FMM Sines 2008: guia de sobrevivência para dez intensos dias
Arranca hoje a mais extensa edição do FMM de Sines, com um a discussão «A Barreira do Som: Seminário “Música, cultura e nação”». “Discussão sobre as raízes do fenómeno da “world music” e as identidades musicais na era da globalização”, que serve de aquecimento para os restantes dez dias que apresentará mais de quarenta espectáculos. Um conjunto de conversas organizadas pela e pelo INET (Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa), com coordenação científica de Manuel Deniz Silva que, com Pedro Moreira (também do INET - MD), a partir das 12h, debruçar-se-ão sobre “O que é a «world music»”. Um pouco mais tarde (a partir das 15h30), o tema «Música, cultura e nação» será aprofundado pelos investigadores Salwa Castelo Branco (INET-MD), Nuno Domingos (SOAS, Londres) e José Neves (ICS-UL). Às 18h haverá ainda uma mesa-redonda sobre «Música Portuguesa e globalização com José Mário Branco (músico), Chullage (músico) e Pedro Rodrigues (musicólogo e jornalista do Público).
Ao todo, são mais de 40 projectos distribuídos por dez dias de festival que, este ano, além de ganhar mais um palco (na zona exterior do Centro de Artes de Sines), acrescenta mais horário ao alinhamento típico dos últimos dias (totalmente) fora-de-horas na Avenida da Praia, com início previsto para as 4h da manhã.
Isto quer dizer que, este ano, as sessões de DJ foram reduzidas apenas e só à noite (ou será manhã?) do último dia, num final em total apoteose com início às 6h e em que terá como protagonistas o cativo Bailarico Sofisticado com o convidado António Pires.
Num FMM ecléctico a tocar em várias franjas e à procura de públicos diversificados, do rock, ao hip hop e à música de dança, ao jazz e à música experimental, esta décima edição apresenta propostas para todos os públicos, apesar de insistir em não oferecer espectáculos em simultâneo (como acontece em qualquer festival internacional).
As lendas
A Orchestra Baobab do Senegal, a indiana Asha Bhosle, rainha da indústria cinematográfica Bollywood (que já gravou para cima de 12 mil canções), os norte-americanos Last Poets, que estiveram na génese do hip hop e da luta pelos direitos civis dos afro-americanos na década de 60, e o rocker chinês Cui Jian que enche estádios no continente asiático, são os nomes deste FMM que maior peso do passado carregam consigo.
As estrelas do momento
Entre aquilo que de mais suculento se vai fazendo actualmente nestas áreas, destacam-se os nomes do maliano Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba que não pára de ganhar prémios de “world music”, do britânico Justin Adams e do gambiano Juldeh Camara que oferece provavelmente o blues-transe-rock-do-deserto actual mais acutilante, os congoleses Kasaï All Stars responsáveis por mais uma boa dose de dança tribal «congotronics», o afrobeat do colectivo norte-americano Antibalas, o surf-tuba-rock dos israelitas Boom Pam, o afro-rock dos Toubab Krewe, o tributo «garifuna» a Andy Palácio, a tecno e o chili-downtempo de inspiração mariachi com Nortec Collective presents Bostich and Fussible, a música de baile dos galegos Marful, os blues que vão ao encontro dos metais e do canto gutural das estepes da Ásia Central dos norte-americanos Hazmat Modine, o portento rítmico e vocal da Ocitânia denominado Lo Cor de La Plana, o italiano Enzo Avitabile, a folk sombria, bucólica e belíssima da britânica Rachel Unthank & The Winterset, a enorme voz da checa Iva Bittova, a multi-músicas «naked-citianas» de Koby Israelite, o experimentalismo jazzístico e clássico da Moscow Art Trio.
