tal termo a este projecto. “Escarpa” é o resultado do amadurecimento criativo e do balizar das excelentes indicações deixadas no primeiro disco. Há o acentuar do drone do violoncelo, nickelharpa e moraharpa de SÉRGIO CALISTO (que também trouxe outra consistência aos MU); o constante vai-acima-vai-abaixo (típico de projectos pós-rock como GYBE!); o formato mais encorpado (e menos frágil) da sonoridade dos MANDRÁGORA, quer pelo maior uso do saxofone de FILIPA SANTOS (é pena haver menos espaço para as flautas que emanam orvalho e à densa floresta que se abre) e pela intensidade do baixo de JOÃO SERRADOR (excelente aquisição que veio dar uma tonalidade muito mais dinâmica e roqueira à banda), que não absorvem os momentos cintilantes da muito bem dedilhada guitarra clássica de PEDRO VIANA; um inesperado e exemplarmente bem metido solo de bateria em “Erva Moura”; a agradável surpresa de ouvirmos FRANCISCO SILVA cantar em português “Abaix´esta serra / verei minha terra / Ó montes erguidos /deixai-vos cair /deixai-vos sumir / e ser destruídos / pois males sentidos / me dão tanta guerra / por ver minha terra.”, na única canção deste disco, “Abaixo Esta Serra”; os urrares demoníacos com que HELENA MADEIRA (ex-DAZKARIEH, actualmente no PROJECTO IARA) nos brinda no último tema (“Turbilhão”), cujo exercício vocal (também empregue em “Casa Nostra” dos MU) se assemelha a uma “spell song” retirada do épico finlandês Kalevala.

“Escarpa” foi gravado no Estúdio Fortes & Rangel (Porto) e para além dos convidados já referidos contou também com as colaborações de prestação de Simone Bottasso no acordeão diatónico e de Matteo Dorigo na Sanfona. Os treze temas que constituem o alinhamento do disco são: “Candelária”,”Picões do Diabo”, “Baile do Escangalhado”, “Cubo”, “Mijavelhas”, “Abaixo Esta Serra”, “Ervamoura”, “Ó Que Calma Vai Caindo”, “Escancaras”, “Odelouca”, “Malagrado”, “Tardo” e “Turbilhão”.

Daqui por duas semanas, os MANDRÁGORA embarcam numa digressão pela Bretanha onde terão a oportunidade não só de apresentar este disco ao público francês, como também efectuar uma residência com a KREIZ BREIZH AKADEMI que participou no FMM de Sines do ano passado. Entre os dias 9 e 17 de Maio a banda percorre alguns auditórios do Porto. Os quatro espectáculos marcados para a invicta são de entrada livre.

APRESENTAÇÃO DO DISCO ESTRANGEIRO:
4 Abril - Lorient, Bretanha, França
5 Abril - Rostrenen, Bretanha, França
11 Abril - Langonnet, Bretanha, França (com a Kreiz Breizh Akademi)
12 Abril - Kergloff, Bretanha, França (com a Kreiz Breizh Akademi)
13 Abril - St. Nicolas du Pélem, Bretanha, França (com a Kreiz Breizh Akademi)

APRESENTAÇÃO DO DISCO EM PORTUGAL:

9 de Maio - Porto, Auditório do ISEP
10 de Maio - Porto, Auditório de Aldoar
16 Maio - Porto, Auditório da Pasteleira
17 Maio - Porto, Auditório da Campanhã

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Terra Pura 04JAN08: DIABO A SETE, ANTÓNIO ZAMBUJO + ANGELITE, CRAMOL, MANDRÁGORA, FADOMORSE, et al

January 4, 2008 by Luís Rei  
Filed under Actual, Radio

Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.

Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h

Emissão de início do ano em língua portuguesa com alguns álbuns que se destacaram em 2007 (”Parainfernália” de DIABO A SETE, “Outro Sentido” de ANTÓNIO ZAMBUJO (em “Chamateia” com o coro feminino búlgaro ANGELITE), “Vozes de Nós” de CRAMOL, “Alma Livre” de DONA ROSA e o avanço de novos discos de MANDRÁGORA (com a audição de quatro novos temas ao vivo - “Baile do Escangalhado”, “Mijavelhas”, “Tardo” e “Turbilhão”), FADOMORSE (que re-inventam o kuduro à mirandesa) e OMIRI. Passagem rápida pela Galiza, pelo novo álbum “Sihá” de MERCEDES PEÓN.

 
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Raiz de MANDRÁGORA vai crescer na Bretanha

December 27, 2007 by Luís Rei  
Filed under Actual, Notícias

mandragora_1.jpgOs MANDRÁGORA, autores de um dos mais arrojados trabalhos de fusão entre música tradicional, composição de inspiração clássica e tiques de rock progressivo editado em 2005 (e que viria a conquistar o prémio Carlos Paredes de 2006 atribuído anualmente pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira a obras de composição instrumental), prometem um ano de 2008 intenso, com interessantíssimas actividades. Entre os dias 3 e 13 de Abril deslocam-se à Bretanha para efectuar uma residência com músicos locais (de onde se destaca o nome da luso-francesa SIMONE ALVES da KREIZ BREIZH AKADEMI que participou com o projecto NORKST no FMM de Sines deste ano). Estes encontros que, esperemos, possam abrir ainda mais os horizontes aos MANDRÁGORA, terão a direcção artística do violinista JACKY MOLARD (que também passou este ano no FMM de Sines). A estada nesta região francesa conhecida pela prolífica produção musical e pelos históricos festivais de música «celta» e de danças tradicionais, permitirá ainda aos MANDRÁGORA a realização de seis espectáculos em locais a definir.

