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Terra Pura 14SET08: Especial Clube da Terra

September 30, 2008 by Luís Rei  
Filed under Alertas, Radio

boompam260.jpgEmissão especial “Clube da Terra”. Nova hora de música dançável (e um pouco mais «etno-ska-punk» com Boom Pam (na foto) + Russkaja, Firewater, Rupa and the April Fishes, Kal, Dj Yuriy Gurzhy com Amsterdam Klezmer Band, Warsaw Village Band em remistura dub pelos Transglobal Underground, Broadcast, Cibelle com Devendra Banhart, Boogie Balagan, Tinariwen, Rachid Taha

Rádio Zero - Segunda a Sexta-feira, entre as 18h às 19h. Repete no dia seguinte entre as 8h e as 9h da manhã.

Rádio Universitária do Minho - Terças-feiras, às 21h

Miróbriga - Domingos, entre as 21h e as 23h

 
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KUMPANIA ALGAZARRA e MU apresentam discos novos no Festival Etnias

November 14, 2007 by  
Filed under Actual, Concertos

muO Contagiarte, mui nobre bar da Invicta responsável pelo rejuvenescimento de algum público do universo da «folk», realiza entre 6 e 8 de Dezembro mais uma edição do Festival Etnias. O PROJECTO IARA de HELENA MADEIRA (ex-DAZKARIEH e actual colaboradora dos MU) e os especialistas em celebrações musicais de casamentos judaicos (vulgo música klezmer) – MELECH MECHAYA - abrem a primeira noite de festividades (dia 6 de Dezembro). No dia seguinte (7 de Dezembro), repartem os palcos do Contagiarte os portueses DYABARA (com ritmos e danças tradicionais de etnia mandinga) e os sintrenses KUMPANIA ALGAZARRA que levam à Invicta o espírito circense e a fanfarra portátil (pronta a actuar em espaços fechados ou na rua) de inspiração cigana e o repertório de um primeiro álbum cuja edição se avizinha. No último dia (8 de Dezembro), depois da dança oriental de fusão com o projecto BAUBO, os MU oferecem mais um cardápio de sonoridades do leste e do centro da Europa. O projecto de HUGO OSGA, além de estar cada vez mais «bandona» (expressão descaradamente roubada ao camarada Pires) e de ter dado muito boa conta de si, quer no último Festival Intercéltico do Porto, quer no Festival Folk de Plasencia (onde partilhou o palco com HEDNINGARNA e WARSAW VILLAGE BAND), está quase, quase a lançar o seu segundo disco. Antes e depois das actuações há sempre um colectivo de DJ a tornar estas três grandes noites ainda maiores. Programação detalhada no site do Contagiarte.

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O ‘drone’ tripeiro e do báltico, a utopia galega e a genica basca

August 9, 2007 by Luís Rei  
Filed under Actual, Concertos


HEDNINGARNA em Plasencia

Parece incrível mas, no penúltimo fim-de-semana de Agosto, não há nenhum festival “folk / world” no continente (só há Maré de Agosto na Ilha de Santa Maria). Para quem quer continuar a viajar continuamente pelo ciclo de fins-de-semana que passa pela Póvoa do Varzim, Atalaia (ou Sortelha) e, quem sabe, pelo grande Porto (não, não é o Intercéltico…), pode rumar a Plasencia (na deputacion de Cáceres, a cerca de 400 kms de Lisboa) entre os dias 23 e 25 de Agosto e conferir um notável cartaz de três dias com entradas gratuitas. No XII Festival Internacional Folk de Plasencia poderão assistir a algum do sangue novo da excelsa e dinâmica movida “folk” espanhola. Porventura, uma das mais fortes da Europa, capaz de ombrear com a efervescência nórdica. No primeiro dia (quinta-feira, 23), os extremadurenses L-MENTO (pesquisadores das tradições medievais mediterrânicas) e os galegos BONOVO (com uma bateria que debita ritmos de dança e sanfona em distorção que faz de guitarra eléctrica) aquecem a noite para a jovem banda basca KORRONTZI, papa-concursos cuja proposta musical extremamente dançável assenta invariavelmente no virtuosismo do tocador da trikitixa (de Agus Barandiaran) e do “drone” da alboka. No dia seguinte, os veteranos ACETRE da “nossa” Olivença (sim, aquela localidade junto a Badajoz que a Espanha anexou no sec. XIX) apresentam um novo disco, “Dehesario”. Antes daquela que é, provavelmente, a mais rica, sofisticada e interessante formação da folk galega da actualidade, leia-se BERROGÜETTO, há ainda TRENCACLOSQUES da comunidade valenciana (tiques celtas e profundidade medieval com performance teatral) e LA JAMBRE da Andaluzia (que pegam em tradições locais que “coexistiram com o flamenco até serem desprezadas pela vitalidade deste”). E no sábado, 25, a Torre Lúcia será derrubada pela força dos amigos do “drone”. Os tripeiros MU (SÉRGIO, é de facto um grande galo estares neste dia nos Açores com os MANDRÁGORA e não poderes mostrar a tua Moraharpa ao ANDERS) partilham o palco com os polacos WARSAW VILLAGE BAND e com o agora quinteto masculino HEDNINGARNA. Um verdadeiro luxo.
Já agora, para todos aqueles que ficaram a pensar no trajecto que têm de fazer de vossas casas até Plasencia, aconselha-se a visita ao completíssimo blog El Rincón del Jarramplas onde poderão ver vídeos e escutar temas de (quase) todos os grupos que participam num dos mais interessantes festivais “folk” de Espanha.