Encontros de peso
Ao longo das nove anteriores edições, o FMM tem sido palco de encontros provocados e já «empacotados», como é o caso de Toto Bona Lokua que reúne Gerald Toto, Richard Bona e Lokua Kanza. Há também um tributo a Jimi Hendrix pelo quarteto quarteto Doran – Stucky – Studer – Tacuma. Ou seja, os repetentes Erika Stucky e Jamaladeen Tacuma, com Fredy Studer e Christy Doran. A união que o FMM «fabrica» este ano é entre os portugueses Mandrágora e os músicos residentes na Bretanha ligados à Kreiz Breizh Akademy (Jacky Molard, Simone Alves e Guillaume Guern e também da “big band” belga Flat Earth Society com o finlandês Jimi Tenor.
Os Repetentes
Uma grande novidade. Este ano não consta no cartaz nenhum dos muitos projectos de David Murray. Mas volta a haver Kimmo Pohjonen com o trio KTU. E a enormíssima Rokia Traoré que acabou de editar aquele que será certamente um dos dez melhores discos de 2008: “Tchamanché”
A lusofonia
Entre os músicos residentes em Portugal, Sines apresenta além dos já referidos Mandrágora, A Naifa que está neste momento a terminar uma muito bem sucedida digressão de “Uma Leve Inclinação Para O Mal”, o duo Dead Combo que ainda têm fresco o grande disco “Lusitânia Playboys” (belíssima a voz de Ana Quintans), o quarteto de concertinas Danças Ocultas que estreia um novo espectáculo audiovisual e encontra-se neste momento a gravar o sucessor de “Pulsar”, o angolano Waldemar Bastos que, além de ter participado numa compilação de tributo aos U2 por músicos africanos, deve lançar novo disco em breve. De Cabo Verde teremos ainda o registo clássico das mornas de Hermínia. Do nordeste brasileiro, a banda sonora perfeita para o processo Apito Final (canção “Meu Time”) com Siba e a Fuloresta e o amor pelo forró e o frevo de um apoiante do Movimento dos Sem Terra: o ex-Cascabulho Silvério Pessoa.
Para descobrir
Neste universo das músicas do mundo, com propostas oriundas de mais de 190 países e com músicos que são descobertos ao minuto, seria muito mau se já não nos surpreendêssemos com mais nada. A música sul-africana de Dizu Plaatjies’ Ibuyambo Ensemble, canto qâwwali oriundo do Paquistão de Asif Ali Khan & Party, o bhangra-punk dos norte-americanos Firewater, a poesia e a soul do trinidense Anthony Joseph, a música de tabernas e aldeias galedas de Serra-lhe Aí!!! & Os Rosais, a «weird folk» dos americanos radicados em França, Moriarty, prometem agradáveis surpresas.
Mais Iniciativas Paralelas
- Exposição “Transurbana”, de Luís Campos
Integrada num retrospectiva do trabalho de Luís Campos, uma visão original das figuras e paisagens dos subúrbios de Lisboa. No Centro de Artes de Sines, de 19 Julho a 20 Setembro. Todos os dias, 14h00-20h00. Inauguração: 19 de Julho, 15h00. Parceria O Museu Temporário / CAS. Entrada livre.
- Ciclo de cinema documental: Migrações
As migrações e o modo como estão a alterar a geografia política, cultural e económica do mundo são o tema do ciclo de cinema do FMM 2008. No Centro de Artes de Sines, 23, 24, 25 e 26 de Julho. Sessões às 16h00. Entrada livre.
