José Barros celebra 15 anos de Navegante

José Barros e os Navegante comemoram 15 anos de actividade, no próximo dia 7 de Novembro, no Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra. Tal aniversário serve de pretexto para a apresentação (quase) oficial do espectáculo do mais recente disco “Meu Bem Meu Mal”. Esta é, provavelmente, a mais consistente obra deste projecto da linha de Sintra, que resulta num «espectáculo de regresso às origens da música tradicional, às grandes cantigas da tradição portuguesa, aos grandes autores e compositores tradicionais portugueses anónimos que fizeram da música tradicional portuguesa uma das mais ricas do mundo.»
José Barros será acompanhado pelos Navegante (Miguel Tapadas, Vasco Sousa, Abel Batista, Carlos Santa Clara, João Ramos, Carlos Lopes, Hugo Tapadas e Vaiss e contará com a presença de alguns dos (muitos) convidados que participaram em “Meu Bem, Meu Mal”: Amélia Muge, Fausto Bordalo Dias, João Afonso, Mimmo Epifani (Itália), Ttukunak (País Basco).
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Itinerário «trad» Avante 08
Como tem sido habitual nos últimos anos, deixo-vos um itinerário possível para os três dias de Avante:
Sexta-feira, 5 de Setembro
[21h] ANDRÉ CABAÇO
[21h] TÍBIA
[22h] ENEIDA MARTA
[22h30] TRIGO LIMPO
[23h] TABANKA DJAZ
[00h] RONCOS & CURISCOS
[00h]CANELA
[00h30]LOS CUBOS
[01h] MARIANA ABRUNHEIRO + FILIPE RAPOSO
Sábado, 6 de Setembro
[15h30] FADOMORSE
[16h30] NAVEGANTE + AMÉLIA MUGE, MIMO EPIFANI + JOÃO AFONSO + RUI JÚNIOR + TTUKUNAK
[17h] GALANDUM GALUNDAINA + TOQUES DO CARAMULO
[18h] TUCANAS
[18h30] KUMPANIA ALGAZARRA
[18h] KRISSY MATHEWS
[19h30] COAL PORTERS
[20h] CHAD DUGHI
[20h30] NUNO MINDELIS
[21h15]VELHA GAITEIRA
[21h15]PROJECTO CONHECENDO PAREDES
[21h30] VIEUX FARKA TOURÉ
[22h15]RON KAVANA
[22h30] JÚLIO PEREIRA
[22h30]AL-MOURARIA
[23h] PEDRO JÓIA
[00h] CAMANÉ
[00h]ENTRETANTOS
[01h] SEBASTIÃO ANTUNES
Domingo, 7 de Setembro
[14h30] TERRAKOTA
[15h30] MU
[16h30] XAILE
[16h30] MONKADA
[19h30] ANDRÉ FERNANDES QUARTETO + MÁRIO LAGINHA
[20h15]FERNANDO TERRA
[21h45]RAÍZES DE CABO VERDE
Legenda:
Palco 25 de Abril
Auditório 1º de Maio
Palco Arraial
AvanTeatro
Palco Setúbal
Palco Solidariedade
Palco Café Concerto de Lisboa
Programa completo disponível no site da festa.
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Terra Pura 16JUN08: Navegante
A Terra Pura visitou o estúdio de gravação de José Barros (situado na Ribeira de Sintra) e conversou com o mentor do projecto Navegante (constituído por João Ramos, Vaiss, Abel Batista, Carlos Lopes, Miguel Tapadas, João Magalhães), que acabou de editar o álbum “Meu Bem Meu Mal” (edição Tradisom, distribuição iPlay). Um disco que é sinónimo de uma espécie de Buena Vista Social Club nacional e que muito bem trata a música (sobretudo a tocada com cordofones) das várias tradições portuguesas. É que, além de José Barros e do seu projecto contar com a ajuda de José Manuel David em boa parte dos arranjos e de algumas letras (e voz) de Amelia Muge, conta ainda com uma selecção transcontinental de convidados de luxo: Janita Salomé, Fernando Deghi, Sara e Maika Gomez (Ttukunak), Mimmo Epifani, Edu Miranda, Manuel Rocha (Brigada Victor Jara), Rui Júnior, Carlos Passos, Lurdes Miranda, Fátima Rodrigues, Luís Estêvão da Silva, Nuno Fernandes, Giandomenico Carameil, Rui Vaz, Joaquim Caixeiro, João Luís Lobo e Fernando Molina.
Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.
Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h
Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h
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Lisboa sob influência de Espanha acolhe TOMÁS SAN MIGUEL
O Musicbox (antigo Texas Bar no Cais do Sodré) e o Instituto Cervantes organizam entre os dias 21 e 24 de Novembro a primeira edição da semana “Espanha in MusicBox Lisboa”. Iniciativa que oferece aos lisboetas durante três dias “um pouco do que se faz actualmente em Espanha nos campos da música e cinema”.
As noites começam a partir das 21h30 com a mostra de curtas-metragens “La Boca del Lobo” e acabam com sessões de djing por “La Boca”, Jesus Bonbin, Marcos Boricua e Floro.
O prato forte destes quatro dias dedicados às várias manifestações culturais do país vizinho são espectáculos dos SWEET VANDALS (dia 22), dos CADENCIA projecto de que dá uma aragem mais pop ao flamenco e que passou este verão pelo festival sons do atlântico (dia 23). O último dia (24 de Novembro) termina da melhor forma com o colectivo TOMÁS SAN MIGUEL e TXALAPARTA. Como é habitual, o acordeonista basco que esteve recentemente em Torres Vedras no Festival Internacional do Acordeão far-se-á acompanhar pela gémeas TTUKUNAK e pelo alemão MARLON KLEIN (do conhecido projecto DISSIDENTEN). Programa completo no site da MusicBox.
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TOMÁS SAN MIGUEL + TXALAPARTA e TANGO CRASH na recta final do 4º F.I. de Acordeão de Torres Vedras
Com as mudanças operadas neste espaço e a ida à WOMEX não demos, com muita pena nossa, a devida e merecida atenção ao “4º Festival Internacional de Acordeão de Torres Vedras – Acordões do Mundo”. Pelo cine-teatro local já passaram há uns dias atrás os franceses RENÉ SOPA e JEAN LOUIS MATINIER e o italiano RICCARDO TESI. Até dia nove há ainda dois espectáculos de grande interesse para nos fazerem apanhar a A8. Esta terça-feira Torres Vedras assiste à interacção entreo acordeão de TOMÁS SAN MIGUEL (na foto), o cajon e as programações rítmicas de MARLON KLEIN e a txalaparta das gémeas TTUKUNAK.
No dia 9, mais um cartaz com ares de luxo. Com os argentinos TANGO CRASH poderemos escutar mais uma leitura actual do tango contaminado de muita transgressão electrónica. “Outra Sanata” é um álbum bem mais interessante do que qualquer obra assinada pelos GOTAN PROJECT. Fica a curiosidade em saber como se porta este colectivo ao vivo.
O 4º Festival Internaiconal de Acordeão de Torres Vedras apresenta também variadíssimas actividades paralelas. Hoje, pelas 16h30, é possível assistir à actuação dos portugueses FOL&AR (no Clube Artístico e Comercial), ou ao segundo e último dia de “Master Class” de acordeão e concertina, ministrada por Artur Fernandes, na qual se constituirão pequenas formações trios/ quartetos com repertórios de Astor Piazzola, Richard Galliano e Danças Ocultas. O certame dedicado aos foles de todo o mundo termina com uma nova oficina, nos dias 10 e 11 de Novembro, agora orientada por Paulo Jorge Ferreira.