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WARSAW VILLAGE BAND: a barbárie da Masóvia no Funchal

July 14, 2006 by Luís Rei  
Filed under Entrevistas

São um dos mais estimulantes projectos folk do Báltico e da Europa de Leste. Depois de terem estado no FMM de Sines e em Lisboa (Fórum Lisboa), a WARSAW VILLAGE BAND regressa a Portugal no próximo dia 22 de Julho. Constituem um dos principais motivos de interesse do cartaz de 2006 do Festival Raízes do Atlântico do Funchal. O sexteto polaco apresenta, mais uma vez, o seu terceiro álbum, “Uprooting” (distribuido em Portugal pela Megamúsica). Deixo-vos com um excerto de uma entrevista ao violinista Wojtek Krzak, realizada durante o FMM de Sines.

Tradição Musical na Masóvia
“Toda a música música na Masóvia é proveniente dos tempos medievais, mas os interpretes são católicos ortodoxos. Nunca pensaram em paganismo.
A vida social nesta terra era muito dura. A Masóvia sempre foi uma das partes mais pobres da Polónia. Por isso é que a sua música é tão dura e tão bárbara. As pessoas não tinham dinheiro nem oportunidade para ver se deslocar e para ver o mundo além Masóvia. Inevitavelmente, era uma sociedade fechada. É por isso que temos nesta área uma tradição à base do violino e da percussão porque eram os instrumentos mais baratos.
Na Masóvia, em celebrações como casamentos, o mais importante era o violino. Toda a gente podia tocar ritmos básicos de percussão. Não era tão importante porque toda a gente sabia como tocar.
Apenas vejo influencias medievais nesta música. O mesmo acontecia com o baixo. O ritmo era simples.”

O Mar Báltico
“Sempre houve muita influência da Suécia na Polónia, devido às sucessivas guerras entre ambas as partes. Há seiscentos ou setecentos anos atrás, um exército sueco ocupou parte da actual Polónia escutou a música da Masóvia e introduziram algumas das suas danças na Suécia. É por isso que os suecos têm na Suécia a Polska [que quer dizer polaco na língua sueca]. Há uma história incrível de invernos muito rigorosos. Nessa altura, o mar Báltico encontra-se completamente gelado e as pessoas caminham através do gelo. No meio do mar Báltico foi construído um bar que recebia pessoas oriundas de ambas as margens que cantavam e tocavam. Facto que explica toda essa troca de influências.”

“White Voice”
“A “White Voice” é a forma mais natural de canto na Polónia oriunda das montanhas. Toda a gente consegue cantar assim, seja na montanha ou na planície. É a maneira mais fácil de cantar. E a mais popular. Tem é de ser cantado bem alto e bem projectado.”

Tocar simples e de forma intensa
“Por vezes, quando oiço Ali Farka Touré a tocar njarka, isto é, um instrumento simples de apenas uma corda, sinto-o como se fosse o Jimi Hendrix. Não é preciso adicionar mais nada ao seu instrumento, à forma como toca. Esta é a maior força da Warsaw Village Band. Tocamos instrumentos esquecidos como a Suka polaca.”

A Promoção via BBC e WOMEX
“O prémio da BBC foi para nós uma agradável surpresa e, sobretudo, uma boa forma de promoção. Foi como uma porta de entrada para o resto do mundo, tal como a possíbilidade de tocarmos no WOMEX, Nunca pensamos em ser estrelas da “world music”, em tocarmos em grandes festivais. Há bandas que não tocam muito bem, mas tem um bom “background”. Nós estamos no início. Agora temos mais chances de tocar em várias partes do mundo.”