- 23 Julho: “Les Maîtres Fous”, de Jean Rouch. Clássico do cinema antropológico de Jean Rouch, mostra uma cerimónia de possessão, mas também tudo aquilo que a antecede e que se lhe segue, a vida de cada um dos “possuídos” independentemente desta cerimónia. (1954, França, 36m)
- 24 Julho: “Before the Flood”, de Yan Yu e Li Yifan. A barragem das Três Gargantas na China, a maior jamais construída no mundo, deverá estar terminada em 2009. Até lá, milhões de pessoas terão que ser realojadas e várias cidades e monumentos ficarão submersos. Neste filme, regista-se o processo de realojamento na cidade de Fengjie e o modo como afectou a vida dos seus habitantes. (2005, China, 143m)
- 25 Julho. “Bab Sebta”, de Pedro Pinho e Frederico Lobo. “Bab Sebta” significa “a porta de Ceuta” em árabe e é o nome da passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta. É o local para onde convergem aqueles que, vindos de várias partes de África, procuram chegar à Europa. Neste filme percorre-se quatro cidades, ao encontro dos rituais de espera e das vozes desses viajantes. (2008, Portugal, 110m)
- 26 Julho. “One Plus One”, de Jean-Luc Godard. “One Plus One” não é um musical com ou sobre os Rolling Stones, mas uma reportagem sobre o capitalismo, a publicidade, a sociedade de consumo, o nazismo, as lutas raciais, as guerras mundiais e tantos outros dramas do Ocidente. (1968, França, 110m).
- Ateliês para crianças
Os artistas do Festival Músicas do Mundo partilham conhecimentos e experiências com o público mais novo. No Centro de Artes de Sines, 24-26 Julho. Sessões às 11h30. 6-12 anos. Gratuito sob marcação (Tel. 269 860 080). Com Toubab Krewe (dia 24), Rachel Unthank & The Winterset (dia 25) e The Dizu Plaatjies’ Ibuyambo Ensemble (dia 26).
- Masterclasses
Oportunidades para conhecer a visão da música e alguns segredos criativos de cinco artistas de elite que passaram ou vão passar pelo FMM. Na Escola das Artes de Sines, 23-26 Julho. Duração média das sessões: 2 horas. Preço: 25 euros. Tel. 912158903 (Vasco Agostinho). Marcação no Centro de Artes de Sines e na Escola das Artes de Sines. Com Pat Mastelotto (dia 23, 11h30), Carlos Bica Portugal (dia 23, 15h30), Zé Eduardo (dia 24, 11h30), Jacky Molard (dia 25, 11h30), Koby Israelite (dia 26, 11h30)
- Conversas com artistas
No Centro de Artes de Sines, de 24 a 26 Julho. Sessões às 18h00. Entrada livre. Com Silvério Pessoa (dia 24), Cui Jian (dia 25) e Boom Pam (dia 26).
Alterações de última hora
Devido a questões logísticas, os espectáculos que irão ocorrer no exterior do Centro de Artes de Serra-lhe Aí & Os Rosais (dia 17), Danae (dia 21) e Dead Combo (dia 22) passam a realizar-se não no fim da noite, mas no seu início, às 21h00.
Ao longo destes dez dias poderão ocorrer outras alterações de última hora, nomeadamente no cartaz. Devido, uma vez mais às questões dos vistos, ainda não é certo que o colectivo do Pasquistanês Asif Ali Khan possa pisar solo europeu.
Para ir acompanhando eventuais alterações de última hora, aconselha-se a consulta diária do blogue do FMM.


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Terra Pura 25FEV08: TOUMANI DIABATÉ, ANDY PALACIO, ORCHESTRA BAOBAB, HAZMAT MODINE, MARFUL, LO CÒR DE LA PLANA, ERIKA STUCKY
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
Audição de três temas do novo disco a solo de TOUMANI DIABATÉ, “Mandé Variations”, e a primeira abordagem à X edição do FMM de Sines, que se realiza entre os dias 17 e 26 de Julho. Até ao final desta hora, teremos a oportunidade de ouvir ANDY PALACIO (se não tivesse falecido permaturamente iria fazer parte do cartaz deste ano), ORCHESTRA BAOBAB, HAZMAT MODINE, MARFUL, LO CÒR DE LA PLANA e ERIKA STUCKY.
