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Ricardo Ribeiro: guiado pelo instinto

August 12, 2008

ricardoribeiro260.jpgRicardo Ribeiro, fadista residente do Marquês da Sé e da Mesa de Frades é a voz que canta poetas portugueses contemporâneos no último disco do compositor, improvisador e tocador virtuoso de alaúde, o libanês Rabih Abou-khalil. Em parceria com Jarrod Cagwin (percussão), Michel Godard (tuba, baixo) e Luciano Biondini (acordeão), Rabih Abou-khalil e Ricardo Ribeiro gravaram recentemente o álbum simplesmente intitulado «Em Português». No início do mês de Agosto, apresentaram este disco em São Martinho do Porto e no CCB de Lisboa. Em Outubro regressam ao nosso país para actuar nas Caldas da Rainha. [Read more]

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Terra Pura 01AGO08: R.A.Khalil & R. Ribeiro

August 1, 2008

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Emissão especial dedicada ao disco «Em Português» que Rabih Abou-Khalil (alaúde) gravou com Ricardo Ribeiro (voz), Jarrod Cagwin (percussão), Michel Godard (tuba, baixo) e Luciano Biondini (acordeão). Entrevista com o fadista lisboeta.

Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.

Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h

Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h

 
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Parada de estrelas no «CCB Fora de si»

August 1, 2008

tonyallen.jpgO Centro Cultural de Belém apresenta, este fim-de-semana, um o ponto mais alto ciclo de verão «CCB Fora de si», com uma parada de estrelas do circuito de «músicas do mundo». A 1 de Agosto, o Grande Auditório do CCB (às 22h e não às 21h como habitualmente) recebe um dos criadores do afrobeat nigeriano. O Baterista Tony Allen. Os bilhetes custam só cinco euros.

No sábado, dia 2, Toumani Diabaté que ainda há pouco tempo apresentou o seu álbum a solo, “Mandé Variations” na Culturgest, regressa com a sua Symmetric Orchestra para interpretarem repertório do império griot gravado em “Boulevard de L’independance”. O espectáculo realiza-se na Praça do Museu às 22h e a entrada é livre.

No domingo, dia 3, o mestre libanês de alaúde, Rabih Abou-Khalil apresenta-se com o fadista Ricardo Ribeiro para interpretar as canções e os poemas na língua de Camões do recente álbum “Em Português” (edição Enja Records, 2008). às 19h, na Praça do Museu, com entrada livre.

Um pouco mais tarde, às 22h, no grande auditório (entradas a cinco euros), fecha-se o ponto mais alto deste ciclo com o cubano Eliades Ochoa. Mais um dos nomes associado ao projecto Buena Vista Social Club.

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Terra Pura 16MAI08: Entrevista Camané

May 16, 2008

CamanéRádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.

Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h

Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h

A Terra Pura recebe Camané no dia em que o autor de “Sempre de Mim” pisa pela primeira vez o palco do Coliseu para apresentar o seu repertório de 23 fados e um instrumental. O recente primeiro lugar do Top de vendas da APF e a conquista do galardão de disco de ouro por mais este disco, provam que o fado menos óbvio, que é renovado a partir da sua génese, também pode ser popular. Nesta conversa abordamos a importância da palavra, do rigor e da alma fadista do produtor José Mário Branco, dos músicos que o acompanham (José Manuel Neto, Carlos Manuel Proença), do convidado de luxo (Carlos Bica) e de cúmplices de outras aventuras: o libanês Rabih Abou-khalil que, conjuntamente com o jovem fadista Ricardo Ribeiro, edita este mês um disco em língua portuguesa.

 
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Rabih Abou-Khalil – “Amigos em Portugal”

April 17, 2008

rabihkhuncagwin.jpg
Rabih Abou-KHalil, Jarrod Cagwin, Joachin Khün

Rabih Abou-Khalil, mestre de alaúde, improvisador de excelência, de naturalidade libanesa e residência, há mais de vinte anos em Munique é, sobretudo, uma pessoa fascinante que absorve a cultura dos países por onde passa. Assistir a um sound-check de Rabih é uma oportunidade única de o ver a comunicar em alemão, inglês, francês, italiano. Assistir a um espectáculo deste cidadão de Beirute, mais do que ficar supreendido pela forma como o improvisador de alaúde comunica com o pianista alemão Joachim Khün e com o percussionista norte-americano Jarrod Cagwin, é deliciarmo-nos com o seu humor expresso em língua portuguesa. [Read more]

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Terra Pura 11ABR08: Entrevista RABIH ABOU-KHALIL (3/3)

April 11, 2008

WILDBIRDS & PEACEDRUMS, FRIFOT, GJALLARHORN, LAÏS, ERIKA STUCKY & ROOTS OF COMMUNICATION

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WILDBIRDS & PEACEDRUMS

Entrevista com RABIH ABOU-KHALIL (Parte 2/3)

