Itinerário «trad» Avante 08
Como tem sido habitual nos últimos anos, deixo-vos um itinerário possível para os três dias de Avante:
Sexta-feira, 5 de Setembro
[21h] ANDRÉ CABAÇO
[21h] TÍBIA
[22h] ENEIDA MARTA
[22h30] TRIGO LIMPO
[23h] TABANKA DJAZ
[00h] RONCOS & CURISCOS
[00h]CANELA
[00h30]LOS CUBOS
[01h] MARIANA ABRUNHEIRO + FILIPE RAPOSO
Sábado, 6 de Setembro
[15h30] FADOMORSE
[16h30] NAVEGANTE + AMÉLIA MUGE, MIMO EPIFANI + JOÃO AFONSO + RUI JÚNIOR + TTUKUNAK
[17h] GALANDUM GALUNDAINA + TOQUES DO CARAMULO
[18h] TUCANAS
[18h30] KUMPANIA ALGAZARRA
[18h] KRISSY MATHEWS
[19h30] COAL PORTERS
[20h] CHAD DUGHI
[20h30] NUNO MINDELIS
[21h15]VELHA GAITEIRA
[21h15]PROJECTO CONHECENDO PAREDES
[21h30] VIEUX FARKA TOURÉ
[22h15]RON KAVANA
[22h30] JÚLIO PEREIRA
[22h30]AL-MOURARIA
[23h] PEDRO JÓIA
[00h] CAMANÉ
[00h]ENTRETANTOS
[01h] SEBASTIÃO ANTUNES
Domingo, 7 de Setembro
[14h30] TERRAKOTA
[15h30] MU
[16h30] XAILE
[16h30] MONKADA
[19h30] ANDRÉ FERNANDES QUARTETO + MÁRIO LAGINHA
[20h15]FERNANDO TERRA
[21h45]RAÍZES DE CABO VERDE
Legenda:
Palco 25 de Abril
Auditório 1º de Maio
Palco Arraial
AvanTeatro
Palco Setúbal
Palco Solidariedade
Palco Café Concerto de Lisboa
Programa completo disponível no site da festa.
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Vila do Conde, extensão portuguesa do Ollin Kan
O Ollin Kan, Festival Internacional das Culturas em Resistência Ollin Kan, que se realiza anualmente na Cidade do México, acaba de se tornar itinerante e tem agora uma extensão portuguesa no município de Vila do Conde.
Entre os dias 31 de Julho e 2 de Agosto, o Cais da Alfândega (em frente à Nau) recebe dezena em meia de espectáculos de músicos portugueses, espanhóis, franceses, angolanos, malianos, venezuelanos, haitanos, indianos, etc, em dois palcos que funcionarão alternadamente das 18h00 à 01h00.
O programa é o seguinte:
Dia 31 de Julho :: Quinta Feira
Percurtir :: 18h
Portugal
Cadencia :: 19h
Andaluzia
Dazkarieh :: 20.30h
Portugal
Adjabel :: 22h
Haiti
Radaid :: 23h
México
Pibo Marquez “Manos Calientes” :: 24h
Venezuela
Dia 1 de Agosto :: Sexta Feira
Conversa Ribeira :: 18h
Brasil
MU :: 19h
Portugal
Dites 34 :: 20h
França
Atlantida :: 21h
Portugal
Leones Negros :: 22h
México
Reevel Brix :: 23h
Angola
Cheik Tidiane Seck :: 24h
Mali
Paban das Baul :: 01h
Índia
Dia 2 de Agosto :: Sábado
Banda de Tlayacapan :: 18h
México
Trio Carapiá :: 19h
Brasil
Batoto Yetu :: 20h
Portugal / Palop
Galandum Galundaina :: 21h
Portugal
Frei Fado d’el Rei :: 22h
Portugal
Xarnege :: 23h
País Basco
Costo Rico :: 24h
Catalunha
DJ Gringo da Parada :: 01h
França
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[Agenda] 02 a 09 de Julho
Extra Golden + Kotalume, Lisboa
Uma das mais excitantes bandas da pop e do rock africano da actualidade actua em Lisboa, na Zé dos Bois. Deliciem-se com o noise-benga que quenianos Onyango Wuod Omari e Opiyo Bilong e os norte-americanos Ian Eagleson e Alex Minoff executam nos álbuns “Hera Ma Nono” e “Ok-Oyot System”. Na mesma noite há ainda Kotalume,«projecto de Adilson Moreno, dedicado a produções de funaná electrónico, funaná ao estilo de erro Gaita e kizomba».