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ERIKA STUCKY, HAZMAT MODINE, MARFUL, LO CÒR DE LA PLANA: Tubarões, baleias brancas e golfinhos na X edição do FMM de Sines
Nos últimos quatro, cinco anos, o FMM de Sines ofereceu-nos cartazes verdadeiramente hiper calóricos em quantidade e qualidade musical. Se a fasquia já tinha sido colocada uns metros bem acima de tudo aquilo que viramos antes, a X edição do FMM de Sines promete elevar ainda mais todas as expectativas. Para além de termos já anunciado em primeira-mão a presença de nomes como a KASAI ALLSTARS do Congo, a ORCHESTRA BAOBAB do Senegal, numa breve ronda por alguns my spaces, sites de bandas, de editoras e agentes é possível verificar que há mais grandes nomes apontados para Sines.
ERIKA STUCKY(na foto), norte-americana de ascendência suíça que faz o que quer com a voz, interpretando clássicos de blues, versões incendiárias de clássicos pop em andamento yodel como o «Roxanne» dos POLICE. Uma grande senhora que actua a solo, com a sua banda ROOTS OF COMMUNICATION e que tem projectos paralelos com ilustre gente tão, díspar, como os suíços YOUNG GOODS ou os HUUN HUUR TU de Tuva. Aquela que foi, provavelmente, a maior revelação do FMM de Sines de 2007, regressa este ano ao Castelo para evocar a memória de JIMI HENDRIX. À semelhança do que aconteceu no ano passado, actua no último dia, a 26 de Julho.
Os ainda norte-americanos HAZMAT MODINE, que também tocam blues com metais (tuba) e usufruíram de uma profícua relação com os HUUN HUUR TU no seu último disco, “Bahamut”, ficavam muito bem alinhados antes ou depois da actuação de ERIKA STUCKY. Mas este projecto, candidato ao prémio da BBC Rádio 3 na categoria “Américas”, actua uma semana antes (a 18 de Julho) em Porto Covo.
Outro dos espectáculos que irá merecer a nossa atenção, o nosso carinho, o nosso rejubilado contentamento (pelo menos, a avaliar pelo que se passou no palco Off-WOMEX de Sevilha, em Outubro do ano passado), será o do grupo galego MARFUL da transgressora e arrebatadora intérprete (e também directora Conservatório de Música Tradicional e Folque de Lalín) UGIA PEDREIRA. No dia 24 de Julho (data já anunciada pelo vizinho Raízes e Antenas), UGIA, PEDRO PASCUAL (acordeão diatónico), MARCOS TEIRA (Guitarra), PABLO PASCUAL (Clarinete Baixo), montam o «Salon de Baile» ao sabor de twists, habeiras, tangos, pasodobles dos anos 30 / 40. Antes, os MARFUL actuam no Porto, já na próxima semana (a 1 de Março), no Bar Maus Hábitos. O espectáculo insere-se na intervenção cultural galega na Invicta, “Galiza em Trânsito” que inclui um cardápio de concertos, djing, lançamento de livros e apresentação de exposições.
Por último, os marselheses LO CÒR DE LA PLANA, responsáveis por mais um enorme showcase de polifónicas e afinadíssimas vozes e poderosas percussões de cadência frenéticas a marcarem cadencias infernais. Imaginem os HEDNINGARNA a interpretar o «Vottikaalina» em langue d’oc, só com voz e percussão… A presença do sexteto ocitano a 24 de Julho em Sines, ainda carece de confirmação (conforme é possível observar no My Space do grupo).