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FMM de SINES: a garbosa armada do “almirante” Seixas
August 10, 2007 by Luís Rei
Filed under Reportagens
Pela primeira vez, consegui assistir a todos os dias e a todos os espectáculos do FMM de Sines alargado à extensão de Porto Covo. Foram nove dias de grande intensidade em que tive a missão e a oportunidade de entrevistar cerca de vinte dos trinta e três intervenientes desta nona edição para editar posteriormente em vídeo (a disponibilizar via you tube no blog e no site do FMM) e em áudio (para o programa de rádio Terra Pura). Foram nove os dias de enorme gozo (e de grande estresse também) em que pude sobretudo saborear aquilo que é melhor profissão do mundo: a de ser consecutivamente e agradavelmente surpreendido com artistas fascinantes, seja como repórter, seja como entrevistador. Destaco uma conversa com Erika Stucky em que ela continuamente fez uso de todos os seus recursos vocais, quer a imitar o choro de um bebé, quer a exemplificar o yodel. A norte-americana de ascendência helvética possui uma forma expansiva de ser aliado a uma simplicidade e uma humildade que cativa de imediato que nunca ouviu falar dela. São esses momentos como este, em que nos cruzamos com um ser humano fascinante (aqui não é necessário falar das suas várias artes performativas) que nos dão o necessário suplemento energético para continuarmos a viver de alma e coração o FMM e esquecer todo o cansaço e a tensão acumulada pelo facto de termos de estar disponíveis a todo o momento, há nove dias sucessivos.
Aproveito para agradecer profundamente ao “almirante” Seixas e à incansável e muito organizada e motivada equipa de produção e promoção do FMM toda esta experiência extremamente enriquecedora que nos foi proporcionada (a mim e ao Mário Pires que filmou e fotografou). Creio que não tínhamos conseguido efectuar metade das entrevistas realizadas se não fosse o vosso trabalho planificado ao detalhe. Há aqui muito material com interesse como revelações em primeira-mão e momentos musicais informais que necessitam de ser editados e que por isso mesmo irão ser publicados a pouco e pouco, a partir da próxima semana. Além disso, tive também a oportunidade de recolher gravações com boa qualidade sonora de alguns dos concertos que vão ser também editados e transmitidos em cinco ou seis emissões especiais da Terra Pura, a partir de Setembro. Prometo também, até ao próximo feriado de quarta-feira, dia 15, completar as apreciações (pessoais) aos restantes 27 concertos em falta daquele que considero, por todas as razões já explanadas, o melhor festival de sempre a que já assisti no nosso país (claro que nunca esquecerei as experiências vividas nem em Kaustinen na Finlândia, nem em Falun na Suécia, que fazem de mim um verdadeiro aficionado da folk nórdica).
Tal como o Andanças (por razões distintas), o FMM é um festival vivido intensamente por cada espectador a qualquer hora do dia. Com ou sem actividades programadas. O meu FMM foi uma epifania vivida sobretudo à base de música. E que grandes concertos e que belos momentos de improviso a que eu, pelo menos, assisti…
Nota 5:
GOGOL
BELLOWHEAD
JACKY MOLARD
ERIKA STUCKY & ROOTS OF COMMUNICATION
Nota 4,5:
HAYDAMAKY
NORSKT
TRILOK GURTU BAND
GALANDUM GALUNDAINA
MAMANI KEITA & NICOLAS REPAC
ETRURIA CRIMINALE BANDA
DARKO RUNDEK & CARGO ORKESTAR
CARLOS BICA
Nota 4:
TARTIT
MAHMOUD AHMED
LULA PENA
OUMOU SANGARÉ
K’NAAN
Alguns dos grandes momentos:
- A sincronia perfeita entre o fogo de artifício e os Gogol Bordello e toda a excitação final de quem viu este concerto no telhado do gabinete de imprensa;
- A Erica Stucky a integrar na sua performance as badaladas dos sinos de igreja de Sines (curiosamente, só os ouvi na sua actuação);
- As Ttutunak que não se sentiram minimamente incomodadas ao partir involuntariamente uma das pedras de uma das suas Txalapartas durante um dos seus improvisos;
- o DJ Ill Vibe a tocar percussão com a agulha de um dos seus pratos;
- O embaraço da Lula Pena a tentar afinar a guitarra;
- Os “Gamíadas” do camarada Pires;
- A declaração de amor entre Rachid Taha e Carlos Seixas em cima do palco (esta é meramente provocativa);
- O balde de caipirinhas que se encontrava no gabinete de imprensa no último dia;
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FMM de SINES: a garbosa armada do “almirante” Seixas
August 10, 2007 by
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Pela primeira vez, consegui assistir a todos os dias e a todos os espectáculos do FMM de Sines alargado à extensão de Porto Covo. Foram nove dias de grande intensidade em que tive a missão e a oportunidade de entrevistar cerca de vinte dos trinta e três intervenientes desta nona edição para editar posteriormente em vídeo (a disponibilizar via you tube no blog e no site do FMM) e em áudio (para o programa de rádio Terra Pura). Foram nove os dias de enorme gozo (e de grande estresse também) em que pude sobretudo saborear aquilo que é melhor profissão do mundo: a de ser consecutivamente e agradavelmente surpreendido com artistas fascinantes, seja como repórter, seja como entrevistador. Destaco uma conversa com Erika Stucky em que ela continuamente fez uso de todos os seus recursos vocais, quer a imitar o choro de um bebé, quer a exemplificar o yodel. A norte-americana de ascendência helvética possui uma forma expansiva de ser aliado a uma simplicidade e uma humildade que cativa de imediato que nunca ouviu falar dela. São esses momentos como este, em que nos cruzamos com um ser humano fascinante (aqui não é necessário falar das suas várias artes performativas) que nos dão o necessário suplemento energético para continuarmos a viver de alma e coração o FMM e esquecer todo o cansaço e a tensão acumulada pelo facto de termos de estar disponíveis a todo o momento, há nove dias sucessivos.
