Feliciano dos Santos, líder do projecto moçambicano Massukos, recebe hoje um dos prémios ambientais Goldman. O músico, que tocou pela primeira vez fora de portas, há dez anos atrás na Expo 98, tem tocado com regularidade na Europa apresentando como cartão de visita o álbum “Bumping” de 2006. O vocalista e guitarrista que fundou em 1996 a ONG “Estamos”, implementou um programa modelo de desenvolvimento sustentável a nível mundial que promove a agricultura sustentável, a reflorestação e iniciativas de combate à sida, além da construção e uso de latrinas como forma de contornar as más condições de higiene e má qualidade da água da província remota do Niassa.
Um prémio por continente
Os Goldman Environmental Prize nasceram em 1990 pelas mãos do filantropo Richard N. Goldman e da sua mulher Rhoda H. Goldman (1924-1996). O casal de São Francisco decidiu valorizar os projectos regionais na área do ambiente que passavam muitas vezes despercebidos. Todos os anos, seis projectos – um por cada continente e o sexto para as ilhas – são laureados com cerca de 95 mil euros.Este ano, para além de Feliciano dos Santos, foram reconhecidos: Marina Rikhvanova, pela protecção do lago Baikal, o lago mais antigo do mundo situado na Sibéria; Ignace Schops, pelo sucesso do primeiro parque natural na Bélgica; Jesús León Santos, pelo desenvolvimento da agricultura tradicional numa região estéril do México; Pablo Fajardo Mendoza e Luis Yanza do Equador, pela batalha judicial que tiveram contra uma empresa petrolífera que poluía a Amazónia; e Rosa Hilda Ramos, líder do movimento que conseguiu a protecção permanente de uma zona de pântanos e mangais em Porto Rico.
Os prémios vão ser entregues na Casa da Ópera de São Francisco. Para além do valor monetário, a distinção dá projecção, reconhecimento e credibilidade aos trabalhos dos vencedores. O galardão é uma escultura de bronze que representa o Ouroboros, a famosa serpente que forma um círculo ao morder a sua própria cauda. Segundo o site do Goldman Environmental Prize a escultura é o símbolo do “poder da natureza para se regenerar”. Fonte: Público
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