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Décima edição do FMM de Sines recebe ORCHESTRA BAOBAB
A décima edição do FMM de Sines que se realiza durante dez dias, entre 17 e 26 de Julho, promete mais grandes nomes em cartaz. Apesar de ter perdido o contributo de ANDY PALACIO, que assinou um dos melhores discos de 2007 e que deveria proporcionar um memorável espectáculo, há muitos outros pontos de interesse. Além da KASAI ALL STARS que actua a 23 de Julho, é possível agora saber-se, através do site da editora World Circuit, que a ORCHESTRA BAOBAB irá marcar presença em Sines a 24 de Julho. Uma das grandes instituições da música de baile africana dos anos 70. Há quem lhes chame os SKATALITES senegaleses, mas a irmandade onde pontifica o virtuoso guitarrista BARTHÉLEMY ATTISSO é, como o próprio nome do álbum lançado em 2002 deixa transparecer, um colectivo «especialista em todos os estilos»: rumba, salsa, mbalsa, mbalax, highlife, reggae, etc. Oportunidade única para apreciarmos (também) canções em crioulo das antigas colónias portuguesas gravadas em “Made In Dakar”. Uma obra candidata ao prémio de melhor álbum de world music da BBC Rádio 3 deste ano.
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Terra Pura 13DEZ07: ABDELJALIL KODSSI, DEE DEE BRIDGEWATER, HABIB KOITÉ & BAMADA, et al
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
Expedição pelo norte de África e música do império mandinga e de etnia bambara com o marroquino ABDELJALIL KODSSI, a norte-americana DEE DEE BRIDGEWATER em diálogo com um notável séquito maliano, o griot HABIB KOITÉ & BAMADA, o virtouso do n’goni BASSEKOU KOUYATÉ & N’GONI BA, os moçambicanos MASSUKOS, o cabo-verdiano residente em França que mistura kuduru com funaná, IZÉ, A criola residente na zona da grande Lisboa, LURA, em dueto com DON KIKAS, a guineense ENEIDA MARTA e «big band» senegalesa ORCHESTRA BAOBAB.
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[listas de 2007 - fROOTS] África domina edições de 2007
Começou a época de caça às listas dos melhores discos do ano. A «bíblia» britânica fROOTS, através de um painel de «experts» que inclui jornalistas de imprensa escrita, animadores de rádio, lojistas especializados, etc, já elaborou as listas das mais significativas edições de 2007. Estas podem ser encontradas na edição especial nº 295 / 296 de Janeiro / Fevereiro de 2008. Refira-se que esta lista é, sem dúvida, uma das mais importantes selecções deste ano. Os quatro primeiros classificados, completam agora o «puzzle» dos Prémios de «world music» da BBC Rádio 3 na categoria (única em falta) de “Melhor disco de 2007”.
Melhores álbuns originais de 2007:
1. BASSEKOU KOUYATE & NGONI BA – «Segu Blue» (Out Here)
2. ANDY PALACIO & THE GARIFUNA COLLECTIVE - «Watina» (Cumbancha)
3. TINARIWEN – «Aman Iman» (Independiente)
4. ORCHESTRA BAOBAB – «Made In Dakar» (World Circuit)
5. MARTIN SIMPSON – «Prodigal Son» (Topic)
6= JUSTIN ADAMS & JULDEH CAMARA - «Soul Science» (Wayward)
MANU CHAO - «La Radiolina» (Because)
8= THE IMAGINED VILLAGE - «The Imagined Village» (Real World)
RACHEL UNTHANK & THE WINTERSET - «The Bairns» (Rabble Rouser/EMI)
10. FANFARE CIOCARLIA - «Queens & Kings» (Asphalt Tango)
11. MALOUMA «Nour» (Marabi)
12=LAU - «Lightweights & Gentlemen» (Reveal Records)
YASMIN LEVY – «Mano Suave» (World Village)
YOUSSOU N’DOUR - «Rokku Mi Rokka» (Nonesuch)