Aproveito para agradecer profundamente ao “almirante” Seixas e à incansável e muito organizada e motivada equipa de produção e promoção do FMM toda esta experiência extremamente enriquecedora que nos foi proporcionada (a mim e ao Mário Pires que filmou e fotografou). Creio que não tínhamos conseguido efectuar metade das entrevistas realizadas se não fosse o vosso trabalho planificado ao detalhe. Há aqui muito material com interesse como revelações em primeira-mão e momentos musicais informais que necessitam de ser editados e que por isso mesmo irão ser publicados a pouco e pouco, a partir da próxima semana. Além disso, tive também a oportunidade de recolher gravações com boa qualidade sonora de alguns dos concertos que vão ser também editados e transmitidos em cinco ou seis emissões especiais da Terra Pura, a partir de Setembro. Prometo também, até ao próximo feriado de quarta-feira, dia 15, completar as apreciações (pessoais) aos restantes 27 concertos em falta daquele que considero, por todas as razões já explanadas, o melhor festival de sempre a que já assisti no nosso país (claro que nunca esquecerei as experiências vividas nem em Kaustinen na Finlândia, nem em Falun na Suécia, que fazem de mim um verdadeiro aficionado da folk nórdica).
Tal como o Andanças (por razões distintas), o FMM é um festival vivido intensamente por cada espectador a qualquer hora do dia. Com ou sem actividades programadas. O meu FMM foi uma epifania vivida sobretudo à base de música. E que grandes concertos e que belos momentos de improviso a que eu, pelo menos, assisti…
Nota 5:
GOGOL
BELLOWHEAD
JACKY MOLARD
ERIKA STUCKY & ROOTS OF COMMUNICATION
Nota 4,5:
HAYDAMAKY
NORSKT
TRILOK GURTU BAND
GALANDUM GALUNDAINA
MAMANI KEITA & NICOLAS REPAC
ETRURIA CRIMINALE BANDA
DARKO RUNDEK & CARGO ORKESTAR
CARLOS BICA
Nota 4:
TARTIT
MAHMOUD AHMED
LULA PENA
OUMOU SANGARÉ
K’NAAN
Alguns dos grandes momentos:
- A sincronia perfeita entre o fogo de artifício e os Gogol Bordello e toda a excitação final de quem viu este concerto no telhado do gabinete de imprensa;
- A Erica Stucky a integrar na sua performance as badaladas dos sinos de igreja de Sines (curiosamente, só os ouvi na sua actuação);
- As Ttutunak que não se sentiram minimamente incomodadas ao partir involuntariamente uma das pedras de uma das suas Txalapartas durante um dos seus improvisos;
- o DJ Ill Vibe a tocar percussão com a agulha de um dos seus pratos;
- O embaraço da Lula Pena a tentar afinar a guitarra;
- Os “Gamíadas” do camarada Pires;
- A declaração de amor entre Rachid Taha e Carlos Seixas em cima do palco (esta é meramente provocativa);
- O balde de caipirinhas que se encontrava no gabinete de imprensa no último dia;
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