Ronda dos Quatro Caminhos: Nova super-produção “Sulitânia” em palcos de Lisboa e Porto
May 1, 2008
O álbum editado pela Ocarina em 2007, que «nasceu sob encomenda, integrada no projecto 3 Culturas, um programa de difusão cultural em rede partilhado pelas câmaras municipais de Évora, Idanha-a-Nova e Mértola com o apoio da União Europeia», voltou a unir o universo da música tradicional com o da clássica, através do trabalho conjunto destes lisboetas, com Adufeiras de Monsanto, Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Coro Polifónico Eborae Musica e Vozes do Cante Alentejano. É todo este elenco de, aproximadamente setenta músicos, que irá estar em cima dos palcos da Aula Magna em Lisboa (3 de Maio) e do Teatro Sá da Bandeira (24 de Maio), não só para a «apresentação integral de Sulitânia, com novos arranjos para orquestra», mas também para interpretarem «temas essenciais na história do grupo e […] outros inéditos, que vão já apontando para novos caminhos».
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Terra Pura 14FEV08: Entrevista com a RONDA DOS QUATRO CAMINHOS
February 14, 2008
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
A Terra Pura recebe o projecto que inspirou o nome (”Terra de Abrigo”) deste especial de entrevistas. JOÃO OLIVEIRA (JOSÉ para a Lusa) e CARLOS BARATA apresentam o mais recente álbum da RONDA DOS QUATRO CAMINHOS, “Sulitânia”. Mais um trabalho repleto de convidados (ADUFEIRAS DE MONSANTO, CORAL GUADIANA DE MÉRTOLA, EBORAE MÚSICA, QUARTETO OPUS 4, CANTARES DE ÉVORA) que reúne repertório do Baixo Alentejo e da Beira Baixa, edificado ao abrigo do Projecto “Três Culturas” (dinamizado pelas Câmaras Municipais de Idanha-a-Nova, Mértola e Évora).
Durante esta hora, conversamos sobre o método de trabalho destes dois discos que beneficiou muito de almoços de três horas. De roteiros gastronómicos como fonte criativa (”Sulitânia” é o nome de um restaurante). Da intenção da RONDA fazer um novo disco, agora mais virado para o norte do país, com paragens na Galiza e na Catalunha. Do desejo de um dia efectuarem um projecto semelhante com música dos Açores.
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Ronda dos Quatro Caminhos: Entrevista com Carlos Barata
January 24, 2004

Os luxos do gozo
N�o � todos os dias que se juntam em palco � volta de cem m�sicos de diferentes sensibilidades. Da m�sica tradicional urbana da Ronda dos Quatro Caminhos, � orquestra sinf�nica Sinfonietta de Lisboa e a diversos grupos corais alentejanos (localidades de Moura, Campo Maior, �vora, Safara, Serpa, Baleiz�o e Aldeia Nova de S. Bento. Como se isso n�o bastasse, a esta mega orquestra cl�ssica-popular, junta-se-lhe o fado mais solarengo de K�tia Guerreiro, a inquietude do flamenco de Esperanza Fernandez e de Jos� Ant�nio Rodriguez, a magia da viola campani�a de Pedro Caldeira Cabral e o aroma mediterr�nico e magrebino da marroquina Amina Alaoui. Oportunidade de ouvir hoje ao vivo um dos mias belos discos de m�sica popular portuguesa editada em 2003: “Terra de Abrigo”. � no Grande Audit�rio. Centro Cultural de Bel�m, �s 17h30 e �s 22h.
Pode ler-se que “Terra de Abrigo” � o “disco de uma vida”. N�o v�o voltar a fazer nada assim?
“Terra de Abrigo”, para al�m de ser mat�ria comercial, � um produto art�stico que tem para n�s um significado enorme. P�s-nos a pensar numa realidade, num tesouro art�stico que � a m�sica alentejana. P�s-nos a pensar e a aplicar ideias musicais nossas num g�nero t�o rico. Ultrapassou completamente o factor com�rcio para passar a ser uma coisa onde n�s investimos artisticamente. � impens�vel que um concerto desta natureza tenha alguma esp�cie de lucro. Investimos muito no prazer e no afecto que nos vai dar um “lucro” enorme… isso � uma caracter�stica que a Ronda tem tido intermitentemente ao longo da sua hist�ria. A Ronda � uma ideia, porque h� apenas um �nico elemento que est� no grupo desde o in�cio. Eu sou o segundo mais antigo e estou aqui apenas h� oito ou nove anos. Regularmente a Ronda d�-se ao luxo de poder investir naquilo que lhe d� muito gozo n�o pensando nos benef�cios materiais.
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