(c) Cameraman Metálico

WVB em Sines [2004]: Bárbaros e Pagãos

Três vozes intensas e misteriosas cantando em uníssono em polaco, num ritual de chamamento a longas distâncias, como faziam no passado os pastores polacos. Dois violinos crepitantes que gelam o Báltico, unindo a Polónia à Suécia da “old fiddler tradition”. Um violoncelo tenso e incisivo, que dá o “drone” hipnótico à folk da WARSAW VILLAGE BAND. Um saltério menos onírico do que o dos suecos FRIFOT, mais ligado à terra e a grandes cavalgadas punk / hardcore. Uma “frame drum” tocado como se fosse um tambor xamânico dos Sámi e um “kit” de percussão simples, constituído por um bombo, um prato e (por vezes) ferrinhos, o quanto baste para que o som seco e rico em variações rítmicas – que fazem lembrar os ritmos das “brass bands” ciganas de leste - ganhe protagonismo. Há um nervo bárbaro e pagão aliado a um profundo conhecimento das tradições musicais da região da Masóvia, com um desejo de inovar, que torna WVB numa das mais frescas e interessantes propostas da folk (em confronto com o rock e a dança) do norte e do centro da Europa sedento de inovação, alinhando-a à movimentação “ethno-punk”, ao lado de HEDNINGARNA, GARMARNA, ALAMAAILMAN VASARAT, VASMALOM e BESH’o’DROM.

Sem recorrer a quaisquer instrumentos electrificados ou electrónicos em palco (coisa que já não acontece em disco), a WVB tocou quase sempre como uma banda hardcore, extremamente rápida na execução e na duração das composições escolhidas a dedo de “People’s Spring” (2002) e de “Uprooting” (2004). Arrebataram corações pouco sintonizados com a folk do Báltico, cumprindo plenamente o seu objectivo. O de chegar ao público mais festivo, à espera de se divertir, perdendo com isso o resto do repertório mais ascético e calmo. Curiosamente, foi num desses raros momentos contemplativos, apenas com a violoncelista e violinista (aqui, envergando um violino medieval “suka”) que a WVB se mostrou mais sedutora, quebrando o ímpeto repetitivo dos tiques punk (curiosamente, um dos percussionistas envergava uma t-shirt da banda hardcore D.R.I.) usados ao longo de quase todo o espectáculo.

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[entrevista] Warsaw Village Band: a barb�rie da Mas�via

November 15, 2004 by Luís Rei  
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Comments Off

A Warsaw Village Band � uma das maiores sensa��es da folk do Mar B�ltico da actualidade. Passaram pelo FMM de Sines em Julho passado e, h� poucos dias, lan�aram o seu terceiro �lbum, “Uprooting” (distribuido em Portugal pela Megam�sica). � prov�vel que o sexteto polaco regresse ao nosso pa�s, em Mar�o de 2005, para se apresentar ou em Lisboa ou no Porto. Para j�, fiquem com excertos da entrevista ao violinista Wojtek Krzak. Amanh� publicarei o texto integral.

Tradi��o Musical na Mas�via

Toda a m�sica m�sica na Mas�via � proveniente dos tempos medievais, mas os interpretes s�o cat�licos ortodoxos. Nunca pensaram em paganismo.

A vida social nesta terra era muito dura. A Mas�via sempre foi uma das partes mais pobres da Pol�nia. Por isso � que a sua m�sica � t�o dura e t�o b�rbara. As pessoas n�o tinham dinheiro nem oportunidade para ver se deslocar e para ver o mundo al�m Mas�via. Inevitavelmente, era uma sociedade fechada. � por isso que temos nesta �rea uma tradi��o � base do violino e da percuss�o porque eram os instrumentos mais baratos.

Na Mas�via, em celebra��es como casamentos, o mais importante era o violino. Toda a gente podia tocar ritmos b�sicos de percuss�o. N�o era t�o importante porque toda a gente sabia como tocar.
Apenas vejo influencias medievais nesta m�sica. O mesmo acontecia com o baixo. O ritmo era simples.

O Mar B�ltico

Sempre houve muita influ�ncia da Su�cia na Pol�nia, devido �s sucessivas guerras entre ambas as partes. H� seiscentos ou setecentos anos atr�s, um ex�rcito sueco ocupou parte da actual Pol�nia escutou a m�sica da Mas�visia e introduziram algumas das suas dan�as na Su�cia. � por isso que os suecos t�m na Su�cia a Polska [que quer dizer polaco na l�ngua sueca]. H� uma hist�ria incr�vel de invernos muito rigorosos. Nessa altura, o mar B�ltico encontra-se completamente gelado e as pessoas caminham atrav�s do gelo. No meio do mar B�ltico foi constru�do um bar que recebia pessoas oriundas de ambas as margens que cantavam e tocavam. Facto que explica toda essa troca de influ�ncias.

�White Voice�

A �White Voice� � a forma mais natural de canto na Pol�nia oriunda das montanhas. Toda a gente consegue cantar assim, seja na montanha ou na plan�cie. � a maneira mais f�cil de cantar. E a mais popular. Tem � de ser cantado bem alto e bem projectado.