ROBERT PLANT & ALISON KRAUSS - «Raising Sand» (Rounder)
Outros discos referenciados por ordem alfabética:
AMAN AMAN - «Musica I Cants Sefardis d’Orient I Occident» (Galileo); MAYRA ANDRADE - «Navega» (Sterns); SYLVIA BARNES - «The Colour Of Amber» (Greentrax); BOLE 2 HARLEM - «Bole 2 Harlem Vol 1» (World Connection); DEE DEE BRIDGEWATER - «Red Earth» (Emarcy); SA DINGDING - «Alive» (Wrasse/Universal); ERSATZMUSIKA - «Voice Letter» (Asphalt Tango); JULIE FOWLIS - «Cuilidh» (Shoeshine); GAUDI & NUSRAT FATEH ALI KHAN - «Dub Qawwali» (Six Degrees); BELLA HARDY - «Night Visiting» (Noe); ANGELIQUE KIDJO - «Djin Djin» (EMI); K’NAAN - «The Dusty Foot On The Road» (Allother / Wrasse); LISA KNAPP - «Wild And Undaunted» (Ear To The Ground); HABIB KOITE & BAMADA - «Afriki» (Cumbancha); KONONO NO 1 - «Live At Couleur Café» (Crammed); Laxula - «In X-ile» (Via Lactea); LO COR DE LA PLANA - «Tant Deman» (Buda); THE MEKONS - «Natural» (Quarterstick); ORQUESTRA IMPERIAL - «Carnaval Só Ano Que Vem» (Totolo); OYSTERBAND - «Meet You There» (Westpark); KATE RUSBY - «Awkward Annie» (Pure); SELIM SESLER - «Anatolian Wedding» (Doublemoon); SHANTEL - «Disko Partisani» (Essay/ Crammed); DEVON SPROULE - «Keep Your Silver Shined» (Tin Angel); MAVIS STAPLES - «We’ll Never Turn Back» (Anti); JUNE TABOR - «Apples» (Topic); TAKSIM TRIO - «Taksim Trio» (Doublemoon); TARAF DE HAÏDOUKS - «Maskarada» (Crammed Discs); LINDA THOMPSON - «Versatile Heart» (Decca); RICHARD THOMPSON - «Sweet Warrior» (Proper); TIRIS - «Sandtracks» (Sandblast); VIEUX FARKA TOURE - «Vieux Farka Toure» (World Village); TRANSGLOBAL UNDERGROUND - «Moonshout» (Mule Satellite); CHRIS WOOD - «Trespasser» (RUF).
Melhores reedições / compilações de 2007
1. VÁRIOS ARTISTAS - «The Very Best Of Ethiopiques» (Manteca/Union Square)
2. VÁRIOS ARTISTAS – «The Syliphone Years» (Sterns)
3. TABU LEY ROCHEREAU - «The Voice Of Lightness» (Sterns)
4. TONI IORDACHE - «Sounds From A Bygone Age Vol 4» (Asphalt Tango)
5= DJIVAN GASPARYAN - «Soul Of Armenia» (Network)
HALLELUJAH CHICKEN RUN BAND - «Take One 1974-79» (Analog Africa)
PENTANGLE - «The Time Has Come 1967-1973» (Castle)
VÁRIOS ARTISTAS - «Songs Of Defiance: Music Of Chechnya And The North Caucausus» (Topic)
Outros discos referenciados por ordem alfabética:
AFRICAN VIRTUOSES - «The Classic Guinean Guitar Group» (Sterns); BEMBEYA JAZZ NATIONAL - «The Syliphone Years: Hits & Rare Recordings» (Sterns); WILLIE COLON - «The Player» (Fania); SANDY DENNY - «Live At The BBC» (Island); FAIRPORT CONVENTION - «Liege And Lief Deluxe Edition» (Universal); GREEN ARROWS - «4-Track Recording System» (Analog Africa); BI KIDUDE - «Zanzibara 4» (Buda); RICHARD & LINDA THOMPSON - «In Concert 1975» (Island Universal); VÁRIOS ARTISTAS - «Belle Epoque Vol 1: The Syliphone Years» (GUI); VÁRIOS ARTISTAS - «Bokoor Beats: Vintage Afro-Beat, Afro-Rock & Electric Highlife from Ghana» (Otrabanda); VÁRIOS ARTISTAS - «Colombia» (Soundway); VÁRIOS ARTISTAS - «The Cosimo Matassa Story» (Proper); VÁRIOS ARTISTAS - «Doom & Gloom» (Trikont); VÁRIOS ARTISTAS - «Electric Gypsyland 2» (Crammed); VÁRIOS ARTISTAS - «Mexican Boleros: Songs Of Heartbreaking, Passion & Pain 1927-1957» (Trikont); VÁRIOS ARTISTAS - «Sound Of The World» (Warner); VÁRIOS ARTISTAS - «Tamburitza! From The Balkans To America 1910-1950» (Arhoolie); THE WATERSONS - «Frost And Fire» (Topic); THE WATERSONS - «Sound Sound Your Instruments Of Joy» (Topic).