FRIFOT, GJALLARHORN, LAÏS, ERIKA STUCKY & ROOTS OF COMMUNICATION

 
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Terra Pura 09ABR08: Entrevista RABIH ABOU-KHALIL (2/3)

April 9, 2008

TOUMANI DIABATÉ, STEPHAN MICUS, SHIRLEY COLLINS & DAVEY GRAHAM, RACHEL UNTHANK & WINTERSET, MEKONS, DEVON SPROULE, CAROLINA CHOCOLATE DROPS

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TOUMANI DIABATÉ, STEPHAN MICUS,

Entrevista com RABIH ABOU-KHALIL (Parte 2/3)

SHIRLEY COLLINS & DAVEY GRAHAM, RACHEL UNTHANK & WINTERSET, MEKONS, DEVON SPROULE, CAROLINA CHOCOLATE DROPS

 
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Terra Pura 07ABR08: Entrevista RABIH ABOU-KHALIL (1/3)

April 7, 2008

DEBASHISH BHATTACHARYA, TOUMANI DIABATÉ, NORBERTO LOBO,MANDRÁGORA, MU

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Novo disco de DEBASHISH BATTHACHARYA ["Calcutta Chronicles"]
Entrevista com RABIH ABOU-KHALIL [1/3]

Mais:
TOUMANI DIABATÉ ["Mandé Variations"]
NORBERTO LOBO ["Mudar de Bina"]
MANDRAGORA com FRANCISCO SILVA (OLD JERUSALEM) ["Escarpa"]
MU ["Casa Nostra"]

 
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RABIH ABOU-KHALIL regressa em Janeiro

December 12, 2007

rabihaboukhalil.jpgRABIH ABOU-KHALIL, mestre libanês do alaúde que já actuou no nosso país por diversas ocasiões, em diversos contextos (o último deles chegou mesmo a compor catroze temas para os fadistas TÂNIA OLEIRO e RICARDO RIBEIRO interpretarem), volta ao nosso país, no próximo mês, para efectuar mais dois concertos. O primeiro em Guimarães (a 18 de Janeiro), no Centro Cultural Vila Flor. O segundo, em Lisboa (no dia seguinte), na Culturgest. RABIH lançou este ano o álbum “Song For Sad Womed” e que apresenta como convidado um tocador arménio de duduk – GEVORG DABAGHYAN – mas, o mais provável, é que este disco não seja alvo das atenções do trio constituído (para além do libanês) pelo pianista alemão JOACHIM KÜHN e pelo percussionista alemão JARROD CAGWIN. Curiosamente, a formação que actuou no FMM de Sines de 2006.

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outros destaques no FMM de Sines

July 21, 2006


Boris Kovac & La Campanella

Boris Kovac & La Campanella

O mundo desmorona-se. O sérvio Boris Kovac oferece-nos um “cabaret” pós-apocalítica para fazer dançar quem sobreviveu ao fim do mundo, carregada de nostalgia, humor negro e elegância. De coordenadas bem definidas no grande caldeirão balcânico da extrema pobreza cigana, mas a piscar à sumptuosidade mediterrânica e latina-americana: do cha cha cha ao tango de requintada ostentação. A música ideal para fechar em beleza um festival. Deveriam voltar a tocar nas esplanadas de Sines ao meio-dia de 30 de Julho.

Eliseo Parra

Não é preciso vir acompanhado com o projecto de percussão criativa Tactequete (como aconteceu em 2005 em Sendim) para esperarmos um enormíssimo concerto de Eliseo Parra. Natural de Valladolid, este músico veterano (há mais de 30 anos que edita discos) e dos maiores etnomusicólogos espanhóis (investigador das “tribos hispânicas”, não apenas da região de Leão-Castela). Enche-nos as medidas no palco e na criatividade que impõe nos seus discos. Dá uma lição de modernidade aos mais puristas e outra de rigor aos mais novos. Basta apenas escutar o balanço hip hop de “Galandum” do último disco “De Ayer Mañana”.

Toumani Diabaté & Symmetric Orchestra

Ali Farka Touré chamou-lhe o Deus da kora (harpa africana de 21 cordas). Foi há um ano atrás, em Lisboa, num dos concertos que dificilmente nos esqueceremos. Toumani Diabaté, além ser um dos mais virtuosos músicos do mais delicado instrumento construído em África é, sem dúvida, aquele que mais tem promovido o contacto entre a música da etnia Mandinga e de outras culturas. Depois de experiências tão díspares com o flamenco e o jazz de Ketama, os blues americanos de Taj Mahal, ou da aproximação aos “blues” da etnia Sonrai de Ali, Toumani reconstrói o império musical da etnia Mandinga que a colonização destruiu, através de uma orquestra com dezena e meia de griots de várias gerações e proveniências (Mali, Burquina Faso, Guiné Conacri, etc) e que resgata o espírito da big bands de animação de clubes africanos.