Rotas e Rituais, Lisboa
Mais uma vez, o povo cigano é tema principal de um ciclo de músicas do mundo. Depois da Fanfare Ciocarlia e de algumas estrelas do leste europeu terem ontem apresentado o álbum “Queens And Kings”, o Rotas e Rituais continua hoje com os veteranos franceses Bratsch, os cigano-punk-rockers sérvios Kal e amanhã com o flamenco luminoso, intenso e aberto à musicalidade da guitarra portuguesa e do tres cubano dos sevilhanos Son de La Frontera.
Mário Lúcio, Lisboa
Depois dos Simentera, o cantautor cabo-verdiano regressa a Lisboa para nos oferecer as canções do seu terceiro álbum (acado de sair) a solo. “Badyo” é uma atlas portátil da riqueza musical das nove ilhas cabo-verdianas. Locais onde se miscigenaram ritmos e melodias de variadíssimas tribos ocidentais (mandinga, fula, balanta, etc). Para ouvir hoje na Fnac Chiado (21h) e amanhã (no Onda Jazz).
Eurofolk 08
Toques do Caramulo, Pé Na Terra e Barca dos Castiços são os três projectos nacionais que irão competir esta segunda-feira (dia 7) por um lugar na final de Málaga concurso Eurofolk destinado a jovens bandas folk europeias. No intervalo da competição, apresentam-se os italianos Damadaká (vencedores da III edição do Eurofolk) e os espanhóis Els Groulers (que ganharam em 2007 a eliminatória realizada no seu país). No dia seguinte (8 de Julho) actuam no mesmo local os conimbricenses Ginga, vencedores da edição de 2004 do Eurofolk e cujos elementos estão ligados à organização deste concurso e os irlandeses Dervish.
Festas do Almonda, Torres Novas
Mais um óptimo cartaz nas Festividades do Almonda em Torres Novas. O auditório ao ar livre dos Jardim das Rosas recebe no primeiro dia Tito Paris e Double MP (4 de Julho), o XVII Encontro de Coros do Ribatejo, (Teatro Virgínia), o XXX Festival de Folclore de Torres Novas e os Galandum Galundaina (dia 5), Pauliteiros de Miranda, a peça de teatro Escola de Mulheres e os Melech Mechaya (dia 6), Mu e Legendary Tiger Man (dia 7), Suzanne Vega e Peixe: Avião (dia 8 ) e Deolinda e Vicious Five (dia 9).
Suzanne Vega, TMG, Guarda
Um dia depois da apresentação do repertório de “Beauty And Crime” em Torres Novas, Suzanne Vega ruma à Guarda para actuar no TMG (dia 9) em formato de trio.
Encontro de Talentos Criativos, Barreiro
O Gabinete da Juventude da Câmara Municipal do Barreiro promove no parque da cidade, nas noites de sexta-feira e sábado, mais um Encontro de Talentos Criativos que «pretende ser uma mostra de novos valores no âmbito das músicas tradicionais de vários países». No dia 4 de Julho encontram-se no palco junto ao edifício do AMAC, a partir das 21h, Semente, Alfa Arrofa, Dyabara e Kumpania Algazarra. No dia cinco, Like The Man Said, Nema Problema e Farra Fanfarra completam a programação deste ETC. Paralelamente, podem visitar no mesmo local a Feira de Artesanato Contemporâneo e a Mostra de Jovens Criadores.
Festival MUSA, Carcavelos
Este é já o 10º aniversário da Fesival Musa que ocorre esta sexta-feira e sábado na Praia de Carcavelos, com uma programação dominada pelas várias ramificações do ska, reggae, mento e orientada para um público que anda diariamente com uma prancha debaixo do braço e faz da praia o seu habitat. Na primeira noite há uma banda que todos os não-surfistas não deveriam perder. Na mesma noite, outras vibrações influenciadas pelo sol da Jamaica: Innastereo, Katharsis, The Rising Sun Experience e Saumik. No sábado, a Musa recebe a indomável troupe de ciganos romenos que, das duas últimas vezes que passaram pelo nosso país (Avante e Med de Loulé) deixaram uma pálida imagem do seu real valor. A Só esperemos que o repertório da Taraf de Haidouks seja mais festivo do que os temas que fazem parte do seu último disco “Maskarada”. À tribo selvagem dos Cárpatos juntam-se no mesmo palco Lyricson, Quais Kitir, Tsunamiz, Superme Soul e A.M.O.R.