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Terra Pura 03NOV07
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
MASSUKOS - “Mudacia Wana” [álbum "Bumping", 2007]
ORCHESTRA BAOBAB - “Cabral” [álbum "Made In Dakar", 2007]
MASSUKOS - “Niassa” [álbum "Bumping", 2007]
COLOMBIAFRICA THE MYSTIC ORCHESTRA - “Zarandia Champeta” [álbum "Voodoo Love Inna Champeta-land", 2007]
TEOFILO CHANTRE - “Tchoro di Guiné” [álbum "Viajá", 2007]
NANCY VIEIRA - “Lus” [álbum "Lus", 2007]
TCHEKA - “Lingua Preto” [álbum "Lonji", 2007]
DEE DEE BRIDGEWATER - “Afro Blue” [álbum "Red Earth", 2007]
NURU KANE - “Toub” [álbum "Sigil", 2006]
VIEUX FARKA TOURÉ + ALI FARKA TOURÉ - “Diallo” [álbum "Vieux Farka Touré, 2006]
TINARIWEN - “Awa Didjen” [álbum "Aman Iman", 2007]
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Terra pura 30OUT07
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
YASMIN LEVY (Israel)- “Irme Quero” [álbum "Manu Suave", 2007]
YASMIN LEVY (Israel) - “Una Noche Mas” [álbum "Manu Suave", 2007]
AMAN AMAN (Espanha - Comunidade Valenciana) - “La Adultera (Yo En Estando)” [álbum "Música I Cants Sefardis", 2007]
UXIA + SARA TAVARES (Espanha - Galiza / Pt - Cabo Verde) - “As Nossas Cores” [do próximo álbum a lançar em 2008]
MARFUL (Espanha - Galiza) - “Habaneira da Fin” [álbum "Marful", 2007]
UXIA (Espanha - Galiza) - “Eterno Navegar” [do próximo álbum a lançar em 2008]
FRAN (Espanha - Galiza) - “Afroblue” [álbum "Totem", 2007]
TCHEKA - “Língua Pretu” [álbum "Lonji",2007]
SIBA E A FULORESTA - “Pisando em Praça de Guerra” [álbum "Toda a Vez Que Eu Dou Um Passo / O Mundo Sai do Lugar"]
RENATA ROSA - “O Manto dos Sonhos” [do álbum "Brincadeiras" a editar em 2008]
ANDY PALÁCIO & THE GARIFUNA COLLECTIVE (Belize) - “Wátina” [álbum "Wátina"]
ORCHESTRA BAOBAB - “Cabral” [álbum "Made in Dakar", 2007]
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Terra Pura 23OUT07
October 23, 2007 by
Filed under Radio
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
VIEUX FARKA TOURÉ - “Diallo”
VIEUX FARKA TOURÉ - “Courage”
TINARIWEN - “Ikyadarn Dim”
DEE DEE BRIGDEWATER - “Bad Spirits”
MALOUMA - “Yarab”
ORCHESTRA BAOBAB - “Cabral”
ENEIDA MARTA - “Mindjer Dôce Mel”
NANCY VIEIRA - “Tchoro Cantado”
TEÓFILO CHANTRE + NANCY VIEIRA - “Segunda Geração”
LURA - “M’bem Di Fora”
TUBARÕES - “Avenida Marginal”
IZÉ - “Cape Decale”
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ORCHESTRA BAOBAB: Os “All Star” africanos
Orchestra Baobab
Specialist In All Styles
World Circuit / Megam�sica
Aproveitando a oportunidade de a Orchestra Baobab tocar em Aveiro, no pr�ximo dia 11 de Abril, aqui fica uma recens�o cr�tica ao �lbum que a banda senegalesa vem promover. Texto publicado em Dezembro de 2002 na revista Beija Flor Natural.