Tocar simples e de forma intensa

Por vezes, quando oi�o Ali Farka Tour� a tocar njarka, isto �, um instrumento simples de apenas uma corda, sinto-o como se fosse o Jimi Hendrix. N�o � preciso adicionar mais nada ao seu instrumento, � forma como toca. Esta � a maior for�a da Warsaw Village Band. Tocamos instrumentos esquecidos como a Suka polaca.

A Promo��o via BBC e WOMEX

O pr�mio da BBC foi para n�s uma agrad�vel surpresa e, sobretudo, uma boa forma de promo��o. Foi como uma porta de entrada para o resto do mundo, tal como a poss�bilidade de tocarmos no WOMEX, Nunca pensamos em ser estrelas da �world music�, em tocarmos em grandes festivais. H� bandas que n�o tocam muito bem, mas tem um bom �background�. N�s estamos no in�cio. Agora temos mais chances de tocar em v�rias partes do mundo.

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[entrevista] Warsaw Village Band: a barb?rie da Mas?via

November 15, 2004 by  
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A Warsaw Village Band ? uma das maiores sensa??es da folk do Mar B?ltico da actualidade. Passaram pelo FMM de Sines em Julho passado e, h? poucos dias, lan?aram o seu terceiro ?lbum, “Uprooting” (distribuido em Portugal pela Megam?sica). ? prov?vel que o sexteto polaco regresse ao nosso pa?s, em Mar?o de 2005, para se apresentar ou em Lisboa ou no Porto. Para j?, fiquem com excertos da entrevista ao violinista Wojtek Krzak. Amanh? publicarei o texto integral.

Tradi??o Musical na Mas?via

Toda a m?sica m?sica na Mas?via ? proveniente dos tempos medievais, mas os interpretes s?o cat?licos ortodoxos. Nunca pensaram em paganismo.

A vida social nesta terra era muito dura. A Mas?via sempre foi uma das partes mais pobres da Pol?nia. Por isso ? que a sua m?sica ? t?o dura e t?o b?rbara. As pessoas n?o tinham dinheiro nem oportunidade para ver se deslocar e para ver o mundo al?m Mas?via. Inevitavelmente, era uma sociedade fechada. ? por isso que temos nesta ?rea uma tradi??o ? base do violino e da percuss?o porque eram os instrumentos mais baratos.

Na Mas?via, em celebra??es como casamentos, o mais importante era o violino. Toda a gente podia tocar ritmos b?sicos de percuss?o. N?o era t?o importante porque toda a gente sabia como tocar.
Apenas vejo influencias medievais nesta m?sica. O mesmo acontecia com o baixo. O ritmo era simples.

O Mar B?ltico

Sempre houve muita influ?ncia da Su?cia na Pol?nia, devido ?s sucessivas guerras entre ambas as partes. H? seiscentos ou setecentos anos atr?s, um ex?rcito sueco ocupou parte da actual Pol?nia escutou a m?sica da Mas?visia e introduziram algumas das suas dan?as na Su?cia. ? por isso que os suecos t?m na Su?cia a Polska [que quer dizer polaco na l?ngua sueca]. H? uma hist?ria incr?vel de invernos muito rigorosos. Nessa altura, o mar B?ltico encontra-se completamente gelado e as pessoas caminham atrav?s do gelo. No meio do mar B?ltico foi constru?do um bar que recebia pessoas oriundas de ambas as margens que cantavam e tocavam. Facto que explica toda essa troca de influ?ncias.

?White Voice?

A ?White Voice? ? a forma mais natural de canto na Pol?nia oriunda das montanhas. Toda a gente consegue cantar assim, seja na montanha ou na plan?cie. ? a maneira mais f?cil de cantar. E a mais popular. Tem ? de ser cantado bem alto e bem projectado.

Tocar simples e de forma intensa

Por vezes, quando oi?o Ali Farka Tour? a tocar njarka, isto ?, um instrumento simples de apenas uma corda, sinto-o como se fosse o Jimi Hendrix. N?o ? preciso adicionar mais nada ao seu instrumento, ? forma como toca. Esta ? a maior for?a da Warsaw Village Band. Tocamos instrumentos esquecidos como a Suka polaca.

A Promo??o via BBC e WOMEX

O pr?mio da BBC foi para n?s uma agrad?vel surpresa e, sobretudo, uma boa forma de promo??o. Foi como uma porta de entrada para o resto do mundo, tal como a poss?bilidade de tocarmos no WOMEX, Nunca pensamos em ser estrelas da ?world music?, em tocarmos em grandes festivais. H? bandas que n?o tocam muito bem, mas tem um bom ?background?. N?s estamos no in?cio. Agora temos mais chances de tocar em v?rias partes do mundo.

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