«Beats of the Heart of Orient», Museu do Oriente
O Museu do Oriente continua a sua missão de oferecer aos lisboetas as pouco divulgadas músicas que vão do Extremo Oriente, à Ásia Central e ao Médio Oriente a uma certa bacia do Mediterrâneo. Na próxima sexta-feira, dia 4, o auditório do Museu recebe o espectáculo «Beats of the Heart of Orient», um projecto que reúne 10 artistas provenientes de vários pontos do mundo: Keyvan Chemirani, Bijane Chemirani, Maryam Chemirani (voz), Edouard Prabhu, Stelios Petrakis, Kartik Raghunathan, Henri Tournier, Sharmila Sharma (dança kathak), Manuel Gutierrez (dança flamenca) e Swati Natekar (voz).
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Terra Pura 09MAI08: Entrevista Mu
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
Os Mu acabam de editar o segundo álbum “Casa Nostra”. Um trabalho que reflecte o espírito nómada, circense e cada vez menos roufenho (dado a dose vitamínica suplementar em palco e em disco) deste projecto portuense. Hugo Osga, almadense e fundador dos MU, vem à Terra Pura falar sobre «esta casa» e este disco que usufruiu da presença de dois novos residentes: Helena Madeira (voz) e Sérgio Calisto (violoncelo, bouzouki, moraharpa e nyckelharpa). Osga é também o espelho da divulgação da música tradicional da cidade do Porto através do papel activo que desempenha no Contagiarte enquanto animador das noites folk e dos festivais etnias e granitos folk. O músico que tem cinco tarangs (outra designados de «osgofone») quer ainda tomar de assalto a cidade de Lisboa. Para isso pretende alugar um autocarro para levar cinco projectos portuenses à capital.
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Terra Pura apresenta guia exaustivo de música sueca e recebe Couple Coffee e Mu
May 5, 2008 by Luís Rei
Filed under Destaques Terra Pura, Notícias
Hoje, aproveitamos a visita real sueca para apresentar um guia exaustivo da música folk e não só que faz neste nobre país nórdico. Sofia Karlsson (na foto), Groupa, Frifot, Ale Möller Band, Lena Willemark, Ranarin, Ulrika Bodén, Wildbirds & Peacedrums, Väsen, Jonas Knutsson & Horn Please, Hurdy Gurdy e Malin Foxdal são alguns nomes que irão merecer destaque nesta emissão especial.
As nossas conversas não param. Os dois próximos convidados destas emissões são Luanda Cozetti e Norton Daiello que esta quarta-feira respondem pelo agora quarteto Couple Coffee & Band. Projecto que no passado dia 5 de Maio editou o álbum “Young and Lovely”. Um tributo aos 50 anos de bossa nova com dedadas led zeppelianas.
Esta sexta-feira falamos ainda com Hugo Osga dos Mu que acabaram de editar o segundo disco “Casa Nostra”.
Na próxima semana temos encontro marcado com Camané, Miguel Filipe do projecto Novembro e Ricardo Coelho dos Pé Na Terra.
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Terra Pura 02MAI08: Entrevista Melech Mechaya
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
Entrevista com Melech Mechaya. Provavelmente, a única banda em Portugal que toca repertório 100% klezmer.
Melech Mechaya - “Noite Tribal” [EP "Melech Mechaya", 2008]
Melech Mechaya - “Miserlou” [EP "Melech Mechaya", 2008]
Entrevista com Miguel Veríssimo e João Graça [Melech Mechaya]
Melech Mechaya - “Zemerl Biffs” [EP "Melech Mechaya", 2008]
Entrevista com Miguel Veríssimo e João Graça [Melech Mechaya]
Melech Mechaya - “Bulgar de Odessa” [EP "Melech Mechaya", 2008]
Mu - “Circlone” [álbum "Casa Nostra", 2008]
Mu - “Carrossel” [álbum "Casa Nostra", 2008]
Pé Na Terra - “Sentir” [álbum "Pé Na Terra", 2008]
Pé Na Terra - “Maria Faia” [álbum "Pé Na Terra", 2008]
Mandragora + Francisco Silva - “Abaixo Esta Serra” [álbum "Escarpa", 2008]
André Santos - “Badanal” [álbum "Alegoria de Viver", 2007]
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Pé na Terra apresentam disco de estreia no Passos Manuel com os Mu
April 15, 2008 by Luís Rei
Filed under Concertos, Notícias, Novas Edições
A folk do Porto está bem viva e recomenda-se. No espaço de duas semanas são editados três álbuns que irão certamente enriquecer a colheita de 2008 e que as Crónicas da Terra se orgulham de apoiar na divulgação. Além de “Escapa” dos Mandrágora e de “Casa Nostra” dos Mu, já aqui referidos, é também esta semana editado o primeiro disco dos Pé na Terra de Ricardo Coelho (sopros, gaitas de fole, gralha e tarota) e Cristina Castro (voz e acordeão). Ambos fazem parte de um outro interessante projecto portuense – Lúmen – tendo já passado pelos Arrefole. Adérito Pinto (baixo), Hélio Ribeiro (guitarras, voz), Tiago Soares (bateria tradicional, percussões – também músico dos lendários Toque de Caixa) completam uma formação que neste seu primeiro registo fonográfico gravado nos estúdios de Emiliano Toste e editado pela Açor, contou com a colaboração de vários convidados galegos, como é o caso de Maria Xosé Lopez (sanfona) e Patrícia Cela (tamboril galego), nomes ligados à genuína folk galega de Xistra de Coruxo e Múxicas, além de Antony Fernandes (gaita transmontana), Dulce(voz), Patrícia Miranda(voz poema), Silvana Dias (violoncelo), Tânia Pires(melódica), Tiago Meireles(voz poema)
Os Pé Na Terra actuam esta sexta-feira, dia 18, no Teatro Passos Manuel do Porto conjuntamente com os Mu. Uma dupla festa e um duplo lançamento de novos discos que se querem com mais regularidade e, se possível, envolvendo outros projectos da Invicta.