Värttinä

Os anos (23) passam. O factor surpresa e poder de fogo já não é o mesmo. Com mais ou menos pose à Eurovisão, as três vozes femininas, tão ferozes quanto harmoniosas continuam a transportar o poder divino e encantatório das canções milenares rúnicas, algumas delas inscritas na obra épica do Kalevala.
O fantástico continua a acompanhá-los: Escreveram recentemente a banda sonora para a peça de teatro “The Lord of The Rings”. Mas os pés encontram-se bem assentes no chão. No mundo real, Värttinä continua a ser um dos projectos internacionalmente mais bem sucedidos de uma Finlândia de múltiplas novas propostas anuais na área da folk.

Alamaailman Vasatat

“World music” ficcional, cinematográfica. “Ethic brass punk”. “Kosher-kebab jazz”. Os rótulos são muitos. Da Finlândia, os Alamaailman Vasarat que vieram do rock progressivo usam o órgão e o violoncelo (à semelhança dos Apocalíptica) e metais em chamas para tocarem valsas, polkas e os diversos temas de inspiração klezmer e da tradição dos Balcãs, com uma atitude de uma banda de metal. Uma banda que deveria ter ido ao act 1 do Super Bock, Super Rock.


Nuru Kane

Tem as suas raízes Medina – Dakar e as antenas mais a norte, entre o deserto do Sahara e a costa mediterrânica de África. O mbalax é quase posto de parte. A sua paixão centra-se nos blues do Mali, à beira do Níger, e na música de transe gnawa das irmandades muçulmanas de descendentes de escravos, comummente conhecida em Marrocos, miscigenada outros ritmos contagiantes: reggae e afrobeat. Além da guitarra acústica, toca guimbiri, baixo rudimentar acústico de três cordas e instrumento central nesta música de poderes curativos.

Cordel do Fogo Encantado

Há o sertão e a ruralidade profunda do nordeste brasileiro. A poeira do terreiro. Os emboladores. Os repentistas. Os autores de cordéis. O dilúvio da selva amazónica e os bárbaros tambores dos índios e dos escravos africanos. Há a declamação de Lirinha à beira do precipício, tentando não ser arrastado por uma tromba de água tropical. Há deuses irados. Muitos orixas irados que dificultaram a escrita deste texto. Durante estas curtas linhas o quadro de electricidade foi abaixo três vezes. Cordel é fogo. Cordel do Fogo Encantado é brutal.

Mariem Hassan

Atenção a esta arrebatadora voz. A intensidade com que canta o amor e o sofrimento dos saharauis em guerra civil com Marrocos ou a viver em campos de refugiados argelinos, transporta consigo a calor tórrido das dunas do Sahara. Blues do norte de África dos mais sentidos e hipnóticos que fazem da Avenida da Praia em Sines uma extensão do Festival do Deserto de Essakane.

Trilok Gurtu

Percussionista indiano de excelência de tablas , já actuou com diversos monstros do jazz (como Jan Garbarek ou Don Cherry), já se deixou contaminar pela electrónica do “asian undeground” de Nitin Sahwney e já participou em múltiplas expedições sonoras que resgataram a música de África (salve família Frikyiwa), da China e do Brasil. Em Sines, Trilok Gurtu celebra a tradição indiana apresenta-se com dois mestres do canto virtuoso e de improvisação khylal: Rajan e Sajan Misra.

Trio Rabih Abou-Khalil & Joachim Kühn

O que é que nasceu primeiro? O jazz ou a música improvisada? A música clássica ocidental ou árabe? A viagem ao centro do ovo sem qualquer perigo de sermos atacados pelo vírus da gripe das aves. Diálogos criativos de alaúde, piano e percussão, por Rabih Abou-Khalil (Líbano), Joachin Kühn (Alemanha) e Jarrod Cagwin (EUA). Um luxo.

Tony Allen

É para Brian Eno o melhor baterista do mundo dos últimos 50 anos. Ajudou Fela Kuti a criar o afro-beat quando se encontrava na incendiária orquestra Africa 70, promovendo a abertura dos ritmos frenéticos de Lagos ao jazz e ao funk americano. Actualmente, o seu afro-beat mutante dialoga com as novas coordenadas da música de dança, como o dub e o hip hop.

Seun Kuti & Egypt 80

O espírito de Fela paira de novo no ar e o afro-beat volta a ser Rei em Sines. Depois de Femi é a vez de Seun Kuti encerrar as noites do Castelo, entre os estrondos do habitual ritual de fogo de artifício. O saxofonista que aos nove anos tocava com Fela, traz-nos a antiga banda do pai - a Egypt 80 e ainda convida para subir ao palco outro grande nome nigeriano do cartaz deste ano: Tony Allen.

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