Um mês depois, a banda portuense editará, a 9 de Maio, o seu segundo álbum de originais que terá honras de apresentação ao vivo em quatro auditórios da cidade do Porto, entre os dias 9 e 17 de Maio. Este novo disco terá edição Hepta Trad (a editora que lançou o último álbum dos DAZKARIEH e o «cartão de apresentação» dos UXU KALHUS) e contará com o apoio promocional das Crónicas da Terra.

A emissão de hoje da Terra Pura recupera uma entrevista com os FILIPA SANTOS, RICARDO DE NORONHA, PEDRO VIANA e JOÃO SERRADOR, gravada em Outubro de 2006. Na próxima semana, teremos a oportunidade de divulgar a gravação de quatro temas ao vivo que devem integrar o alinhamento do novo disco: “Baile do Escangalhado”, Mijavelhas”, “Tardo” e “Turbilhão”

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2008, ano Hepta Trad com lançamentos de MANDRÁGORA, FADOMORSE e OMIRI

December 27, 2007 by Luís Rei  
Filed under Actual, Notícias

fadomorsefolklore_1.JPGA editora e empresa de agenciamento de alguns dos mais interessantes projectos «folk» nacionais continua a crescer e terá em 2008 um ano de grande actividade, quer ao nível de edições discográficas, quer ao nível de produção de espectáculos.

No próximo mês de Maio, haverá não só a edição do segundo longa-duração dos MANDRÁGORA, como também do mais recente álbum dos FADOMORSE, “Folklore Hardcore”. O projecto do transmontano HUGO CORREIA terá a oportunidade de, nesse mesmo mês, realizar três espectáculos no festival Ollin Kan da Cidade do México.

Um pouco mais à frente, mas ainda no primeiro semestre de 2008, VASCO RIBEIRO CASAIS, lança o primeiro disco do seu projecto pessoal – OMIRI – dedicado aos bailes de tradição europeia. Já os DAZKARIEH prevêem a continuação da bem sucedida carreira internacional tendo já confirmados 10 espectáculos na Alemanha e na Suíça a terem lugar entre os dias 17 de Abril e 4 de Maio. No final de 2008, os DAZKARIEH deverão entrar em estúdio para gravar o sucessor de “Incógnita Alquimia” que será editado em 2009, altura em que a banda celebra dez anos de existência.

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O oito e o oitenta do OuTonalidades

August 17, 2007 by Luís Rei  
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MANDRÁGORA

A Associação Cultural d’Orfeu tem praticamente definido o programa da 11º edição do OuTonalidades, o circuito de animação de bares e de anfi-teatros que, apesar de ter começado a título local (no concelho de Águeda e, posteriormente, no distrito de Aveiro), realiza-se este ano entre os meses de Setembro e Dezembro em pequenos espaços de oito distritos: Porto, Aveiro, Coimbra, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Lisboa e Évora). Outro facto inédito é a bolsa inicial de mais de 80 grupos inscritos, estando já confirmado espectáculos de: COMCORDAS, SWEET PUNK JAZZ, MANDRÁGORA, UM, XOÁN CURRIEL (GALIZA), T3 + UNS, ESPÍRITO NATIVO, AGUSTÍN PORTALO (Espanha), VENTOS DA LÍRIA, MELECH MECHAYA, LE PARTISAN, TALITHA KUM, QUARTETO SOFIA RIBEIRO & GUI DUVIGNAU, LUFA-LUFA, MARÉ JAZZ, PLASTICINA, STOCKHOLM LISBOA PROJECT, POLITONIA, ANDARILHOS, ARREFOLE, MUITO RISO, MUITO SISO, FADOS DO ANDARILHO, SESTO SENSO, PI SEM PÉ, JOÃO GENTIL & LUÍS FORMIGA, FÁBRICA DE SONHOS, 4 CURTAS E UMA HÚNGARA. As Crónicas da Terra, na qualidade de parceiros na divulgação do OuTonalidades deste ano, publicam em breve o programa completo e prometem conhecer melhor alguns destes novos valores da música portuguesa.

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Festival Med de Loulé arranca hoje com cartaz de luxo

June 28, 2006 by Luís Rei  
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CRISTINA BRANCO e a israelita ladina YASMIN LEVY abrem hoje mais uma edição do Festival Med de Loulé que no ano passado nos ofereceu aquele que foi para o editor desta publicação o segundo melhor concerto de 2005 - LO’JO (e só não foi o primeiro porque o mestre ALI FARKA TOURÉ pisou solo lisboeta em Julho de 2005). No dia seguinte à folk electrónica escocesa com CAPERCAILLIE e sopa multivitaminada flamenga com os THINK OF ONE - Projecto TRÁFICO. Na sexta, novo duelo de saias em que medem forças no palco da cerca a argelina radicada em França SOUAD MASI, autora do muito badalado “Mesk Elil” e a andaluz AMPARO SANCHEZ com o seu projecto AMPARANOIA. Sábado, dia 1 de Julho, o gumbe de MANECAS COSTA abre para a festa reggae francesa dos BABYLON CIRCUS. O Med encerra no domingo com os algarvios MARENOSTRUM que convidam a cabo-verdiana MARIA ALICE e com a ilustre e carismática ORCHESTRA NATIONAL DE BARBÉS da Argélia. De referir que pelos palcos secundários também irão passar novos e interessantes grupos da nova música portugal de inspiração tradicional como DAZKARIEH e MANDRÁGORA. Consultem o programa integral no site do festival.

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