Próximos espectáculos de apresentação do primeiro disco dos Pé na Terra:
3 Maio - Vimioso, Sons e Ruralidades
8 Maio - Valongo, Feira de Artesanato
9 Maio - Barcelos, Subsescuta
10 Maio - Almada, Paragrafo Bar
11 Maio - Almada, Fnac Forum Almada
22 Maio - Porto, Contagiarte
30 Maio - Águeda, D’Orfeu
7 Junho - Arouca
8 Junho - Belazaima do Chão (Águeda), Vinizaima do Chão 2008
4-7 Agosto - S.Pedro do Sul, Festival Andanças 2008
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Terra Pura 07ABR08: Entrevista RABIH ABOU-KHALIL (1/3)
DEBASHISH BHATTACHARYA, TOUMANI DIABATÉ, NORBERTO LOBO,MANDRÁGORA, MU
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
Novo disco de DEBASHISH BATTHACHARYA ["Calcutta Chronicles"]
Entrevista com RABIH ABOU-KHALIL [1/3]
Mais:
TOUMANI DIABATÉ ["Mandé Variations"]
NORBERTO LOBO ["Mudar de Bina"]
MANDRAGORA com FRANCISCO SILVA (OLD JERUSALEM) ["Escarpa"]
MU ["Casa Nostra"]
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Terra Pura 02ABR08: MANDRÁGORA, MU, UMA COISA EM FORMA DE ASSIM, GJALLARHORN, NIKO VALKEPÄÄ, LAÏS, RACHEL UNTHANK & WINTERSET, LINDA THOMPSON, SOFIA KARLSSON, MÁRIO LÚCIO, ZECA DI NHA REINALDA, CARMEN SOUZA, ALI KEITA
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h

MANDRÁGORA [Pt] - “Candelária” [álbum "Escarpa" - 2008]
MANDRÁGORA [Pt] - “Picões do Diabo” [álbum "Escarpa" - 2008]
MU [Pt] - “Karpa” [álbum "Casa Nostra" - 2008]
UMA COISA EM FORMA DE ASSIM [Pt] - “Navelas” [sempre- 2008]
GJALLARHORN [Fin / Sue] - “Sklvklar” [álbum "Rimfaxe" - 2006]
NIKO VALKEPÄÄ [Nor / Sami] - “Čuoika” [álbum "Niko Valkepää" - 2003]
LAÏS [Quénia / E.U.A.]- “Witte Bij” ["The Ladie's Second Song" - 2007]
RACHEL UNTHANK & WINTERSET [R.U.] - “Blackbird” [álbum "The Bairns" - 2007]
LINDA THOMPSON [R.U.] - “Versatile Heart” [álbum "Versatile Heart" - 2007]
SOFIA KARLSSON [Sue] - “Milrök” [álbum "Visor Från Vinden" - 2007]
MÁRIO LÚCIO [C.V.] - “Diogo E Cabral” [álbum "Badyo" - 2007]
ZECA DI NHA REINALDA [C.V.] - “S. Domingos” [álbum "Na Caminho" - 2007]
CARMEN SOUZA [C.V.] - “Vaidade ê Leviandade” [álbum "Verdade" - 2007]
ALY KEÏTA [C. Marfim] - “Korodouga” [álbum "Akwaba Inisene" - 2008]
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Terra Pura 19MAR08: estreia de “Casa Nostra” dos MU, HAYDAMAKY, RUSSKAJA, ALAMAAILMAN VASARAT, AFENGINN, THINK OF ONE, LAÏS, TARA FUKI, GHALIA BENALI
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
MU - “Emma” [álbum "Casa Nostra" - 2008]
MU - “Oi Na Gori” [álbum "Casa Nostra" - 2008]
HAYDAMAKY [Ucr] - “Malanka” [álbum "Kobzar" - 2008]
RUSSKAJA [Aus / Rus]- “Morije” [album preview non mastered, not final running order - 2007]
RUSSKAJA [Aus / Rus] - “Mafia” [album preview non mastered, not final running order - 2007]
ALAMAAILMAN VASARAT [Fi] - “Kaeaerme Toi Ruton Kaupunkiin” [álbum "Mahaan" - 2007]
AFENGINN [Din] - “Terror Humppa” álbum “Akrobakkus” - 2006]
HAYDAMAKY [Ucr] - “Spokusa” [álbum "Kobzar" - 2008]
THINK OF ONE [Bel / Mar / Brz] - “Hamdushi Five” [álbum "Camping Shâabi" - 2008]
THINK OF ONE + LAÏS [Bel / Mar / Brz] - “J’etais jetee” [álbum "Camping Shâabi" - 2008]
LAÏS - “Ni Vandaag” [Bel] [álbum "The Ladies' Second Song" - 2007]