A hist�ria repete-se. Depois de Buena Vista Social Club, o produtor Nick Gold volta promover o encontro de lendas das m�sicas do mundo em idade de reforma. Depois de Cuba, o Senegal. A orquestra que tocou durante os anos 70 e 80 para as principais cerim�nias da elite pol�tica africana, mant�m intacta a sonoridade de banda de baile aud�vel na reedi��o do duplo �lbum “Pirate’s Choice”. A sua m�sica � mutante. Tanto est� embebida em ra�zes locais mbalax, mandinga e sobretudo da regi�o Casamance (de clima ainda mais tropical), como sofre um processo de ida e volta a Cuba recebendo influ�ncias r�tmicas de salsa, de son e de bolero. Sem perder todas as qualidades t�cnicas que os notabilizaram, tanto na complementaridade vocal das cinco vozes de diferentes etnias, como na for�a da sec��o de metais (por vezes com ecos de afro beat nigeriano) e na destreza do guitarrista Barthelemy Attisso e seus intermin�veis solos que chegam a evocar a m�sica surf de Dick Dale (sobretudo em “Bul ma Miin”), a Orchestra Baobab regressa pela porta presidencial. Um registo com ares de super produ��o onde n�o falta a presen�a de Ibrahim Ferrer e Youssou N’ Dour. O produtor Nick Gold sabe o que faz e, possivelmente, conseguiu construir o pr�ximo fen�meno das m�sicas do mundo, p�s Buena Vista Social Club.
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ORCHESTRA BAOBAB: Os “All Star” africanos
April 3, 2003 by
Filed under Discos
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Orchestra Baobab
Specialist In All Styles
World Circuit / Megam?sica
Aproveitando a oportunidade de a Orchestra Baobab tocar em Aveiro, no pr?ximo dia 11 de Abril, aqui fica uma recens?o cr?tica ao ?lbum que a banda senegalesa vem promover. Texto publicado em Dezembro de 2002 na revista Beija Flor Natural.
A hist?ria repete-se. Depois de Buena Vista Social Club, o produtor Nick Gold volta promover o encontro de lendas das m?sicas do mundo em idade de reforma. Depois de Cuba, o Senegal. A orquestra que tocou durante os anos 70 e 80 para as principais cerim?nias da elite pol?tica africana, mant?m intacta a sonoridade de banda de baile aud?vel na reedi??o do duplo ?lbum “Pirate’s Choice”. A sua m?sica ? mutante. Tanto est? embebida em ra?zes locais mbalax, mandinga e sobretudo da regi?o Casamance (de clima ainda mais tropical), como sofre um processo de ida e volta a Cuba recebendo influ?ncias r?tmicas de salsa, de son e de bolero. Sem perder todas as qualidades t?cnicas que os notabilizaram, tanto na complementaridade vocal das cinco vozes de diferentes etnias, como na for?a da sec??o de metais (por vezes com ecos de afro beat nigeriano) e na destreza do guitarrista Barthelemy Attisso e seus intermin?veis solos que chegam a evocar a m?sica surf de Dick Dale (sobretudo em “Bul ma Miin”), a Orchestra Baobab regressa pela porta presidencial. Um registo com ares de super produ??o onde n?o falta a presen?a de Ibrahim Ferrer e Youssou N’ Dour. O produtor Nick Gold sabe o que faz e, possivelmente, conseguiu construir o pr?ximo fen?meno das m?sicas do mundo, p?s Buena Vista Social Club.
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