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Intercéltico do Porto resiste mais um ano

March 5, 2008

beoga.jpgO Intercéltico do Porto, ferido pela ausência de apoio institucional da Câmara Municipal da Invicta (apesar de este ano ter dado uns tostões para o manter «agarrado à máquina»), resiste mais um ano e apresenta novamente um cartaz mais modesto e económico (se comparado com o Intercéltico do Terço e do Coliseu a que nos habituámos) pronto a ser degustado entre os dias 11 e 12 de Abril, conforme avança o site Divergências dedicado à música portuguesa e onde poderemos ter o prazer de ler textos de Carlos Feixa (outrora realizador e apresentador do mítico programa de rádio “Outras Músicas”, tem sido sempre ele – desde que me lembro - o «speaker» de serviço do FIP).

À semelhança do ano passado, as festividades Intercélticas, organizadas como sempre pela Discantus de Avelino Tavares, celebram-se no Cinema Batalha e distribuem-se, no primeiro dia, por um duelo entre lusitanos e irlandeses e, no segundo dia, por um mano-a-mano galaico-português. Assim sendo, o pontapé de saída desta XVII edição do Intercéltico da margem norte do Douro (parece que está a ser planeado mais um para a margem sul) é dado pelos madeirenses ENCONTROS DA EIRA. À semelhança dos XARABANDA, esta formação, que tem sofrido constantes entradas e saídas de músicos, evoluiu de forma notável nos últimos dois / três anos… a avaliar pelos temas de uma maquete recente que se podem escutar no My Space.

Da Irlanda, chegam os BEOGA (na foto) que, tal como os TÉADA que actuaram na Batalha em 2007, são uns ilustres desconhecidos, de sangue na guelra, apostados em renovar a hermética tradição local, impregnando em jigs e reels, elementos da música popular norte-americana (ou será mesmo europeia?) - old time, jazz, swing. Folk pura e dura, como sempre, muito bem tocada, a várias velocidades. A «máquina» promete estar extremamente bem oleada.

No dia seguinte, contamos com os autores de uma noite de muitas noites memoráveis. Os GALANDUM GALUNDAINA actuaram pela última vez no Intercéltico em 2005, no ano em que foi lançado «Modas I Anzonas» e que contou em palco com as participações de PACO DIEZ e MALCOLM MCMILAN. O quarteto dos irmãos MEIRINHOS de Fonte de Aldeia regressa ao FIP com alguns temas novos que devem ser gravados ainda este ano no muito esperado novo disco.

XOSÉ MANUEL BUDIÑO, ilustre virtuoso gaiteiro galego que tem misturado tradições locais e sonoridades folk do Atlântico Norte com beats electrónicos dançáveis, encerrará o Intercéltico com um repertório que, prevemos, se baseie no mais recente disco “Home” que inclui uma irmandade de estrelas como artistas convidados: MERCEDES PEÓN, JACKY MOLARD, KEPA JUNKERA e ANTON REIXA (antiga voz dos RESSENTIDOS), entre outros.

Esta XVII edição volta a estender-se à Casa das Artes com os espectáculos de GALANDUM GALUNDAINA (11 de Abril) e BEOGA (12 de Abril).

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Terra de Abrigo | 30 de Junho, 2 e 4 de Julho | Reportagem XARABANDA + SEIS PO’ MEIA DÚZIA

August 19, 2007

Hora da Terra de Abrigo

Antena Miróbriga (Santiago do Cacém) - Sextas 23h / 24

Zero - Domingos - 22h/23h

Rádio universitária do Minho - Terças-feiras - 21h/22h

Emissão de 23, 25 e 27 de Junho

 

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Ensaio dos XARABANDA na sede da Associação Cultural

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O ‘xarambista’ ROBERTO MONIZ

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O fundador e cicerone desta reportagem RUI CAMACHO

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O virtuoso acordeonista sérvio SLOBODAN SARCERVIC

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o grupo acapella feminino SEIS PO’ MEIA DÚZIA

Reportagem efectuada em Julho de 2006 na sede da Associação Cultural Xarabanda do Funchal onde a instituição da música tradicional madeirense XARABANDA e o grupo “satélite” vocal feminino SEIS PO’ MEIA DÚZIA ensaiavam para participar na edição de sse ano do Festival Raízes do Atlântico.

Durante uma hora de emissão houve a oportunidade de conhecermos o rigor do trabalho efectuado durante 25 anos na recolha e interpretação de modas tradicionais da ilha da Madeira e as particularidades de alguns dos músicos que compõem este projecto: ROBERTO MONIZ, músico que toca de improviso exemplifica as diferenças entre o xaramba e o bailinho tocado ao desafio; SLOBODAN, acordeonista sérvio que fala tão bem (ou melhor) português como alguém que nasceu no nosso país, mostra como o corridinho e o bailinho podem ter afinidades com a música balcânica de raizes islâmicas.

 
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