TARA FUKI [Cz Rep] - “Lej, Lej, Lej” [álbum "Auris" - 2007]
GHALIA BENALI [Bel / Tun] - “The River” [álbum "RomÉo & Leila - 2007]
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Terra Pura 17MAR08: estreia de “Casa Nostra” dos MU, LA ÇARAMONTAINA, QUARTO MINGUANTE, GNOMON, ATMA, DIABO A SETE, KUMPANIA ALGAZARRA, FADOMORSE, OMIRI
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
MU - “Karpa” [álbum "Casa Nostra" - 2008]
MU - “Miosótis” [álbum "Casa Nostra" - 2008]
LA ÇARAMONTAINA - “Ligas Berdes” [demo - 2008]
LA ÇARAMONTAINA - “Bou-me Diequi” [demo - 2008]
QUARTO MINGUANTE - “Nossa Senhora da Graça” [ao vivo no Ponto de Encontro de Cacilhas - 7 de Dezembro de 2007]
QUARTO MINGUANTE - “Duerme Negrito” [ao vivo no Ponto de Encontro de Cacilhas - 7 de Dezembro de 2007]
GNOMON - “Paz do Gerês” [EP "Gnomon" - 2007]
ATMA PROJECT - “Deserto” [demo - 2008]
DIABO A SETE - “Chin Glin Din” [álbum "Parainfernália" - 2007]
QUARTO MINGUANTE - “Patsch Tants” [ao vivo no Ponto de Encontro de Cacilhas - 7 de Dezembro de 2007]
KUMPANIA ALGAZARRA - “Oh Cidade” [álbum "Kumpania Algazarra" - 2007]
FADOMORSE - “Queçi Manbo” [álbum "Folklore Hardcore" - 2008]
OMIRI - “Repasseado” [demo - 2007]
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A MANDRÁGORA que subiu à escarpa
Há três anos atrás, não tive qualquer problema em afirmar que o álbum de estreia dos portugueses MANDRÁGORA havia sido o mais surpreendente álbum gravado por músicos portugueses da colheita de 2005. No próximo dia 5 de Maio, o projecto de FILIPA SANTOS, RICARDO LOPES, PEDRO VIANA, SÉRGIO CALISTO e JOÃO SERRADOR oferecem-nos uma visita guiada a uma “Escarpa” que os coloca muito acima daquilo que se chama muito simplesmente de música tradicional portuguesa. Primeiro porque é muito redutor aplicar tal termo a este projecto. “Escarpa” é o resultado do amadurecimento criativo e do balizar das excelentes indicações deixadas no primeiro disco. Há o acentuar do drone do violoncelo, nickelharpa e moraharpa de SÉRGIO CALISTO (que também trouxe outra consistência aos MU); o constante vai-acima-vai-abaixo (típico de projectos pós-rock como GYBE!); o formato mais encorpado (e menos frágil) da sonoridade dos MANDRÁGORA, quer pelo maior uso do saxofone de FILIPA SANTOS (é pena haver menos espaço para as flautas que emanam orvalho e à densa floresta que se abre) e pela intensidade do baixo de JOÃO SERRADOR (excelente aquisição que veio dar uma tonalidade muito mais dinâmica e roqueira à banda), que não absorvem os momentos cintilantes da muito bem dedilhada guitarra clássica de PEDRO VIANA; um inesperado e exemplarmente bem metido solo de bateria em “Erva Moura”; a agradável surpresa de ouvirmos FRANCISCO SILVA cantar em português “Abaix´esta serra / verei minha terra / Ó montes erguidos /deixai-vos cair /deixai-vos sumir / e ser destruídos / pois males sentidos / me dão tanta guerra / por ver minha terra.”, na única canção deste disco, “Abaixo Esta Serra”; os urrares demoníacos com que HELENA MADEIRA (ex-DAZKARIEH, actualmente no PROJECTO IARA) nos brinda no último tema (“Turbilhão”), cujo exercício vocal (também empregue em “Casa Nostra” dos MU) se assemelha a uma “spell song” retirada do épico finlandês Kalevala.
“Escarpa” foi gravado no Estúdio Fortes & Rangel (Porto) e para além dos convidados já referidos contou também com as colaborações de prestação de Simone Bottasso no acordeão diatónico e de Matteo Dorigo na Sanfona. Os treze temas que constituem o alinhamento do disco são: “Candelária”,”Picões do Diabo”, “Baile do Escangalhado”, “Cubo”, “Mijavelhas”, “Abaixo Esta Serra”, “Ervamoura”, “Ó Que Calma Vai Caindo”, “Escancaras”, “Odelouca”, “Malagrado”, “Tardo” e “Turbilhão”.
Daqui por duas semanas, os MANDRÁGORA embarcam numa digressão pela Bretanha onde terão a oportunidade não só de apresentar este disco ao público francês, como também efectuar uma residência com a KREIZ BREIZH AKADEMI que participou no FMM de Sines do ano passado. Entre os dias 9 e 17 de Maio a banda percorre alguns auditórios do Porto. Os quatro espectáculos marcados para a invicta são de entrada livre.
APRESENTAÇÃO DO DISCO ESTRANGEIRO:
4 Abril - Lorient, Bretanha, França
5 Abril - Rostrenen, Bretanha, França
11 Abril - Langonnet, Bretanha, França (com a Kreiz Breizh Akademi)
12 Abril - Kergloff, Bretanha, França (com a Kreiz Breizh Akademi)
13 Abril - St. Nicolas du Pélem, Bretanha, França (com a Kreiz Breizh Akademi)
APRESENTAÇÃO DO DISCO EM PORTUGAL:
9 de Maio - Porto, Auditório do ISEP
10 de Maio - Porto, Auditório de Aldoar
16 Maio - Porto, Auditório da Pasteleira
17 Maio - Porto, Auditório da Campanhã
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A «ca(u)sa nostra» dos MU
Os portuenses MU editam, na segunda quinzena de Abril, o segundo disco denominado “Casa Nostra”, através da MU - Associação Cultural que o grupo entretanto criou. Uma forma pomposa de dizer que a banda de HUGO OSGA e de NUNO ENCARNAÇÃO irá editar o sucessor de “Mundanças” em regime de edição de autor. “Casa Nostra” não será, para já, distribuído nas grandes superfícies. O projecto irá apostar na venda online e nos locais de espectáculo e, tão cedo, não efectuará qualquer “showcase” de apresentação deste disco nos «hipermercados» culturais francófonos.
O novo álbum dos MU foi gravado no Estúdio da Aguda por Quico Serrano (que também compõe o tema “Iara”, toca sintetizador em dois temas e canta em “Oi na Goni”) e conta ainda com as participações especiais de HELENA MADEIRA (ex – DAZKARIEH – voz em “Karpa”, “Miosótis”, “Iara”) e do colectivo de percussão mandinga SEMENTE (no tema “Saltimbanco”).
“Casa Nostra” é maioritariamente composto por temas originais, fortemente influenciados, como de costume, por tradições dos Balcãs e do Báltico. O alinhamento do disco é o seguinte:
Karpa - musica - osga, arranjos - mu
Oi Na Gori - música tradicional Russa, arranjos Sophie
Carrossel - música - osga, arranjos -mu
Casa Nostra - música - osga, arranjos - mu
Circlone - música - osga, arranjos - mu
Chapeloise de Asterix - música osga, arranjos - mu
Ayla - música - osga, arranjos - mu
Emma Kalisz - música - Sophie - arranjos - sophie, diana, sara
Mog’ur - música - osga, arranjos - mu
Saltimbanco - música - osga, arranjos - mu
Miosótis - música - Diana, Nuno, arranjos - mu
Iara - música - quico serrano e helena madeira
Viens ma fleur - musica tradicional hungria, arranjos Sophie
“Casa Nostra” será oficialmente apresentado ao vivo, no dia 18 de Abril, no Cinema Passos Manuel (Porto), num espectáculo conjunto com os PÉ NA TERRA do gaiteiro RICARDO COELHO que também lançam nesse dia o seu primeiro disco gravado pela Açor de EMILIANO TOSTE.
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Nubianos SALAMAT abrem terceira edição do «Musikando» de Serpa
A vila alentejana de Serpa (que chegou a projectar um “world music center”) recebe a partir de 25 de Janeiro e até 2 de Fevereiro a terceira edição do Festival de músicas do mundo de inverno denominado “Musikando”. A abertura, no Cineteatro de Serpa, ocorre já esta sexta-feira com um espectáculo a cargo dos nubianos SALAMAT. Emblemático projecto liderado pelo percussionista MAHMOUD FADL (na foto) que gravou quatro discos entre meados da década de 90 e 2001, através da editora alemã Piranha Records. A mesma que lançou internacionalmente o malogrado mestre da música rítmica, alegre e festiva de ALI HASSAN CUBAN.
Um dia depois, no salão polivalente de Pias, há dupla dose de «jigs» e «reels» com os irlandeses KLONAKILY que apresentam «sets» do mais novo disco “Touch The Sound”.
No fim-de-semana seguinte, as festividades prosseguem com o flamenco dos espanhóis EN LA SOMBRA (dia 1 de Fevereiro, Cineteatro de Serpa) e com o «carrosel» punk-balcânico-e-tudo-à-volta dos portuenses MU (dia 2, no Cine-Teatro Maria Lamas em Vila Nova de São Bento) que se encontram em processo de finalização do álbum que sucederá a “Mundanças”.
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KUMPANIA ALGAZARRA e MU apresentam discos novos no Festival Etnias
O Contagiarte, mui nobre bar da Invicta responsável pelo rejuvenescimento de algum público do universo da «folk», realiza entre 6 e 8 de Dezembro mais uma edição do Festival Etnias. O PROJECTO IARA de HELENA MADEIRA (ex-DAZKARIEH e actual colaboradora dos MU) e os especialistas em celebrações musicais de casamentos judaicos (vulgo música klezmer) – MELECH MECHAYA - abrem a primeira noite de festividades (dia 6 de Dezembro). No dia seguinte (7 de Dezembro), repartem os palcos do Contagiarte os portueses DYABARA (com ritmos e danças tradicionais de etnia mandinga) e os sintrenses KUMPANIA ALGAZARRA que levam à Invicta o espírito circense e a fanfarra portátil (pronta a actuar em espaços fechados ou na rua) de inspiração cigana e o repertório de um primeiro álbum cuja edição se avizinha. No último dia (8 de Dezembro), depois da dança oriental de fusão com o projecto BAUBO, os MU oferecem mais um cardápio de sonoridades do leste e do centro da Europa. O projecto de HUGO OSGA, além de estar cada vez mais «bandona» (expressão descaradamente roubada ao camarada Pires) e de ter dado muito boa conta de si, quer no último Festival Intercéltico do Porto, quer no Festival Folk de Plasencia (onde partilhou o palco com HEDNINGARNA e WARSAW VILLAGE BAND), está quase, quase a lançar o seu segundo disco. Antes e depois das actuações há sempre um colectivo de DJ a tornar estas três grandes noites ainda maiores. Programação detalhada no site do Contagiarte.
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O ‘drone’ tripeiro e do báltico, a utopia galega e a genica basca

HEDNINGARNA em Plasencia
Parece incrível mas, no penúltimo fim-de-semana de Agosto, não há nenhum festival “folk / world” no continente (só há Maré de Agosto na Ilha de Santa Maria). Para quem quer continuar a viajar continuamente pelo ciclo de fins-de-semana que passa pela Póvoa do Varzim, Atalaia (ou Sortelha) e, quem sabe, pelo grande Porto (não, não é o Intercéltico…), pode rumar a Plasencia (na deputacion de Cáceres, a cerca de 400 kms de Lisboa) entre os dias 23 e 25 de Agosto e conferir um notável cartaz de três dias com entradas gratuitas. No XII Festival Internacional Folk de Plasencia poderão assistir a algum do sangue novo da excelsa e dinâmica movida “folk” espanhola. Porventura, uma das mais fortes da Europa, capaz de ombrear com a efervescência nórdica. No primeiro dia (quinta-feira, 23), os extremadurenses L-MENTO (pesquisadores das tradições medievais mediterrânicas) e os galegos BONOVO (com uma bateria que debita ritmos de dança e sanfona em distorção que faz de guitarra eléctrica) aquecem a noite para a jovem banda basca KORRONTZI, papa-concursos cuja proposta musical extremamente dançável assenta invariavelmente no virtuosismo do tocador da trikitixa (de Agus Barandiaran) e do “drone” da alboka. No dia seguinte, os veteranos ACETRE da “nossa” Olivença (sim, aquela localidade junto a Badajoz que a Espanha anexou no sec. XIX) apresentam um novo disco, “Dehesario”. Antes daquela que é, provavelmente, a mais rica, sofisticada e interessante formação da folk galega da actualidade, leia-se BERROGÜETTO, há ainda TRENCACLOSQUES da comunidade valenciana (tiques celtas e profundidade medieval com performance teatral) e LA JAMBRE da Andaluzia (que pegam em tradições locais que “coexistiram com o flamenco até serem desprezadas pela vitalidade deste”). E no sábado, 25, a Torre Lúcia será derrubada pela força dos amigos do “drone”. Os tripeiros MU (SÉRGIO, é de facto um grande galo estares neste dia nos Açores com os MANDRÁGORA e não poderes mostrar a tua Moraharpa ao ANDERS) partilham o palco com os polacos WARSAW VILLAGE BAND e com o agora quinteto masculino HEDNINGARNA. Um verdadeiro luxo.
Já agora, para todos aqueles que ficaram a pensar no trajecto que têm de fazer de vossas casas até Plasencia, aconselha-se a visita ao completíssimo blog El Rincón del Jarramplas onde poderão ver vídeos e escutar temas de (quase) todos os grupos que participam num dos mais interessantes festivais “folk” de Espanha.
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A gloriosa Batalha do Intercéltico [parte 1]

SÉRGIO CALISTO - MU | © Nélson Silva
Depois de um ano de interregno, o Intercéltico do Porto regressou com o cartaz mais modesto de sempre, é certo, mas notoriamente rejuvenescido. Não só em termos do ambiente que se viveu nestes dois dias mas, sobretudo, pela enorme vontade do organizador Avelino Tavares em fazer todo o esforço para não deixar morrer este ícone do panorama dos festivais folk, arriscando equilibrar os custos de uma ‘brincadeira’ destas só com as receitas de bilheteira, em virtude da inexistência de apoios estatais e camarários. O cartaz (com metade de propostas oriundas da Invicta) e a disposição do cinema Batalha, ajudaram e muito à propagação da habitual festa com que ao longo de quase duas décadas o Intercéltico nos tem brindado. Como? Muito simples. Por um lado, os jovens projectos MU e LŨMEN trouxeram consigo muita gente nova habituada às danças europeias. Não foi por acaso que, em momentos como “Variando Na Sansonette” (LŨMEN), “Circlone” (MU), em ‘jigs’ e ‘reels’ de TÉADA e em algumas ‘muñeiras’ de PEPE VAAMONDE, houve aquela sensação de sermos transportados para o piso poeirento do campo de futebol de Carvalhais ou, quanto muito, para uma noite ‘folk’ do Contagiarte (ou para uma matiné do ‘tradballs’). E as sessões de final de noite do BAILEBÚRDIA agudizaram essa percepção. Tem havido, de facto, na cidade do Porto um enorme esforço na captação de nova gente para as danças europeias e esse trabalho, realizado sobretudo pelos responsáveis do Contagiarte, acabou por reflectir-se na forma como sentimos o Intercéltico a partir da plateia. Enquanto os mais veteranos destas andanças puderam descansar o corpo no primeiro e no segundo balcão, cá baixo o Intercéltico foi sentido freneticamente quase como um festival ‘rock’. Não só a disposição da plateia fazia lembrar um Rock Rendez Vous (palco baixo a proporcionar um maior contacto com as bandas), como houve em muitos momentos uma atitude ‘punk’ (as gaitas transmontanas do RICARDO COELHO e do convidado ANDRÉ VENTURA, o bandolim em distorção do SÉRGIO CALISTO e todo o ritmo empregue pelos MU em quase todo o concerto). Que pena o som não ter sido o melhor, muito prejudicado por constantes ‘feedbacks’ (infelizmente não foram provocados pelos JESUS AND THE MARY CHAIN de “Psycho Candy”) em que a reverberação era causada pelas enormes paredes do Batalha. O que deixa (provavelmente) a antever uma nova procura de sala na cidade do Porto por parte da organização. O ideal seria mesmo fundirmos o espaço do Terço com esta plateia.
[continua]
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